quarta-feira, maio 19, 2004

As surpresas de Scolari

Maniche e Moreira são as surpresas de Luiz Felipe Scolari na lista de 23 convocados para a fase final do UEFA EURO 2004™ que foi divulgada ao início de tarde. Fernando Meira e Luís Boa-Morte ficaram de fora.

A surpresa e a confirmação
Se Moreira é uma novidade, pois nunca tinha sido chamado pelo técnico brasileiro, e está convocado por José Romão para o Europeu de sub-21, Maniche é a grande surpresa, uma vez que não fazia parte da Selecção Nacional desde Setembro, altura em que Portugal foi derrotado pela Espanha, por 3-0, em Guimarães.

Maniche dá garantias
"É um atleta que tem estado bem. Houve algumas situações no passado e eu quis mostrar-lhe algumas coisas. Tem características especiais para jogar em várias posições e pode ser muito útil caso tenhamos dificuldades nessa área. É um atleta que nos dá garantias", disse o seleccionador nacional.

Dúvida dissipada
A grande dúvida residia no nome do terceiro guarda-redes convocado, havendo quem apostasse numa surpresa de última hora chamada...Vítor Baía. Mas Scolari optou pela juventude de Moreira recusando admitir que a escolha divide os portugueses.

Apoio aos escolhidos
Na opinião do técnico, "...todos os portugueses estão convocados. Os portugueses têm que ter a certeza que o seu seleccionador escolhe os que melhor servem os interesses da equipa e devem concentrar-se no apoio aos que estão escolhidos e não aos não-escolhidos".

Rui Jorge e mais seis
No sector defensivo a principal dúvida foi dissipada ontem depois do anúncio do arquivamento do processo de Rui Jorge. O nome de Fernando Meira, que após uma grande ausência, foi chamado para o jogo com a Suécia, no passado mês de Abril, era uma hipótese pouco provável, tendo em conta a regularidade do quarteto de centrais formado por Fernando Couto, Jorge Andrade, Ricardo Carvalho e Beto.

Liderança a meio-campo
Scolari reservou para o meio-campo a grande surpresa. Depois de uma grande época ao serviço do FC Porto, Maniche, junta-se assim aos criativos Figo, Rui Costa e Deco e ao rigor táctico de Costinha, Tiago e Petit. O sector nevrálgico do campo vai ser ocupado por jogadores de grande experiência a nível internacional. O mais jovem dos convocados deste lote, Tiago, convenceu o seleccionador com a boa época ao serviço do Benfica.

Postiga reforça ataque
Na frente, Ronaldo depois de uma época promissora ao serviço do Manchester United FC, conquista a uma presença no maior palco do futebol europeu com apenas 19 anos. Apesar de ser capaz de jogar nos dois flancos a titularidade deve recair sobre Simão Sabrosa, que depois de ter falhado o Mundial de 2002, por lesão, vê-se, pela primeira vez, no lote dos eleitos de uma grande competição de selecções. Aos pontas-de-lança habituais, Pauleta e Nuno Gomes, juntou-se, em definitivo, Hélder Postiga, que, apesar de pouco utilizado no Tottenham Hotspur FC, pode ser importante no caso de Scolari ser obrigado a reforçar o ataque.

Várias opções de ataque
"O Hélder Postiga é um bom jogador que tem características diferentes dos outros avançados. Se tivéssemos só dois pontas-de-lança e houvesse algum problema isso não nos permitia ter a possibilidade de alterar o esquema táctico.", esclareceu Scolari.

