Localização geográfica: Europa do Sul, Mar Mediterrâneo
Área: 316 km2
População: 379 563 habitantes (1998)
Capital: La Valeta
Outras cidades importantes: Birkirkara, Qormi, Hamrun e Sliema
Data de independência: 1947
Regime político: República multipartidária
Unidade monetária: Libra maltesa
Línguas oficiais: Inglês e Maltês
Religião de Estado: Catolicismo
É uma república independente, um pequeno mas estratégico e importante grupo de ilhas situadas no centro do Mar Mediterrâneo. São cinco ilhas: Malta, a maior, Gozo, Comino, Comminotto e Filfla. Ficam a 93 quilómetros do sul da Sicília e situam-se a este da Tunísia e a norte da Líbia. Tem uma área total de 316km2. O porto de Dockyard é o mais importante do país. O clima é tipicamente mediterrânico, quente, com Verões secos, por vezes com Outonos temperados. A vegetação é escassa; no solo arável, que corresponde a dois quintos do território, pratica-se a agricultura. A principal indústria do país é o turismo devido às atractivas praias das ilhas.
A população de Malta está estimada em 379 563 pessoas que são, na sua grande maioria, habitantes das áreas urbanas. Etnicamente, 95% são naturais de Malta e os restantes são ingleses ou descendentes de italianos. As línguas oficiais são o inglês e o maltês. La Valeta é a capital, destacando-se ainda cidades como Birkirkara, Qormi, Hamrun e Sliema.
Malta foi ocupada antes de Cristo pelos Fenícios, Gregos, Cartagineses e Romanos. Segundo a lenda, São Paulo naufragou em Malta no ano 60 d. C. quando andava a converter as populações. A partir desta data, os malteses aderiram ao Cristianismo e a este permanecem fiéis até hoje. Com a divisão do Império Romano em 395 d. C. a zona este da ilha foi cedida ao domínio de Constantinopla. Em 1090 o conde Roger da Sicília conquistou Malta e submeteu-a às suas leis até ao século XVI. Em 1530, Malta foi cedida à Ordem Hospitalar de S. João de Jerusalém, uma ordem religiosa e militar pertencente à Igreja Católica. Em 1798, Napoleão Bonaparte invadiu Malta, mas quatro anos depois retirou-se e a ilha ficou sob a protecção dos ingleses. Foi anexada pelos britânicos em 1814.
Tornou-se base naval inglesa e uma zona estratégica importante durante a Segunda Guerra Mundial, ocasião em que foi alvo de inúmeros ataques. Foi condecorada em 1942 com a medalha George Cross, a mais significativa atribuída pelos britânicos. O arquipélago tornou-se autonomamente governado em 1947. Em 1955 Dom Mintoff, líder do Partido Trabalhista de Malta (PTM) tornou-se primeiro-ministro. Em 1956 o PTM propôs uma nova integração no Reino Unido, proposta que viria a ser aceite em referendo, mas com a oposição do Partido Conservador, liderado por Giorgio Borg Olivier. Em 1959 revogaram a autonomia mas voltaram a restaurá-la em 1962. Malta só se tornou totalmente independente em 1964, altura em que aderiu à Commonwealth e celebrou uma aliança com o Reino Unido de ajuda económica e militar. De 1964 a 1971 Malta foi governada pelo Partido Nacionalista.
Em 1974 tornou-se uma república, dois anos depois o Partido Trabalhista regressou ao poder, mas com uma maioria reduzida. Desenvolveu uma política de amizade com a China e com a Líbia. Em 1984 Mintoff retirou-se e foi substituído por Mifsud Bonnici, novo líder do seu partido. Em 1987 voltou ao poder o Partido Nacionalista, este mais voltado para o Ocidente e com uma política de aproximação à União Europeia. Edward Fenech Adami foi eleito primeiro-ministro.
Em Dezembro de 1989, este território foi o local escolhido para um encontro entre o presidente dos Estados Unidos, George Bush e o presidente da ex-União Soviética, Mikhail Gorbachev. Em Outubro de 1990 Malta fez o pedido formal de adesão à União Europeia.
domingo, maio 23, 2004
quinta-feira, maio 20, 2004
"Tróia" Um filme que vale a pena
Ao longo dos tempos, os homens fizeram a guerra. Uns pelo poder, outros pela glória ou pela honra, e alguns pelo amor. Na antiga Grécia, a paixão proibida de dois dos amantes mais lendários da história, Páris, príncipe de Tróia (Orlando Bloom) e Helena (Diane Kruger), filha de Zeus e de Leda, rainha de Esparta, desencadeia uma guerra que assolará uma civilização. O roubo de Helena ao seu esposo, o rei Menelau (Brendan Gleeson), por parte de Páris, é um insulto que não se pode tolerar. O orgulho familiar estabelece que uma afronta a Menelau é uma afronta ao seu irmão Agamenon (Brian Cox), o poderoso rei de Argos e Micenas, que não tarda em reunir todas as grandes tribos da Grécia para recuperar Helena das mãos dos troianos e defender a honra do seu irmão. A verdade é que a luta pela honra por parte de Agamenon está corrompida pela sua incontida cobiça: ele necessita do controlo de Tróia para assegurar a supremacia do seu já vasto império. A cidade amuralhada, governada pelo rei Príamo (Peter O'Toole) e defendida pelo poderoso príncipe Heitor (Eric Bana), é uma fortaleza inexpugnável, que nenhum exército foi capaz de penetrar. Só um homem se erige na chave para a vitória ou a derrota de Tróia - Aquiles (Brad Pitt), considerado o maior guerreiro vivo. Arrogante, rebelde e aparentemente invencível, Aquiles não sente lealdade por ninguém nem por nada, excepto pela sua própria glória. É a sua insaciável ânsia de fama eterna que o leva a atacar as portas de Tróia sob o estandarte de Agamenon - mas será o amor que finalmente decide o seu destino. Dois mundos vão para a guerra pela honra e pelo poder. Milhares de homens morrerão na sua luta por alcançar a glória. E, por amor, uma nação ficará reduzida a cinzas.
“Espectacular” poderá ser um adjectivo demasiado usado pela publicidade hollywoodiana, mas a Academia das Ciências pode restaurar o seu brilho e esplendor ao aplicá-lo a “Tróia”, um filme épico na tradição de Lawrence, Henry, Nevsky, Ivan e Falstaff.
Adaptar ao grande ecrã esta gesta que o tempo não pode apagar significava uma proeza artística e técnica. Convém esclarecer que “Tróia” é uma versão livre dos mitos do ciclo troiano e não de “A Ilíada”, do poeta grego Homero. O realizador Wolfgang Petersen, apoiado por um excelente argumento de David Benioff, não regateou talento nem esforço para redescobrir a guerra de Tróia com todos os seus matizes íntimos e grandiloquentes. O filme – uma super-produção digna dos mais ambiciosos projectos da cinematografia norte-americana – não descaiu nem para o maniqueísmo nem para o solene. Todos os seus protagonistas estão dispostos a defender o próprio, a não vacilar ante o medo e a desesperança e a apostar as suas mais fieis convicções. A partir desta acertada pintura de personagens e de situações, o filme seduz, aliás, pela magnificência da sua realização, pelo notável vestuário, por uma fotografia que se insere sem fissuras na trama e por uma banda musical que, com tonalidades plenas de emoção, acompanha o relato.
Mas Petersen, um sábio artesão no uso da câmara, contou também com mecanismos visuais para que a sua epopeia troiana não sofresse alterações. Milhares de extras, centenas de barcos, batalhas conjugadas com uma impecável montagem e uma violência nada gratuita são outros valores desta produção que rastreia essas páginas da literatura clássica que já parecem estar muito distantes no espaço e no tempo. Vale-se de todos os efeitos especiais e digitais do arsenal moderno para desdobrar a frota dos mil navios ou o exército dos 10,000 gregos que cercam a cidade de Tróia para resgatar a bela Helena, que Páris raptou ao enganado Menelau. O argumento de Benioff, democratiza “A Ilíada”, evitando a participação directa dos deuses: são invocados mas nunca intrometidos.
“Tróia” é visualmente deslumbrante, mas nunca perde de vista o elemento humano. Brad Pitt combina a arrogância e o fatalismo de Aquiles, imprimindo rasgos de novo cunho na sua moeda estelar. Através da trama, é como se se estivesse a preparar mentalmente para o seu grande momento: o encontro a sós com Príamo. O monarca vem reclamar o cadáver de seu filho Heitor, arrastado em triunfo por Aquiles. O ancião só pede que o deixe levar à pira fúnebre que a sua nobre condição merece. Aquiles tem de decidir entre a sua fúria vingativa e o respeito pelo pesar alheio. Com todas as batalhas e torneios de “Tróia”, esta cena íntima de cinco minutos é realmente memorável.
