No próximo fim-de-semana na cidade de Ponta Delgada, ilha de S. Miguel realizar-se-ão as maiores festas dos Açores: Senhor Santo Cristo dos Milagres. A Irmandade do Senhor Santo Cristo dos Milagres para este ano de 2004 preparou-nos este progrma:
12 de Maio (Quarta-feira)
21h30 Lançamento do livro "História dos Açores Vol. III - Dr. Melo Bento" [Centro Municipal de Cultura]
13 de Maio (Quinta-feira) 18h30 Inauguração da Exposição Colectiva do Registo do Senhor Santo Cristo [Centro Municipal de Cultura]
14 de Maio (Sexta-feira) 21h30 FESTA DO EMIGRANTE [Aula Magna - Universidade dos Açores]
15 de Maio (Sábado) Mudança de Imagem
· Inicio - 16:30
· Promessas - entrada geral pela Rua Luís Soares de Sousa (antes da 16:30)
· Rua da Esperança (Dr. Mont'Alverne de Sequeira) - encerra às 15:30 (à excepção dos membros da organização e portadores de credencial de colaborador e livre transito).
· Guarde de honra (nova localização) - junto ao Castelo de São Brás
· Depois da entrada da cera (estarão 4 grupos de tabuleiros em frente da entrada para a sacristia), as promessas deverão sair do Campo pela Rua da Esperança.
· Na Mudança não são admitidas opas excepto os Irmãos do Andor e Mesa. As opas serão distribuídas após a recolha da mudança
· A circulação das promessas far-se-á do modo habitual, pedindo-se a estas e ao público em geral que sigam as indicações da PSP, Escuteiros e colaboradores da Irmandade, deixando o centro das ruas envolventes do "Campo" completamente desimpedido para boa circulação da Imagem.
Visita à Imagem
· Inicio - 18:30; encerramento - 00:30
· Entrada - só pela porta da sacristia no adro do Santuário
16 de Maio (Domingo) Vigília
· Procissão das Velas - organizar-se-á a partir das 00:45 saindo a Imagem do Santuário para a Igreja de São José seguindo o mesmo percurso da Mudança
· Após a entrada da Imagem em São José, Vigília de adoração
· 06:00 - Missa dos Peregrinos
Procissão
· Promessas:
· Adro da Igreja - Senhoras de escuro
· Rua Nascente do Campo de São Francisco - Casais
· 15:15 - Saída do Guião
· 16:30 - Saída da Imagem
As opas deverão incorporar-se na procissão imediatamente após o Guião nos roços à frente do Andor, ficando o acesso de opas vedado na Rua da Esperança, a partir das 16:15 (à excepção das autoridades, dos membros da organização e portadores de credencial de colaborador e livres trânsito). Daí em diante a incorporação na procissão só se fará a partir da Rua Doutor Caetano de Andrade
17 de Maio (Segunda-feira) 17h30 RECEPÇÃO AOS EMIGRANTES
22h30 "Ponta Delgada - Capital da Juventude - Operação Triunfo
[Praça Gonçalo Velho - Portas da Cidade]
18 de Maio (Terça-feira) 21h30 Actuação do grupo “CANTARES D’OUTRORA” (Arrifes), Actuação do grupo "TRADIÇÕES"
[Campo de São Francisco]
19 de Maio (Quarta-feira) 22h00 Concerto da ORQUESTRA LIGEIRA DE PONTA DELGADA
[Campo de S. Francisco]
21 de Maio (Sexta-feira) 22h00 Concerto "Ponta Delgada - Capital da Juventude", Festas do Senhor do Santo Cristo e actuações dos conjuntos "PASSOS PESADOS" e "FORA D'AFRICA"
[Campo de S. Francisco]
terça-feira, maio 11, 2004
domingo, maio 09, 2004
DIA 9 DE MAIO - DIA DA EUROPA
A União Europeia comemora hoje o seu quinquagésimo quarto aniversário de vida. Em nossa opinião, é uma data que todos nós, europeus, não devemos esquecer, pois assinala cinquenta e quatro anos de paz, num continente longamente fustigado com anos e anos de guerras. Assinala, de igual modo, meio século de progresso económico, social, cultural, de consolidação da democracia e respeito pelos direitos fundamentais dos Homens, que sem a instituição desta organização seria bastante improvável que acontecesse. A União Europeia, apesar de todas as incertezas que agora têm surgido, tem sido de uma importância vital, não só para o continente, em termos de união dos vários países e aproximação dos mesmos em diversos campos da vida social, mas também para o mundo, trazendo um certo equilíbrio e estabilidade às relações internacionais, que a torna um exemplo de desenvolvimento e cooperação para outros continentes.
Nesse sentido, podemos certamente concluir que, nas últimas décadas da história portuguesa, a comemoração do dia 9 de Maio – Dia da Europa-, após a comemoração do 25 de Abril de 1974, que nos permitiu a vivência num estado de direito democrático, é aquela que maior relevância devia assumir, pois só a pertença à União Europeia proporcionou um nível de desenvolvimento e representatividade internacional, inigualáveis na história de Portugal.
