sexta-feira, agosto 27, 2004

My Boss´s Daughter

A única coisa pior do que trabalhar para o patrão do inferno é apaixonar-se pela sua irresistível filha. O jovem executivo Tom Stanfield (Ashton Kutcher) está de olho numa promoção. Infelizmente, o seu olhar também foi atraído pela sedutora Lisa (Tara Reid), que é a menina dos olhos do Sr. Taylor (Terence Stamp). Ao receber a rara oferta de tomar conta da casa do Sr. Taylor, Tom está pronto para impressionar seu patrão ao mesmo tempo em que dá em cima da moça. Ou pelo menos isso é o que ele pensa. A noite de seu trabalho de "babá" da casa do patrão começa com um ameaçador toque de campainha e se tranforma em uma hilariante sequência de desastres lunáticos. Duma hora para a outra, Tom depara-se com uma casa mergulhada no caos e com a possibilidade de perder não só sua sanidade e seu emprego, mas também sua paixão.

Elenco: Mark Aisbett, Ashton Kutcher, John Abrahams, Tara Reid
Director: David Zucker
Roteiro: David Dorfman
Produtores: Gil Netter: John Jacobs
Director de Fotografia: Martin Mcgarth
Desenhista de Produção: Andrew Laws
Editores: Patrick Lussier, Sam Craven
Música: Teddy Castellucci
Figurinista: Daniel Orlandi
EUA • 2003 • 90 min. • Dolby SR, SRD • Plano • Comédia

SHERK 2

VI ESTE FILME DEPOIS DUM BELO JANTAR NA CASA DOS MEUS AMIGOS HUGO E MARIA DO CÉU PAIVA NO PASSADO DIA 25 DE AGOSTO TAMBÉM NA COMPANHIA DO ZEFA. UM BEIJINHO PARA VÓS.

Após se casar com a Princesa Fiona, Shrek vive feliz no seu pântano. Ao retornar de sua lua-de-mel, Fiona recebe uma carta dos seus pais que não sabem que ela agora é um ogro, convidando-a para um jantar juntamente com seu grande amor, na intenção de conhecê-lo. A muito custo Fiona consegue convencer Shrek a ir visitá-los, tendo ainda a companhia do Burro. Porém os problemas começam quando os pais de Fiona descobrem que ela não se casou com o Príncipe, a quem havia sido prometida, e enviam o Gato de Botas para separá-los. O desenho é dobrado por nomes famosos de Hollywood, como Antonio Bandeiras, Eddie Murphy, Cameron Diaz.

Tempo: 105 min
Director: Andrew Adamson, Kelly Asbury e Conrad Vernon
Género: Infantil
Elenco: Mike Myers, Bussunda, Cameron Diaz, Eddie Murphy, John Cleese, Julie Andrews, Antonio Banderas, Rupert Everett, Larry King, Jennifer Saunders e Conrad Vernon

terça-feira, agosto 24, 2004

GARFIELD

FUI VER ESTE FILME NO FREEPORT EM ALCOCHETE COM OS MEUS AMIGOS ALEXANDRE E ANABELA E NUNO E MARISA. PARA ELES UM GRANDE BEIJINHO

Preguiçoso, gordo e irónico, Garfield é um gato doméstico com poucas preocupações: pensa basicamente em comer lasanha - seu prato favorito -, ver televisão e em atazanar o dono, John Arbuckle. A pacata vida do felino começa a ser perturbada quando John resolve adoptar o cãozinho Odie, a pedido da Drª. Liz, a veterinária por quem é apaixonado. Sem acreditar no que vê, o animal resolve tomar uma atitude para não ter de dividir as atenções com o cão. Depois de aprontar tudo que podia com o bobalhão Odie, Garfield é obrigado a dormir do lado de fora por ordem de seu dono. Inconformado por ter de largar sua cama e seu ursinho, o gato desobedece John, entra em casa e ainda tranca o cachorro do lado de fora. Na manhã seguinte, Odie está perdido e é recolhido por uma velhinha, que espalha cartazes em busca do dono. O cãozinho acaba nas mãos do Sr. Feliz, um cruel apresentador que quer transformar o bicho em estrela de seu show em Nova York. Quando vê que o amigo está em apuros, Garfield resolve sair lentamente, claro, numa missão pela cidade para resgatá-lo e se redimir com John.

O Filme mostra as características marcantes do personagem criado por Jim Davis, mas deixa de lado algumas peculiaridades, como o medo de aranhas ou o fato de detestar uvas-passas. Quem acompanha o desenho na TV e os quadrinhos, e está acostumado a ver Nermal como um filhote cinza, encontrará um gato siamês no longa. Em português, o felino foi dublado por Antonio Feio - da minissérie.

