Localização geográfica: Europa de Leste
Área: 64 500 km2
População: 2 385 231 habitantes (2001)
Capital: Riga
Outras cidades importantes: Daugavpils, Jelgava, Jurmala e Liepaja
Data de independência: 1991
Regime político: República multipartidária
Unidade monetária: Lats
Língua oficial: Letão
Religiões maioritárias: Protestantismo e Cristianismo
Geografia
País da Europa de Leste que faz fronteira com a Estónia, a norte; com a Rússia, a leste; e com a Lituânia, a sul. Tem uma área de 64 500 km2. As cidades mais importantes são Riga, a capital, Daugavpils,Liepaja, Jelgava e Jurmala.
Clima
O clima é do tipo continental de transição, pois sofre alguma influência dos ventos de Oeste, no Inverno, e regista também precipitação no Verão. A proximidade do mar modera, por vezes, as temperaturas. De facto, estas variam entre 17 oC e 34 oC, no Verão, e entre -2 oC e -40 oC, no Inverno.
Economia
A economia da Letónia tem sido afectada, durante a década de noventa, pela incerteza política do país, nomeadamente pelo contencioso por resolver com a Rússia e por um certo conflito com a Lituânia. A taxa de inflação continua elevada (23,7% em 1995; 28% em 1994). Um relatório do Banco Mundial deixa transparecer alguma preocupação relativamente à economia do país. A indústria continuava, em 1994, a ter uma certa importância na composição do PIB, costituindo 34% contra 6% da agricultura e 57% dos serviços.
A Letónia é um país em cuja indústria tem especial relevância o sector metalúrgico. Também são produzidos receptores de rádio, instrumentos científicos, frigoríficos, máquinas de lavar, motores de motorizadas, navios, veículos automóveis, geradores, instrumentos agrícolas, têxteis e calçado. A agricultura (que, em 1995, ocupava 9% dos activos) abrange a produção de batata, de cevada, de trigo, de beterraba, de legumes e de frutos. A pecuária, que decresceu depois de 1990, apresentou-se estável em 1994 e 1995.
População
A população da Letónia está estimada em 2 385 351 habitantes, o que corresponde a uma densidade de aproximadamente 36 hab./km2. A população total diminuiu, entre 1990 e 1995, cerca de -0,9%. Este decréscimo deverá continuar a verificar-se, prevendo-se que, em 2025, a população seja de 2,3 milhões de pessoas. Este facto está associado a uma ligeira quebra da natalidade mas, apesar disso, a população com menos de 15 anos representa ainda 20,6% do total. Depois de 1990 verificou-se um aumento das taxas de mortalidade (11,4o/oo em 1970-75 contra 13,2o/oo em 1990-95) que não é inteiramente explicado pelo envelhecimento populacional e chama a atenção para um certo agravamento da qualidade de vida da população. Na realidade, as estatísticas de organismos internacionais como o Banco Mundial e a ONU referem a diminuição da esperança de vida à nascença. Esta passou de 70,1 anos, em 1970-75, para 69,1 anos, em 1990-95. Verifica-se o mesmo fenómeno em muitos dos países que resultaram de desagregação da ex-URSS. As etnias principais são a letã, com 54%; a russa, com 33%; a bielorrussa, com 4%; e a ucraniana, com 3%. A língua oficial é o letão.
História
Entre os séculos XIII e XVI, os alemães dominaram a Letónia. A partir do século XVI, o país foi dividido entre a Polónia e a Suécia. Mas, no final do século XVIII, todo o território foi anexado pela Rússia. Depois de Revolução Russa, em 1917, a Letónia declarou a independência. Após um período conflituoso, a nova nação foi reconhecida pela União Soviética e pela Alemanha, em 1920. Até 1934, quando a ditadura foi estabelecida, a Letónia independente foi governada por várias coligações democráticas. Em 1939, o país foi obrigado a aceitar a instalação de bases militares soviéticas no seu território e, no ano seguinte, o Exército Vermelho Soviético ocupou o país, que passou a integrar a União Soviética. O exército Nazi ocupou a Letónia, entre 1941 e 1944, ano em que o Exército Vermelho tomou novamente a Lituânia. Nos anos seguintes, a economia nacional foi colectivizada e seguiu, assim, os padrões soviéticos.
Quando Mikhail Gorbachev começou a liberalizar o regime soviético, em meados da década de 1980, o sentimento nacionalista letão ressurgiu. E, como resultado, em 1991, o país tornou-se independente da União Soviética.
domingo, julho 11, 2004
domingo, julho 04, 2004
LITUÂNIA
Localização geográfica: Europa de Leste
Área: 65 200 km2
População: 3 600 158 habitantes (1998)
Capital: Vilnius
Outras cidades importantes: Kaunas e Klaipeda
Data de independência: 1991
Regime político: República multipartidária
Unidade monetária: Lita
Língua oficial: Lituano
Religião maioritária: Catolicismo
País do nordeste da Europa, designado habitualmente como uma das Repúblicas do Báltico, encontra-se ladeado pela Letónia, a norte; pela Bielorrússia, a leste e a sul; pela Polónia e pela província russa de Kaliningrad, a sudoeste; e pelo Mar Báltico, a oeste. Tem uma área de 65 200 km2. As cidades mais importantes são Vilnius, a capital, Kaunas e Klaipeda. O clima é de transição entre o clima temperado marítimo e o clima temperado continental e as temperaturas variam entre-5 oC, em Janeiro, e 17 oC, em Julho, com precipitação que ocorre durante todo o ano mas cujos valores máximos se registam no Verão.
Embora, a partir da década de 1940, a Lituânia se tenha industrializado rapidamente, a economia continua a ser tradicionalmente agrícola. As culturas dominantes são a batata, o trigo, a cevada, a beterraba, o centeio e a couve e destinam-se, sobretudo, ao mercado russo. O país depende das importações de matérias-primas e de combustíveis. Grande parte das exportações são constituídas por maquinaria e por produtos alimentares.
A população era, em 1998, de 3 600 158 habitantes, equivalente a uma densidade de 55 hab./km2. Estima-se que, em 2025, a população seja apenas de 3,8 milhões de pessoas, alterando-se um pouco a tendência de crescimento negativo registado em 1990-96. As principais etnias são a lituana, com 81%; a russa, com 9%; e a polaca, com 7%. As religiões com maior expressão são a católica e a ortodoxa russa. A língua oficial é o lituano.
Em 1386, o grão-duque lituano tornou-se rei da Polónia e, por isso, os dois países formaram o Império Polaco-Lituano Católico Romano, durante cerca de quatrocentos anos. Com as invasões alemãs, suecas e russas, o império entrou em declínio e, em 1795, com a Terceira Partição da Polónia, a Lituânia passou para o domínio russo. No século XIX, a resistência levou a revoltas camponesas, a uma emigração maciça para a América do Norte e ao despontar de um movimento nacionalista que se manteve activo até à década de 1950. Em 1918, enquanto o território se encontrava ocupado pelos alemães, a população proclamou a independência. Depois de várias lutas entre os russos bolcheviques, os polacos e os lituanos, em 1920, a União Soviética assinou um tratado de paz com a Lituânia e tornou-a independente. Nesse ano, subiu ao poder um Governo democrático de coligação mas, em 1926, um golpe militar pôs fim à democracia parlamentar. Em 1939, o país foi obrigado a aceitar a instalação de bases militares soviéticas no seu território e, no ano seguinte, o Exército Vermelho Soviético ocupou a Lituânia, que passou a integrar a União Soviética. A Alemanha nazi ocupou o território entre 1941 até o Exército Vermelho libertar o território, em 1944. Nos anos seguintes, a economia nacional foi colectivizada e seguiu, assim, os padrões soviéticos.
Quando Mikhail Gorbachev começou a liberalizar o regime soviético, em meados da década de 1980, o nacionalismo lituano ressurgiu. Em 1990, o país declarou a independência e, um ano mais tarde, alcançou a independência total. Actualmente, as escolhas económicas da Lituânia revelam uma certa contradição, pois as privatizações excluem sectores estratégicos, como os transportes, a energia, as comunicações e os portos.
Área: 65 200 km2
População: 3 600 158 habitantes (1998)
Capital: Vilnius
Outras cidades importantes: Kaunas e Klaipeda
Data de independência: 1991
Regime político: República multipartidária
Unidade monetária: Lita
Língua oficial: Lituano
Religião maioritária: Catolicismo
País do nordeste da Europa, designado habitualmente como uma das Repúblicas do Báltico, encontra-se ladeado pela Letónia, a norte; pela Bielorrússia, a leste e a sul; pela Polónia e pela província russa de Kaliningrad, a sudoeste; e pelo Mar Báltico, a oeste. Tem uma área de 65 200 km2. As cidades mais importantes são Vilnius, a capital, Kaunas e Klaipeda. O clima é de transição entre o clima temperado marítimo e o clima temperado continental e as temperaturas variam entre-5 oC, em Janeiro, e 17 oC, em Julho, com precipitação que ocorre durante todo o ano mas cujos valores máximos se registam no Verão.
Embora, a partir da década de 1940, a Lituânia se tenha industrializado rapidamente, a economia continua a ser tradicionalmente agrícola. As culturas dominantes são a batata, o trigo, a cevada, a beterraba, o centeio e a couve e destinam-se, sobretudo, ao mercado russo. O país depende das importações de matérias-primas e de combustíveis. Grande parte das exportações são constituídas por maquinaria e por produtos alimentares.
A população era, em 1998, de 3 600 158 habitantes, equivalente a uma densidade de 55 hab./km2. Estima-se que, em 2025, a população seja apenas de 3,8 milhões de pessoas, alterando-se um pouco a tendência de crescimento negativo registado em 1990-96. As principais etnias são a lituana, com 81%; a russa, com 9%; e a polaca, com 7%. As religiões com maior expressão são a católica e a ortodoxa russa. A língua oficial é o lituano.
Em 1386, o grão-duque lituano tornou-se rei da Polónia e, por isso, os dois países formaram o Império Polaco-Lituano Católico Romano, durante cerca de quatrocentos anos. Com as invasões alemãs, suecas e russas, o império entrou em declínio e, em 1795, com a Terceira Partição da Polónia, a Lituânia passou para o domínio russo. No século XIX, a resistência levou a revoltas camponesas, a uma emigração maciça para a América do Norte e ao despontar de um movimento nacionalista que se manteve activo até à década de 1950. Em 1918, enquanto o território se encontrava ocupado pelos alemães, a população proclamou a independência. Depois de várias lutas entre os russos bolcheviques, os polacos e os lituanos, em 1920, a União Soviética assinou um tratado de paz com a Lituânia e tornou-a independente. Nesse ano, subiu ao poder um Governo democrático de coligação mas, em 1926, um golpe militar pôs fim à democracia parlamentar. Em 1939, o país foi obrigado a aceitar a instalação de bases militares soviéticas no seu território e, no ano seguinte, o Exército Vermelho Soviético ocupou a Lituânia, que passou a integrar a União Soviética. A Alemanha nazi ocupou o território entre 1941 até o Exército Vermelho libertar o território, em 1944. Nos anos seguintes, a economia nacional foi colectivizada e seguiu, assim, os padrões soviéticos.
Quando Mikhail Gorbachev começou a liberalizar o regime soviético, em meados da década de 1980, o nacionalismo lituano ressurgiu. Em 1990, o país declarou a independência e, um ano mais tarde, alcançou a independência total. Actualmente, as escolhas económicas da Lituânia revelam uma certa contradição, pois as privatizações excluem sectores estratégicos, como os transportes, a energia, as comunicações e os portos.
domingo, junho 27, 2004
Polónia
Localização geográfica: Europa Central
Área: 323 250 km2
População: 38 606 922 habitantes (1998)
Capital: Varsóvia
Outras cidades importantes: Lódz, Cracóvia, Wroclaw e Poznan
Data de independência: 1991
Regime político: República multipartidária
Unidade monetária: Zloti
Língua oficial: Polaco
Religiões maioritárias: Catolicismo e religião Ortodoxa
A República da Polónia é um dos maiores países da Europa; tem uma área total de 323 250 km2. É banhada, a norte, pelo Mar Báltico, fazendo fronteira a nordeste com a Rússia e a Lituânia, a este com a Bielorrússia e a Ucrânia, a sul com a Eslováquia, a sudoeste com a República Checa e a oeste com a Alemanha.