SOURCE: Raquel Costa
Declaração Schuman de 9 de Maio de 1950
Este é o texto integral da proposição, apresentada por Robert Schuman, Ministro Francês dos Negócios Estrangeiros, e que levou à criação da União Europeia:
A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem esforços criadores à medida dos perigos que a ameaçam. A contribuição que uma Europa organizada e viva pode dar à civilização é indispensável para a manutenção de relações pacíficas. A França, ao assumir-se desde há mais de 20 anos como defensora de uma Europa unida, teve sempre por objectivo essencial servir a paz. A Europa não foi construída, tivemos a guerra. A Europa não se fará de um golpe, nem numa construção de conjunto: far-se-á por meio de realizações concretas que criem em primeiro lugar uma solidariedade de facto. A união das nações europeias exige que seja eliminada a secular oposição entre a França e a Alemanha. Com esse objectivo, o Governo francês propõe actuar imediatamente num plano limitado mas decisivo. O Governo francês propõe subordinar o conjunto da produção franco-alemã de carvão e de aço a uma Alta Autoridade, numa organização aberta à participação dos outros países da Europa.
A comunitarização das produções de carvão e de aço assegura imediatamente o estabelecimento de bases comuns de desenvolvimento económico, primeira etapa da federação europeia, e mudará o destino das regiões durante muito tempo condenadas ao fabrico de armas de guerra, das quais constituíram as mais constantes vítimas. A solidariedade de produção assim alcançada revelará que qualquer guerra entre a França e a Alemanha se tornará não apenas impensável como também materialmente impossível. O estabelecimento desta poderosa unidade de produção aberta a todos os países que nela queiram participar, que permitirá o fornecimento a todos os países que a compõem dos elementos fundamentais da produção industrial em idênticas condições, lançará os fundamentos reais da sua unificação económica. Esta produção será oferecida a todos os países do mundo sem distinção nem exclusão, a fim de participar no aumento do nível de vida e no desenvolvimento das obras de paz. [...] Assim se realizará, simples e rapidamente, a fusão de interesses indispensáveis para o estabelecimento de uma comunidade económica e introduzirá o fermento de uma comunidade mais larga e mais profunda entre países durante muito tempo opostos por divisões sangrentas. Esta proposta, por intermédio da comunitarização de produções de base e da instituição de uma nova Alta Autoridade cujas decisões vincularão a França, a Alemanha e os países aderentes, realizará as primeiras bases concretas de uma federação europeia indispensável à preservação da paz. O Governo francês, a fim de prosseguir a realização dos objectivos assim definidos, está disposto a iniciar negociações nas seguintes bases. A missão atribuída à Alta Autoridade comum consistirá em, nos mais breves prazos, assegurar: a modernização da produção e a melhoria da sua qualidade; o fornecimento nos mercados francês, alemão e nos países aderentes de carvão e de aço em condições idênticas; o desenvolvimento da exportação comum para outros países; a harmonização no progresso das condições de vida da mão-de-obra dessas indústrias. Para atingir estes objectivos a partir das condições muito diversas em que se encontram actualmente as produções dos países aderentes, deverão ser postas em prática, a titulo provisório, determinadas disposições, incluindo a aplicação de um plano de produção e de investimentos, a instituição de mecanismos de equação dos preços e a criação de um fundo de reconversão destinado a facilitar a racionalização da produção. A circulação do carvão e do aço entre países aderentes será imediatamente isenta de qualquer direito aduaneiro e não poderá ser afectada por tarifas de transportes distintas. Criar-se-ão progressivamente as condições para assegurar espontaneamente a repartição mais racional da produção ao nível de produtividade mais elevada. Ao contrário de um cartel internacional que tende a repartir e a explorar os mercados nacionais com base em práticas restritivas e na manutenção de elevados lucros, a organização projectada assegurará a fusão dos mercados e a expansão da produção. Os princípios e os compromissos essenciais acima definidos serão objecto de um tratado assinado entre os estados. As negociações indispensáveis a fim de precisar as medidas de aplicação serão realizadas com a assistência de um mediador designado por comum acordo; este terá a missão de velar para que os acordos sejam conformes com os princípios e, em caso de oposição irredutível, fixará a solução a adoptar. A Alta Autoridade comum, responsável pelo funcionamento de todo o regime, será composta por personalidades independentes e designada numa base paritária pelos governos; será escolhido um presidente por comum acordo entre os governos; as suas decisões serão de execução obrigatória em França, na Alemanha e nos restantes países aderentes. As necessárias vias de recurso contra as decisões da Alta Autoridade serão asseguradas por disposições adequadas. Será elaborado semestralmente por um representante das Nações Unidas junto da referida Alta Autoridade um relatório público destinado à ONU e dando conta do funcionamento do novo organismo, nomeadamente no que diz respeito à salvaguarda dos seus fins pacíficos. A instituição de Alta Autoridade em nada prejudica o regime de propriedade das empresas. No exercício da sua função, a Alta Autoridade comum terá em conta os poderes conferidos à autoridade internacional da região do Rur e as obrigações de qualquer natureza impostas à Alemanha, enquanto estas subsistirem.
Que é o Dia da Europa?
Ao verem nas agendas e nos calendários o dia 9 de Maio identificado como "Dia da Europa", muitas pessoas interrogam-se sobre o que se terá passado nessa data e em que ano terá tido lugar esse acontecimento.
Com efeito, poucos cidadãos europeus sabem que a 9 de Maio de 1950 nasceu a Europa comunitária, numa altura em que, devemos recordá-lo, a perspectiva de uma terceira guerra mundial angustiava toda a Europa.
Nesse dia, em Paris, a imprensa foi convocada para as dezoito horas no Salon de l'Horloge do Quai d'Orsay, quartel-general do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, para uma "comunicação da maior importância".