Guarda-redes
Ricardo (Sporting CP)
Quim (SC Braga)
Moreira (SL Benfica)

Defesas
Jorge Andrade (RC Deportivo La Coruña)
Fernando Couto (S.S. Lazio)
Ricardo Carvalho (FC Porto)
Miguel (SL Benfica)
Paulo Ferreira (FC Porto)
Nuno valente (FC Porto)
Rui Jorge (Sporting CP)
Beto (Sporting CP)

Médios
Tiago (SL Benfica)
Petit (SL Benfica)
Costinha (FC Porto)
Deco (FC Porto)
Rui Costa (AC Milan)
Luís Figo (Real Madrid CF)
Maniche (FC Porto)

Avançados
Pauleta (Paris Saint-Germain FC)
Cristiano Ronaldo(Manchester United FC)
Simão Sabrosa (SL Benfica)
Nuno Gomes (SL Benfica)
Hélder Postiga (Tottenham Hotspur FC)

In http://pt.euro2004.com/News/Kind=1/newsId=180298.html

domingo, maio 16, 2004

Chipre

Localização geográfica: Ásia, noroeste do Mar Mediterrâneo
Área: 9 251 km2
População: 748 982 habitantes (1998)
Capital: Nicósia
Outra cidade importante: Limassol
Data de independência: 1960
Regime político: República multipartidária
Unidade monetária: Libra cipriota
Línguas oficiais: Grego e Turco
Religiões maioritárias: Cristianismo, Ortodoxo Grego e Islamismo

Ilha do noroeste do Mar Mediterrâneo, situada a 64 km sul da Turquia, a 97 km oeste da Síria e a 402 km norte do delta do Nilo, no Egipto. Tem uma área de 9 251 km2, o que a torna na terceira maior ilha do Mediterrâneo. Os principais centros urbanos são Nicósia, a capital, e Limassol. O clima é mediterrânico e a temperatura média anual é de 19 oC.
Chipre tem uma economia livre baseada, sobretudo, no comércio e na indústria. O turismo oferece, ao país, uma grande fonte de divisas estrangeiras. A agricultura nacional desenvolveu-se graças à irrigação, o que permitiu a introdução dos citrinos, para além de já serem cultivados a batata, a uva, o milho, a cevada, a alfarroba e o tabaco. A indústria mineral encontra-se bem desenvolvida e produz a pedra de cal, a marga, o gesso, o mármore, o asbesto, a pirite e o crómio. A indústria abrange o petróleo refinado, os materiais de construção, o vinho, a cerveja, o calçado, o vestuário e os cigarros. Os produtos exportados são os artigos de vestuário, o calçado, a batata, os citrinos, a alfarroba e o tabaco e destinam-se, principalmente ao Reino Unido, ao Líbano, à Turquia e à Arábia Saudita. As importações provêm da Turquia, do Reino Unido, da Itália e da Alemanha e incluem os produtos alimentares, os produtos petrolíferos e o equipamento para os transportes.
A população do Chipre está estimada em 748 982 habitantes, o que corresponde a uma densidade de 81 hab./km2. As etnias principais do país são a grega, com 79%, e a turca, com 19%. As religiões com a maior expressão são a ortodoxa grega, com 76%, e a muçulmana, com 19%. As línguas oficiais são o grego e o turco.
Em 1191, durante uma cruzada à Terra Santa, o Rei Ricardo I da Inglaterra conquistou a ilha e concedeu-a ao rei Guy de Lusignan de Jerusalém. Imediatamente foi criada uma monarquia feudal que se prolongou até à Idade Média. Algum tempo depois, os mercadores de Génova e de Veneza passaram a controlar o comércio da ilha até ao século XV, altura em que se tornou parte do Império Veneziano. Em 1573, os turcos otomanos tomaram Chipre e instauraram um arcebispado.
No início do século XIX começaram sérias revoltas na ilha. Em 1878, os britânicos assumiram o controlo do território, depois da autorização do sultão turco que continuou a ser o soberano do Chipre. Mas, com a Primeira Guerra Mundial, a Inglaterra anexou a ilha e, em 1915, ofereceu-a à Grécia. Em 1924, tornou-se uma colónia da coroa britânica. Depois da Segunda Guerra Mundial, surgiu um movimento grego cipriota que se acentuou com actos de terrorismo contra os opositores britânicos e cipriotas. Em 1960 o Chipre tornou-se independente, mas a violência continuou. Em 1974, a Guarda Nacional do Chipre levou a cabo um golpe de estado. As forças turcas invadiram o território e, um mês depois, passou a controlar o norte da ilha. Os cipriotas turcos formaram governo, embora apenas reconhecido pela Turquia, e a zona sul permaneceu sob o controlo grego. A partir de meados da década de 1980 iniciaram-se conversações acerca da reunificação iniciaram, embora nunca tenham tido sucesso.