A Polónia tem uma população de 38 606 922 habitantes, o que corresponde a uma densidade popoulacional de 123 hab./km2. É um país com uma taxa de natalidade relativamente moderada no contexto dos países europeus (13, 2% em 1995), facto que se traduz numa percentagem ainda razoável de população com menos de 15 anos de idade (22,9% em 1995). O crescimento demográfico não é muito elevado, estimando-se que, em 2025, a população da Polónia atinja os 41,5 milhões de habitantes. Etnica e linguisticamente é um povo homogéneo, constituído por polacos e ucranianos. A língua oficial é o polaco. A maioria da população pratica o Cristianismo.
As cidades mais importantes da Polónia são: Varsóvia, a capital, Lódz, Cracóvia, Wroclaw e Poznan. À excepção da área sul, que é montanhosa, o território polaco é plano, fazendo parte da grande planície europeia que, no período das glaciações, esteve coberta de gelos que, ao recuarem, deixaram como testemunho inúmeros lagos e solos muito pobres, muito pedregosos. Mais de 75% da superfície não se eleva acima de 200 metros. Os principais rios são o Vístula e o Óder.
Na sua globalidade, o clima da Polónia é temperado continental, com invernos rigorosos, verões curtos e chuvosos e elevadas amplitudes térmicas anuais. Em Varsóvia, por exemplo, Janeiro e Fevereiro registam médias de -3 oC e em Junho, Julho e Agosto o valor médio aproxima-se dos 20 oC, sem contudo atingir esta temperatura. Este pormenor térmico condiciona a cobertura vegetal, proporcionando condições para o desenvolvimento da floresta de coníferas (de folha persistente) que cobre cerca e 28% do território. O regime dos rios é condicionado pelo clima, aumentando muito o caudal no período do degelo ou quando as chuvas de Verão provocam cheias. No litoral os Invernos tornam-se mais amenos e, no interior, mais rigorosos.
Povoada por povos germânicos nos séculos V e VI, a Polónia foi ocupada no século X por tribos eslavas que se instalaram nas bacias do Óder e do Vístula. Mieszko I, chefe dos polanas governou o território desde 960, mas, após ter recebido o baptismo em 966, abriu as portas ao Cristianismo na Polónia. Os mongóis devastaram o país em 1241. Seguiram-se germânicos e judeus que aí se refugiaram e encorajaram o povo eslavo a colonizar o país. O primeiro parlamento conhecido na Polónia data de 1331. Com a dinastia de Jagelião (1386-1572), a Polónia uniu-se à Lituânia e aumentou o seu poder. Com o fim desta dinastia esse poder declinou consideravelmente.
Em meados do século XVII, a Polónia envolveu-se em guerra com a Rússia, a Suécia e o Brandeburgo, saindo derrotada. As guerras com o Império Otomano provocaram discórdias com a nobreza, querelas com os reis, a continuação da existência de uma classe servil e a perseguição aos protestantes e ortodoxos católicos gregos. Toda esta situação empenhou o país e tornou-o permeável à interferência de outros Estados, como sejam a Áustria, a Rússia e a Prússia. Em 1793 a Rússia e a Prússia apoderaram-se de muitas áreas da Polónia. Dois anos depois, os três países acabaram por ocupar a totalidade do território. A Polónia desapareceu do mapa da Europa entre 1795 e 1918. Com o Congresso de Viena, em 1815, foi feita uma nova divisão territorial, e a parte russa foi reconstituída e administrada por czares. Em 1830 e 1863 surgiram rebeliões que só levaram à intensificação da repressão.
A Polónia voltou a ser independente em 1918 com a liderança de Józef Pilsudski que, aproveitando a instabilidade interna da União Soviética, avançou sobre a Lituânia e a Ucrânia. Mais tarde o Exército Vermelho obrigou a Polónia a retirar destes territórios. Os anos que decorreram entre 1918 e 1926 foram de instabilidade, o país foi governado por 14 coligações multipartidárias.
Em Abril de 1939 o Reino Unido e a França assinaram um pacto de ajuda militar à Polónia em caso de ataque. A invasão do país pela Alemanha, a 1 de Setembro de 1939, levou à Segunda Guerra Mundial. A ocupação nazi conduziu à exterminação, em campos de concentração, de 6 milhões de pessoas, das quais metade eram judeus. Depois da guerra teve de ceder à Rússia 181 350 km2 mas ganhou 101 000 km2 à zona ocidental alemã. Em 1947 a República do povo foi estabelecida, a Polónia entrou para o Comecon em 1949 e passou a integrar o Pacto de Varsóvia em 1955. O país foi governado em regime de partido único com uma estrutura governamental e administrativa idêntica à do modelo soviético até 1989. A sociedade polaca nunca se adaptou muito bem à política de colectivização dos bens de produção. Houve insurreições em 1956 que causaram 53 mortos e, em 1970, motins a que se seguiu um aumento dos preços dos bens essenciais. Em 1976, a visita do papa João Paulo II ao seu país de origem, a Polónia, foi recebida com grande entusiasmo pela Igreja Católica e fez com que a oposição ao regime subisse de tom. Lech Walesa, um electricista, fundou em Setembro desse ano a Confederação Nacional dos Sindicatos da Polónia, conhecida pelo nome de Solidariedade. Registaram-se paralisações em Gdansk que rapidamente se estenderam por outras cidades. As pressões do movimento de Walesa aumentaram e o governo impôs a lei marcial, que durou 18 meses, em Dezembro de 1981. O estatuto legal do Solidariedade tinha terminado, e o seu líder estava preso.
A economia estagnou nos anos seguintes e o descontentamento laboral que ainda se verificava em 1988 levou o chefe do governo a mudar radicalmente de política e a voltar a sentar-se à mesma mesa com o Solidariedade, que entretanto tinha sobrevivido na clandestinidade. Em Abril de 1989, as negociações resultaram em reformas no sistema político que converteram a Polónia na primeira república a dispor de um sistema parlamentar multipartidário, no seio dos países europeus que pertenciam ao bloco soviético. Esta reestruturação admitia oposição ao Partido Comunista (PC) e o movimento Solidariedade foi autorizado a participar nas eleições, que resultaram em vitória, e subsequentemente a fazer uma coligação com o PC. Desde 1991 há eleições livres e multipartidárias.
O país é o terceiro produtor mundial de batata e o sexto de hulha. A lignite extraída na bacia de Turoszów proporciona 95% da energia consumida. Desde o início dos anos 90 que o sistema económico polaco está em transição de uma estrutura de planeamento central para uma economia de mercado, com a conversão de empresas públicas em privadas. Depois de uma seca em 1994, a agricultura voltou a dinamizar-se e a fornecer produtos para exportação. A batata e a beterraba açucareira são os produtos agrícolas mais importantes, juntamente com o gado porcino.
A Polónia tem produzido imensos artistas e intelectuais. Frédéric Chopin é o mais famoso compositor de música polaco. Czeslaw Milosz e Wislawa Szymborska receberam o Prémio Nobel da Literatura e é de destacar ainda, no nosso século, o realizador Andrzej Wajda.
Área: 323 250 km2
População: 38 606 922 habitantes (1998)
Capital: Varsóvia
Outras cidades importantes: Lódz, Cracóvia, Wroclaw e Poznan
Data de independência: 1991
Regime político: República multipartidária
Unidade monetária: Zloti
Língua oficial: Polaco
Religiões maioritárias: Catolicismo e religião Ortodoxa
A República da Polónia é um dos maiores países da Europa; tem uma área total de 323 250 km2. É banhada, a norte, pelo Mar Báltico, fazendo fronteira a nordeste com a Rússia e a Lituânia, a este com a Bielorrússia e a Ucrânia, a sul com a Eslováquia, a sudoeste com a República Checa e a oeste com a Alemanha.
A Polónia tem uma população de 38 606 922 habitantes, o que corresponde a uma densidade popoulacional de 123 hab./km2. É um país com uma taxa de natalidade relativamente moderada no contexto dos países europeus (13, 2% em 1995), facto que se traduz numa percentagem ainda razoável de população com menos de 15 anos de idade (22,9% em 1995). O crescimento demográfico não é muito elevado, estimando-se que, em 2025, a população da Polónia atinja os 41,5 milhões de habitantes. Etnica e linguisticamente é um povo homogéneo, constituído por polacos e ucranianos. A língua oficial é o polaco. A maioria da população pratica o Cristianismo.
As cidades mais importantes da Polónia são: Varsóvia, a capital, Lódz, Cracóvia, Wroclaw e Poznan. À excepção da área sul, que é montanhosa, o território polaco é plano, fazendo parte da grande planície europeia que, no período das glaciações, esteve coberta de gelos que, ao recuarem, deixaram como testemunho inúmeros lagos e solos muito pobres, muito pedregosos. Mais de 75% da superfície não se eleva acima de 200 metros. Os principais rios são o Vístula e o Óder.
Na sua globalidade, o clima da Polónia é temperado continental, com invernos rigorosos, verões curtos e chuvosos e elevadas amplitudes térmicas anuais. Em Varsóvia, por exemplo, Janeiro e Fevereiro registam médias de -3 oC e em Junho, Julho e Agosto o valor médio aproxima-se dos 20 oC, sem contudo atingir esta temperatura. Este pormenor térmico condiciona a cobertura vegetal, proporcionando condições para o desenvolvimento da floresta de coníferas (de folha persistente) que cobre cerca e 28% do território. O regime dos rios é condicionado pelo clima, aumentando muito o caudal no período do degelo ou quando as chuvas de Verão provocam cheias. No litoral os Invernos tornam-se mais amenos e, no interior, mais rigorosos.
Povoada por povos germânicos nos séculos V e VI, a Polónia foi ocupada no século X por tribos eslavas que se instalaram nas bacias do Óder e do Vístula. Mieszko I, chefe dos polanas governou o território desde 960, mas, após ter recebido o baptismo em 966, abriu as portas ao Cristianismo na Polónia. Os mongóis devastaram o país em 1241. Seguiram-se germânicos e judeus que aí se refugiaram e encorajaram o povo eslavo a colonizar o país. O primeiro parlamento conhecido na Polónia data de 1331. Com a dinastia de Jagelião (1386-1572), a Polónia uniu-se à Lituânia e aumentou o seu poder. Com o fim desta dinastia esse poder declinou consideravelmente.
Em meados do século XVII, a Polónia envolveu-se em guerra com a Rússia, a Suécia e o Brandeburgo, saindo derrotada. As guerras com o Império Otomano provocaram discórdias com a nobreza, querelas com os reis, a continuação da existência de uma classe servil e a perseguição aos protestantes e ortodoxos católicos gregos. Toda esta situação empenhou o país e tornou-o permeável à interferência de outros Estados, como sejam a Áustria, a Rússia e a Prússia. Em 1793 a Rússia e a Prússia apoderaram-se de muitas áreas da Polónia. Dois anos depois, os três países acabaram por ocupar a totalidade do território. A Polónia desapareceu do mapa da Europa entre 1795 e 1918. Com o Congresso de Viena, em 1815, foi feita uma nova divisão territorial, e a parte russa foi reconstituída e administrada por czares. Em 1830 e 1863 surgiram rebeliões que só levaram à intensificação da repressão.
A Polónia voltou a ser independente em 1918 com a liderança de Józef Pilsudski que, aproveitando a instabilidade interna da União Soviética, avançou sobre a Lituânia e a Ucrânia. Mais tarde o Exército Vermelho obrigou a Polónia a retirar destes territórios. Os anos que decorreram entre 1918 e 1926 foram de instabilidade, o país foi governado por 14 coligações multipartidárias.
Em Abril de 1939 o Reino Unido e a França assinaram um pacto de ajuda militar à Polónia em caso de ataque. A invasão do país pela Alemanha, a 1 de Setembro de 1939, levou à Segunda Guerra Mundial. A ocupação nazi conduziu à exterminação, em campos de concentração, de 6 milhões de pessoas, das quais metade eram judeus. Depois da guerra teve de ceder à Rússia 181 350 km2 mas ganhou 101 000 km2 à zona ocidental alemã. Em 1947 a República do povo foi estabelecida, a Polónia entrou para o Comecon em 1949 e passou a integrar o Pacto de Varsóvia em 1955. O país foi governado em regime de partido único com uma estrutura governamental e administrativa idêntica à do modelo soviético até 1989. A sociedade polaca nunca se adaptou muito bem à política de colectivização dos bens de produção. Houve insurreições em 1956 que causaram 53 mortos e, em 1970, motins a que se seguiu um aumento dos preços dos bens essenciais. Em 1976, a visita do papa João Paulo II ao seu país de origem, a Polónia, foi recebida com grande entusiasmo pela Igreja Católica e fez com que a oposição ao regime subisse de tom. Lech Walesa, um electricista, fundou em Setembro desse ano a Confederação Nacional dos Sindicatos da Polónia, conhecida pelo nome de Solidariedade. Registaram-se paralisações em Gdansk que rapidamente se estenderam por outras cidades. As pressões do movimento de Walesa aumentaram e o governo impôs a lei marcial, que durou 18 meses, em Dezembro de 1981. O estatuto legal do Solidariedade tinha terminado, e o seu líder estava preso.