As primeiras linhas da declaração de 9 de Maio de 1950, redigida por Jean Monnet, comentada e lida à imprensa por Robert Schuman, Ministro dos Negócios Estrangeiros da França, dão imediatamente uma ideia da ambição da proposta: "A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem uma criatividade à medida dos perigos que a ameaçam". "Através da colocação em comum de produções de base e da instituição de uma Alta Autoridade nova, cujas decisões ligarão a França, a Alemanha e os países que a ela aderirem, esta proposta constituirá a primeira base concreta de uma federação europeia, indispensável à preservação da paz".
Era assim proposta a criação de uma instituição europeia supranacional, incumbida de gerir as matérias-primas que nessa altura constituíam a base do poderio militar, o carvão e o aço. Ora, os países convidados a renunciar desta forma ao controlo exclusivamente nacional destes recursos fundamentais para a guerra, só há muito pouco tempo tinham deixado de se destruir mutuamente num conflito terrível, de que tinham resultado incalculáveis prejuízos materiais e, sobretudo, danos morais: ódios, rancores e preconceitos.
Assim, tudo começou nesse dia, razão que levou os Chefes de Estado e de Governo, na Cimeira de Milão de 1995, a decidirem celebrar o 9 de Maio como "Dia da Europa".
Os diversos países, ao decidirem democraticamente aderir à União Europeia, adoptam os valores da paz e da solidariedade, pedra angular do edifício comunitário.
Estes valores concretizam-se no desenvolvimento económico e social e no equilíbrio ambiental e regional, únicos garantes de uma repartição equilibrada do bem-estar entre os cidadãos.
A Europa, enquanto conjunto de povos conscientes de pertencerem a uma mesma entidade que abrange culturas análogas ou complementares, existe já há séculos. No entanto, a consciência desta unidade fundamental, enquanto não deu origem a regras e a instituições, não pôde evitar os conflitos entre os países europeus. Ainda hoje, alguns países que não fazem parte da União Europeia não estão ao abrigo de tragédias terríveis.
Como qualquer obra humana desta envergadura, a integração da Europa não se constrói num dia, nem em algumas décadas: as lacunas são ainda numerosas e as imperfeições evidentes. A construção iniciada imediatamente a seguir à II Guerra Mundial foi muito inovadora: o que nos séculos ou milénios precedentes podia assemelhar-se a uma tentativa de união, foi na realidade o fruto de uma vitória de uns sobre os outros. Estas construções não podiam durar, pois os vencidos só tinham uma aspiração: recuperar a sua autonomia.
Hoje ambicionamos algo completamente diferente: construir uma Europa que respeite a liberdade e a identidade de cada um dos povos que a compõem, gerida em conjunto e aplicando o princípio segundo o qual apenas se deve fazer em comum o que pode ser mais bem feito dessa forma. Só a união dos povos pode garantir à Europa o controlo do seu destino e a sua influência no mundo. A União Europeia está atenta aos desejos dos cidadãos e coloca-se ao seu serviço. Conservando a sua especificidade, os seus hábitos e a sua língua, todos os cidadãos se devem sentir em casa na "pátria europeia", onde podem circular livremente.
A União Europeia comemora hoje o seu quinquagésimo quarto aniversário de vida. Em nossa opinião, é uma data que todos nós, europeus, não devemos esquecer, pois assinala cinquenta e quatro anos de paz, num continente longamente fustigado com anos e anos de guerras. Assinala, de igual modo, meio século de progresso económico, social, cultural, de consolidação da democracia e respeito pelos direitos fundamentais dos Homens, que sem a instituição desta organização seria bastante improvável que acontecesse. A União Europeia, apesar de todas as incertezas que agora têm surgido, tem sido de uma importância vital, não só para o continente, em termos de união dos vários países e aproximação dos mesmos em diversos campos da vida social, mas também para o mundo, trazendo um certo equilíbrio e estabilidade às relações internacionais, que a torna um exemplo de desenvolvimento e cooperação para outros continentes.
Nesse sentido, podemos certamente concluir que, nas últimas décadas da história portuguesa, a comemoração do dia 9 de Maio – Dia da Europa-, após a comemoração do 25 de Abril de 1974, que nos permitiu a vivência num estado de direito democrático, é aquela que maior relevância devia assumir, pois só a pertença à União Europeia proporcionou um nível de desenvolvimento e representatividade internacional, inigualáveis na história de Portugal.
SOURCE: Raquel Costa
Declaração Schuman de 9 de Maio de 1950
Este é o texto integral da proposição, apresentada por Robert Schuman, Ministro Francês dos Negócios Estrangeiros, e que levou à criação da União Europeia:
A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem esforços criadores à medida dos perigos que a ameaçam. A contribuição que uma Europa organizada e viva pode dar à civilização é indispensável para a manutenção de relações pacíficas. A França, ao assumir-se desde há mais de 20 anos como defensora de uma Europa unida, teve sempre por objectivo essencial servir a paz. A Europa não foi construída, tivemos a guerra. A Europa não se fará de um golpe, nem numa construção de conjunto: far-se-á por meio de realizações concretas que criem em primeiro lugar uma solidariedade de facto. A união das nações europeias exige que seja eliminada a secular oposição entre a França e a Alemanha. Com esse objectivo, o Governo francês propõe actuar imediatamente num plano limitado mas decisivo. O Governo francês propõe subordinar o conjunto da produção franco-alemã de carvão e de aço a uma Alta Autoridade, numa organização aberta à participação dos outros países da Europa.