Crónicas sobre o Alargamento

Durante dez crónicas vou dar-te a conhecer, por dentro, todos os países que, no último 1º de Maio, se juntaram à União Europeia:

Chipre, Malta, Hungria, Eslovénia, Eslováquia, República Checa, Polónia, Lituânia, Letónia e Estónia.

sexta-feira, maio 14, 2004

Aula Aberta Dr. Paulo Casaca

O actual eurodeputado e candidato às próximas eleições ao Parlamento Europeu, Paulo Casaca, vai dar uma Aula Aberta no próximo sábado, 15 de Maio pelas 9:30 no Anfiteatro II do Complexo Científico, com o tema: IMPORTÂNCIA DAS ULTRAPERIFERIAS.

Esta aula aberta é organizada pela Comissão Instaladora do Núcleo de Estudante de Estudos Europeus e Política Internacional da Universidade dos Açores.

quarta-feira, maio 12, 2004

O debate, com os euro-candidatos ao Parlamento Europeu, nos estúdios da RDP-A, no passado Domingo, correu muito bem. O pior foi quando os euro-candidatos não responderam às questões que lhes colocamos... salvo uma ou outra excepção...

Todavia, estamos todos de Parabéns. Abraços ao Saes e Ana Paula que tão bem dirigiram o debate, à Rita Moura que foi incansável no nosso apoio e aos técnicos Gamboa, José Augusto e Raúl que tanta paciência tiveram em nos sofrer até altas horas da noite... E à RDP-A em ceder o seu material e logística...

terça-feira, maio 11, 2004

“JUNTOS PELA EUROPA”

MENSAGEM FINAL DO ENCONTRO

A Europa chegou a um momento decisivo da sua existência e do seu projecto para o futuro: ela não se pode limitar a um mercado ou a uma união para a segurança dos seus cidadãos. Nós sabemos que a influência do amor de Deus está a impulsionar os povos da Europa a ser muito mais que isto. Um continente com tanta variedade e beleza, que viveu momentos de esplendor e crescimento, mas que também experimentou a verdade amarga que, sem a referência a valores profundos, os seres humanos são despojados da sua humanidade e mostram-se capazes dos piores males.
No último século, duas guerras mundiais, os campos de concentração, os “Gulags” e, em particular, o Holocausto testemunharam a escuridão que habitou o nosso continente e que dolorosamente tocou o resto do mundo. E agora a exclusão, a injustiça, a exploração e a praga do terrorismo exigem soluções. Contudo, apesar de todos estes males, hoje felizmente nós podemos ver uma Europa que se move rumo à reconciliação. Uma Europa livre e democrática.
Inspirados pela força transformadora do Evangelho, sentimo-nos chamados a trabalhar por um continente multifacetado e unido. Nós, membros de mais de 150 Movimentos, grupos e comunidades de diferentes igrejas cristãs juntos em Estugarda vindos de todos os cantos do continente, queremos testemunhar a novidade da crescente fraternidade e comunhão entre nós, alimentada pelo Espírito. Esta comunhão de vida é outra consequência das tradições culturais que, à luz da revelação Judaico-Cristã, construíram o nosso continente através dos séculos. Oferecemos esta fraternidade como contributo para uma Europa que seja capaz de responder aos desafios do nosso tempo.
Os carismas, dons de Deus, compelem-nos a seguir a via da fraternidade universal, que cremos seja a verdadeira vocação da Europa. A fraternidade não é senão o amor evangélico vivido entre todos, sempre renovado, a começar aqui e agora.