A economia estagnou nos anos seguintes e o descontentamento laboral que ainda se verificava em 1988 levou o chefe do governo a mudar radicalmente de política e a voltar a sentar-se à mesma mesa com o Solidariedade, que entretanto tinha sobrevivido na clandestinidade. Em Abril de 1989, as negociações resultaram em reformas no sistema político que converteram a Polónia na primeira república a dispor de um sistema parlamentar multipartidário, no seio dos países europeus que pertenciam ao bloco soviético. Esta reestruturação admitia oposição ao Partido Comunista (PC) e o movimento Solidariedade foi autorizado a participar nas eleições, que resultaram em vitória, e subsequentemente a fazer uma coligação com o PC. Desde 1991 há eleições livres e multipartidárias.
O país é o terceiro produtor mundial de batata e o sexto de hulha. A lignite extraída na bacia de Turoszów proporciona 95% da energia consumida. Desde o início dos anos 90 que o sistema económico polaco está em transição de uma estrutura de planeamento central para uma economia de mercado, com a conversão de empresas públicas em privadas. Depois de uma seca em 1994, a agricultura voltou a dinamizar-se e a fornecer produtos para exportação. A batata e a beterraba açucareira são os produtos agrícolas mais importantes, juntamente com o gado porcino.
A Polónia tem produzido imensos artistas e intelectuais. Frédéric Chopin é o mais famoso compositor de música polaco. Czeslaw Milosz e Wislawa Szymborska receberam o Prémio Nobel da Literatura e é de destacar ainda, no nosso século, o realizador Andrzej Wajda.
domingo, junho 20, 2004
República Checa
Localização geográfica: Europa Central
Área: 78 864 km2
População: 10 286 470 habitantes (1998)
Capital: Praga
Outras cidades importantes: Brno, Ostrava, Plzen, Olomouc e Hradec Kralove
Data de independência: 1993
Regime político: República multipartidária
Unidade monetária: Coroa checa
Língua oficial: Checo
Religiões maioritárias: Catolicismo, Protestantismo e religião Ortodoxa
País do interior da Europa Central, faz fronteira a norte e nordeste com a Polónia, a noroeste e a oeste com a Alemanha, a sul com a Áustria e a este com a República da Eslováquia. Tem uma área de 78 864 km2. A população era, em 1998, de 10 286 470 habitantes, dos quais cerca de 12% vivem na capital. No contexto dos países europeus, é ainda um país muito rural, com 63% da população a habitar em centros urbanos. O crescimento demográfico é praticamente nulo, calculando-se que, em 2025, a população seja de 10,6 milhões de pessoas, um valor ligeiramente superior ao actual.
A República Checa compreende as históricas terras da Boémia e da Morávia, comummente designadas por terras checas. O relevo é dominado pelo maciço boémio. O rio mais importante do país é o Morava. O clima é continental, com invernos frios e verões relativamente quentes e chuvosos. O relevo e o clima proporcionam uma cobertura florestal constituída por pinheiros e abetos que cobrem cerca de 33% do território. Grandes áreas de floresta têm sido abertas para cultivo.
A região ocidental do país tem sido habitada tradicionalmente por povos eslavos da Europa Central. Os checos são maioritários, mas os morávios consideram-se um grupo à parte nesta maioria. A língua oficial, o checo, faz parte do grupo das línguas eslavas. Os católicos romanos estimam-se em cerca de 40% da população. Existem também vários sectores protestantes e ortodoxos. As migrações para as cidades aumentaram a ponto de a quase totalidade da população ser urbana.
Os primeiros povos a habitar a região eram Celtas. Entre os séculos V e VII os eslavos tomaram conta da região e os checos no século IX tornaram-se os senhores da Boémia Central. A Morávia foi colonizada por sucessivas vagas de Celtas e tribos germânicas. Os eslavos que viviam na zona do Rio Morava foram chamados morávios. Depois de longas disputas, a Morávia foi incorporada na Boémia e governada pelos seus reis. A Boémia foi reduzida a um estatuto de província em 1867 quando passou a fazer parte do Império Austro-Húngaro. O nacionalismo cresceu na Boémia e os partidos políticos começaram a desenvolver-se. Com o fim do Império Austro-Húngaro e o fim da Primeira Guerra Mundial, nasceu a independente República da Checoslováquia, em 1918. Boémia, Morávia e Eslováquia estiveram unidas na nação da Checoslováquia de 1919 a 1992.
O país está dividido em oito regiões que por sua vez se subdividem em municípios. Nos anos noventa começou a tornar-se evidente o separatismo entre checos e eslovacos dentro da Checoslováquia. Nas eleições de 1992, os eslovacos do Movimento para a Democracia da Eslováquia, liderados por Vladimir Meciar, ganharam a maioria dos lugares no parlamento. O presidente Vaclav Havel demitiu-se, depois de ter apresentado uma proposta para a criação de um governo federal que foi rejeitada. Ficou então acordado que se separariam em dois Estados, a República Checa e a da Eslováquia. A união com a Eslováquia foi pacificamente dissolvida e tornou-se República Checa a 1 de Janeiro de 1993 com Václav Klaus do Partido Democrata Cívico no lugar de primeiro-ministro. Havel tornou-se Presidente da República. Em Junho de 1993 o país foi admitido nas Nações Unidas e fez o pedido de adesão para ser Estado membro da União Europeia. Uma nova moeda foi introduzida. Em Janeiro de 1994 a República Checa passou a fazer parte da "parceria para a paz" um programa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), que é um prelúdio à entrada formal para esta aliança.
A economia checa está em transição desde o início dos anos noventa. Entre 1948 e 1989 o sistema comunista dominou os meios de produção. O Produto Interno Bruto (PIB) provém das minas, das manufacturas, do comércio e da construção. Depois do colapso do comunismo na Europa de Leste, o governo inaugurou um programa de privatizações. A partir de 1993, com a ajuda de uma moeda própria, transformou-se numa economia de mercado. A República Checa tem uma importante indústria vidreira. O turismo e as esculturas de madeira constituem atractivos da República Checa. As actividades turísticas incluem desportos de Verão e de Inverno, pesca, caça e viagens turísticas às montanhas.
Área: 78 864 km2
População: 10 286 470 habitantes (1998)
Capital: Praga
Outras cidades importantes: Brno, Ostrava, Plzen, Olomouc e Hradec Kralove
Data de independência: 1993
Regime político: República multipartidária
Unidade monetária: Coroa checa
Língua oficial: Checo
Religiões maioritárias: Catolicismo, Protestantismo e religião Ortodoxa
País do interior da Europa Central, faz fronteira a norte e nordeste com a Polónia, a noroeste e a oeste com a Alemanha, a sul com a Áustria e a este com a República da Eslováquia. Tem uma área de 78 864 km2. A população era, em 1998, de 10 286 470 habitantes, dos quais cerca de 12% vivem na capital. No contexto dos países europeus, é ainda um país muito rural, com 63% da população a habitar em centros urbanos. O crescimento demográfico é praticamente nulo, calculando-se que, em 2025, a população seja de 10,6 milhões de pessoas, um valor ligeiramente superior ao actual.
A República Checa compreende as históricas terras da Boémia e da Morávia, comummente designadas por terras checas. O relevo é dominado pelo maciço boémio. O rio mais importante do país é o Morava. O clima é continental, com invernos frios e verões relativamente quentes e chuvosos. O relevo e o clima proporcionam uma cobertura florestal constituída por pinheiros e abetos que cobrem cerca de 33% do território. Grandes áreas de floresta têm sido abertas para cultivo.
A região ocidental do país tem sido habitada tradicionalmente por povos eslavos da Europa Central. Os checos são maioritários, mas os morávios consideram-se um grupo à parte nesta maioria. A língua oficial, o checo, faz parte do grupo das línguas eslavas. Os católicos romanos estimam-se em cerca de 40% da população. Existem também vários sectores protestantes e ortodoxos. As migrações para as cidades aumentaram a ponto de a quase totalidade da população ser urbana.
Os primeiros povos a habitar a região eram Celtas. Entre os séculos V e VII os eslavos tomaram conta da região e os checos no século IX tornaram-se os senhores da Boémia Central. A Morávia foi colonizada por sucessivas vagas de Celtas e tribos germânicas. Os eslavos que viviam na zona do Rio Morava foram chamados morávios. Depois de longas disputas, a Morávia foi incorporada na Boémia e governada pelos seus reis. A Boémia foi reduzida a um estatuto de província em 1867 quando passou a fazer parte do Império Austro-Húngaro. O nacionalismo cresceu na Boémia e os partidos políticos começaram a desenvolver-se. Com o fim do Império Austro-Húngaro e o fim da Primeira Guerra Mundial, nasceu a independente República da Checoslováquia, em 1918. Boémia, Morávia e Eslováquia estiveram unidas na nação da Checoslováquia de 1919 a 1992.
O país está dividido em oito regiões que por sua vez se subdividem em municípios. Nos anos noventa começou a tornar-se evidente o separatismo entre checos e eslovacos dentro da Checoslováquia. Nas eleições de 1992, os eslovacos do Movimento para a Democracia da Eslováquia, liderados por Vladimir Meciar, ganharam a maioria dos lugares no parlamento. O presidente Vaclav Havel demitiu-se, depois de ter apresentado uma proposta para a criação de um governo federal que foi rejeitada. Ficou então acordado que se separariam em dois Estados, a República Checa e a da Eslováquia. A união com a Eslováquia foi pacificamente dissolvida e tornou-se República Checa a 1 de Janeiro de 1993 com Václav Klaus do Partido Democrata Cívico no lugar de primeiro-ministro. Havel tornou-se Presidente da República. Em Junho de 1993 o país foi admitido nas Nações Unidas e fez o pedido de adesão para ser Estado membro da União Europeia. Uma nova moeda foi introduzida. Em Janeiro de 1994 a República Checa passou a fazer parte da "parceria para a paz" um programa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), que é um prelúdio à entrada formal para esta aliança.
A economia checa está em transição desde o início dos anos noventa. Entre 1948 e 1989 o sistema comunista dominou os meios de produção. O Produto Interno Bruto (PIB) provém das minas, das manufacturas, do comércio e da construção. Depois do colapso do comunismo na Europa de Leste, o governo inaugurou um programa de privatizações. A partir de 1993, com a ajuda de uma moeda própria, transformou-se numa economia de mercado. A República Checa tem uma importante indústria vidreira. O turismo e as esculturas de madeira constituem atractivos da República Checa. As actividades turísticas incluem desportos de Verão e de Inverno, pesca, caça e viagens turísticas às montanhas.
domingo, junho 13, 2004
Eslováquia
Localização geográfica: Europa Central
Área: 48 845 km2
População: 5 414 937 habitantes (2001)
Capital: Bratislava
Outras cidades importantes: Banská Bystrica, Kosice, Michalovce, Nitra, Presov e Zilina
Data de independência: 1993
Regime político: República multipartidária
Unidade monetária: Coroa eslovaca
Língua oficial: Eslovaco
Religiões maioritárias: Catolicismo e protestantismo
Geografia
País da Europa Central. Possui uma área de 48 845 km2 e faz fronteira com a República Checa, a oeste, a Polónia, a norte, a Ucrânia, a leste, a Hungria, a sul, e a Áustria, a sudoeste. As cidades mais importantes são Bratislava, a capital, com 452 000 habitantes (1996), Kosice (241 000 hab.) e Presov (93 000 hab.). O território é predominantemente montanhoso.
Clima
O clima é continental moderado, com Verões quentes e chuvosos nas terras baixas e com Invernos frios, especialmente nas zonas montanhosas.
Economia
A agricultura representa muito pouco na economia nacional. As culturas dominantes são o trigo, a cevada, a aveia, o milho, o centeio, a beterraba e a batata, o linho, o tabaco, os frutos e os legumes. A exploração mineira é o sector mais desenvolvido do país e abrange o ferro, o cobre, a magnesite, o chumbo e o zinco. A indústria produz aço, plásticos, materiais de construção, fertilizantes, produtos alimentares, bebidas e tecidos. Os principais parceiros comerciais da Eslováquia são a República Checa, a Rússia, a Alemanha e a Áustria.
População
A população é de 5 414 937 habitantes (2001), o que corresponde a uma densidade populacional de 110,8 hab. /km2. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respectivamente, de 10%o e 9%o. A esperança média de vida é de 73 anos. Estima-se que, em 2025, a população aumente apenas para 5 426 000 habitantes. As principais etnias são a eslovaca, com 86%, e a húngara, com 11%. As religiões com maior expressão são a católica, com 60%, e a protestante, com 8%. A língua oficial é o eslovaco.