A comunitarização das produções de carvão e de aço assegura imediatamente o estabelecimento de bases comuns de desenvolvimento económico, primeira etapa da federação europeia, e mudará o destino das regiões durante muito tempo condenadas ao fabrico de armas de guerra, das quais constituíram as mais constantes vítimas. A solidariedade de produção assim alcançada revelará que qualquer guerra entre a França e a Alemanha se tornará não apenas impensável como também materialmente impossível. O estabelecimento desta poderosa unidade de produção aberta a todos os países que nela queiram participar, que permitirá o fornecimento a todos os países que a compõem dos elementos fundamentais da produção industrial em idênticas condições, lançará os fundamentos reais da sua unificação económica. Esta produção será oferecida a todos os países do mundo sem distinção nem exclusão, a fim de participar no aumento do nível de vida e no desenvolvimento das obras de paz. [...] Assim se realizará, simples e rapidamente, a fusão de interesses indispensáveis para o estabelecimento de uma comunidade económica e introduzirá o fermento de uma comunidade mais larga e mais profunda entre países durante muito tempo opostos por divisões sangrentas. Esta proposta, por intermédio da comunitarização de produções de base e da instituição de uma nova Alta Autoridade cujas decisões vincularão a França, a Alemanha e os países aderentes, realizará as primeiras bases concretas de uma federação europeia indispensável à preservação da paz. O Governo francês, a fim de prosseguir a realização dos objectivos assim definidos, está disposto a iniciar negociações nas seguintes bases. A missão atribuída à Alta Autoridade comum consistirá em, nos mais breves prazos, assegurar: a modernização da produção e a melhoria da sua qualidade; o fornecimento nos mercados francês, alemão e nos países aderentes de carvão e de aço em condições idênticas; o desenvolvimento da exportação comum para outros países; a harmonização no progresso das condições de vida da mão-de-obra dessas indústrias. Para atingir estes objectivos a partir das condições muito diversas em que se encontram actualmente as produções dos países aderentes, deverão ser postas em prática, a titulo provisório, determinadas disposições, incluindo a aplicação de um plano de produção e de investimentos, a instituição de mecanismos de equação dos preços e a criação de um fundo de reconversão destinado a facilitar a racionalização da produção. A circulação do carvão e do aço entre países aderentes será imediatamente isenta de qualquer direito aduaneiro e não poderá ser afectada por tarifas de transportes distintas. Criar-se-ão progressivamente as condições para assegurar espontaneamente a repartição mais racional da produção ao nível de produtividade mais elevada. Ao contrário de um cartel internacional que tende a repartir e a explorar os mercados nacionais com base em práticas restritivas e na manutenção de elevados lucros, a organização projectada assegurará a fusão dos mercados e a expansão da produção. Os princípios e os compromissos essenciais acima definidos serão objecto de um tratado assinado entre os estados. As negociações indispensáveis a fim de precisar as medidas de aplicação serão realizadas com a assistência de um mediador designado por comum acordo; este terá a missão de velar para que os acordos sejam conformes com os princípios e, em caso de oposição irredutível, fixará a solução a adoptar. A Alta Autoridade comum, responsável pelo funcionamento de todo o regime, será composta por personalidades independentes e designada numa base paritária pelos governos; será escolhido um presidente por comum acordo entre os governos; as suas decisões serão de execução obrigatória em França, na Alemanha e nos restantes países aderentes. As necessárias vias de recurso contra as decisões da Alta Autoridade serão asseguradas por disposições adequadas. Será elaborado semestralmente por um representante das Nações Unidas junto da referida Alta Autoridade um relatório público destinado à ONU e dando conta do funcionamento do novo organismo, nomeadamente no que diz respeito à salvaguarda dos seus fins pacíficos. A instituição de Alta Autoridade em nada prejudica o regime de propriedade das empresas. No exercício da sua função, a Alta Autoridade comum terá em conta os poderes conferidos à autoridade internacional da região do Rur e as obrigações de qualquer natureza impostas à Alemanha, enquanto estas subsistirem.
Que é o Dia da Europa?
Ao verem nas agendas e nos calendários o dia 9 de Maio identificado como "Dia da Europa", muitas pessoas interrogam-se sobre o que se terá passado nessa data e em que ano terá tido lugar esse acontecimento.
Com efeito, poucos cidadãos europeus sabem que a 9 de Maio de 1950 nasceu a Europa comunitária, numa altura em que, devemos recordá-lo, a perspectiva de uma terceira guerra mundial angustiava toda a Europa.
Nesse dia, em Paris, a imprensa foi convocada para as dezoito horas no Salon de l'Horloge do Quai d'Orsay, quartel-general do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, para uma "comunicação da maior importância".
As primeiras linhas da declaração de 9 de Maio de 1950, redigida por Jean Monnet, comentada e lida à imprensa por Robert Schuman, Ministro dos Negócios Estrangeiros da França, dão imediatamente uma ideia da ambição da proposta: "A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem uma criatividade à medida dos perigos que a ameaçam". "Através da colocação em comum de produções de base e da instituição de uma Alta Autoridade nova, cujas decisões ligarão a França, a Alemanha e os países que a ela aderirem, esta proposta constituirá a primeira base concreta de uma federação europeia, indispensável à preservação da paz".