• A fraternidade é a partilha dos bens e recursos.
• A igualdade e liberdade para todos os homens e mulheres.
• O aprofundamento do nosso património cultural comum
• A abertura a pessoas de outras culturas e tradições religiosas
• Amor e solidariedade para com os pobres e os fracos das nossas cidades;
• Um profundo sentido de família
• O respeito pela vida humana em todo o seu percurso
• O cuidado com a natureza e o meio ambiente;
• O desenvolvimento harmónico dos meios de comunicação.

Vivendo esta fraternidade, a Europa torna-se ela própria mensagem de paz, uma paz activa que se constrói todos os dias numa base de perdão pedido e recebido. Uma paz que quer construir pontes entre pessoas “globalizando” a solidariedade e a justiça.
Esta mensagem não pretende ser apenas uma declaração de intenções, mas o testemunho de algo que, ainda que no princípio, é já uma realidade entre nós. Nós, reunidos aqui em Estugarda e co-ligados com os encontros paralelos a decorrer em mais de 150 cidades (Ponta Delgada também incluída) através do continente, queremos trabalhar juntos com todos os homens e mulheres de boa vontade para que a Europa possa ser um lugar de amor e fraternidade, que esteja ciente das suas responsabilidades e que se mostre aberta ao mundo inteiro.


FESTAS DO SENHOR SANTO CRISTO DOS MILAGRES

No próximo fim-de-semana na cidade de Ponta Delgada, ilha de S. Miguel realizar-se-ão as maiores festas dos Açores: Senhor Santo Cristo dos Milagres. A Irmandade do Senhor Santo Cristo dos Milagres para este ano de 2004 preparou-nos este progrma:
12 de Maio (Quarta-feira)
21h30 Lançamento do livro "História dos Açores Vol. III - Dr. Melo Bento" [Centro Municipal de Cultura]

13 de Maio (Quinta-feira) 18h30 Inauguração da Exposição Colectiva do Registo do Senhor Santo Cristo [Centro Municipal de Cultura]

14 de Maio (Sexta-feira) 21h30 FESTA DO EMIGRANTE [Aula Magna - Universidade dos Açores]

15 de Maio (Sábado) Mudança de Imagem
· Inicio - 16:30
· Promessas - entrada geral pela Rua Luís Soares de Sousa (antes da 16:30)
· Rua da Esperança (Dr. Mont'Alverne de Sequeira) - encerra às 15:30 (à excepção dos membros da organização e portadores de credencial de colaborador e livre transito).
· Guarde de honra (nova localização) - junto ao Castelo de São Brás
· Depois da entrada da cera (estarão 4 grupos de tabuleiros em frente da entrada para a sacristia), as promessas deverão sair do Campo pela Rua da Esperança.
· Na Mudança não são admitidas opas excepto os Irmãos do Andor e Mesa. As opas serão distribuídas após a recolha da mudança
· A circulação das promessas far-se-á do modo habitual, pedindo-se a estas e ao público em geral que sigam as indicações da PSP, Escuteiros e colaboradores da Irmandade, deixando o centro das ruas envolventes do "Campo" completamente desimpedido para boa circulação da Imagem.
Visita à Imagem
· Inicio - 18:30; encerramento - 00:30
· Entrada - só pela porta da sacristia no adro do Santuário

16 de Maio (Domingo) Vigília

· Procissão das Velas - organizar-se-á a partir das 00:45 saindo a Imagem do Santuário para a Igreja de São José seguindo o mesmo percurso da Mudança
· Após a entrada da Imagem em São José, Vigília de adoração
· 06:00 - Missa dos Peregrinos
Procissão
· Promessas:
· Adro da Igreja - Senhoras de escuro
· Rua Nascente do Campo de São Francisco - Casais
· 15:15 - Saída do Guião
· 16:30 - Saída da Imagem
As opas deverão incorporar-se na procissão imediatamente após o Guião nos roços à frente do Andor, ficando o acesso de opas vedado na Rua da Esperança, a partir das 16:15 (à excepção das autoridades, dos membros da organização e portadores de credencial de colaborador e livres trânsito). Daí em diante a incorporação na procissão só se fará a partir da Rua Doutor Caetano de Andrade