História
No século XI, a Eslováquia tornou-se território da coroa húngara. Quatro séculos mais tarde, os Hussitas checos implantaram-se na região. No século XVI, o luteranismo e o calvinismo foram adoptados pela maioria dos Eslovacos. Em 1526, os Habsburgos da Áustria subiram ao trono húngaro e governaram a Eslováquia até 1918. Foi introduzido, imediatamente, no território o catolicismo romano. No século XVIII, começou a crescer um sentimento nacionalista entre a população mas, em 1867, o Governo húngaro passou a controlar directamente a Eslováquia e seguiu uma política magiar.
No final da Primeira Guerra Mundial, os Eslovacos abandonaram a Hungria e uniram-se às terras checas, a Boémia, a Morávia e uma parte da Silésia, para formar o novo Estado da Checoslováquia. Em 1938, quando Adolf Hitler começou a ameaçar desmembrar a Checoslováquia, os Eslovacos declararam uma unidade autónoma dentro de um Estado Federal Checo-Eslovaco. Depois de os Alemães terem ocupado Praga, a Eslováquia tornou-se independente, sob a protecção alemã. Em 1945, como o Exército Vermelho Soviético tinha ocupado o país, os Eslovacos concordaram em reintegrar a Checoslováquia. Depois de os comunistas terem conquistado o poder na Checoslováquia, em 1948, e com a ajuda da União Soviética, a Eslováquia passou a estar submetida a um Governo checo centralista que nacionalizou a indústria e colectivizou a agricultura.
Com a queda do Governo comunista checoslovaco, em 1989-1990, começou a emergir um sentimento de independência entre a população eslovaca. Depois das conversações entre os líderes checos e eslovacos, em 1991, as duas repúblicas federais separaram-se e tornaram-se nações independentes em 1993.
Área: 48 845 km2
População: 5 414 937 habitantes (2001)
Capital: Bratislava
Outras cidades importantes: Banská Bystrica, Kosice, Michalovce, Nitra, Presov e Zilina
Data de independência: 1993
Regime político: República multipartidária
Unidade monetária: Coroa eslovaca
Língua oficial: Eslovaco
Religiões maioritárias: Catolicismo e protestantismo
Geografia
País da Europa Central. Possui uma área de 48 845 km2 e faz fronteira com a República Checa, a oeste, a Polónia, a norte, a Ucrânia, a leste, a Hungria, a sul, e a Áustria, a sudoeste. As cidades mais importantes são Bratislava, a capital, com 452 000 habitantes (1996), Kosice (241 000 hab.) e Presov (93 000 hab.). O território é predominantemente montanhoso.
Clima
O clima é continental moderado, com Verões quentes e chuvosos nas terras baixas e com Invernos frios, especialmente nas zonas montanhosas.
Economia
A agricultura representa muito pouco na economia nacional. As culturas dominantes são o trigo, a cevada, a aveia, o milho, o centeio, a beterraba e a batata, o linho, o tabaco, os frutos e os legumes. A exploração mineira é o sector mais desenvolvido do país e abrange o ferro, o cobre, a magnesite, o chumbo e o zinco. A indústria produz aço, plásticos, materiais de construção, fertilizantes, produtos alimentares, bebidas e tecidos. Os principais parceiros comerciais da Eslováquia são a República Checa, a Rússia, a Alemanha e a Áustria.
População
A população é de 5 414 937 habitantes (2001), o que corresponde a uma densidade populacional de 110,8 hab. /km2. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respectivamente, de 10%o e 9%o. A esperança média de vida é de 73 anos. Estima-se que, em 2025, a população aumente apenas para 5 426 000 habitantes. As principais etnias são a eslovaca, com 86%, e a húngara, com 11%. As religiões com maior expressão são a católica, com 60%, e a protestante, com 8%. A língua oficial é o eslovaco.
História
No século XI, a Eslováquia tornou-se território da coroa húngara. Quatro séculos mais tarde, os Hussitas checos implantaram-se na região. No século XVI, o luteranismo e o calvinismo foram adoptados pela maioria dos Eslovacos. Em 1526, os Habsburgos da Áustria subiram ao trono húngaro e governaram a Eslováquia até 1918. Foi introduzido, imediatamente, no território o catolicismo romano. No século XVIII, começou a crescer um sentimento nacionalista entre a população mas, em 1867, o Governo húngaro passou a controlar directamente a Eslováquia e seguiu uma política magiar.
No final da Primeira Guerra Mundial, os Eslovacos abandonaram a Hungria e uniram-se às terras checas, a Boémia, a Morávia e uma parte da Silésia, para formar o novo Estado da Checoslováquia. Em 1938, quando Adolf Hitler começou a ameaçar desmembrar a Checoslováquia, os Eslovacos declararam uma unidade autónoma dentro de um Estado Federal Checo-Eslovaco. Depois de os Alemães terem ocupado Praga, a Eslováquia tornou-se independente, sob a protecção alemã. Em 1945, como o Exército Vermelho Soviético tinha ocupado o país, os Eslovacos concordaram em reintegrar a Checoslováquia. Depois de os comunistas terem conquistado o poder na Checoslováquia, em 1948, e com a ajuda da União Soviética, a Eslováquia passou a estar submetida a um Governo checo centralista que nacionalizou a indústria e colectivizou a agricultura.
Com a queda do Governo comunista checoslovaco, em 1989-1990, começou a emergir um sentimento de independência entre a população eslovaca. Depois das conversações entre os líderes checos e eslovacos, em 1991, as duas repúblicas federais separaram-se e tornaram-se nações independentes em 1993.
Hoje, 13 de Junho, é dia de Eleições Europeias
Parlamento Europeu
Nos últimos dias, além do aparato mediático montado à volta do Campeonato Europeu de Futebol Euro 2004, as atenções também se têm voltado para a campanha eleitoral para eleger os representantes ao Parlamento Europeu. Como discente de Estudos Europeus e Política Internacional da Universidade dos Açores não posso deixar de escrever este texto sobre estas eleições tão importantes para que Portugal em geral e os Açores em particular tenham voz junto das instâncias democráticas europeias.
Então, o que representa o Parlamento Europeu?
O Parlamento Europeu representa "os povos dos Estados reunidos na unidade europeia", como o declara o Tratado de Roma de 1957. O Parlamento Europeu é uma “instituição da União Europeia composta por 732 deputados, representantes dos vinte e cinco Estados-membros. A representatividade é assegurada pela proporcionalidade, tendo em conta a população de cada país. Portugal, por exemplo, tem 24 deputados, enquanto a Alemanha tem 99. Os deputados são eleitos por sufrágio universal para um mandato de cinco anos. Encontram-se geralmente organizados em grupos parlamentares.
O Parlamento Europeu é dirigido por um presidente, actualmente o irlandês Pat Cox e catorze vice-presidentes. A sede fica em Estrasburgo, onde se realizam as sessões plenárias, uma vez por mês. Para facilitar os contactos com a Comissão Europeia e com o Conselho da União Europeia, algumas das reuniões das comissões parlamentares decorrem em Bruxelas. O Secretariado-Geral encontra-se no Luxemburgo.
O Parlamento tem um papel impulsionador de inúmeras iniciativas comunitárias. Ao longo dos anos, tem visto aumentados os seus poderes. Partilha com o Conselho as competências de âmbito orçamental: vota o orçamento anual e controla a sua execução. O Parlamento e o Conselho partilham ainda o poder legislativo de acordo com um processo triangular. Com base numa proposta da Comissão, o Parlamento e o Conselho dividem entre si a legislação europeia. Os domínios aos quais é aplicado este procedimento são o mercado interno, a política social, a coesão económica e social, a investigação, as redes transeuropeias, o ambiente, a protecção do consumidor, a educação, a cultura e a saúde.
O Parlamento Europeu é também um órgão de controlo, pois ratifica a nomeação da Comissão e pode destitui-la por maioria de dois terços. Cabe-lhe fiscalizar a boa execução das políticas europeias. Pode ainda criar comissões de inquérito e examinar petições dos cidadãos. Com o Tratado de Maastricht, o Parlamento passa a poder nomear um Provedor de Justiça encarregado de receber as queixas relativas ao funcionamento administrativo da União.”
Quais são os poderes e a missão política do Parlamento Europeu?
Como todos os parlamentos, o Parlamento Europeu exerce três poderes fundamentais: o poder legislativo, o poder orçamental e o poder de controlo de executivo e desempenha, na União Europeia, um crescente papel político.
Os grupos políticos presentes no Parlamento Europeu:
PPE-DE Grupo do Partido Popular Europeu (Democrata-Cristão) e Democratas Europeus
PSE Grupo do Partido dos Socialistas Europeus
ELDR Grupo do Partido Europeu dos Liberais, Democratas e Reformistas
Verts/ALE Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia
GUE/NGL Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde
UEN Grupo União para a Europa das Nações
EDD Grupo para a Europa das Democracias e das Diferenças
NI Não-inscritos
Concluindo, hoje é importante que vote nos nossos candidatos ao Parlamento Europeu. Assim dará a Portugal a força que precisa para defender os nossos problemas.
Nos últimos dias, além do aparato mediático montado à volta do Campeonato Europeu de Futebol Euro 2004, as atenções também se têm voltado para a campanha eleitoral para eleger os representantes ao Parlamento Europeu. Como discente de Estudos Europeus e Política Internacional da Universidade dos Açores não posso deixar de escrever este texto sobre estas eleições tão importantes para que Portugal em geral e os Açores em particular tenham voz junto das instâncias democráticas europeias.
Então, o que representa o Parlamento Europeu?
O Parlamento Europeu representa "os povos dos Estados reunidos na unidade europeia", como o declara o Tratado de Roma de 1957. O Parlamento Europeu é uma “instituição da União Europeia composta por 732 deputados, representantes dos vinte e cinco Estados-membros. A representatividade é assegurada pela proporcionalidade, tendo em conta a população de cada país. Portugal, por exemplo, tem 24 deputados, enquanto a Alemanha tem 99. Os deputados são eleitos por sufrágio universal para um mandato de cinco anos. Encontram-se geralmente organizados em grupos parlamentares.
O Parlamento Europeu é dirigido por um presidente, actualmente o irlandês Pat Cox e catorze vice-presidentes. A sede fica em Estrasburgo, onde se realizam as sessões plenárias, uma vez por mês. Para facilitar os contactos com a Comissão Europeia e com o Conselho da União Europeia, algumas das reuniões das comissões parlamentares decorrem em Bruxelas. O Secretariado-Geral encontra-se no Luxemburgo.
O Parlamento tem um papel impulsionador de inúmeras iniciativas comunitárias. Ao longo dos anos, tem visto aumentados os seus poderes. Partilha com o Conselho as competências de âmbito orçamental: vota o orçamento anual e controla a sua execução. O Parlamento e o Conselho partilham ainda o poder legislativo de acordo com um processo triangular. Com base numa proposta da Comissão, o Parlamento e o Conselho dividem entre si a legislação europeia. Os domínios aos quais é aplicado este procedimento são o mercado interno, a política social, a coesão económica e social, a investigação, as redes transeuropeias, o ambiente, a protecção do consumidor, a educação, a cultura e a saúde.
O Parlamento Europeu é também um órgão de controlo, pois ratifica a nomeação da Comissão e pode destitui-la por maioria de dois terços. Cabe-lhe fiscalizar a boa execução das políticas europeias. Pode ainda criar comissões de inquérito e examinar petições dos cidadãos. Com o Tratado de Maastricht, o Parlamento passa a poder nomear um Provedor de Justiça encarregado de receber as queixas relativas ao funcionamento administrativo da União.”
Quais são os poderes e a missão política do Parlamento Europeu?
Como todos os parlamentos, o Parlamento Europeu exerce três poderes fundamentais: o poder legislativo, o poder orçamental e o poder de controlo de executivo e desempenha, na União Europeia, um crescente papel político.
Os grupos políticos presentes no Parlamento Europeu:
PPE-DE Grupo do Partido Popular Europeu (Democrata-Cristão) e Democratas Europeus
PSE Grupo do Partido dos Socialistas Europeus
ELDR Grupo do Partido Europeu dos Liberais, Democratas e Reformistas
Verts/ALE Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia
GUE/NGL Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde
UEN Grupo União para a Europa das Nações
EDD Grupo para a Europa das Democracias e das Diferenças
NI Não-inscritos
Concluindo, hoje é importante que vote nos nossos candidatos ao Parlamento Europeu. Assim dará a Portugal a força que precisa para defender os nossos problemas.