Nem uma só interpretação falha no conjunto: o irrepreensível Heitor de Eric Bana; o irresponsável Páris de Orlando Bloom; o patético Menelau de Brendan Gleeson; o belicoso Agamenon de Brian Cox; o aguerrido Odisseu (ou Ulisses) de Sean Bean; a indómita Briseis de Rose Byrne; a resignada Andrómaca de Saffron Burrows. Até o bebé de Heitor e Andrómaca é um ladrão de cenas com fraldas.
Falando de latrocínio, a sinfónica partitura de James Horner foi buscar sons a Prokofiev, Shostakovich, Vaughn Williams e nunca dá uma nota discordante em duas horas e meia. Para uma super-produção em grande escala, Petersen cuidou para que os seus personagens quase mitológicos se movam em interiores realistas, onde podem respirar com identificável dimensão humana.
Numa das cenas mais impressionantes de “Tróia”, em que os navios gregos se aproximam da ilha, é possível ter a noção da grandiosidade desta superprodução, orçada em 200 milhões de dólares (quase o dobro do custo de “Gladiador”). Na sequência, a câmara vai-se afastando, abrangendo uma porção cada vez maior do mar, e não param de surgir mais e mais embarcações, centenas delas, até à linha do horizonte. No total, foram mil barcos e 1.200 figurantes utilizados no grandioso épico. O cenário contou com uma estátua de Zeus de mais de 15 metros, e o famoso cavalo de Tróia, com quase 13 metros de altura.
As cenas da entrada do cavalo de madeira na fortaleza de Tróia – uma imagem com poder iconográfico – foram filmadas com enorme realismo. O esforço económico, artesanal e artístico de “Tróia” valeu a pena frente à realidade que oferece o ecrã. Aliás, o cavalo não faz parte de “A Ilíada”, mas de “A Odisseia”, outro poema de Homero, só que, por ser a passagem mais famosa da guerra, foi inserida como clímax do filme. «Havia diferentes modos de contar a história, muitos filmes podiam sair do mesmo texto, mas eu procurei concentrar-me na história humana, principalmente nos personagens Aquiles e Heitor», conta Benioff, que trabalhou um ano no projecto. Por esse motivo, ele deixou em segundo plano – e até de fora, muitas vezes – as intervenções dos deuses descritas por Homero. Zeus e companhia são apenas citados. «Quis contar o mito de Tróia e não “A Ilíada”. O interessante da história é que não há o bem contra o mal, heróis ou vilões».
A guerra de Tróia aconteceu há 3.200 anos, mas “Tróia” actualiza-a com a sua intacta mensagem de carnificina inútil. Como Aquiles diz, com displicência aterradora: «Esta não é a primeira nem será a última».
In http://www.estreia.online.pt/aleph/envelope?filme+ficha:list_movie:1032
“Espectacular” poderá ser um adjectivo demasiado usado pela publicidade hollywoodiana, mas a Academia das Ciências pode restaurar o seu brilho e esplendor ao aplicá-lo a “Tróia”, um filme épico na tradição de Lawrence, Henry, Nevsky, Ivan e Falstaff.
Adaptar ao grande ecrã esta gesta que o tempo não pode apagar significava uma proeza artística e técnica. Convém esclarecer que “Tróia” é uma versão livre dos mitos do ciclo troiano e não de “A Ilíada”, do poeta grego Homero. O realizador Wolfgang Petersen, apoiado por um excelente argumento de David Benioff, não regateou talento nem esforço para redescobrir a guerra de Tróia com todos os seus matizes íntimos e grandiloquentes. O filme – uma super-produção digna dos mais ambiciosos projectos da cinematografia norte-americana – não descaiu nem para o maniqueísmo nem para o solene. Todos os seus protagonistas estão dispostos a defender o próprio, a não vacilar ante o medo e a desesperança e a apostar as suas mais fieis convicções. A partir desta acertada pintura de personagens e de situações, o filme seduz, aliás, pela magnificência da sua realização, pelo notável vestuário, por uma fotografia que se insere sem fissuras na trama e por uma banda musical que, com tonalidades plenas de emoção, acompanha o relato.
Mas Petersen, um sábio artesão no uso da câmara, contou também com mecanismos visuais para que a sua epopeia troiana não sofresse alterações. Milhares de extras, centenas de barcos, batalhas conjugadas com uma impecável montagem e uma violência nada gratuita são outros valores desta produção que rastreia essas páginas da literatura clássica que já parecem estar muito distantes no espaço e no tempo. Vale-se de todos os efeitos especiais e digitais do arsenal moderno para desdobrar a frota dos mil navios ou o exército dos 10,000 gregos que cercam a cidade de Tróia para resgatar a bela Helena, que Páris raptou ao enganado Menelau. O argumento de Benioff, democratiza “A Ilíada”, evitando a participação directa dos deuses: são invocados mas nunca intrometidos.
“Tróia” é visualmente deslumbrante, mas nunca perde de vista o elemento humano. Brad Pitt combina a arrogância e o fatalismo de Aquiles, imprimindo rasgos de novo cunho na sua moeda estelar. Através da trama, é como se se estivesse a preparar mentalmente para o seu grande momento: o encontro a sós com Príamo. O monarca vem reclamar o cadáver de seu filho Heitor, arrastado em triunfo por Aquiles. O ancião só pede que o deixe levar à pira fúnebre que a sua nobre condição merece. Aquiles tem de decidir entre a sua fúria vingativa e o respeito pelo pesar alheio. Com todas as batalhas e torneios de “Tróia”, esta cena íntima de cinco minutos é realmente memorável.
Nem uma só interpretação falha no conjunto: o irrepreensível Heitor de Eric Bana; o irresponsável Páris de Orlando Bloom; o patético Menelau de Brendan Gleeson; o belicoso Agamenon de Brian Cox; o aguerrido Odisseu (ou Ulisses) de Sean Bean; a indómita Briseis de Rose Byrne; a resignada Andrómaca de Saffron Burrows. Até o bebé de Heitor e Andrómaca é um ladrão de cenas com fraldas.
Falando de latrocínio, a sinfónica partitura de James Horner foi buscar sons a Prokofiev, Shostakovich, Vaughn Williams e nunca dá uma nota discordante em duas horas e meia. Para uma super-produção em grande escala, Petersen cuidou para que os seus personagens quase mitológicos se movam em interiores realistas, onde podem respirar com identificável dimensão humana.
Numa das cenas mais impressionantes de “Tróia”, em que os navios gregos se aproximam da ilha, é possível ter a noção da grandiosidade desta superprodução, orçada em 200 milhões de dólares (quase o dobro do custo de “Gladiador”). Na sequência, a câmara vai-se afastando, abrangendo uma porção cada vez maior do mar, e não param de surgir mais e mais embarcações, centenas delas, até à linha do horizonte. No total, foram mil barcos e 1.200 figurantes utilizados no grandioso épico. O cenário contou com uma estátua de Zeus de mais de 15 metros, e o famoso cavalo de Tróia, com quase 13 metros de altura.
As cenas da entrada do cavalo de madeira na fortaleza de Tróia – uma imagem com poder iconográfico – foram filmadas com enorme realismo. O esforço económico, artesanal e artístico de “Tróia” valeu a pena frente à realidade que oferece o ecrã. Aliás, o cavalo não faz parte de “A Ilíada”, mas de “A Odisseia”, outro poema de Homero, só que, por ser a passagem mais famosa da guerra, foi inserida como clímax do filme. «Havia diferentes modos de contar a história, muitos filmes podiam sair do mesmo texto, mas eu procurei concentrar-me na história humana, principalmente nos personagens Aquiles e Heitor», conta Benioff, que trabalhou um ano no projecto. Por esse motivo, ele deixou em segundo plano – e até de fora, muitas vezes – as intervenções dos deuses descritas por Homero. Zeus e companhia são apenas citados. «Quis contar o mito de Tróia e não “A Ilíada”. O interessante da história é que não há o bem contra o mal, heróis ou vilões».
A guerra de Tróia aconteceu há 3.200 anos, mas “Tróia” actualiza-a com a sua intacta mensagem de carnificina inútil. Como Aquiles diz, com displicência aterradora: «Esta não é a primeira nem será a última».
In http://www.estreia.online.pt/aleph/envelope?filme+ficha:list_movie:1032
quarta-feira, maio 19, 2004
As surpresas de Scolari
Maniche e Moreira são as surpresas de Luiz Felipe Scolari na lista de 23 convocados para a fase final do UEFA EURO 2004™ que foi divulgada ao início de tarde. Fernando Meira e Luís Boa-Morte ficaram de fora.