17 de Maio (Segunda-feira) 17h30 RECEPÇÃO AOS EMIGRANTES
22h30 "Ponta Delgada - Capital da Juventude - Operação Triunfo
[Praça Gonçalo Velho - Portas da Cidade]

18 de Maio (Terça-feira) 21h30 Actuação do grupo “CANTARES D’OUTRORA” (Arrifes), Actuação do grupo "TRADIÇÕES"
[Campo de São Francisco]

19 de Maio (Quarta-feira) 22h00 Concerto da ORQUESTRA LIGEIRA DE PONTA DELGADA
[Campo de S. Francisco]

21 de Maio (Sexta-feira) 22h00 Concerto "Ponta Delgada - Capital da Juventude", Festas do Senhor do Santo Cristo e actuações dos conjuntos "PASSOS PESADOS" e "FORA D'AFRICA"
[Campo de S. Francisco]


domingo, maio 09, 2004

DIA 9 DE MAIO - DIA DA EUROPA

A União Europeia comemora hoje o seu quinquagésimo quarto aniversário de vida. Em nossa opinião, é uma data que todos nós, europeus, não devemos esquecer, pois assinala cinquenta e quatro anos de paz, num continente longamente fustigado com anos e anos de guerras. Assinala, de igual modo, meio século de progresso económico, social, cultural, de consolidação da democracia e respeito pelos direitos fundamentais dos Homens, que sem a instituição desta organização seria bastante improvável que acontecesse. A União Europeia, apesar de todas as incertezas que agora têm surgido, tem sido de uma importância vital, não só para o continente, em termos de união dos vários países e aproximação dos mesmos em diversos campos da vida social, mas também para o mundo, trazendo um certo equilíbrio e estabilidade às relações internacionais, que a torna um exemplo de desenvolvimento e cooperação para outros continentes.
Nesse sentido, podemos certamente concluir que, nas últimas décadas da história portuguesa, a comemoração do dia 9 de Maio – Dia da Europa-, após a comemoração do 25 de Abril de 1974, que nos permitiu a vivência num estado de direito democrático, é aquela que maior relevância devia assumir, pois só a pertença à União Europeia proporcionou um nível de desenvolvimento e representatividade internacional, inigualáveis na história de Portugal.