Portugal começa a perder no jogo estreia do EURO2004
A Selecção Nacional não correspondeu hoje à esperança depositada por milhões de portugueses e acabou por sair derrotada do Estádio Dragão, por 2-1. Os gregos mostraram uma defesa inexpugnável, aproveitaram os erros defensivos e não cederam à pressão do adversário.
Provavelmente muito dos portugueses não conheciam o valor da Grécia, que conseguiu ficar em primeiro lugar no seu grupo, tendo inclusive superado a Espanha, e contavam com uma vitória certa. Mas a selecção grega provou hoje em campo que reúne as características necessárias para ir longe na prova, ou seja, a defesa é extremamente eficaz, pressiona a todo o campo, aproveita os erros do adversário com sucesso e tem no «banco» um técnico capaz de surpreender o adversário, tal como aconteceu hoje.
Frente ao portugueses, ao contrário do faria supor, Otto Rehhagel apostou em dois avançados em cunha. Esta táctica acabou por ser um sucesso e surpreendeu a defesa lusa. Logo aos seis minutos a Grécia inaugurou o marcador. Karagounis aproveitou a perda de bola de Paulo Ferreira e rematou com êxito, para desespero dos milhões de adeptos portugueses.
A selecção portuguesa estava desnorteada, era visível que estava afectada com a pressão do jogo inicial, enquanto os gregos jogavam como queriam e criavam oportunidades de perigo. Os jogadores portugueses não conseguiram reagir ao golo e na primeira parte foram praticamente inofensiva, tendo apenas feito um remate com algum perigo, por intermédio de Jorge Andrade, ou seja, muito pouco para uma selecção que tinha aspirações à vitória e que jogava em casa.
Na etapa complementar e perante o sub-rendimento de alguns jogadores portugueses, Scolari substitui Rui Costa e Simão e fez entrar Deco e Cristiano Ronaldo. Só que estava ainda a equipa portuguesa a adaptar-se às novas alterações e sofreu a segunda machadada da tarde, com o golo da Grécia. Cristiano Ronaldo fez falta sobre Seitaridis na grande área portuguesa e na marcação da grande penalidade Bassinas elevou a contagem, quando estavam cumpridos 50 minutos de jogo.
Em vantagem no marcador a Grécia claramente abdicou da iniciativa do jogo e deixou todas as despesas a Portugal, mas era visível as dificuldades registadas pelos jogadores nacionais em superarem a bem escalonada defesa contrária, que não cometia praticamente nenhum erro, tanto nas alas como no centro.
Portugal acentuou a pressão e começou a criar ocasiões de perigo, numa altura em que Scolari tinha alargado o ataque, com a entrada de Nuno Gomes. O perigo rondava a baliza grega mas a muralha defensiva helénica conseguiu suster todos os ataques até ao fim do tempo regulamentar. Depois, nos descontos, Portugal conseguiu finalmente marcar. Canto de figo e Cristiano Ronaldo saltou mais alto que os restantes e desviou a bola para dentro das redes de Nikopolidis.
Perante a derrota de hoje, Portugal terá obrigatoriamente de vencer a partida de quarta-feira para acalentar a esperança de poder passar à próxima fase.
12/06/2004 19:14
In http://www.abola.pt/euro/euro2004/index.asp?op=ver¬icia=65873&tema=
Provavelmente muito dos portugueses não conheciam o valor da Grécia, que conseguiu ficar em primeiro lugar no seu grupo, tendo inclusive superado a Espanha, e contavam com uma vitória certa. Mas a selecção grega provou hoje em campo que reúne as características necessárias para ir longe na prova, ou seja, a defesa é extremamente eficaz, pressiona a todo o campo, aproveita os erros do adversário com sucesso e tem no «banco» um técnico capaz de surpreender o adversário, tal como aconteceu hoje.
Frente ao portugueses, ao contrário do faria supor, Otto Rehhagel apostou em dois avançados em cunha. Esta táctica acabou por ser um sucesso e surpreendeu a defesa lusa. Logo aos seis minutos a Grécia inaugurou o marcador. Karagounis aproveitou a perda de bola de Paulo Ferreira e rematou com êxito, para desespero dos milhões de adeptos portugueses.
A selecção portuguesa estava desnorteada, era visível que estava afectada com a pressão do jogo inicial, enquanto os gregos jogavam como queriam e criavam oportunidades de perigo. Os jogadores portugueses não conseguiram reagir ao golo e na primeira parte foram praticamente inofensiva, tendo apenas feito um remate com algum perigo, por intermédio de Jorge Andrade, ou seja, muito pouco para uma selecção que tinha aspirações à vitória e que jogava em casa.
Na etapa complementar e perante o sub-rendimento de alguns jogadores portugueses, Scolari substitui Rui Costa e Simão e fez entrar Deco e Cristiano Ronaldo. Só que estava ainda a equipa portuguesa a adaptar-se às novas alterações e sofreu a segunda machadada da tarde, com o golo da Grécia. Cristiano Ronaldo fez falta sobre Seitaridis na grande área portuguesa e na marcação da grande penalidade Bassinas elevou a contagem, quando estavam cumpridos 50 minutos de jogo.
Em vantagem no marcador a Grécia claramente abdicou da iniciativa do jogo e deixou todas as despesas a Portugal, mas era visível as dificuldades registadas pelos jogadores nacionais em superarem a bem escalonada defesa contrária, que não cometia praticamente nenhum erro, tanto nas alas como no centro.
Portugal acentuou a pressão e começou a criar ocasiões de perigo, numa altura em que Scolari tinha alargado o ataque, com a entrada de Nuno Gomes. O perigo rondava a baliza grega mas a muralha defensiva helénica conseguiu suster todos os ataques até ao fim do tempo regulamentar. Depois, nos descontos, Portugal conseguiu finalmente marcar. Canto de figo e Cristiano Ronaldo saltou mais alto que os restantes e desviou a bola para dentro das redes de Nikopolidis.
Perante a derrota de hoje, Portugal terá obrigatoriamente de vencer a partida de quarta-feira para acalentar a esperança de poder passar à próxima fase.
12/06/2004 19:14
In http://www.abola.pt/euro/euro2004/index.asp?op=ver¬icia=65873&tema=
domingo, junho 06, 2004
ESLOVÉNIA
Localização geográfica: Europa de Leste
Área: 20 256 km2
População: 1 971 739 habitantes (1998)
Capital: Liubliana
Outras cidades importantes: Maribor, Celje e Kranj
Data de independência: 1992
Regime político: República multipartidária
Unidade monetária: Tolar
Língua oficial: Esloveno
Religião maioritária: Catolicismo
País do noroeste dos Balcãs que tem uma área de 20 256 km2. Faz fronteira com a Itália, a oeste; com a Áustria, a norte; com a Hungria, a nordeste; e com a Croácia, a sul e a sudeste. A oeste, tem um estreito que forma uma costa de 25 km no Mar Adriático, entre Trieste, na Itália, e a Península de Ístria, na Croácia. As cidades mais importantes são Liubliana, a capital, Maribor, Celje e Kranj. O território é predominantemente montanhoso. O clima é de tipo mediterrâneo junto ao litoral mas apresenta características de clima continental no interior.
A Eslovénia é, historicamente, uma das regiões mais prósperas dos Balcãs, com uma economia baseada na indústria. Os produtos industriais são o aço, o alumínio, os materiais de construção, os detergentes, os tecidos, os produtos de couro e as bicicletas. Existem grandes reservas de carvão e alguns depósitos de petróleo e de gás natural. A agricultura não se encontra muito desenvolvida mas, mesmo assim, ainda são cultivados o milho, a batata, o trigo, a beterraba e os frutos.
A população era, em 1998, de 1 971 739 habitantes, o que corresponde a uma densidade de aproximadamente 97 hab./km2. Estima-se que, em 2025, a população atinja 1,8 milhões, valor inferior ao actual em virtude da descida das taxas de natalidade. As etnias principais são a eslovena, com 88%; a croata, com 3%; e a sérvia, com 2%. A religião com maior expressão é a católica. A língua oficial é o eslovénico.
No século IX, a Eslovénia passou a integrar o Império Germânico e os eslovenos foram reduzidos à servidão. A partir do século XIII, a suserania dos Habsburgos austríacos no território foi sendo gradualmente estabelecida. Entre os séculos XV e XVI, ocorreram algumas rebeliões entre os camponeses eslovenos. Mas, no século XVIII, a imperatriz Maria Teresa e o seu filho José II conseguiram travar as revoltas, decretando algumas reformas.
Depois de um curto período de domínio napoleónico, entre 1809 e 1814, a administração dos Habsburgos foi restabelecida na região. Em 1870, surgiram as esperanças da população no sentido da união política dos países eslavos do sul (a Eslovénia, a Sérvia e a Croácia). Vinte anos mais tarde, começaram a surgir os primeiros partidos políticos. Em 1918, no final da Primeira Guerra Mundial, os líderes políticos da Eslovénia cooperaram na formação do Império Sérvio, Croata e Esloveno que, em 1929, passou a designar-se Jugoslávia. No início da Segunda Guerra Mundial, a Eslovénia foi ocupada e dividida pelas Potências do Eixo, a Alemanha, a Itália e o Japão. Mas a resistência começou a surgir, principalmente a comunista Frente de Libertação. Com a vitória dos Aliados, em 1945, a Eslovénia tornou-se uma república constituinte da Jugoslávia. Sob o domínio comunista, a Eslovénia gozou de uma razoável autonomia nos campos económico e cultural.
No final da década de 1980, os líderes comunistas eslovenos iniciaram a construção de um sistema multipartidário, colocando-se assim em vantagem em relação ao domínio do Partido Comunista da Sérvia jugoslava. Em Abril de 1990, decorreram na Eslovénia as primeiras eleições multipartidárias dentro da Federação Jugoslava, desde a Segunda Guerra Mundial, que foram ganhas por uma coligação de centro-direita. Pouco tempo depois o novo Governo decidiu-se pelo direito à independência. A Eslovénia separou-se da federação, em Junho de 1991 e, um ano depois, a independência foi reconhecida pela União Europeia. A partir desse momento, a economia e a sociedade do país começaram a seguir os padrões da Europa Ocidental.
Área: 20 256 km2
População: 1 971 739 habitantes (1998)
Capital: Liubliana
Outras cidades importantes: Maribor, Celje e Kranj
Data de independência: 1992
Regime político: República multipartidária
Unidade monetária: Tolar
Língua oficial: Esloveno
Religião maioritária: Catolicismo
País do noroeste dos Balcãs que tem uma área de 20 256 km2. Faz fronteira com a Itália, a oeste; com a Áustria, a norte; com a Hungria, a nordeste; e com a Croácia, a sul e a sudeste. A oeste, tem um estreito que forma uma costa de 25 km no Mar Adriático, entre Trieste, na Itália, e a Península de Ístria, na Croácia. As cidades mais importantes são Liubliana, a capital, Maribor, Celje e Kranj. O território é predominantemente montanhoso. O clima é de tipo mediterrâneo junto ao litoral mas apresenta características de clima continental no interior.
A Eslovénia é, historicamente, uma das regiões mais prósperas dos Balcãs, com uma economia baseada na indústria. Os produtos industriais são o aço, o alumínio, os materiais de construção, os detergentes, os tecidos, os produtos de couro e as bicicletas. Existem grandes reservas de carvão e alguns depósitos de petróleo e de gás natural. A agricultura não se encontra muito desenvolvida mas, mesmo assim, ainda são cultivados o milho, a batata, o trigo, a beterraba e os frutos.
A população era, em 1998, de 1 971 739 habitantes, o que corresponde a uma densidade de aproximadamente 97 hab./km2. Estima-se que, em 2025, a população atinja 1,8 milhões, valor inferior ao actual em virtude da descida das taxas de natalidade. As etnias principais são a eslovena, com 88%; a croata, com 3%; e a sérvia, com 2%. A religião com maior expressão é a católica. A língua oficial é o eslovénico.
No século IX, a Eslovénia passou a integrar o Império Germânico e os eslovenos foram reduzidos à servidão. A partir do século XIII, a suserania dos Habsburgos austríacos no território foi sendo gradualmente estabelecida. Entre os séculos XV e XVI, ocorreram algumas rebeliões entre os camponeses eslovenos. Mas, no século XVIII, a imperatriz Maria Teresa e o seu filho José II conseguiram travar as revoltas, decretando algumas reformas.