A surpresa e a confirmação
Se Moreira é uma novidade, pois nunca tinha sido chamado pelo técnico brasileiro, e está convocado por José Romão para o Europeu de sub-21, Maniche é a grande surpresa, uma vez que não fazia parte da Selecção Nacional desde Setembro, altura em que Portugal foi derrotado pela Espanha, por 3-0, em Guimarães.
Maniche dá garantias
"É um atleta que tem estado bem. Houve algumas situações no passado e eu quis mostrar-lhe algumas coisas. Tem características especiais para jogar em várias posições e pode ser muito útil caso tenhamos dificuldades nessa área. É um atleta que nos dá garantias", disse o seleccionador nacional.
Dúvida dissipada
A grande dúvida residia no nome do terceiro guarda-redes convocado, havendo quem apostasse numa surpresa de última hora chamada...Vítor Baía. Mas Scolari optou pela juventude de Moreira recusando admitir que a escolha divide os portugueses.
Apoio aos escolhidos
Na opinião do técnico, "...todos os portugueses estão convocados. Os portugueses têm que ter a certeza que o seu seleccionador escolhe os que melhor servem os interesses da equipa e devem concentrar-se no apoio aos que estão escolhidos e não aos não-escolhidos".
Rui Jorge e mais seis
No sector defensivo a principal dúvida foi dissipada ontem depois do anúncio do arquivamento do processo de Rui Jorge. O nome de Fernando Meira, que após uma grande ausência, foi chamado para o jogo com a Suécia, no passado mês de Abril, era uma hipótese pouco provável, tendo em conta a regularidade do quarteto de centrais formado por Fernando Couto, Jorge Andrade, Ricardo Carvalho e Beto.
Liderança a meio-campo
Scolari reservou para o meio-campo a grande surpresa. Depois de uma grande época ao serviço do FC Porto, Maniche, junta-se assim aos criativos Figo, Rui Costa e Deco e ao rigor táctico de Costinha, Tiago e Petit. O sector nevrálgico do campo vai ser ocupado por jogadores de grande experiência a nível internacional. O mais jovem dos convocados deste lote, Tiago, convenceu o seleccionador com a boa época ao serviço do Benfica.
Postiga reforça ataque
Na frente, Ronaldo depois de uma época promissora ao serviço do Manchester United FC, conquista a uma presença no maior palco do futebol europeu com apenas 19 anos. Apesar de ser capaz de jogar nos dois flancos a titularidade deve recair sobre Simão Sabrosa, que depois de ter falhado o Mundial de 2002, por lesão, vê-se, pela primeira vez, no lote dos eleitos de uma grande competição de selecções. Aos pontas-de-lança habituais, Pauleta e Nuno Gomes, juntou-se, em definitivo, Hélder Postiga, que, apesar de pouco utilizado no Tottenham Hotspur FC, pode ser importante no caso de Scolari ser obrigado a reforçar o ataque.
Várias opções de ataque
"O Hélder Postiga é um bom jogador que tem características diferentes dos outros avançados. Se tivéssemos só dois pontas-de-lança e houvesse algum problema isso não nos permitia ter a possibilidade de alterar o esquema táctico.", esclareceu Scolari.
Guarda-redes
Ricardo (Sporting CP)
Quim (SC Braga)
Moreira (SL Benfica)
Defesas
Jorge Andrade (RC Deportivo La Coruña)
Fernando Couto (S.S. Lazio)
Ricardo Carvalho (FC Porto)
Miguel (SL Benfica)
Paulo Ferreira (FC Porto)
Nuno valente (FC Porto)
Rui Jorge (Sporting CP)
Beto (Sporting CP)
Médios
Tiago (SL Benfica)
Petit (SL Benfica)
Costinha (FC Porto)
Deco (FC Porto)
Rui Costa (AC Milan)
Luís Figo (Real Madrid CF)
Maniche (FC Porto)
Avançados
Pauleta (Paris Saint-Germain FC)
Cristiano Ronaldo(Manchester United FC)
Simão Sabrosa (SL Benfica)
Nuno Gomes (SL Benfica)
Hélder Postiga (Tottenham Hotspur FC)
In http://pt.euro2004.com/News/Kind=1/newsId=180298.html
A surpresa e a confirmação
Se Moreira é uma novidade, pois nunca tinha sido chamado pelo técnico brasileiro, e está convocado por José Romão para o Europeu de sub-21, Maniche é a grande surpresa, uma vez que não fazia parte da Selecção Nacional desde Setembro, altura em que Portugal foi derrotado pela Espanha, por 3-0, em Guimarães.
Maniche dá garantias
"É um atleta que tem estado bem. Houve algumas situações no passado e eu quis mostrar-lhe algumas coisas. Tem características especiais para jogar em várias posições e pode ser muito útil caso tenhamos dificuldades nessa área. É um atleta que nos dá garantias", disse o seleccionador nacional.
Dúvida dissipada
A grande dúvida residia no nome do terceiro guarda-redes convocado, havendo quem apostasse numa surpresa de última hora chamada...Vítor Baía. Mas Scolari optou pela juventude de Moreira recusando admitir que a escolha divide os portugueses.
Apoio aos escolhidos
Na opinião do técnico, "...todos os portugueses estão convocados. Os portugueses têm que ter a certeza que o seu seleccionador escolhe os que melhor servem os interesses da equipa e devem concentrar-se no apoio aos que estão escolhidos e não aos não-escolhidos".
Rui Jorge e mais seis
No sector defensivo a principal dúvida foi dissipada ontem depois do anúncio do arquivamento do processo de Rui Jorge. O nome de Fernando Meira, que após uma grande ausência, foi chamado para o jogo com a Suécia, no passado mês de Abril, era uma hipótese pouco provável, tendo em conta a regularidade do quarteto de centrais formado por Fernando Couto, Jorge Andrade, Ricardo Carvalho e Beto.
Liderança a meio-campo
Scolari reservou para o meio-campo a grande surpresa. Depois de uma grande época ao serviço do FC Porto, Maniche, junta-se assim aos criativos Figo, Rui Costa e Deco e ao rigor táctico de Costinha, Tiago e Petit. O sector nevrálgico do campo vai ser ocupado por jogadores de grande experiência a nível internacional. O mais jovem dos convocados deste lote, Tiago, convenceu o seleccionador com a boa época ao serviço do Benfica.
Postiga reforça ataque
Na frente, Ronaldo depois de uma época promissora ao serviço do Manchester United FC, conquista a uma presença no maior palco do futebol europeu com apenas 19 anos. Apesar de ser capaz de jogar nos dois flancos a titularidade deve recair sobre Simão Sabrosa, que depois de ter falhado o Mundial de 2002, por lesão, vê-se, pela primeira vez, no lote dos eleitos de uma grande competição de selecções. Aos pontas-de-lança habituais, Pauleta e Nuno Gomes, juntou-se, em definitivo, Hélder Postiga, que, apesar de pouco utilizado no Tottenham Hotspur FC, pode ser importante no caso de Scolari ser obrigado a reforçar o ataque.
Várias opções de ataque
"O Hélder Postiga é um bom jogador que tem características diferentes dos outros avançados. Se tivéssemos só dois pontas-de-lança e houvesse algum problema isso não nos permitia ter a possibilidade de alterar o esquema táctico.", esclareceu Scolari.
Guarda-redes
Ricardo (Sporting CP)
Quim (SC Braga)
Moreira (SL Benfica)
Defesas
Jorge Andrade (RC Deportivo La Coruña)
Fernando Couto (S.S. Lazio)
Ricardo Carvalho (FC Porto)
Miguel (SL Benfica)
Paulo Ferreira (FC Porto)
Nuno valente (FC Porto)
Rui Jorge (Sporting CP)
Beto (Sporting CP)
Médios
Tiago (SL Benfica)
Petit (SL Benfica)
Costinha (FC Porto)
Deco (FC Porto)
Rui Costa (AC Milan)
Luís Figo (Real Madrid CF)
Maniche (FC Porto)
Avançados
Pauleta (Paris Saint-Germain FC)
Cristiano Ronaldo(Manchester United FC)
Simão Sabrosa (SL Benfica)
Nuno Gomes (SL Benfica)
Hélder Postiga (Tottenham Hotspur FC)
In http://pt.euro2004.com/News/Kind=1/newsId=180298.html
domingo, maio 16, 2004
Chipre
Localização geográfica: Ásia, noroeste do Mar Mediterrâneo
Área: 9 251 km2
População: 748 982 habitantes (1998)
Capital: Nicósia
Outra cidade importante: Limassol
Data de independência: 1960
Regime político: República multipartidária
Unidade monetária: Libra cipriota
Línguas oficiais: Grego e Turco
Religiões maioritárias: Cristianismo, Ortodoxo Grego e Islamismo
Ilha do noroeste do Mar Mediterrâneo, situada a 64 km sul da Turquia, a 97 km oeste da Síria e a 402 km norte do delta do Nilo, no Egipto. Tem uma área de 9 251 km2, o que a torna na terceira maior ilha do Mediterrâneo. Os principais centros urbanos são Nicósia, a capital, e Limassol. O clima é mediterrânico e a temperatura média anual é de 19 oC.