SOURCE: Raquel Costa

Declaração Schuman de 9 de Maio de 1950

Este é o texto integral da proposição, apresentada por Robert Schuman, Ministro Francês dos Negócios Estrangeiros, e que levou à criação da União Europeia:
A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem esforços criadores à medida dos perigos que a ameaçam. A contribuição que uma Europa organizada e viva pode dar à civilização é indispensável para a manutenção de relações pacíficas. A França, ao assumir-se desde há mais de 20 anos como defensora de uma Europa unida, teve sempre por objectivo essencial servir a paz. A Europa não foi construída, tivemos a guerra. A Europa não se fará de um golpe, nem numa construção de conjunto: far-se-á por meio de realizações concretas que criem em primeiro lugar uma solidariedade de facto. A união das nações europeias exige que seja eliminada a secular oposição entre a França e a Alemanha. Com esse objectivo, o Governo francês propõe actuar imediatamente num plano limitado mas decisivo. O Governo francês propõe subordinar o conjunto da produção franco-alemã de carvão e de aço a uma Alta Autoridade, numa organização aberta à participação dos outros países da Europa.
A comunitarização das produções de carvão e de aço assegura imediatamente o estabelecimento de bases comuns de desenvolvimento económico, primeira etapa da federação europeia, e mudará o destino das regiões durante muito tempo condenadas ao fabrico de armas de guerra, das quais constituíram as mais constantes vítimas. A solidariedade de produção assim alcançada revelará que qualquer guerra entre a França e a Alemanha se tornará não apenas impensável como também materialmente impossível. O estabelecimento desta poderosa unidade de produção aberta a todos os países que nela queiram participar, que permitirá o fornecimento a todos os países que a compõem dos elementos fundamentais da produção industrial em idênticas condições, lançará os fundamentos reais da sua unificação económica. Esta produção será oferecida a todos os países do mundo sem distinção nem exclusão, a fim de participar no aumento do nível de vida e no desenvolvimento das obras de paz. [...] Assim se realizará, simples e rapidamente, a fusão de interesses indispensáveis para o estabelecimento de uma comunidade económica e introduzirá o fermento de uma comunidade mais larga e mais profunda entre países durante muito tempo opostos por divisões sangrentas. Esta proposta, por intermédio da comunitarização de produções de base e da instituição de uma nova Alta Autoridade cujas decisões vincularão a França, a Alemanha e os países aderentes, realizará as primeiras bases concretas de uma federação europeia indispensável à preservação da paz. O Governo francês, a fim de prosseguir a realização dos objectivos assim definidos, está disposto a iniciar negociações nas seguintes bases. A missão atribuída à Alta Autoridade comum consistirá em, nos mais breves prazos, assegurar: a modernização da produção e a melhoria da sua qualidade; o fornecimento nos mercados francês, alemão e nos países aderentes de carvão e de aço em condições idênticas; o desenvolvimento da exportação comum para outros países; a harmonização no progresso das condições de vida da mão-de-obra dessas indústrias. Para atingir estes objectivos a partir das condições muito diversas em que se encontram actualmente as produções dos países aderentes, deverão ser postas em prática, a titulo provisório, determinadas disposições, incluindo a aplicação de um plano de produção e de investimentos, a instituição de mecanismos de equação dos preços e a criação de um fundo de reconversão destinado a facilitar a racionalização da produção. A circulação do carvão e do aço entre países aderentes será imediatamente isenta de qualquer direito aduaneiro e não poderá ser afectada por tarifas de transportes distintas. Criar-se-ão progressivamente as condições para assegurar espontaneamente a repartição mais racional da produção ao nível de produtividade mais elevada. Ao contrário de um cartel internacional que tende a repartir e a explorar os mercados nacionais com base em práticas restritivas e na manutenção de elevados lucros, a organização projectada assegurará a fusão dos mercados e a expansão da produção. Os princípios e os compromissos essenciais acima definidos serão objecto de um tratado assinado entre os estados. As negociações indispensáveis a fim de precisar as medidas de aplicação serão realizadas com a assistência de um mediador designado por comum acordo; este terá a missão de velar para que os acordos sejam conformes com os princípios e, em caso de oposição irredutível, fixará a solução a adoptar. A Alta Autoridade comum, responsável pelo funcionamento de todo o regime, será composta por personalidades independentes e designada numa base paritária pelos governos; será escolhido um presidente por comum acordo entre os governos; as suas decisões serão de execução obrigatória em França, na Alemanha e nos restantes países aderentes. As necessárias vias de recurso contra as decisões da Alta Autoridade serão asseguradas por disposições adequadas. Será elaborado semestralmente por um representante das Nações Unidas junto da referida Alta Autoridade um relatório público destinado à ONU e dando conta do funcionamento do novo organismo, nomeadamente no que diz respeito à salvaguarda dos seus fins pacíficos. A instituição de Alta Autoridade em nada prejudica o regime de propriedade das empresas. No exercício da sua função, a Alta Autoridade comum terá em conta os poderes conferidos à autoridade internacional da região do Rur e as obrigações de qualquer natureza impostas à Alemanha, enquanto estas subsistirem.

Que é o Dia da Europa?