Depois de um curto período de domínio napoleónico, entre 1809 e 1814, a administração dos Habsburgos foi restabelecida na região. Em 1870, surgiram as esperanças da população no sentido da união política dos países eslavos do sul (a Eslovénia, a Sérvia e a Croácia). Vinte anos mais tarde, começaram a surgir os primeiros partidos políticos. Em 1918, no final da Primeira Guerra Mundial, os líderes políticos da Eslovénia cooperaram na formação do Império Sérvio, Croata e Esloveno que, em 1929, passou a designar-se Jugoslávia. No início da Segunda Guerra Mundial, a Eslovénia foi ocupada e dividida pelas Potências do Eixo, a Alemanha, a Itália e o Japão. Mas a resistência começou a surgir, principalmente a comunista Frente de Libertação. Com a vitória dos Aliados, em 1945, a Eslovénia tornou-se uma república constituinte da Jugoslávia. Sob o domínio comunista, a Eslovénia gozou de uma razoável autonomia nos campos económico e cultural.
No final da década de 1980, os líderes comunistas eslovenos iniciaram a construção de um sistema multipartidário, colocando-se assim em vantagem em relação ao domínio do Partido Comunista da Sérvia jugoslava. Em Abril de 1990, decorreram na Eslovénia as primeiras eleições multipartidárias dentro da Federação Jugoslava, desde a Segunda Guerra Mundial, que foram ganhas por uma coligação de centro-direita. Pouco tempo depois o novo Governo decidiu-se pelo direito à independência. A Eslovénia separou-se da federação, em Junho de 1991 e, um ano depois, a independência foi reconhecida pela União Europeia. A partir desse momento, a economia e a sociedade do país começaram a seguir os padrões da Europa Ocidental.
terça-feira, junho 01, 2004
um filme que vale a pena ver: The Day After Tomorrow
Título Original: “The Day After Tomorrow”
Realização de Roland Emmerich (EUA, 2004)
Produtores: Roland Emmerich e Mark Gordon
Uma Produção de Tomorrow Films / Centropolis Entertainment / Mark Gordon Productions
Intérpretes: Dennis Quaid, Jake Gyllenhaal, Emmy Rossum, Dash Mihok, Jay O. Sanders, Sela Ward, Austin Nichols, Arjay Smith, Tamlyn Tomita, Kenneth Welsh e Ian Holm
Argumento: Roland Emmerich e Jeffrey Nachmanoff
Fotografia: Anna Foerster e Ueli Steiger
Música: Harald Kloser
Distribuição: 20th Century Fox Film Corporation
Distribuição em Portugal: Castello Lopes Multimédia
Género: Acção / Ficção Científica / Thriller
Duração: 124 minutos
Roland Emmerich converteu a demolição de símbolos numa longa e frutífera carreira cinematográfica: desde a destruição da Casa Branca às mãos de pérfidos alienígenas em “O Dia da Independência / Independence Day” até à imagem de vários corredores da bolsa de Wall Street desmembrados por um gigantesco dinossáurio em “Godzilla”, os seus filmes sempre encontram um homem comum enfrentado circunstâncias que o superam amplamente, às quais consegue sobreviver apenas através da solidariedade daqueles que partilham as suas previsões, resgatando sempre os valores intrínsecos da sociedade norte-americana, que, não importa o cataclismo, são sempre capazes de nos indicar o caminho correcto.
Agora, o realizador alemão radicado nos Estados Unidos decidiu destruir Nova Iorque e todo o hemisfério norte em “O Dia Depois de Amanhã”. O filme tem como protagonista Dennis Quaid, que interpreta um paleoclimatologista que tenta chegar a Nova Iorque para resgatar o seu único filho (Jake Gyllenhaal), preso na Biblioteca Pública dessa cidade, enquanto se desenvolve a catástrofe climática que anunciou às autoridades que iria ocorrer, ante um vice-presidente ficcional dos Estados Unidos (mas idêntico ao real, Dick Cheney), que o repreende pelo seu alarmismo, que considera infundado. Assim, furacões, tornados, inundações, terramotos e tempestades de neve encarregam-se de deixar limpa a face dos Estados Unidos (e, por ilação, boa parte do planeta), enquanto começa uma nova era glacial, só três dias depois dos Estados Unidos e as principais capitais da Europa (incluindo Portugal) terem sido arrasadas.
Até aqui, nada mais que uma película inscrita no género catástrofe não pudesse oferecer. E, com um orçamento de 125 milhões de dólares, só se podia esperar que Emmerich e a sua equipa conseguissem por essas situações em cena da forma mais espectacular possível. Para tal, contou com o apoio, uma vez mais, da fabulosa Industrial Light & Magic (ILM), de George Lucas.
O cinema catástrofe tentou ressurgir na última década. O seu exemplo mais bem sucedido (ainda que exceda largamente o género) foi, sem dúvida, “Titanic”. Restou a Emmerich e a esporádicos filmes - sempre aos pares - baseados em previsões agoirentas: meteoritos em rota de colisão com a Terra (“Armageddon” e “Impacto Profundo / Deep Impact”) e vulcões em erupção (“Volcano” e “O Cume de Dante / Dante's Peak”), assim como os recentes “Detonação / The Core”, “Reino de Fogo / Reign of Fire” e “28 Dias depois / 28 Days Later” (estes dois últimos, ambientados em Inglaterra).
Nova Iorque é o branco preferido de qualquer catástrofe no cinema desde “A Guerra dos Mundos / The War of the Worlds” na versão de Orson Welles (podemos recordar, ainda, a famosa cena da Estátua da Liberdade em “O Homem Que Veio do Futuro / Planet of the Apes”). A sua condição de capital do mundo fá-la funcionar facilmente como metáfora da civilização humana. Parte da graça era saber que se estava diante duma ficção improvável, o que permitia desfrutar a hecatombe sem maior culpa. Depois dos atentados do 11 de Setembro, a percepção mudou radicalmente. Hollywood extremou os cuidados (não por acaso desapareceram as Torres Gémeas de “O Homem Aranha / Spiderman”). “O Dia Depois de Amanhã” marca a primeira vez, desde esse atentado, em que Hollywood se permite a ficção de destruir a cidade. O que as águas do Atlântico invadem primeiro é, precisamente, o espaço vazio onde se erigiam as torres.
Poderia pensar-se que Emmerich, ao centrar-se em Nova Iorque, se arrisca, mas também é certo que é bastante mais tranquilizador deixar à natureza o papel de vilão, sabendo que é, simplesmente, causa e efeito. E depois, sempre haverá sobreviventes -especialmente nos filmes de Emmerich - que possam aprender com os erros e reconstruir o que se perdeu. Num sentido, as películas catástrofe norte-americanas são o último reduto da utopia: reflecte os seus temores mais atávicos, o seu diagnóstico acerca de como a sua sociedade errou, qual seria um castigo apropriado e como começar de novo.
No entanto, “O Dia Depois de Amanhã” provocou um escândalo nos Estados Unidos. Muita mais polémica do que seria de imaginar para uma obra dum realizador tão funcional ao ‘status quo’. Na verdade, o responsável não é o filme, segundo o realizador, mas todos nós. A película só mostra a linha ponteada que se estende desde o que estamos a fazer com o planeta hoje até esse “dia depois de amanhã”, quando a Mãe Natureza nos devolver a gentileza. Emmerich só acelerou os tempos para melhorar o efeito dramático e, ao fazê-lo, pôs o dedo num problema, o aquecimento global, que sectores da opinião pública do seu país prefeririam não tocar. Os Estados Unidos não ratificaram o protocolo de Quioto, o tratado das Nações Unidas que pretende que, para 2012, esse país reduza as suas emissões de dióxido de carbono em 30 por cento. E, precisamente na estreia mundial do filme, o Congresso norte-americano debateu uma lei que tenta reduzir essa contaminação. Os ambientalistas aproveitaram a deixa para fazer pressão: o site da Greenpeace (www.thedayaftertomorrow.org), quase idêntico à página oficial da película, assinala como principal responsável da catástrofe o presidente Bush. As indústrias desse país, por seu lado, tomam o filme como uma mostra da natureza distorcida da reclamação. E não são as únicas: Stephen J. Milloy, do site foxnews.com (companhia irmã da produtora do filme), publicou uma coluna na que dizia: «O propósito da película é assustar-nos para que aceitemos a agenda política dos verdes: o domínio da sociedade através do controlo dos recursos energéticos».
A polémica, em época de eleições, serve para fazer avançar agendas políticas. Talvez por isso, os jornais norte-americanos emitiram uma comunicação interna da NASA que anunciava aos seus cientistas que não deveriam comentar à imprensa a validade das premissas do filme (mais tarde informou-se que o poderiam fazer). Al Gore, por seu lado, comentou: «Há duas questões ficcionais: uma é a película de Emmerich; a outra, as teorias deste governo acerca do aquecimento global». O realizador - que se declarou contrário a Bush – confessou ao The New York Times o seu agrado de ter filmado «uma película de puro entretenimento que é, realmente, um pouquinho subversiva». Enquanto os meios fazem o impossível por lembrar que “O Dia Depois de Amanhã” é apenas uma película, há gente que crê que Hollywood influi mais na percepção que o público tem do mundo do que prefeririam reconhecer. E talvez tenham razão.
Realização de Roland Emmerich (EUA, 2004)
Produtores: Roland Emmerich e Mark Gordon
Uma Produção de Tomorrow Films / Centropolis Entertainment / Mark Gordon Productions
Intérpretes: Dennis Quaid, Jake Gyllenhaal, Emmy Rossum, Dash Mihok, Jay O. Sanders, Sela Ward, Austin Nichols, Arjay Smith, Tamlyn Tomita, Kenneth Welsh e Ian Holm
Argumento: Roland Emmerich e Jeffrey Nachmanoff
Fotografia: Anna Foerster e Ueli Steiger
Música: Harald Kloser
Distribuição: 20th Century Fox Film Corporation
Distribuição em Portugal: Castello Lopes Multimédia
Género: Acção / Ficção Científica / Thriller
Duração: 124 minutos
Roland Emmerich converteu a demolição de símbolos numa longa e frutífera carreira cinematográfica: desde a destruição da Casa Branca às mãos de pérfidos alienígenas em “O Dia da Independência / Independence Day” até à imagem de vários corredores da bolsa de Wall Street desmembrados por um gigantesco dinossáurio em “Godzilla”, os seus filmes sempre encontram um homem comum enfrentado circunstâncias que o superam amplamente, às quais consegue sobreviver apenas através da solidariedade daqueles que partilham as suas previsões, resgatando sempre os valores intrínsecos da sociedade norte-americana, que, não importa o cataclismo, são sempre capazes de nos indicar o caminho correcto.
Agora, o realizador alemão radicado nos Estados Unidos decidiu destruir Nova Iorque e todo o hemisfério norte em “O Dia Depois de Amanhã”. O filme tem como protagonista Dennis Quaid, que interpreta um paleoclimatologista que tenta chegar a Nova Iorque para resgatar o seu único filho (Jake Gyllenhaal), preso na Biblioteca Pública dessa cidade, enquanto se desenvolve a catástrofe climática que anunciou às autoridades que iria ocorrer, ante um vice-presidente ficcional dos Estados Unidos (mas idêntico ao real, Dick Cheney), que o repreende pelo seu alarmismo, que considera infundado. Assim, furacões, tornados, inundações, terramotos e tempestades de neve encarregam-se de deixar limpa a face dos Estados Unidos (e, por ilação, boa parte do planeta), enquanto começa uma nova era glacial, só três dias depois dos Estados Unidos e as principais capitais da Europa (incluindo Portugal) terem sido arrasadas.
Até aqui, nada mais que uma película inscrita no género catástrofe não pudesse oferecer. E, com um orçamento de 125 milhões de dólares, só se podia esperar que Emmerich e a sua equipa conseguissem por essas situações em cena da forma mais espectacular possível. Para tal, contou com o apoio, uma vez mais, da fabulosa Industrial Light & Magic (ILM), de George Lucas.
O cinema catástrofe tentou ressurgir na última década. O seu exemplo mais bem sucedido (ainda que exceda largamente o género) foi, sem dúvida, “Titanic”. Restou a Emmerich e a esporádicos filmes - sempre aos pares - baseados em previsões agoirentas: meteoritos em rota de colisão com a Terra (“Armageddon” e “Impacto Profundo / Deep Impact”) e vulcões em erupção (“Volcano” e “O Cume de Dante / Dante's Peak”), assim como os recentes “Detonação / The Core”, “Reino de Fogo / Reign of Fire” e “28 Dias depois / 28 Days Later” (estes dois últimos, ambientados em Inglaterra).