Chipre tem uma economia livre baseada, sobretudo, no comércio e na indústria. O turismo oferece, ao país, uma grande fonte de divisas estrangeiras. A agricultura nacional desenvolveu-se graças à irrigação, o que permitiu a introdução dos citrinos, para além de já serem cultivados a batata, a uva, o milho, a cevada, a alfarroba e o tabaco. A indústria mineral encontra-se bem desenvolvida e produz a pedra de cal, a marga, o gesso, o mármore, o asbesto, a pirite e o crómio. A indústria abrange o petróleo refinado, os materiais de construção, o vinho, a cerveja, o calçado, o vestuário e os cigarros. Os produtos exportados são os artigos de vestuário, o calçado, a batata, os citrinos, a alfarroba e o tabaco e destinam-se, principalmente ao Reino Unido, ao Líbano, à Turquia e à Arábia Saudita. As importações provêm da Turquia, do Reino Unido, da Itália e da Alemanha e incluem os produtos alimentares, os produtos petrolíferos e o equipamento para os transportes.
A população do Chipre está estimada em 748 982 habitantes, o que corresponde a uma densidade de 81 hab./km2. As etnias principais do país são a grega, com 79%, e a turca, com 19%. As religiões com a maior expressão são a ortodoxa grega, com 76%, e a muçulmana, com 19%. As línguas oficiais são o grego e o turco.
Em 1191, durante uma cruzada à Terra Santa, o Rei Ricardo I da Inglaterra conquistou a ilha e concedeu-a ao rei Guy de Lusignan de Jerusalém. Imediatamente foi criada uma monarquia feudal que se prolongou até à Idade Média. Algum tempo depois, os mercadores de Génova e de Veneza passaram a controlar o comércio da ilha até ao século XV, altura em que se tornou parte do Império Veneziano. Em 1573, os turcos otomanos tomaram Chipre e instauraram um arcebispado.
No início do século XIX começaram sérias revoltas na ilha. Em 1878, os britânicos assumiram o controlo do território, depois da autorização do sultão turco que continuou a ser o soberano do Chipre. Mas, com a Primeira Guerra Mundial, a Inglaterra anexou a ilha e, em 1915, ofereceu-a à Grécia. Em 1924, tornou-se uma colónia da coroa britânica. Depois da Segunda Guerra Mundial, surgiu um movimento grego cipriota que se acentuou com actos de terrorismo contra os opositores britânicos e cipriotas. Em 1960 o Chipre tornou-se independente, mas a violência continuou. Em 1974, a Guarda Nacional do Chipre levou a cabo um golpe de estado. As forças turcas invadiram o território e, um mês depois, passou a controlar o norte da ilha. Os cipriotas turcos formaram governo, embora apenas reconhecido pela Turquia, e a zona sul permaneceu sob o controlo grego. A partir de meados da década de 1980 iniciaram-se conversações acerca da reunificação iniciaram, embora nunca tenham tido sucesso.
Área: 9 251 km2
População: 748 982 habitantes (1998)
Capital: Nicósia
Outra cidade importante: Limassol
Data de independência: 1960
Regime político: República multipartidária
Unidade monetária: Libra cipriota
Línguas oficiais: Grego e Turco
Religiões maioritárias: Cristianismo, Ortodoxo Grego e Islamismo
Ilha do noroeste do Mar Mediterrâneo, situada a 64 km sul da Turquia, a 97 km oeste da Síria e a 402 km norte do delta do Nilo, no Egipto. Tem uma área de 9 251 km2, o que a torna na terceira maior ilha do Mediterrâneo. Os principais centros urbanos são Nicósia, a capital, e Limassol. O clima é mediterrânico e a temperatura média anual é de 19 oC.
Chipre tem uma economia livre baseada, sobretudo, no comércio e na indústria. O turismo oferece, ao país, uma grande fonte de divisas estrangeiras. A agricultura nacional desenvolveu-se graças à irrigação, o que permitiu a introdução dos citrinos, para além de já serem cultivados a batata, a uva, o milho, a cevada, a alfarroba e o tabaco. A indústria mineral encontra-se bem desenvolvida e produz a pedra de cal, a marga, o gesso, o mármore, o asbesto, a pirite e o crómio. A indústria abrange o petróleo refinado, os materiais de construção, o vinho, a cerveja, o calçado, o vestuário e os cigarros. Os produtos exportados são os artigos de vestuário, o calçado, a batata, os citrinos, a alfarroba e o tabaco e destinam-se, principalmente ao Reino Unido, ao Líbano, à Turquia e à Arábia Saudita. As importações provêm da Turquia, do Reino Unido, da Itália e da Alemanha e incluem os produtos alimentares, os produtos petrolíferos e o equipamento para os transportes.
A população do Chipre está estimada em 748 982 habitantes, o que corresponde a uma densidade de 81 hab./km2. As etnias principais do país são a grega, com 79%, e a turca, com 19%. As religiões com a maior expressão são a ortodoxa grega, com 76%, e a muçulmana, com 19%. As línguas oficiais são o grego e o turco.
Em 1191, durante uma cruzada à Terra Santa, o Rei Ricardo I da Inglaterra conquistou a ilha e concedeu-a ao rei Guy de Lusignan de Jerusalém. Imediatamente foi criada uma monarquia feudal que se prolongou até à Idade Média. Algum tempo depois, os mercadores de Génova e de Veneza passaram a controlar o comércio da ilha até ao século XV, altura em que se tornou parte do Império Veneziano. Em 1573, os turcos otomanos tomaram Chipre e instauraram um arcebispado.
No início do século XIX começaram sérias revoltas na ilha. Em 1878, os britânicos assumiram o controlo do território, depois da autorização do sultão turco que continuou a ser o soberano do Chipre. Mas, com a Primeira Guerra Mundial, a Inglaterra anexou a ilha e, em 1915, ofereceu-a à Grécia. Em 1924, tornou-se uma colónia da coroa britânica. Depois da Segunda Guerra Mundial, surgiu um movimento grego cipriota que se acentuou com actos de terrorismo contra os opositores britânicos e cipriotas. Em 1960 o Chipre tornou-se independente, mas a violência continuou. Em 1974, a Guarda Nacional do Chipre levou a cabo um golpe de estado. As forças turcas invadiram o território e, um mês depois, passou a controlar o norte da ilha. Os cipriotas turcos formaram governo, embora apenas reconhecido pela Turquia, e a zona sul permaneceu sob o controlo grego. A partir de meados da década de 1980 iniciaram-se conversações acerca da reunificação iniciaram, embora nunca tenham tido sucesso.
Crónicas sobre o Alargamento
Durante dez crónicas vou dar-te a conhecer, por dentro, todos os países que, no último 1º de Maio, se juntaram à União Europeia:
Chipre, Malta, Hungria, Eslovénia, Eslováquia, República Checa, Polónia, Lituânia, Letónia e Estónia.
Chipre, Malta, Hungria, Eslovénia, Eslováquia, República Checa, Polónia, Lituânia, Letónia e Estónia.
sexta-feira, maio 14, 2004
Aula Aberta Dr. Paulo Casaca
O actual eurodeputado e candidato às próximas eleições ao Parlamento Europeu, Paulo Casaca, vai dar uma Aula Aberta no próximo sábado, 15 de Maio pelas 9:30 no Anfiteatro II do Complexo Científico, com o tema: IMPORTÂNCIA DAS ULTRAPERIFERIAS.
Esta aula aberta é organizada pela Comissão Instaladora do Núcleo de Estudante de Estudos Europeus e Política Internacional da Universidade dos Açores.
Esta aula aberta é organizada pela Comissão Instaladora do Núcleo de Estudante de Estudos Europeus e Política Internacional da Universidade dos Açores.
quarta-feira, maio 12, 2004
O debate, com os euro-candidatos ao Parlamento Europeu, nos estúdios da RDP-A, no passado Domingo, correu muito bem. O pior foi quando os euro-candidatos não responderam às questões que lhes colocamos... salvo uma ou outra excepção...