Era assim proposta a criação de uma instituição europeia supranacional, incumbida de gerir as matérias-primas que nessa altura constituíam a base do poderio militar, o carvão e o aço. Ora, os países convidados a renunciar desta forma ao controlo exclusivamente nacional destes recursos fundamentais para a guerra, só há muito pouco tempo tinham deixado de se destruir mutuamente num conflito terrível, de que tinham resultado incalculáveis prejuízos materiais e, sobretudo, danos morais: ódios, rancores e preconceitos.
Assim, tudo começou nesse dia, razão que levou os Chefes de Estado e de Governo, na Cimeira de Milão de 1995, a decidirem celebrar o 9 de Maio como "Dia da Europa".
Os diversos países, ao decidirem democraticamente aderir à União Europeia, adoptam os valores da paz e da solidariedade, pedra angular do edifício comunitário.
Estes valores concretizam-se no desenvolvimento económico e social e no equilíbrio ambiental e regional, únicos garantes de uma repartição equilibrada do bem-estar entre os cidadãos.
A Europa, enquanto conjunto de povos conscientes de pertencerem a uma mesma entidade que abrange culturas análogas ou complementares, existe já há séculos. No entanto, a consciência desta unidade fundamental, enquanto não deu origem a regras e a instituições, não pôde evitar os conflitos entre os países europeus. Ainda hoje, alguns países que não fazem parte da União Europeia não estão ao abrigo de tragédias terríveis.
Como qualquer obra humana desta envergadura, a integração da Europa não se constrói num dia, nem em algumas décadas: as lacunas são ainda numerosas e as imperfeições evidentes. A construção iniciada imediatamente a seguir à II Guerra Mundial foi muito inovadora: o que nos séculos ou milénios precedentes podia assemelhar-se a uma tentativa de união, foi na realidade o fruto de uma vitória de uns sobre os outros. Estas construções não podiam durar, pois os vencidos só tinham uma aspiração: recuperar a sua autonomia.
Hoje ambicionamos algo completamente diferente: construir uma Europa que respeite a liberdade e a identidade de cada um dos povos que a compõem, gerida em conjunto e aplicando o princípio segundo o qual apenas se deve fazer em comum o que pode ser mais bem feito dessa forma. Só a união dos povos pode garantir à Europa o controlo do seu destino e a sua influência no mundo. A União Europeia está atenta aos desejos dos cidadãos e coloca-se ao seu serviço. Conservando a sua especificidade, os seus hábitos e a sua língua, todos os cidadãos se devem sentir em casa na "pátria europeia", onde podem circular livremente.
O NEPI, em parceria com a Antena 1 Açores, vai realizar um debate com os candidatos pelo Circulo eleitoral dos Açores ao Parlamento Europeu.
Domingo, 9 de Maio das 12 às 14 horas (dos Açores)
Ouve em http://www.rdp.pt/regioes/acores/index.htm
Candidatos:
Dr. Duarte Freitas (PSD/PP)
Dr. Paulo Casaca (PS)
Dr. Aníbal Pires (CDU)
Dr. José Sousa (PDA)
Dr. Paulo Estevão (PPM)
Enf. Gabriela M. Vieira (BE)
Vamos entrevistar:
Dr. Gualter Furtado (Economista)
Jorge Rita (Presidente Federação Agrícola dos Açores)
Liberato Fernandes (Cooperativa Porto de Abrigo)
Dr. Duarte Morais Cabral (Director Parque Atlântico)
Nicolau Sousa Lima (Empresário)
António Cansado (Grupo SATA)
O debate conta, igualmente, com questões de discentes da licenciatura em Estudos Europeus e Política Internacional, directamente direccionadas aos euro-candidatos.
Domingo, 9 de Maio das 12 às 14 horas (dos Açores)
Ouve em http://www.rdp.pt/regioes/acores/index.htm
Candidatos:
Dr. Duarte Freitas (PSD/PP)
Dr. Paulo Casaca (PS)
Dr. Aníbal Pires (CDU)
Dr. José Sousa (PDA)
Dr. Paulo Estevão (PPM)
Enf. Gabriela M. Vieira (BE)
Vamos entrevistar:
Dr. Gualter Furtado (Economista)
Jorge Rita (Presidente Federação Agrícola dos Açores)
Liberato Fernandes (Cooperativa Porto de Abrigo)
Dr. Duarte Morais Cabral (Director Parque Atlântico)
Nicolau Sousa Lima (Empresário)
António Cansado (Grupo SATA)
O debate conta, igualmente, com questões de discentes da licenciatura em Estudos Europeus e Política Internacional, directamente direccionadas aos euro-candidatos.
quarta-feira, maio 05, 2004
VIVA AO MEU F.C.PORTO!!!
Todos a Gelsenkirchen!
Já não há palavras para escrever acerca deste F.C. Porto. Faltam adjectivos, escasseia genica num par de mãos ainda trémulas. As emoções foram fortíssimas. O Riazor ferveu, os espanhóis quiseram sangue, tentaram ser irresistíveis, pegaram na estatística e fizeram tudo para transformá-la em futebol. O Dragão, todavia, voltou a ser encantador e espalhou o seu fogo pela baía da Corunha. A meta, agora, é Gelsenkirchen. A UEFA Champions League é o sonho.
O céu é o limite. Depois da Taça UEFA, escassos dias depois de ter revalidado o título da SuperLiga, o F.C. Porto deu um show de bola na Galiza, contrariou quem o quis fora da competição e confirmou que é uma equipa verdadeiramente fantástica, um onze solidário, uma máquina capaz de levar os seus adeptos à euforia, um mundo de aventuras repetidas.