Ao verem nas agendas e nos calendários o dia 9 de Maio identificado como "Dia da Europa", muitas pessoas interrogam-se sobre o que se terá passado nessa data e em que ano terá tido lugar esse acontecimento.
Com efeito, poucos cidadãos europeus sabem que a 9 de Maio de 1950 nasceu a Europa comunitária, numa altura em que, devemos recordá-lo, a perspectiva de uma terceira guerra mundial angustiava toda a Europa.
Nesse dia, em Paris, a imprensa foi convocada para as dezoito horas no Salon de l'Horloge do Quai d'Orsay, quartel-general do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, para uma "comunicação da maior importância".
As primeiras linhas da declaração de 9 de Maio de 1950, redigida por Jean Monnet, comentada e lida à imprensa por Robert Schuman, Ministro dos Negócios Estrangeiros da França, dão imediatamente uma ideia da ambição da proposta: "A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem uma criatividade à medida dos perigos que a ameaçam". "Através da colocação em comum de produções de base e da instituição de uma Alta Autoridade nova, cujas decisões ligarão a França, a Alemanha e os países que a ela aderirem, esta proposta constituirá a primeira base concreta de uma federação europeia, indispensável à preservação da paz".
Era assim proposta a criação de uma instituição europeia supranacional, incumbida de gerir as matérias-primas que nessa altura constituíam a base do poderio militar, o carvão e o aço. Ora, os países convidados a renunciar desta forma ao controlo exclusivamente nacional destes recursos fundamentais para a guerra, só há muito pouco tempo tinham deixado de se destruir mutuamente num conflito terrível, de que tinham resultado incalculáveis prejuízos materiais e, sobretudo, danos morais: ódios, rancores e preconceitos.
Assim, tudo começou nesse dia, razão que levou os Chefes de Estado e de Governo, na Cimeira de Milão de 1995, a decidirem celebrar o 9 de Maio como "Dia da Europa".
Os diversos países, ao decidirem democraticamente aderir à União Europeia, adoptam os valores da paz e da solidariedade, pedra angular do edifício comunitário.
Estes valores concretizam-se no desenvolvimento económico e social e no equilíbrio ambiental e regional, únicos garantes de uma repartição equilibrada do bem-estar entre os cidadãos.
A Europa, enquanto conjunto de povos conscientes de pertencerem a uma mesma entidade que abrange culturas análogas ou complementares, existe já há séculos. No entanto, a consciência desta unidade fundamental, enquanto não deu origem a regras e a instituições, não pôde evitar os conflitos entre os países europeus. Ainda hoje, alguns países que não fazem parte da União Europeia não estão ao abrigo de tragédias terríveis.
Como qualquer obra humana desta envergadura, a integração da Europa não se constrói num dia, nem em algumas décadas: as lacunas são ainda numerosas e as imperfeições evidentes. A construção iniciada imediatamente a seguir à II Guerra Mundial foi muito inovadora: o que nos séculos ou milénios precedentes podia assemelhar-se a uma tentativa de união, foi na realidade o fruto de uma vitória de uns sobre os outros. Estas construções não podiam durar, pois os vencidos só tinham uma aspiração: recuperar a sua autonomia.
Hoje ambicionamos algo completamente diferente: construir uma Europa que respeite a liberdade e a identidade de cada um dos povos que a compõem, gerida em conjunto e aplicando o princípio segundo o qual apenas se deve fazer em comum o que pode ser mais bem feito dessa forma. Só a união dos povos pode garantir à Europa o controlo do seu destino e a sua influência no mundo. A União Europeia está atenta aos desejos dos cidadãos e coloca-se ao seu serviço. Conservando a sua especificidade, os seus hábitos e a sua língua, todos os cidadãos se devem sentir em casa na "pátria europeia", onde podem circular livremente.

O NEPI, em parceria com a Antena 1 Açores, vai realizar um debate com os candidatos pelo Circulo eleitoral dos Açores ao Parlamento Europeu.