Todavia, estamos todos de Parabéns. Abraços ao Saes e Ana Paula que tão bem dirigiram o debate, à Rita Moura que foi incansável no nosso apoio e aos técnicos Gamboa, José Augusto e Raúl que tanta paciência tiveram em nos sofrer até altas horas da noite... E à RDP-A em ceder o seu material e logística...
Todavia, estamos todos de Parabéns. Abraços ao Saes e Ana Paula que tão bem dirigiram o debate, à Rita Moura que foi incansável no nosso apoio e aos técnicos Gamboa, José Augusto e Raúl que tanta paciência tiveram em nos sofrer até altas horas da noite... E à RDP-A em ceder o seu material e logística...
terça-feira, maio 11, 2004
“JUNTOS PELA EUROPA”
MENSAGEM FINAL DO ENCONTRO
A Europa chegou a um momento decisivo da sua existência e do seu projecto para o futuro: ela não se pode limitar a um mercado ou a uma união para a segurança dos seus cidadãos. Nós sabemos que a influência do amor de Deus está a impulsionar os povos da Europa a ser muito mais que isto. Um continente com tanta variedade e beleza, que viveu momentos de esplendor e crescimento, mas que também experimentou a verdade amarga que, sem a referência a valores profundos, os seres humanos são despojados da sua humanidade e mostram-se capazes dos piores males.
No último século, duas guerras mundiais, os campos de concentração, os “Gulags” e, em particular, o Holocausto testemunharam a escuridão que habitou o nosso continente e que dolorosamente tocou o resto do mundo. E agora a exclusão, a injustiça, a exploração e a praga do terrorismo exigem soluções. Contudo, apesar de todos estes males, hoje felizmente nós podemos ver uma Europa que se move rumo à reconciliação. Uma Europa livre e democrática.
Inspirados pela força transformadora do Evangelho, sentimo-nos chamados a trabalhar por um continente multifacetado e unido. Nós, membros de mais de 150 Movimentos, grupos e comunidades de diferentes igrejas cristãs juntos em Estugarda vindos de todos os cantos do continente, queremos testemunhar a novidade da crescente fraternidade e comunhão entre nós, alimentada pelo Espírito. Esta comunhão de vida é outra consequência das tradições culturais que, à luz da revelação Judaico-Cristã, construíram o nosso continente através dos séculos. Oferecemos esta fraternidade como contributo para uma Europa que seja capaz de responder aos desafios do nosso tempo.
Os carismas, dons de Deus, compelem-nos a seguir a via da fraternidade universal, que cremos seja a verdadeira vocação da Europa. A fraternidade não é senão o amor evangélico vivido entre todos, sempre renovado, a começar aqui e agora.
• A fraternidade é a partilha dos bens e recursos.
• A igualdade e liberdade para todos os homens e mulheres.
• O aprofundamento do nosso património cultural comum
• A abertura a pessoas de outras culturas e tradições religiosas
• Amor e solidariedade para com os pobres e os fracos das nossas cidades;
• Um profundo sentido de família
• O respeito pela vida humana em todo o seu percurso
• O cuidado com a natureza e o meio ambiente;
• O desenvolvimento harmónico dos meios de comunicação.
Vivendo esta fraternidade, a Europa torna-se ela própria mensagem de paz, uma paz activa que se constrói todos os dias numa base de perdão pedido e recebido. Uma paz que quer construir pontes entre pessoas “globalizando” a solidariedade e a justiça.
Esta mensagem não pretende ser apenas uma declaração de intenções, mas o testemunho de algo que, ainda que no princípio, é já uma realidade entre nós. Nós, reunidos aqui em Estugarda e co-ligados com os encontros paralelos a decorrer em mais de 150 cidades (Ponta Delgada também incluída) através do continente, queremos trabalhar juntos com todos os homens e mulheres de boa vontade para que a Europa possa ser um lugar de amor e fraternidade, que esteja ciente das suas responsabilidades e que se mostre aberta ao mundo inteiro.
A Europa chegou a um momento decisivo da sua existência e do seu projecto para o futuro: ela não se pode limitar a um mercado ou a uma união para a segurança dos seus cidadãos. Nós sabemos que a influência do amor de Deus está a impulsionar os povos da Europa a ser muito mais que isto. Um continente com tanta variedade e beleza, que viveu momentos de esplendor e crescimento, mas que também experimentou a verdade amarga que, sem a referência a valores profundos, os seres humanos são despojados da sua humanidade e mostram-se capazes dos piores males.
No último século, duas guerras mundiais, os campos de concentração, os “Gulags” e, em particular, o Holocausto testemunharam a escuridão que habitou o nosso continente e que dolorosamente tocou o resto do mundo. E agora a exclusão, a injustiça, a exploração e a praga do terrorismo exigem soluções. Contudo, apesar de todos estes males, hoje felizmente nós podemos ver uma Europa que se move rumo à reconciliação. Uma Europa livre e democrática.
Inspirados pela força transformadora do Evangelho, sentimo-nos chamados a trabalhar por um continente multifacetado e unido. Nós, membros de mais de 150 Movimentos, grupos e comunidades de diferentes igrejas cristãs juntos em Estugarda vindos de todos os cantos do continente, queremos testemunhar a novidade da crescente fraternidade e comunhão entre nós, alimentada pelo Espírito. Esta comunhão de vida é outra consequência das tradições culturais que, à luz da revelação Judaico-Cristã, construíram o nosso continente através dos séculos. Oferecemos esta fraternidade como contributo para uma Europa que seja capaz de responder aos desafios do nosso tempo.
Os carismas, dons de Deus, compelem-nos a seguir a via da fraternidade universal, que cremos seja a verdadeira vocação da Europa. A fraternidade não é senão o amor evangélico vivido entre todos, sempre renovado, a começar aqui e agora.
• A fraternidade é a partilha dos bens e recursos.
• A igualdade e liberdade para todos os homens e mulheres.
• O aprofundamento do nosso património cultural comum
• A abertura a pessoas de outras culturas e tradições religiosas
• Amor e solidariedade para com os pobres e os fracos das nossas cidades;
• Um profundo sentido de família
• O respeito pela vida humana em todo o seu percurso
• O cuidado com a natureza e o meio ambiente;
• O desenvolvimento harmónico dos meios de comunicação.
Vivendo esta fraternidade, a Europa torna-se ela própria mensagem de paz, uma paz activa que se constrói todos os dias numa base de perdão pedido e recebido. Uma paz que quer construir pontes entre pessoas “globalizando” a solidariedade e a justiça.
Esta mensagem não pretende ser apenas uma declaração de intenções, mas o testemunho de algo que, ainda que no princípio, é já uma realidade entre nós. Nós, reunidos aqui em Estugarda e co-ligados com os encontros paralelos a decorrer em mais de 150 cidades (Ponta Delgada também incluída) através do continente, queremos trabalhar juntos com todos os homens e mulheres de boa vontade para que a Europa possa ser um lugar de amor e fraternidade, que esteja ciente das suas responsabilidades e que se mostre aberta ao mundo inteiro.
FESTAS DO SENHOR SANTO CRISTO DOS MILAGRES
No próximo fim-de-semana na cidade de Ponta Delgada, ilha de S. Miguel realizar-se-ão as maiores festas dos Açores: Senhor Santo Cristo dos Milagres. A Irmandade do Senhor Santo Cristo dos Milagres para este ano de 2004 preparou-nos este progrma:
12 de Maio (Quarta-feira)
21h30 Lançamento do livro "História dos Açores Vol. III - Dr. Melo Bento" [Centro Municipal de Cultura]
13 de Maio (Quinta-feira) 18h30 Inauguração da Exposição Colectiva do Registo do Senhor Santo Cristo [Centro Municipal de Cultura]
14 de Maio (Sexta-feira) 21h30 FESTA DO EMIGRANTE [Aula Magna - Universidade dos Açores]
15 de Maio (Sábado) Mudança de Imagem
· Inicio - 16:30
· Promessas - entrada geral pela Rua Luís Soares de Sousa (antes da 16:30)
· Rua da Esperança (Dr. Mont'Alverne de Sequeira) - encerra às 15:30 (à excepção dos membros da organização e portadores de credencial de colaborador e livre transito).
· Guarde de honra (nova localização) - junto ao Castelo de São Brás
· Depois da entrada da cera (estarão 4 grupos de tabuleiros em frente da entrada para a sacristia), as promessas deverão sair do Campo pela Rua da Esperança.