O Corunha ainda não tinha sofrido golos no Riazor. O Corunha tinha empatado no Dragão. O Corunha, diziam os irresponsáveis, podia ser apontado como favorito. E até podia, se pela frente não tivesse o F.C. Porto, um caso raro de qualidade. Mourinho apresentou o 4x4x2 europeu, com Derlei no lugar de McCarthy e Pedro Mendes no vértice do losango central normalmente entregue a Alenitchev. Foi perfeito.
O F.C. Porto entrou a dominar, sem medos da cara feia dos espanhóis, sem pestanejar perante o inferno que quiseram colocar no seu caminho. Os primeiros minutos foram empolgantes. Trocas de bola, fintas, magia de Deco e arrojo, muito arrojo, uma atitude que nada tinha a ver com aquela apresentada pelos galegos há duas semanas.
Os primeiros sinais de perigo pertenceram ao clube que hoje jogou de roxo, num tom alternativo que em nada alterou as melhores características. Ao intervalo, goleada na posse de bola, mais remates, mais cantos. O Depor passou largos minutos na expectativa, à espera de algo, quem sabe se de sorte. Desta vez, todavia, ninguém lhes podia valer. O F.C. Porto estava a ser muito melhor, o jogo tinha uma tendência marcada, as estrelas preparavam-se para o receber.
Azar a abrir e... Derlei
O intervalo não mudou nada. A questão, de resto, podia ter sido resolvida logo ao minuto 46, quando Deco cruzou com perfeição e Derlei, o Ninja regressado, o bravo do pelotão, cabeceou contra o poste. Azar, pois claro. O F.C. Porto também não tem sido uma equipa propriamente afortunada.
Sem espaço para esmorecer, o Dragão encolheu os ombros e voltou a carregar. Deco, um desequilibrador nato, trocou os olhos a quem lhe surgiu pela frente e sofreu falta na grande área. Grande penalidade evidente e... justiça! Derlei abanou a rede. O Riazor ficou estupefacto, a Invicta explodiu, a festa saiu à rua.
A perder, o Corunha quis finalmente ser perigoso e subiu. Passou a arriscar e Naybet, no desespero, viu o segundo cartão amarelo. A questão terminou aí. A fera galega estava domada. O F.C. Porto dominou como quis tudo o que se seguiu. As malas para Gelsenkirchen estão feitas.
Todos a Gelsenkirchen!
Já não há palavras para escrever acerca deste F.C. Porto. Faltam adjectivos, escasseia genica num par de mãos ainda trémulas. As emoções foram fortíssimas. O Riazor ferveu, os espanhóis quiseram sangue, tentaram ser irresistíveis, pegaram na estatística e fizeram tudo para transformá-la em futebol. O Dragão, todavia, voltou a ser encantador e espalhou o seu fogo pela baía da Corunha. A meta, agora, é Gelsenkirchen. A UEFA Champions League é o sonho.
O céu é o limite. Depois da Taça UEFA, escassos dias depois de ter revalidado o título da SuperLiga, o F.C. Porto deu um show de bola na Galiza, contrariou quem o quis fora da competição e confirmou que é uma equipa verdadeiramente fantástica, um onze solidário, uma máquina capaz de levar os seus adeptos à euforia, um mundo de aventuras repetidas.
O Corunha ainda não tinha sofrido golos no Riazor. O Corunha tinha empatado no Dragão. O Corunha, diziam os irresponsáveis, podia ser apontado como favorito. E até podia, se pela frente não tivesse o F.C. Porto, um caso raro de qualidade. Mourinho apresentou o 4x4x2 europeu, com Derlei no lugar de McCarthy e Pedro Mendes no vértice do losango central normalmente entregue a Alenitchev. Foi perfeito.
O F.C. Porto entrou a dominar, sem medos da cara feia dos espanhóis, sem pestanejar perante o inferno que quiseram colocar no seu caminho. Os primeiros minutos foram empolgantes. Trocas de bola, fintas, magia de Deco e arrojo, muito arrojo, uma atitude que nada tinha a ver com aquela apresentada pelos galegos há duas semanas.
Os primeiros sinais de perigo pertenceram ao clube que hoje jogou de roxo, num tom alternativo que em nada alterou as melhores características. Ao intervalo, goleada na posse de bola, mais remates, mais cantos. O Depor passou largos minutos na expectativa, à espera de algo, quem sabe se de sorte. Desta vez, todavia, ninguém lhes podia valer. O F.C. Porto estava a ser muito melhor, o jogo tinha uma tendência marcada, as estrelas preparavam-se para o receber.
Azar a abrir e... Derlei
O intervalo não mudou nada. A questão, de resto, podia ter sido resolvida logo ao minuto 46, quando Deco cruzou com perfeição e Derlei, o Ninja regressado, o bravo do pelotão, cabeceou contra o poste. Azar, pois claro. O F.C. Porto também não tem sido uma equipa propriamente afortunada.
Sem espaço para esmorecer, o Dragão encolheu os ombros e voltou a carregar. Deco, um desequilibrador nato, trocou os olhos a quem lhe surgiu pela frente e sofreu falta na grande área. Grande penalidade evidente e... justiça! Derlei abanou a rede. O Riazor ficou estupefacto, a Invicta explodiu, a festa saiu à rua.