Domingo, 9 de Maio das 12 às 14 horas (dos Açores)

Ouve em http://www.rdp.pt/regioes/acores/index.htm

Candidatos:

Dr. Duarte Freitas (PSD/PP)
Dr. Paulo Casaca (PS)
Dr. Aníbal Pires (CDU)
Dr. José Sousa (PDA)
Dr. Paulo Estevão (PPM)
Enf. Gabriela M. Vieira (BE)


Vamos entrevistar:

Dr. Gualter Furtado (Economista)
Jorge Rita (Presidente Federação Agrícola dos Açores)
Liberato Fernandes (Cooperativa Porto de Abrigo)
Dr. Duarte Morais Cabral (Director Parque Atlântico)
Nicolau Sousa Lima (Empresário)
António Cansado (Grupo SATA)

O debate conta, igualmente, com questões de discentes da licenciatura em Estudos Europeus e Política Internacional, directamente direccionadas aos euro-candidatos.


quarta-feira, maio 05, 2004

VIVA AO MEU F.C.PORTO!!!

Todos a Gelsenkirchen!

Já não há palavras para escrever acerca deste F.C. Porto. Faltam adjectivos, escasseia genica num par de mãos ainda trémulas. As emoções foram fortíssimas. O Riazor ferveu, os espanhóis quiseram sangue, tentaram ser irresistíveis, pegaram na estatística e fizeram tudo para transformá-la em futebol. O Dragão, todavia, voltou a ser encantador e espalhou o seu fogo pela baía da Corunha. A meta, agora, é Gelsenkirchen. A UEFA Champions League é o sonho.
O céu é o limite. Depois da Taça UEFA, escassos dias depois de ter revalidado o título da SuperLiga, o F.C. Porto deu um show de bola na Galiza, contrariou quem o quis fora da competição e confirmou que é uma equipa verdadeiramente fantástica, um onze solidário, uma máquina capaz de levar os seus adeptos à euforia, um mundo de aventuras repetidas.
O Corunha ainda não tinha sofrido golos no Riazor. O Corunha tinha empatado no Dragão. O Corunha, diziam os irresponsáveis, podia ser apontado como favorito. E até podia, se pela frente não tivesse o F.C. Porto, um caso raro de qualidade. Mourinho apresentou o 4x4x2 europeu, com Derlei no lugar de McCarthy e Pedro Mendes no vértice do losango central normalmente entregue a Alenitchev. Foi perfeito.
O F.C. Porto entrou a dominar, sem medos da cara feia dos espanhóis, sem pestanejar perante o inferno que quiseram colocar no seu caminho. Os primeiros minutos foram empolgantes. Trocas de bola, fintas, magia de Deco e arrojo, muito arrojo, uma atitude que nada tinha a ver com aquela apresentada pelos galegos há duas semanas.
Os primeiros sinais de perigo pertenceram ao clube que hoje jogou de roxo, num tom alternativo que em nada alterou as melhores características. Ao intervalo, goleada na posse de bola, mais remates, mais cantos. O Depor passou largos minutos na expectativa, à espera de algo, quem sabe se de sorte. Desta vez, todavia, ninguém lhes podia valer. O F.C. Porto estava a ser muito melhor, o jogo tinha uma tendência marcada, as estrelas preparavam-se para o receber.
Azar a abrir e... Derlei
O intervalo não mudou nada. A questão, de resto, podia ter sido resolvida logo ao minuto 46, quando Deco cruzou com perfeição e Derlei, o Ninja regressado, o bravo do pelotão, cabeceou contra o poste. Azar, pois claro. O F.C. Porto também não tem sido uma equipa propriamente afortunada.
Sem espaço para esmorecer, o Dragão encolheu os ombros e voltou a carregar. Deco, um desequilibrador nato, trocou os olhos a quem lhe surgiu pela frente e sofreu falta na grande área. Grande penalidade evidente e... justiça! Derlei abanou a rede. O Riazor ficou estupefacto, a Invicta explodiu, a festa saiu à rua.
A perder, o Corunha quis finalmente ser perigoso e subiu. Passou a arriscar e Naybet, no desespero, viu o segundo cartão amarelo. A questão terminou aí. A fera galega estava domada. O F.C. Porto dominou como quis tudo o que se seguiu. As malas para Gelsenkirchen estão feitas.