· Na Mudança não são admitidas opas excepto os Irmãos do Andor e Mesa. As opas serão distribuídas após a recolha da mudança
· A circulação das promessas far-se-á do modo habitual, pedindo-se a estas e ao público em geral que sigam as indicações da PSP, Escuteiros e colaboradores da Irmandade, deixando o centro das ruas envolventes do "Campo" completamente desimpedido para boa circulação da Imagem.
Visita à Imagem
· Inicio - 18:30; encerramento - 00:30
· Entrada - só pela porta da sacristia no adro do Santuário
16 de Maio (Domingo) Vigília
· Procissão das Velas - organizar-se-á a partir das 00:45 saindo a Imagem do Santuário para a Igreja de São José seguindo o mesmo percurso da Mudança
· Após a entrada da Imagem em São José, Vigília de adoração
· 06:00 - Missa dos Peregrinos
Procissão
· Promessas:
· Adro da Igreja - Senhoras de escuro
· Rua Nascente do Campo de São Francisco - Casais
· 15:15 - Saída do Guião
· 16:30 - Saída da Imagem
As opas deverão incorporar-se na procissão imediatamente após o Guião nos roços à frente do Andor, ficando o acesso de opas vedado na Rua da Esperança, a partir das 16:15 (à excepção das autoridades, dos membros da organização e portadores de credencial de colaborador e livres trânsito). Daí em diante a incorporação na procissão só se fará a partir da Rua Doutor Caetano de Andrade
17 de Maio (Segunda-feira) 17h30 RECEPÇÃO AOS EMIGRANTES
22h30 "Ponta Delgada - Capital da Juventude - Operação Triunfo
[Praça Gonçalo Velho - Portas da Cidade]
18 de Maio (Terça-feira) 21h30 Actuação do grupo “CANTARES D’OUTRORA” (Arrifes), Actuação do grupo "TRADIÇÕES"
[Campo de São Francisco]
19 de Maio (Quarta-feira) 22h00 Concerto da ORQUESTRA LIGEIRA DE PONTA DELGADA
[Campo de S. Francisco]
21 de Maio (Sexta-feira) 22h00 Concerto "Ponta Delgada - Capital da Juventude", Festas do Senhor do Santo Cristo e actuações dos conjuntos "PASSOS PESADOS" e "FORA D'AFRICA"
[Campo de S. Francisco]
12 de Maio (Quarta-feira)
21h30 Lançamento do livro "História dos Açores Vol. III - Dr. Melo Bento" [Centro Municipal de Cultura]
13 de Maio (Quinta-feira) 18h30 Inauguração da Exposição Colectiva do Registo do Senhor Santo Cristo [Centro Municipal de Cultura]
14 de Maio (Sexta-feira) 21h30 FESTA DO EMIGRANTE [Aula Magna - Universidade dos Açores]
15 de Maio (Sábado) Mudança de Imagem
· Inicio - 16:30
· Promessas - entrada geral pela Rua Luís Soares de Sousa (antes da 16:30)
· Rua da Esperança (Dr. Mont'Alverne de Sequeira) - encerra às 15:30 (à excepção dos membros da organização e portadores de credencial de colaborador e livre transito).
· Guarde de honra (nova localização) - junto ao Castelo de São Brás
· Depois da entrada da cera (estarão 4 grupos de tabuleiros em frente da entrada para a sacristia), as promessas deverão sair do Campo pela Rua da Esperança.
· Na Mudança não são admitidas opas excepto os Irmãos do Andor e Mesa. As opas serão distribuídas após a recolha da mudança
· A circulação das promessas far-se-á do modo habitual, pedindo-se a estas e ao público em geral que sigam as indicações da PSP, Escuteiros e colaboradores da Irmandade, deixando o centro das ruas envolventes do "Campo" completamente desimpedido para boa circulação da Imagem.
Visita à Imagem
· Inicio - 18:30; encerramento - 00:30
· Entrada - só pela porta da sacristia no adro do Santuário
16 de Maio (Domingo) Vigília
· Procissão das Velas - organizar-se-á a partir das 00:45 saindo a Imagem do Santuário para a Igreja de São José seguindo o mesmo percurso da Mudança
· Após a entrada da Imagem em São José, Vigília de adoração
· 06:00 - Missa dos Peregrinos
Procissão
· Promessas:
· Adro da Igreja - Senhoras de escuro
· Rua Nascente do Campo de São Francisco - Casais
· 15:15 - Saída do Guião
· 16:30 - Saída da Imagem
As opas deverão incorporar-se na procissão imediatamente após o Guião nos roços à frente do Andor, ficando o acesso de opas vedado na Rua da Esperança, a partir das 16:15 (à excepção das autoridades, dos membros da organização e portadores de credencial de colaborador e livres trânsito). Daí em diante a incorporação na procissão só se fará a partir da Rua Doutor Caetano de Andrade
17 de Maio (Segunda-feira) 17h30 RECEPÇÃO AOS EMIGRANTES
22h30 "Ponta Delgada - Capital da Juventude - Operação Triunfo
[Praça Gonçalo Velho - Portas da Cidade]
18 de Maio (Terça-feira) 21h30 Actuação do grupo “CANTARES D’OUTRORA” (Arrifes), Actuação do grupo "TRADIÇÕES"
[Campo de São Francisco]
19 de Maio (Quarta-feira) 22h00 Concerto da ORQUESTRA LIGEIRA DE PONTA DELGADA
[Campo de S. Francisco]
21 de Maio (Sexta-feira) 22h00 Concerto "Ponta Delgada - Capital da Juventude", Festas do Senhor do Santo Cristo e actuações dos conjuntos "PASSOS PESADOS" e "FORA D'AFRICA"
[Campo de S. Francisco]
domingo, maio 09, 2004
DIA 9 DE MAIO - DIA DA EUROPA
A União Europeia comemora hoje o seu quinquagésimo quarto aniversário de vida. Em nossa opinião, é uma data que todos nós, europeus, não devemos esquecer, pois assinala cinquenta e quatro anos de paz, num continente longamente fustigado com anos e anos de guerras. Assinala, de igual modo, meio século de progresso económico, social, cultural, de consolidação da democracia e respeito pelos direitos fundamentais dos Homens, que sem a instituição desta organização seria bastante improvável que acontecesse. A União Europeia, apesar de todas as incertezas que agora têm surgido, tem sido de uma importância vital, não só para o continente, em termos de união dos vários países e aproximação dos mesmos em diversos campos da vida social, mas também para o mundo, trazendo um certo equilíbrio e estabilidade às relações internacionais, que a torna um exemplo de desenvolvimento e cooperação para outros continentes.
Nesse sentido, podemos certamente concluir que, nas últimas décadas da história portuguesa, a comemoração do dia 9 de Maio – Dia da Europa-, após a comemoração do 25 de Abril de 1974, que nos permitiu a vivência num estado de direito democrático, é aquela que maior relevância devia assumir, pois só a pertença à União Europeia proporcionou um nível de desenvolvimento e representatividade internacional, inigualáveis na história de Portugal.
SOURCE: Raquel Costa
Declaração Schuman de 9 de Maio de 1950
Este é o texto integral da proposição, apresentada por Robert Schuman, Ministro Francês dos Negócios Estrangeiros, e que levou à criação da União Europeia:
A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem esforços criadores à medida dos perigos que a ameaçam. A contribuição que uma Europa organizada e viva pode dar à civilização é indispensável para a manutenção de relações pacíficas. A França, ao assumir-se desde há mais de 20 anos como defensora de uma Europa unida, teve sempre por objectivo essencial servir a paz. A Europa não foi construída, tivemos a guerra. A Europa não se fará de um golpe, nem numa construção de conjunto: far-se-á por meio de realizações concretas que criem em primeiro lugar uma solidariedade de facto. A união das nações europeias exige que seja eliminada a secular oposição entre a França e a Alemanha. Com esse objectivo, o Governo francês propõe actuar imediatamente num plano limitado mas decisivo. O Governo francês propõe subordinar o conjunto da produção franco-alemã de carvão e de aço a uma Alta Autoridade, numa organização aberta à participação dos outros países da Europa.