A perder, o Corunha quis finalmente ser perigoso e subiu. Passou a arriscar e Naybet, no desespero, viu o segundo cartão amarelo. A questão terminou aí. A fera galega estava domada. O F.C. Porto dominou como quis tudo o que se seguiu. As malas para Gelsenkirchen estão feitas.
segunda-feira, maio 03, 2004
JUNTOS PELA EUROPA
No próximo sábado, 8 de Maio, na cidade alemã de Estugarda, cristãos de 150 movimentos e comunidades de toda a Europa, pertencentes a várias igrejas e comunidades eclesiais, reunir-se-ão para um encontro denominado JUNTOS PELA EUROPA.
Do programa constam testemunhos de Movimentos e Comunidades como resposta às questões fundamentais da actualidade, tais como: a paz, um novo estilo de vida que ponha os europeus em diálogo entre eles, a integração de povos e culturas diferentes, os valores da família, a solidariedade com os mais pobres na Europa e no mundo. Os jovens, igualmente, falarão das suas acções concretas e da sua visão sobre a Europa.
No momento em que se reforça a unidade da Europa, com a entrada de 10 Países do Leste e do Sul deste Continente, Movimentos e Comunidades de várias Igrejas cristãs e Comunidades eclesiais tecem um caminho de comunhão e de colaboração – pela primeira vez na história – para contribuírem juntos, para a unidade espiritual do Continente.
Os Movimentos e Comunidades querem tornar visível uma rede de fraternidade que abrange já todo o continente, quebrando nacionalismos e barreiras históricas, bem como a renovação a nível espiritual, que se está a difundir a partir do Evangelho vivido e que se reflecte nos muitos sectores da vida civil através dum contributo dos cidadãos para a Europa.
Como nasceu a Ideia? Por ocasião de um encontro em Roma, em Maio de 2002, entre fundadores e responsáveis de alguns Movimentos e Comunidades católicos e evangélicos, nasceu a ideia de promover uma grande manifestação na Alemanha, que contribuísse para redescobrir a “alma” da Europa. E assim nasceu o JUNTOS PELA EUROPA.
Neste dia darão o seu contributo Romano Prodi, Presidente da Comissão Europeia, o cardeal Walter Kasper, Presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos e Johannes Friedrich, Bispo da Igreja evangélico-luterana da Baviera.
Da parte dos organizadores, falarão Chiara Lubich (Movimento dos Focolares), Andrea Riccardi (Comunidade de Sant’Egídio) e os pastores evangélicos Friedrich Aschoff e Ulrich Parzany e o Pe. Heikki Huttunen, ortodoxo.
A Jornada será transmitida via satélite e pela Internet (http://www.miteinander-wie-sonst.de/ ) para 130 cidades europeias.
Aqui, dos Açores, vão duas pessoas a representar o arquipélago.
No próximo sábado, 8 de Maio, na cidade alemã de Estugarda, cristãos de 150 movimentos e comunidades de toda a Europa, pertencentes a várias igrejas e comunidades eclesiais, reunir-se-ão para um encontro denominado JUNTOS PELA EUROPA.
Do programa constam testemunhos de Movimentos e Comunidades como resposta às questões fundamentais da actualidade, tais como: a paz, um novo estilo de vida que ponha os europeus em diálogo entre eles, a integração de povos e culturas diferentes, os valores da família, a solidariedade com os mais pobres na Europa e no mundo. Os jovens, igualmente, falarão das suas acções concretas e da sua visão sobre a Europa.
No momento em que se reforça a unidade da Europa, com a entrada de 10 Países do Leste e do Sul deste Continente, Movimentos e Comunidades de várias Igrejas cristãs e Comunidades eclesiais tecem um caminho de comunhão e de colaboração – pela primeira vez na história – para contribuírem juntos, para a unidade espiritual do Continente.
Os Movimentos e Comunidades querem tornar visível uma rede de fraternidade que abrange já todo o continente, quebrando nacionalismos e barreiras históricas, bem como a renovação a nível espiritual, que se está a difundir a partir do Evangelho vivido e que se reflecte nos muitos sectores da vida civil através dum contributo dos cidadãos para a Europa.
Como nasceu a Ideia? Por ocasião de um encontro em Roma, em Maio de 2002, entre fundadores e responsáveis de alguns Movimentos e Comunidades católicos e evangélicos, nasceu a ideia de promover uma grande manifestação na Alemanha, que contribuísse para redescobrir a “alma” da Europa. E assim nasceu o JUNTOS PELA EUROPA.
Neste dia darão o seu contributo Romano Prodi, Presidente da Comissão Europeia, o cardeal Walter Kasper, Presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos e Johannes Friedrich, Bispo da Igreja evangélico-luterana da Baviera.
Da parte dos organizadores, falarão Chiara Lubich (Movimento dos Focolares), Andrea Riccardi (Comunidade de Sant’Egídio) e os pastores evangélicos Friedrich Aschoff e Ulrich Parzany e o Pe. Heikki Huttunen, ortodoxo.
A Jornada será transmitida via satélite e pela Internet (http://www.miteinander-wie-sonst.de/ ) para 130 cidades europeias.
Aqui, dos Açores, vão duas pessoas a representar o arquipélago.
Ciao!