Nova Iorque é o branco preferido de qualquer catástrofe no cinema desde “A Guerra dos Mundos / The War of the Worlds” na versão de Orson Welles (podemos recordar, ainda, a famosa cena da Estátua da Liberdade em “O Homem Que Veio do Futuro / Planet of the Apes”). A sua condição de capital do mundo fá-la funcionar facilmente como metáfora da civilização humana. Parte da graça era saber que se estava diante duma ficção improvável, o que permitia desfrutar a hecatombe sem maior culpa. Depois dos atentados do 11 de Setembro, a percepção mudou radicalmente. Hollywood extremou os cuidados (não por acaso desapareceram as Torres Gémeas de “O Homem Aranha / Spiderman”). “O Dia Depois de Amanhã” marca a primeira vez, desde esse atentado, em que Hollywood se permite a ficção de destruir a cidade. O que as águas do Atlântico invadem primeiro é, precisamente, o espaço vazio onde se erigiam as torres.
Poderia pensar-se que Emmerich, ao centrar-se em Nova Iorque, se arrisca, mas também é certo que é bastante mais tranquilizador deixar à natureza o papel de vilão, sabendo que é, simplesmente, causa e efeito. E depois, sempre haverá sobreviventes -especialmente nos filmes de Emmerich - que possam aprender com os erros e reconstruir o que se perdeu. Num sentido, as películas catástrofe norte-americanas são o último reduto da utopia: reflecte os seus temores mais atávicos, o seu diagnóstico acerca de como a sua sociedade errou, qual seria um castigo apropriado e como começar de novo.
No entanto, “O Dia Depois de Amanhã” provocou um escândalo nos Estados Unidos. Muita mais polémica do que seria de imaginar para uma obra dum realizador tão funcional ao ‘status quo’. Na verdade, o responsável não é o filme, segundo o realizador, mas todos nós. A película só mostra a linha ponteada que se estende desde o que estamos a fazer com o planeta hoje até esse “dia depois de amanhã”, quando a Mãe Natureza nos devolver a gentileza. Emmerich só acelerou os tempos para melhorar o efeito dramático e, ao fazê-lo, pôs o dedo num problema, o aquecimento global, que sectores da opinião pública do seu país prefeririam não tocar. Os Estados Unidos não ratificaram o protocolo de Quioto, o tratado das Nações Unidas que pretende que, para 2012, esse país reduza as suas emissões de dióxido de carbono em 30 por cento. E, precisamente na estreia mundial do filme, o Congresso norte-americano debateu uma lei que tenta reduzir essa contaminação. Os ambientalistas aproveitaram a deixa para fazer pressão: o site da Greenpeace (www.thedayaftertomorrow.org), quase idêntico à página oficial da película, assinala como principal responsável da catástrofe o presidente Bush. As indústrias desse país, por seu lado, tomam o filme como uma mostra da natureza distorcida da reclamação. E não são as únicas: Stephen J. Milloy, do site foxnews.com (companhia irmã da produtora do filme), publicou uma coluna na que dizia: «O propósito da película é assustar-nos para que aceitemos a agenda política dos verdes: o domínio da sociedade através do controlo dos recursos energéticos».
A polémica, em época de eleições, serve para fazer avançar agendas políticas. Talvez por isso, os jornais norte-americanos emitiram uma comunicação interna da NASA que anunciava aos seus cientistas que não deveriam comentar à imprensa a validade das premissas do filme (mais tarde informou-se que o poderiam fazer). Al Gore, por seu lado, comentou: «Há duas questões ficcionais: uma é a película de Emmerich; a outra, as teorias deste governo acerca do aquecimento global». O realizador - que se declarou contrário a Bush – confessou ao The New York Times o seu agrado de ter filmado «uma película de puro entretenimento que é, realmente, um pouquinho subversiva». Enquanto os meios fazem o impossível por lembrar que “O Dia Depois de Amanhã” é apenas uma película, há gente que crê que Hollywood influi mais na percepção que o público tem do mundo do que prefeririam reconhecer. E talvez tenham razão.
domingo, maio 30, 2004
Hungria
Localização geográfica: Europa Central
Área: 93 032 km2
População: 10 208 127 habitantes (1998)
Capital: Budapeste
Outras cidades importantes: Debrecen, Miskolc, Szeged e Pécs
Data de independência: 1989
Regime político: República multipartidária
Unidade monetária: Forint
Língua oficial: Húngaro
Religiões maioritárias: Catolicismo e Protestantismo
República da Europa Central, faz fronteira com a Eslováquia a norte, com a Ucrânia e a Roménia a leste, com a Eslovénia, a Croácia e a Jugoslávia a sul, e a Áustria a oeste. Tem uma área de 93 032 km2 e uma população de 10 208 127 habitantes, o que corresponde a uma densidade populacional de 110,0 hab./km2. A capital da Hungria é Budapeste, onde vive cerca de 21% da população. Tal como em muitos outros países europeus, a população húngara tem tendência para diminuir, facto que se vem registando desde a década de oitenta. Estima-se que, em 2025, a população seja apenas de 9,4 milhões de habitantes, dado que se prevê que a taxa de mortalidade (14,6o/oo) que aumentou nos últimos anos, continue a ser superior à taxa de natalidade (11,7o/oo).
Distinguem-se quatro regiões na Hungria: a Grande Planície Húngara, situada no sul e leste do país, ocupando mais de metade do território; a Pequena Planície Húngara, situada no noroeste; o sistema montanhoso conhecido por Transdanúbia, com altitudes compreendidas entre os 400 e os 700 metros, separando as duas planícies húngaras; e as Montanhas do Norte, de características vulcânicas, que integram o sistema montanhoso de nome Mátra onde se encontra o ponto mais alto da Hungria, o Monte Kékes, com 1 015 metros.
Os recursos hidrográficos são vastos, sendo os maiores rios o Danúbio e o Tisza, que percorrem o país de norte a sul, destacando-se, também, a existência de um dos maiores lagos da Europa, o Lago Balaton, com 598 km2.
O clima da Hungria é continental e moderadamente seco, com um nível de precipitação média anual de 550 a 600 mm nas terras baixas e de 600 a 800 mm nas terras altas, enquanto que a temperatura varia de -4o C a 0o C em Janeiro e de 18o C a 23o C em Julho.
O povo húngaro, vulgarmente designado por magiar (nome também atribuído à língua húngara), é bastante homogéneo, sendo muito difícil distinguir qualquer subgrupo. Constitui 97% do total da população, sendo os restantes 3% compostos por ciganos, alemães, eslovacos, sérvios, croatas e romenos.
A Hungria tem na bauxite, no carvão e no manganésio os principais recursos minerais, contando também com quantidades substanciais de chumbo, zinco e cobre. Nos últimos anos, têm sido descobertas na Hungria áreas consideráveis de petróleo, gás natural e urânio, alterando o panorama húngaro quanto a recursos energéticos, até então tido como pobre.
Até 1989, a Hungria teve uma economia socialista, planeada e dominada pelo Estado, caracterizada pela estagnação, pela inflação galopante e pela descida do rendimento per capita. Com o desmoronamento do bloco de leste, a Hungria abriu caminho em direcção à liberalização da economia, facto que não constituía novidade para o país, já que, entre 1968 e 1973, vigorou o Novo Mecanismo Económico (NEM), um programa de reformas económicas que passava pela abolição das directivas estatais em detrimento das decisões e iniciativas privadas, pelo nivelamento dos preços em relação aos custos de produção e atribuição de bónus a trabalhadores e gerentes em conformidade com os lucros obtidos. Mas a reforma do fim da década de oitenta foi mais longe, ao definir, não só a eliminação de empresas estatais que se encontravam em processo de bancarrota, como também a não atribuição de qualquer apoio ou subsídio a empresas privadas em situação similar. Estas medidas favoreceram o sector industrial, o de maior peso na economia (representa 33% do PIB, e emprega 1/3 da mão-de-obra), pois permitiu uma reestruturação selectiva das indústrias, orientando-as para a produção de bens com procura garantida no mercado, especialmente as construções mecânicas dirigidas à exportação. Os produtos industriais mais importantes são o cimento, o aço em bruto e o aço laminado, fertilizantes, têxteis e vestuário, artigos electrónicos (televisão e rádio), locomotivas e autocarros.
Apesar de a importância da agricultura ter decrescido dentro do quadro económico húngaro (7% do PIB), a verdade é que este país é auto-suficiente no que se refere à produção de bens agrícolas, chegando mesmo a exportar vários desses produtos. Destes destacam-se o milho, o trigo, a beterraba, a cevada e a batata. Em 1993, 94 e 95 a seca afectou bastante a agricultura, mas os rebanhos aumentaram, o que traduz um certo êxito das reformas implementadas.
Quanto ao sector terciário, verifica-se que o sistema financeiro continua sob o controlo estatal, apesar de haver, actualmente, uma gradual divisão das actividades financeiras com os bancos privados. Há que realçar a importância do turismo na obtenção de divisas estrangeiras, devendo parte do seu desenvolvimento às excelentes estruturas de comunicação (estradas, caminhos-de- ferro e transportes aéreos).
A Hungria - nomeadamente a sua capital, Budapeste - é famosa pela intensa actividade cultural, fruto do enorme investimento estatal nesta matéria que cria excelentes condições de trabalho para os vários artistas. Assim se compreende o elevado número de tantos artistas húngaros de renome internacional, como Béla Bartók, Zoltán Kodály ou Kálmán Mikszáth.
A Hungria tem as suas raízes históricas no ocupação das margens do Rio Danúbio pelo povo magiar nos finais do século IX, terras essas que tinham sido ocupadas pelos romanos (ano 14 a. C. - século IV d. C.), pelos germanos (século V), pelos avaros (séculos VI-VIII) e pelo império de Carlos Magno (século IX). Nos finais do século X, os magiares adoptam o Cristianismo como religião, iniciando, ao mesmo tempo, a estruturação de um reino forte e independente; e, no século XII, a Hungria era o principal Estado da Europa centro-leste. Contudo, em 1241, dá-se o início do fim da Hungria como reino independente, através da grande invasão mongol, que dizimou metade da população húngara e deixou um rasto de completa destruição. Após esta invasão, a Hungria mergulhou num período de instabilidade interna, culminando no desaparecimento da dinastia régia Arpad, em 1301. A partir desta data, a Hungria passou a ser dominada pela casa real de Nápoles e, após as invasões dos turcos otomanos iniciadas no século XIV, a Hungria foi dividida, em 1568, em três partes: uma faixa estreita a ocidente passou para o domínio dos Habsburgos da Áustria (que acabariam por dominar toda a Hungria nos finais do século XVII); a leste, a Transilvânia ganhou o estatuto de autonomia sob a soberania dos turcos; e a parte central passou para o domínio directo dos turcos.
Em 1848 ocorre uma revolução liderada por intelectuais húngaros com o objectivo de obter a independência da Hungria, causada não só pelo descontentamento social provocado pela política despótica dos austríacos, como também pelos constantes conflitos étnicos existentes entre os magiares e as outras etnias presentes no território, como os romenos, os eslovacos, os sérvios e os croatas. Na sequência desta revolução formou-se em 1867 o império austro-húngaro, sob o qual a Hungria gozou de maior independência interna, embora não a suficiente para alguns sectores da sociedade representados no parlamento, o que causou várias situações de instabilidade política. Este império dissolveu-se com o fim da Primeira Guerra Mundial - durante a qual manteve uma aliança com a Alemanha -, sendo o território húngaro dividido, sob o Tratado de Trianon (4 de Junho de 1920) entre a Roménia, a Checoslováquia, a Jugoslávia, a Áustria, a Polónia e a Itália, ficando a Hungria com praticamente a área que possui nos nossos dias. Este desmembramento foi acompanhado por um período de grande instabilidade e ruptura social, política e económica, cuja causas se encontram na ocupação da Hungria pelo exército romeno e na tentativa falhada dos bolcheviques húngaros em conquistarem o poder. Toda esta conjuntura deixou feridas profundas na sociedade húngara, o que, junto com uma reconstrução nacional que se mostrou difícil e demorada, veio a contribuir para um largo crescimento dos movimentos radicais de direita. Tal facto esteve na origem da aliança entre a Hungria e a Alemanha de Hitler, através da qual viam a oportunidade de recuperar as áreas perdidas com o Tratado de Trianon. Com o decorrer da guerra, a Hungria foi-se envolvendo cada vez mais no conflito, sobretudo na frente leste, onde se opunham as forças alemãs às soviéticas, contando para isso com o apoio da maioria dos húngaros, que guardavam na memória a má experiência bolchevique ocorrida em finais da década de vinte. No entanto, a União Soviética revelou-se mais forte, fazendo retroceder gradualmente as forças germano-húngaras até as expulsarem da Hungria em 4 de Abril de 1945. A partir de então, a presença das forças soviéticas abriu caminho à implantação de um regime comunista, numa primeira fase de uma forma discreta, tornando-se depois mais concreta e efectiva em 1949, com a declaração da República Popular da Hungria, processo este que nem a revolução de 1956 conseguiu impedir. Neste ano subiu ao poder János Kádár que, embora comunista, conseguiu implementar ao nível da economia e da cultura políticas com algumas características liberais, tornando assim a Hungria no país pró-soviético mais tolerante.