A comunitarização das produções de carvão e de aço assegura imediatamente o estabelecimento de bases comuns de desenvolvimento económico, primeira etapa da federação europeia, e mudará o destino das regiões durante muito tempo condenadas ao fabrico de armas de guerra, das quais constituíram as mais constantes vítimas. A solidariedade de produção assim alcançada revelará que qualquer guerra entre a França e a Alemanha se tornará não apenas impensável como também materialmente impossível. O estabelecimento desta poderosa unidade de produção aberta a todos os países que nela queiram participar, que permitirá o fornecimento a todos os países que a compõem dos elementos fundamentais da produção industrial em idênticas condições, lançará os fundamentos reais da sua unificação económica. Esta produção será oferecida a todos os países do mundo sem distinção nem exclusão, a fim de participar no aumento do nível de vida e no desenvolvimento das obras de paz. [...] Assim se realizará, simples e rapidamente, a fusão de interesses indispensáveis para o estabelecimento de uma comunidade económica e introduzirá o fermento de uma comunidade mais larga e mais profunda entre países durante muito tempo opostos por divisões sangrentas. Esta proposta, por intermédio da comunitarização de produções de base e da instituição de uma nova Alta Autoridade cujas decisões vincularão a França, a Alemanha e os países aderentes, realizará as primeiras bases concretas de uma federação europeia indispensável à preservação da paz. O Governo francês, a fim de prosseguir a realização dos objectivos assim definidos, está disposto a iniciar negociações nas seguintes bases. A missão atribuída à Alta Autoridade comum consistirá em, nos mais breves prazos, assegurar: a modernização da produção e a melhoria da sua qualidade; o fornecimento nos mercados francês, alemão e nos países aderentes de carvão e de aço em condições idênticas; o desenvolvimento da exportação comum para outros países; a harmonização no progresso das condições de vida da mão-de-obra dessas indústrias. Para atingir estes objectivos a partir das condições muito diversas em que se encontram actualmente as produções dos países aderentes, deverão ser postas em prática, a titulo provisório, determinadas disposições, incluindo a aplicação de um plano de produção e de investimentos, a instituição de mecanismos de equação dos preços e a criação de um fundo de reconversão destinado a facilitar a racionalização da produção. A circulação do carvão e do aço entre países aderentes será imediatamente isenta de qualquer direito aduaneiro e não poderá ser afectada por tarifas de transportes distintas. Criar-se-ão progressivamente as condições para assegurar espontaneamente a repartição mais racional da produção ao nível de produtividade mais elevada. Ao contrário de um cartel internacional que tende a repartir e a explorar os mercados nacionais com base em práticas restritivas e na manutenção de elevados lucros, a organização projectada assegurará a fusão dos mercados e a expansão da produção. Os princípios e os compromissos essenciais acima definidos serão objecto de um tratado assinado entre os estados. As negociações indispensáveis a fim de precisar as medidas de aplicação serão realizadas com a assistência de um mediador designado por comum acordo; este terá a missão de velar para que os acordos sejam conformes com os princípios e, em caso de oposição irredutível, fixará a solução a adoptar. A Alta Autoridade comum, responsável pelo funcionamento de todo o regime, será composta por personalidades independentes e designada numa base paritária pelos governos; será escolhido um presidente por comum acordo entre os governos; as suas decisões serão de execução obrigatória em França, na Alemanha e nos restantes países aderentes. As necessárias vias de recurso contra as decisões da Alta Autoridade serão asseguradas por disposições adequadas. Será elaborado semestralmente por um representante das Nações Unidas junto da referida Alta Autoridade um relatório público destinado à ONU e dando conta do funcionamento do novo organismo, nomeadamente no que diz respeito à salvaguarda dos seus fins pacíficos. A instituição de Alta Autoridade em nada prejudica o regime de propriedade das empresas. No exercício da sua função, a Alta Autoridade comum terá em conta os poderes conferidos à autoridade internacional da região do Rur e as obrigações de qualquer natureza impostas à Alemanha, enquanto estas subsistirem.
Que é o Dia da Europa?
Ao verem nas agendas e nos calendários o dia 9 de Maio identificado como "Dia da Europa", muitas pessoas interrogam-se sobre o que se terá passado nessa data e em que ano terá tido lugar esse acontecimento.
Com efeito, poucos cidadãos europeus sabem que a 9 de Maio de 1950 nasceu a Europa comunitária, numa altura em que, devemos recordá-lo, a perspectiva de uma terceira guerra mundial angustiava toda a Europa.
Nesse dia, em Paris, a imprensa foi convocada para as dezoito horas no Salon de l'Horloge do Quai d'Orsay, quartel-general do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, para uma "comunicação da maior importância".
As primeiras linhas da declaração de 9 de Maio de 1950, redigida por Jean Monnet, comentada e lida à imprensa por Robert Schuman, Ministro dos Negócios Estrangeiros da França, dão imediatamente uma ideia da ambição da proposta: "A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem uma criatividade à medida dos perigos que a ameaçam". "Através da colocação em comum de produções de base e da instituição de uma Alta Autoridade nova, cujas decisões ligarão a França, a Alemanha e os países que a ela aderirem, esta proposta constituirá a primeira base concreta de uma federação europeia, indispensável à preservação da paz".
Era assim proposta a criação de uma instituição europeia supranacional, incumbida de gerir as matérias-primas que nessa altura constituíam a base do poderio militar, o carvão e o aço. Ora, os países convidados a renunciar desta forma ao controlo exclusivamente nacional destes recursos fundamentais para a guerra, só há muito pouco tempo tinham deixado de se destruir mutuamente num conflito terrível, de que tinham resultado incalculáveis prejuízos materiais e, sobretudo, danos morais: ódios, rancores e preconceitos.
Assim, tudo começou nesse dia, razão que levou os Chefes de Estado e de Governo, na Cimeira de Milão de 1995, a decidirem celebrar o 9 de Maio como "Dia da Europa".
Os diversos países, ao decidirem democraticamente aderir à União Europeia, adoptam os valores da paz e da solidariedade, pedra angular do edifício comunitário.
Estes valores concretizam-se no desenvolvimento económico e social e no equilíbrio ambiental e regional, únicos garantes de uma repartição equilibrada do bem-estar entre os cidadãos.
A Europa, enquanto conjunto de povos conscientes de pertencerem a uma mesma entidade que abrange culturas análogas ou complementares, existe já há séculos. No entanto, a consciência desta unidade fundamental, enquanto não deu origem a regras e a instituições, não pôde evitar os conflitos entre os países europeus. Ainda hoje, alguns países que não fazem parte da União Europeia não estão ao abrigo de tragédias terríveis.
Como qualquer obra humana desta envergadura, a integração da Europa não se constrói num dia, nem em algumas décadas: as lacunas são ainda numerosas e as imperfeições evidentes. A construção iniciada imediatamente a seguir à II Guerra Mundial foi muito inovadora: o que nos séculos ou milénios precedentes podia assemelhar-se a uma tentativa de união, foi na realidade o fruto de uma vitória de uns sobre os outros. Estas construções não podiam durar, pois os vencidos só tinham uma aspiração: recuperar a sua autonomia.
Hoje ambicionamos algo completamente diferente: construir uma Europa que respeite a liberdade e a identidade de cada um dos povos que a compõem, gerida em conjunto e aplicando o princípio segundo o qual apenas se deve fazer em comum o que pode ser mais bem feito dessa forma. Só a união dos povos pode garantir à Europa o controlo do seu destino e a sua influência no mundo. A União Europeia está atenta aos desejos dos cidadãos e coloca-se ao seu serviço. Conservando a sua especificidade, os seus hábitos e a sua língua, todos os cidadãos se devem sentir em casa na "pátria europeia", onde podem circular livremente.
A União Europeia comemora hoje o seu quinquagésimo quarto aniversário de vida. Em nossa opinião, é uma data que todos nós, europeus, não devemos esquecer, pois assinala cinquenta e quatro anos de paz, num continente longamente fustigado com anos e anos de guerras. Assinala, de igual modo, meio século de progresso económico, social, cultural, de consolidação da democracia e respeito pelos direitos fundamentais dos Homens, que sem a instituição desta organização seria bastante improvável que acontecesse. A União Europeia, apesar de todas as incertezas que agora têm surgido, tem sido de uma importância vital, não só para o continente, em termos de união dos vários países e aproximação dos mesmos em diversos campos da vida social, mas também para o mundo, trazendo um certo equilíbrio e estabilidade às relações internacionais, que a torna um exemplo de desenvolvimento e cooperação para outros continentes.
Nesse sentido, podemos certamente concluir que, nas últimas décadas da história portuguesa, a comemoração do dia 9 de Maio – Dia da Europa-, após a comemoração do 25 de Abril de 1974, que nos permitiu a vivência num estado de direito democrático, é aquela que maior relevância devia assumir, pois só a pertença à União Europeia proporcionou um nível de desenvolvimento e representatividade internacional, inigualáveis na história de Portugal.