Hoje dou-te a prespectiva de dois economistas da nossa praça sobre a questão do Alargamento da União Europeia:
"O alargamento da U.E. representa um grande desafio para a economia e para as empresas portuguesas. O mesmo é dizer, para as políticas públicas e para as políticas empresariais, as quais têm que reforçar a sua orientação para a melhoria da produtividade e da competitividade....." Eduardo Catroga In http://www.ordemeconomistas.pt/dossiers/
O alargamento da UE: Motivo de regozijo, de preocupação ou apenas de acção?
"....obriga a uma definição de estratégias políticas que praticamente cessou de desenvolver-se desde que se concretizou o grande desígnio de integração na moeda única. No plano económico mais imediato, exige capacidade para explorar as oportunidades que ele cria e para responder às dificuldades que suscita. Entre estas, têm sido particularmente sublinhadas duas: (i) o facto de o "centro de gravidade" europeu se deslocar para leste, agravando o carácter periférico da economia portuguesa; (ii) o baixo nível de salários nos novos países-membros, associado a um nível educacional muito mais elevado, que os torna altamente competitivos, em especial na atracção de investimento em indústrias que detêm um peso importante na estrutura produtiva portuguesa."
Teodora Cardoso In http://www.ordemeconomistas.pt/dossiers/
Hoje dou-te a prespectiva de dois economistas da nossa praça sobre a questão do Alargamento da União Europeia:
"O alargamento da U.E. representa um grande desafio para a economia e para as empresas portuguesas. O mesmo é dizer, para as políticas públicas e para as políticas empresariais, as quais têm que reforçar a sua orientação para a melhoria da produtividade e da competitividade....." Eduardo Catroga In http://www.ordemeconomistas.pt/dossiers/
O alargamento da UE: Motivo de regozijo, de preocupação ou apenas de acção?
"....obriga a uma definição de estratégias políticas que praticamente cessou de desenvolver-se desde que se concretizou o grande desígnio de integração na moeda única. No plano económico mais imediato, exige capacidade para explorar as oportunidades que ele cria e para responder às dificuldades que suscita. Entre estas, têm sido particularmente sublinhadas duas: (i) o facto de o "centro de gravidade" europeu se deslocar para leste, agravando o carácter periférico da economia portuguesa; (ii) o baixo nível de salários nos novos países-membros, associado a um nível educacional muito mais elevado, que os torna altamente competitivos, em especial na atracção de investimento em indústrias que detêm um peso importante na estrutura produtiva portuguesa."
Teodora Cardoso In http://www.ordemeconomistas.pt/dossiers/
domingo, maio 02, 2004
Bem Vindos à União Europeia!
Queria dar as boas-vindas aos novos 10 países que hoje entraram na União Europeia. Do báltico ao mediterrâneo, a União Europeia vai alargando-se.
Uma Europa forte para combater as maiores ameaças à democracia!
A União Europeia (UE) é uma família de países democráticos europeus, empenhados num projecto comum de paz e prosperidade. Não se trata de um Estado que pretende substituir Estados existentes, mas vai além de qualquer outra organização internacional. Na realidade, a UE é única. Os Estados Membros criaram instituições comuns a que delegam parte da sua soberania por forma a que as decisões sobre questões específicas de interesse comum possam ser tomadas democraticamente a nível europeu. Esta partilha de soberania é também designada por "Integração Europeia".
As raízes históricas da União Europeia residem na Segunda Guerra Mundial. A ideia de integração europeia surgiu para impedir que a morte e a destruição pudessem voltar a ser realidade. Foi proposta pela primeira vez pelo Ministros dos Negócios Estrangeiros francês, Robert Schuman, num discurso efectuado em 9 de Maio de 1950. Esta data, "aniversário" do que é hoje a UE, é celebrada anualmente como Dia da Europa.
Queria dar as boas-vindas aos novos 10 países que hoje entraram na União Europeia. Do báltico ao mediterrâneo, a União Europeia vai alargando-se.
Uma Europa forte para combater as maiores ameaças à democracia!
A União Europeia (UE) é uma família de países democráticos europeus, empenhados num projecto comum de paz e prosperidade. Não se trata de um Estado que pretende substituir Estados existentes, mas vai além de qualquer outra organização internacional. Na realidade, a UE é única. Os Estados Membros criaram instituições comuns a que delegam parte da sua soberania por forma a que as decisões sobre questões específicas de interesse comum possam ser tomadas democraticamente a nível europeu. Esta partilha de soberania é também designada por "Integração Europeia".
As raízes históricas da União Europeia residem na Segunda Guerra Mundial. A ideia de integração europeia surgiu para impedir que a morte e a destruição pudessem voltar a ser realidade. Foi proposta pela primeira vez pelo Ministros dos Negócios Estrangeiros francês, Robert Schuman, num discurso efectuado em 9 de Maio de 1950. Esta data, "aniversário" do que é hoje a UE, é celebrada anualmente como Dia da Europa.
Olá!
Chamo-me Miguel, tenho 25 anos e sou estudante de Estudos Europeus e Política Internacional na Universidade dos Açores.
Criei este blogspot para que os meus amigos publiquem artigos nesta minha nova "morada" electrónica.
Se também tens mensager o meu login é: scinti61@hotmail.com
Não te inibas...
Aquele Abraço, Miguel
Chamo-me Miguel, tenho 25 anos e sou estudante de Estudos Europeus e Política Internacional na Universidade dos Açores.
Criei este blogspot para que os meus amigos publiquem artigos nesta minha nova "morada" electrónica.
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Não te inibas...
Aquele Abraço, Miguel
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