Com o fim do comunismo na União Soviética e o seu consequente desmembramento em 1989, a Hungria aproveitou a oportunidade para se libertar daquela ideologia, iniciando um processo de democratização fundamentado na revisão da Constituição, na qual se estabeleceu a divisão dos poderes (legislativo, judicial e executivo), a implantação de um sistema político multipartidário e o consequente abandono do termo "popular" na designação do país. As eleições de 1990 levam ao poder uma coligação de partidos formada pelo Fórum Democrata Húngaro, pelo Partido dos Proprietários Independentes e pelo Partido Democrata Cristão, e chefiada pelo líder do Fórum, József Antall. Deu-se então início à execução de reformas económicas com vista a aproximar a Hungria dos níveis de vida dos países da Europa ocidental. Contudo, o governo revelou-se impotente para levar a cabo tais reformas, o que resultou numa pesada derrota para os partidos da coligação (principalmente o Fórum) nas eleições gerais de 1994, que deram uma larga vitória ao Partido Socialista Húngaro (54% dos votos), foi formado por ex-membros do Partido Comunista. No entanto, para evitar qualquer desconfiança ou receio, quer por parte dos húngaros, quer por parte da comunidade internacional, o PSH estabeleceu um acordo com a Aliança dos Democratas Livres (18% dos votos) com vista à formação de um governo de coligação sob a liderança do socialista Gyula Horn. Este governo tem tentado, desde então, tornar as reformas económicas mais efectivas, tendo dado ao mesmo tempo início a um processo de revisão constitucional para, num prazo de dois anos, ser aprovada uma nova Constituição.
Área: 93 032 km2
População: 10 208 127 habitantes (1998)
Capital: Budapeste
Outras cidades importantes: Debrecen, Miskolc, Szeged e Pécs
Data de independência: 1989
Regime político: República multipartidária
Unidade monetária: Forint
Língua oficial: Húngaro
Religiões maioritárias: Catolicismo e Protestantismo
República da Europa Central, faz fronteira com a Eslováquia a norte, com a Ucrânia e a Roménia a leste, com a Eslovénia, a Croácia e a Jugoslávia a sul, e a Áustria a oeste. Tem uma área de 93 032 km2 e uma população de 10 208 127 habitantes, o que corresponde a uma densidade populacional de 110,0 hab./km2. A capital da Hungria é Budapeste, onde vive cerca de 21% da população. Tal como em muitos outros países europeus, a população húngara tem tendência para diminuir, facto que se vem registando desde a década de oitenta. Estima-se que, em 2025, a população seja apenas de 9,4 milhões de habitantes, dado que se prevê que a taxa de mortalidade (14,6o/oo) que aumentou nos últimos anos, continue a ser superior à taxa de natalidade (11,7o/oo).
Distinguem-se quatro regiões na Hungria: a Grande Planície Húngara, situada no sul e leste do país, ocupando mais de metade do território; a Pequena Planície Húngara, situada no noroeste; o sistema montanhoso conhecido por Transdanúbia, com altitudes compreendidas entre os 400 e os 700 metros, separando as duas planícies húngaras; e as Montanhas do Norte, de características vulcânicas, que integram o sistema montanhoso de nome Mátra onde se encontra o ponto mais alto da Hungria, o Monte Kékes, com 1 015 metros.
Os recursos hidrográficos são vastos, sendo os maiores rios o Danúbio e o Tisza, que percorrem o país de norte a sul, destacando-se, também, a existência de um dos maiores lagos da Europa, o Lago Balaton, com 598 km2.
O clima da Hungria é continental e moderadamente seco, com um nível de precipitação média anual de 550 a 600 mm nas terras baixas e de 600 a 800 mm nas terras altas, enquanto que a temperatura varia de -4o C a 0o C em Janeiro e de 18o C a 23o C em Julho.
O povo húngaro, vulgarmente designado por magiar (nome também atribuído à língua húngara), é bastante homogéneo, sendo muito difícil distinguir qualquer subgrupo. Constitui 97% do total da população, sendo os restantes 3% compostos por ciganos, alemães, eslovacos, sérvios, croatas e romenos.
A Hungria tem na bauxite, no carvão e no manganésio os principais recursos minerais, contando também com quantidades substanciais de chumbo, zinco e cobre. Nos últimos anos, têm sido descobertas na Hungria áreas consideráveis de petróleo, gás natural e urânio, alterando o panorama húngaro quanto a recursos energéticos, até então tido como pobre.
Até 1989, a Hungria teve uma economia socialista, planeada e dominada pelo Estado, caracterizada pela estagnação, pela inflação galopante e pela descida do rendimento per capita. Com o desmoronamento do bloco de leste, a Hungria abriu caminho em direcção à liberalização da economia, facto que não constituía novidade para o país, já que, entre 1968 e 1973, vigorou o Novo Mecanismo Económico (NEM), um programa de reformas económicas que passava pela abolição das directivas estatais em detrimento das decisões e iniciativas privadas, pelo nivelamento dos preços em relação aos custos de produção e atribuição de bónus a trabalhadores e gerentes em conformidade com os lucros obtidos. Mas a reforma do fim da década de oitenta foi mais longe, ao definir, não só a eliminação de empresas estatais que se encontravam em processo de bancarrota, como também a não atribuição de qualquer apoio ou subsídio a empresas privadas em situação similar. Estas medidas favoreceram o sector industrial, o de maior peso na economia (representa 33% do PIB, e emprega 1/3 da mão-de-obra), pois permitiu uma reestruturação selectiva das indústrias, orientando-as para a produção de bens com procura garantida no mercado, especialmente as construções mecânicas dirigidas à exportação. Os produtos industriais mais importantes são o cimento, o aço em bruto e o aço laminado, fertilizantes, têxteis e vestuário, artigos electrónicos (televisão e rádio), locomotivas e autocarros.
Apesar de a importância da agricultura ter decrescido dentro do quadro económico húngaro (7% do PIB), a verdade é que este país é auto-suficiente no que se refere à produção de bens agrícolas, chegando mesmo a exportar vários desses produtos. Destes destacam-se o milho, o trigo, a beterraba, a cevada e a batata. Em 1993, 94 e 95 a seca afectou bastante a agricultura, mas os rebanhos aumentaram, o que traduz um certo êxito das reformas implementadas.
Quanto ao sector terciário, verifica-se que o sistema financeiro continua sob o controlo estatal, apesar de haver, actualmente, uma gradual divisão das actividades financeiras com os bancos privados. Há que realçar a importância do turismo na obtenção de divisas estrangeiras, devendo parte do seu desenvolvimento às excelentes estruturas de comunicação (estradas, caminhos-de- ferro e transportes aéreos).
A Hungria - nomeadamente a sua capital, Budapeste - é famosa pela intensa actividade cultural, fruto do enorme investimento estatal nesta matéria que cria excelentes condições de trabalho para os vários artistas. Assim se compreende o elevado número de tantos artistas húngaros de renome internacional, como Béla Bartók, Zoltán Kodály ou Kálmán Mikszáth.
A Hungria tem as suas raízes históricas no ocupação das margens do Rio Danúbio pelo povo magiar nos finais do século IX, terras essas que tinham sido ocupadas pelos romanos (ano 14 a. C. - século IV d. C.), pelos germanos (século V), pelos avaros (séculos VI-VIII) e pelo império de Carlos Magno (século IX). Nos finais do século X, os magiares adoptam o Cristianismo como religião, iniciando, ao mesmo tempo, a estruturação de um reino forte e independente; e, no século XII, a Hungria era o principal Estado da Europa centro-leste. Contudo, em 1241, dá-se o início do fim da Hungria como reino independente, através da grande invasão mongol, que dizimou metade da população húngara e deixou um rasto de completa destruição. Após esta invasão, a Hungria mergulhou num período de instabilidade interna, culminando no desaparecimento da dinastia régia Arpad, em 1301. A partir desta data, a Hungria passou a ser dominada pela casa real de Nápoles e, após as invasões dos turcos otomanos iniciadas no século XIV, a Hungria foi dividida, em 1568, em três partes: uma faixa estreita a ocidente passou para o domínio dos Habsburgos da Áustria (que acabariam por dominar toda a Hungria nos finais do século XVII); a leste, a Transilvânia ganhou o estatuto de autonomia sob a soberania dos turcos; e a parte central passou para o domínio directo dos turcos.
Em 1848 ocorre uma revolução liderada por intelectuais húngaros com o objectivo de obter a independência da Hungria, causada não só pelo descontentamento social provocado pela política despótica dos austríacos, como também pelos constantes conflitos étnicos existentes entre os magiares e as outras etnias presentes no território, como os romenos, os eslovacos, os sérvios e os croatas. Na sequência desta revolução formou-se em 1867 o império austro-húngaro, sob o qual a Hungria gozou de maior independência interna, embora não a suficiente para alguns sectores da sociedade representados no parlamento, o que causou várias situações de instabilidade política. Este império dissolveu-se com o fim da Primeira Guerra Mundial - durante a qual manteve uma aliança com a Alemanha -, sendo o território húngaro dividido, sob o Tratado de Trianon (4 de Junho de 1920) entre a Roménia, a Checoslováquia, a Jugoslávia, a Áustria, a Polónia e a Itália, ficando a Hungria com praticamente a área que possui nos nossos dias. Este desmembramento foi acompanhado por um período de grande instabilidade e ruptura social, política e económica, cuja causas se encontram na ocupação da Hungria pelo exército romeno e na tentativa falhada dos bolcheviques húngaros em conquistarem o poder. Toda esta conjuntura deixou feridas profundas na sociedade húngara, o que, junto com uma reconstrução nacional que se mostrou difícil e demorada, veio a contribuir para um largo crescimento dos movimentos radicais de direita. Tal facto esteve na origem da aliança entre a Hungria e a Alemanha de Hitler, através da qual viam a oportunidade de recuperar as áreas perdidas com o Tratado de Trianon. Com o decorrer da guerra, a Hungria foi-se envolvendo cada vez mais no conflito, sobretudo na frente leste, onde se opunham as forças alemãs às soviéticas, contando para isso com o apoio da maioria dos húngaros, que guardavam na memória a má experiência bolchevique ocorrida em finais da década de vinte. No entanto, a União Soviética revelou-se mais forte, fazendo retroceder gradualmente as forças germano-húngaras até as expulsarem da Hungria em 4 de Abril de 1945. A partir de então, a presença das forças soviéticas abriu caminho à implantação de um regime comunista, numa primeira fase de uma forma discreta, tornando-se depois mais concreta e efectiva em 1949, com a declaração da República Popular da Hungria, processo este que nem a revolução de 1956 conseguiu impedir. Neste ano subiu ao poder János Kádár que, embora comunista, conseguiu implementar ao nível da economia e da cultura políticas com algumas características liberais, tornando assim a Hungria no país pró-soviético mais tolerante.
Com o fim do comunismo na União Soviética e o seu consequente desmembramento em 1989, a Hungria aproveitou a oportunidade para se libertar daquela ideologia, iniciando um processo de democratização fundamentado na revisão da Constituição, na qual se estabeleceu a divisão dos poderes (legislativo, judicial e executivo), a implantação de um sistema político multipartidário e o consequente abandono do termo "popular" na designação do país. As eleições de 1990 levam ao poder uma coligação de partidos formada pelo Fórum Democrata Húngaro, pelo Partido dos Proprietários Independentes e pelo Partido Democrata Cristão, e chefiada pelo líder do Fórum, József Antall. Deu-se então início à execução de reformas económicas com vista a aproximar a Hungria dos níveis de vida dos países da Europa ocidental. Contudo, o governo revelou-se impotente para levar a cabo tais reformas, o que resultou numa pesada derrota para os partidos da coligação (principalmente o Fórum) nas eleições gerais de 1994, que deram uma larga vitória ao Partido Socialista Húngaro (54% dos votos), foi formado por ex-membros do Partido Comunista. No entanto, para evitar qualquer desconfiança ou receio, quer por parte dos húngaros, quer por parte da comunidade internacional, o PSH estabeleceu um acordo com a Aliança dos Democratas Livres (18% dos votos) com vista à formação de um governo de coligação sob a liderança do socialista Gyula Horn. Este governo tem tentado, desde então, tornar as reformas económicas mais efectivas, tendo dado ao mesmo tempo início a um processo de revisão constitucional para, num prazo de dois anos, ser aprovada uma nova Constituição.
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