SOURCE: Raquel Costa
Declaração Schuman de 9 de Maio de 1950
Este é o texto integral da proposição, apresentada por Robert Schuman, Ministro Francês dos Negócios Estrangeiros, e que levou à criação da União Europeia:
A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem esforços criadores à medida dos perigos que a ameaçam. A contribuição que uma Europa organizada e viva pode dar à civilização é indispensável para a manutenção de relações pacíficas. A França, ao assumir-se desde há mais de 20 anos como defensora de uma Europa unida, teve sempre por objectivo essencial servir a paz. A Europa não foi construída, tivemos a guerra. A Europa não se fará de um golpe, nem numa construção de conjunto: far-se-á por meio de realizações concretas que criem em primeiro lugar uma solidariedade de facto. A união das nações europeias exige que seja eliminada a secular oposição entre a França e a Alemanha. Com esse objectivo, o Governo francês propõe actuar imediatamente num plano limitado mas decisivo. O Governo francês propõe subordinar o conjunto da produção franco-alemã de carvão e de aço a uma Alta Autoridade, numa organização aberta à participação dos outros países da Europa.
A comunitarização das produções de carvão e de aço assegura imediatamente o estabelecimento de bases comuns de desenvolvimento económico, primeira etapa da federação europeia, e mudará o destino das regiões durante muito tempo condenadas ao fabrico de armas de guerra, das quais constituíram as mais constantes vítimas. A solidariedade de produção assim alcançada revelará que qualquer guerra entre a França e a Alemanha se tornará não apenas impensável como também materialmente impossível. O estabelecimento desta poderosa unidade de produção aberta a todos os países que nela queiram participar, que permitirá o fornecimento a todos os países que a compõem dos elementos fundamentais da produção industrial em idênticas condições, lançará os fundamentos reais da sua unificação económica. Esta produção será oferecida a todos os países do mundo sem distinção nem exclusão, a fim de participar no aumento do nível de vida e no desenvolvimento das obras de paz. [...] Assim se realizará, simples e rapidamente, a fusão de interesses indispensáveis para o estabelecimento de uma comunidade económica e introduzirá o fermento de uma comunidade mais larga e mais profunda entre países durante muito tempo opostos por divisões sangrentas. Esta proposta, por intermédio da comunitarização de produções de base e da instituição de uma nova Alta Autoridade cujas decisões vincularão a França, a Alemanha e os países aderentes, realizará as primeiras bases concretas de uma federação europeia indispensável à preservação da paz. O Governo francês, a fim de prosseguir a realização dos objectivos assim definidos, está disposto a iniciar negociações nas seguintes bases. A missão atribuída à Alta Autoridade comum consistirá em, nos mais breves prazos, assegurar: a modernização da produção e a melhoria da sua qualidade; o fornecimento nos mercados francês, alemão e nos países aderentes de carvão e de aço em condições idênticas; o desenvolvimento da exportação comum para outros países; a harmonização no progresso das condições de vida da mão-de-obra dessas indústrias. Para atingir estes objectivos a partir das condições muito diversas em que se encontram actualmente as produções dos países aderentes, deverão ser postas em prática, a titulo provisório, determinadas disposições, incluindo a aplicação de um plano de produção e de investimentos, a instituição de mecanismos de equação dos preços e a criação de um fundo de reconversão destinado a facilitar a racionalização da produção. A circulação do carvão e do aço entre países aderentes será imediatamente isenta de qualquer direito aduaneiro e não poderá ser afectada por tarifas de transportes distintas. Criar-se-ão progressivamente as condições para assegurar espontaneamente a repartição mais racional da produção ao nível de produtividade mais elevada. Ao contrário de um cartel internacional que tende a repartir e a explorar os mercados nacionais com base em práticas restritivas e na manutenção de elevados lucros, a organização projectada assegurará a fusão dos mercados e a expansão da produção. Os princípios e os compromissos essenciais acima definidos serão objecto de um tratado assinado entre os estados. As negociações indispensáveis a fim de precisar as medidas de aplicação serão realizadas com a assistência de um mediador designado por comum acordo; este terá a missão de velar para que os acordos sejam conformes com os princípios e, em caso de oposição irredutível, fixará a solução a adoptar. A Alta Autoridade comum, responsável pelo funcionamento de todo o regime, será composta por personalidades independentes e designada numa base paritária pelos governos; será escolhido um presidente por comum acordo entre os governos; as suas decisões serão de execução obrigatória em França, na Alemanha e nos restantes países aderentes. As necessárias vias de recurso contra as decisões da Alta Autoridade serão asseguradas por disposições adequadas. Será elaborado semestralmente por um representante das Nações Unidas junto da referida Alta Autoridade um relatório público destinado à ONU e dando conta do funcionamento do novo organismo, nomeadamente no que diz respeito à salvaguarda dos seus fins pacíficos. A instituição de Alta Autoridade em nada prejudica o regime de propriedade das empresas. No exercício da sua função, a Alta Autoridade comum terá em conta os poderes conferidos à autoridade internacional da região do Rur e as obrigações de qualquer natureza impostas à Alemanha, enquanto estas subsistirem.
Que é o Dia da Europa?
Ao verem nas agendas e nos calendários o dia 9 de Maio identificado como "Dia da Europa", muitas pessoas interrogam-se sobre o que se terá passado nessa data e em que ano terá tido lugar esse acontecimento.
Com efeito, poucos cidadãos europeus sabem que a 9 de Maio de 1950 nasceu a Europa comunitária, numa altura em que, devemos recordá-lo, a perspectiva de uma terceira guerra mundial angustiava toda a Europa.
Nesse dia, em Paris, a imprensa foi convocada para as dezoito horas no Salon de l'Horloge do Quai d'Orsay, quartel-general do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, para uma "comunicação da maior importância".
As primeiras linhas da declaração de 9 de Maio de 1950, redigida por Jean Monnet, comentada e lida à imprensa por Robert Schuman, Ministro dos Negócios Estrangeiros da França, dão imediatamente uma ideia da ambição da proposta: "A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem uma criatividade à medida dos perigos que a ameaçam". "Através da colocação em comum de produções de base e da instituição de uma Alta Autoridade nova, cujas decisões ligarão a França, a Alemanha e os países que a ela aderirem, esta proposta constituirá a primeira base concreta de uma federação europeia, indispensável à preservação da paz".
Era assim proposta a criação de uma instituição europeia supranacional, incumbida de gerir as matérias-primas que nessa altura constituíam a base do poderio militar, o carvão e o aço. Ora, os países convidados a renunciar desta forma ao controlo exclusivamente nacional destes recursos fundamentais para a guerra, só há muito pouco tempo tinham deixado de se destruir mutuamente num conflito terrível, de que tinham resultado incalculáveis prejuízos materiais e, sobretudo, danos morais: ódios, rancores e preconceitos.
Assim, tudo começou nesse dia, razão que levou os Chefes de Estado e de Governo, na Cimeira de Milão de 1995, a decidirem celebrar o 9 de Maio como "Dia da Europa".
Os diversos países, ao decidirem democraticamente aderir à União Europeia, adoptam os valores da paz e da solidariedade, pedra angular do edifício comunitário.
Estes valores concretizam-se no desenvolvimento económico e social e no equilíbrio ambiental e regional, únicos garantes de uma repartição equilibrada do bem-estar entre os cidadãos.
A Europa, enquanto conjunto de povos conscientes de pertencerem a uma mesma entidade que abrange culturas análogas ou complementares, existe já há séculos. No entanto, a consciência desta unidade fundamental, enquanto não deu origem a regras e a instituições, não pôde evitar os conflitos entre os países europeus. Ainda hoje, alguns países que não fazem parte da União Europeia não estão ao abrigo de tragédias terríveis.
Como qualquer obra humana desta envergadura, a integração da Europa não se constrói num dia, nem em algumas décadas: as lacunas são ainda numerosas e as imperfeições evidentes. A construção iniciada imediatamente a seguir à II Guerra Mundial foi muito inovadora: o que nos séculos ou milénios precedentes podia assemelhar-se a uma tentativa de união, foi na realidade o fruto de uma vitória de uns sobre os outros. Estas construções não podiam durar, pois os vencidos só tinham uma aspiração: recuperar a sua autonomia.
Hoje ambicionamos algo completamente diferente: construir uma Europa que respeite a liberdade e a identidade de cada um dos povos que a compõem, gerida em conjunto e aplicando o princípio segundo o qual apenas se deve fazer em comum o que pode ser mais bem feito dessa forma. Só a união dos povos pode garantir à Europa o controlo do seu destino e a sua influência no mundo. A União Europeia está atenta aos desejos dos cidadãos e coloca-se ao seu serviço. Conservando a sua especificidade, os seus hábitos e a sua língua, todos os cidadãos se devem sentir em casa na "pátria europeia", onde podem circular livremente.
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