INFORMAÇÕES

Diretor: Peter Hewitt
Elenco: Breckin Meyer, Jennifer Love Hewitt e Stephen Tobolowsky
Nome Original: Garfield
Ano: 2004
País: EUA
Duração: 85 minutos

quarta-feira, julho 28, 2004

Spider-man 2

A vida de Peter Parker complica-se porque é cada vez mais difícil para o super-herói conciliar a sua faceta de Homem-Aranha e a sua identidade de todos os dias. Para conseguir continuar a lutar contra o crime, Peter tem de abdicar dos amigos, não tem tempo para Mary Jane, as notas da faculdade ressentem-se e não param de descer e o editor do jornal com o qual colabora só quer fotografias do Homem-Aranha. Por tudo isto, Peter está a ponderar deixar por uns tempos a sua missão de guardião dos nova-iorquinos. Mas, aí, aparece um novo vilão, Otto Octavius, um cientista brilhante, que Peter admirava, mas que se transforma em Doc Ock, um monstro com quatro tentáculos, depois de uma experiência que corre mal. Tobey Maguire volta a dar corpo ao super-herói da Marvel e Sam Raimi assina novamente a realização.

terça-feira, julho 27, 2004

THE PUNISHER

Esta é uma película do Realizador Jonathan Hensleigh e conta com os actores Thomas Jane, John Travolta, A. Russell Andrews, James Carpinello, Jeff Chase e Mark Collie nos principais papéis.
 
"Frank Castle (Tom Jane) é um homem que viu demasiadas mortes, primeiro como operacional da Delta Force e mais tarde como agente especial do FBI. Ele conseguiu enfrentar situações em que as suas hipóteses de sobrevivência eram mínimas, mas finalmente conseguiu deixar tudo isso para trás e prepara-se para disfrutar de uma vida normal junto da sua mulher Maria (Samantha Mathis) e do seu jovem filho (Marcus Johns). Na sua última missão, embora Castle desempenhe na perfeição o seu papel de agente infiltrado, algo corre mal e um jovem é inadvertidamente morto. Esse jovem era o filho de Howard Saint (John Travolta) um dos mais importantes líderes do submundo do crime organizado. Saint está decidido a vingar a morte do filho até às últimas consequências e manda matar Castle e toda a sua família. Apenas Frank consegue sobreviver. Desesperado e só, coloca todas as suas energias para colocar em marcha um plano para punir os assassinos. Num bloco de apartamentos à beira da demolição ele vai preparar a eliminação dos seus inimigos, um a um, sem piedade e sem remorsos. "
 
A não perder este excelente filme de Acção, com a duração total de 124 minutos e classificado para M/12.

domingo, julho 18, 2004

Estónia

Localização geográfica: Nordeste da Europa
Área: 45 100 km2
População: 1 423 316 habitantes (2001)
Capital: Tallinn
Outras cidades importantes: Kohtla-Järve, Narva, Pärnu e Tartu
Data de independência: 1991
Regime político: República multipartidária
Unidade monetária: Coroa estónia
Língua oficial: Estónio
Religião maioritária: Ortodoxos estónios

Geografia
País do Nordeste da Europa. Situado nas margens do mar Báltico, faz parte, com a Letónia e a Lituânia, dos chamados Estados Bálticos. Possui uma superfície de 45 100 km2, incluindo cerca de 1500 ilhas e ilhéus no mar Báltico. Faz fronteira com a Rússia, a leste, e a Letónia, a sul, sendo banhado pelo mar Báltico, a norte e a oeste. As principais cidades são Tallinn, a capital, com uma população de 435 000 habitantes (1996), Tartu (102 000 hab.), Narva (75 000 hab.), Kohtla-Järve (69 000 hab.) e Pärnu (52 000 hab.).
Na geografia da Estónia encontram-se influências da antiga cobertura glaciar, através da linha ondulante que caracteriza o relevo estónio, coberto por extensas florestas e lagos e rasgado por inúmeros rios.

Clima
O clima é temperado continental, com Invernos muito frios e Verões suaves.

Economia
A economia da Estónia tem na indústria e na agricultura as suas principais actividades. Com vastas reservas de turfa, fosforites, calcário, dolomites, margas, argilas e xisto betuminoso (este de importância fundamental na produção de gás e de electricidade), as indústrias mineira e química encontram-se bastante desenvolvidas, situação comungada pelas indústrias dedicadas à metalurgia e ao fabrico de materiais de construção. Quanto ao sector primário, apesar de empregar menos de 14% da população activa, contribui em cerca de 25% para o PIB. A exploração das terras, outrora colectivizada, está hoje em dia nas mãos de proprietários privados, que, para além de produtos como a batata, os cereais e os vegetais, fomentam a criação de gado. Neste sector há a destacar também a silvicultura, uma das mais antigas ocupações na Estónia, já que as terras florestadas existem em grande quantidade. Os principais parceiros comerciais da Estónia são a Finlândia, a Rússia, a Alemanha e a Suécia.

População
A população é de 1 423 316 habitantes (2001), o que corresponde a uma densidade populacional de 32 hab./km2. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respectivamente, de 8? e 14?, facto que contribui para a tendência de diminuição da população que, em 2025, se estima que atinja apenas 1 302 000 habitantes. A esperança média de vida é de 70 anos. Em termos de composição étnica, os estónios representam 64% da população, seguindo-se-lhes os russos (29%), os ucranianos (3%), os bielorrusos (2%) e os finlandeses (1%). As principais religiões são os ortodoxos estónios (20%) e os luteranos (14%). A língua oficial é o estónio.

História
A Estónia, habitada, pelo menos, desde o século I d. C., tem vivido grande parte da sua história sob o domínio de outros povos e países. Assim, os primeiros invasores foram os Vikings, no século IX d. C., e, até à chegada dos Germanos em finais do século XII, a Estónia foi vítima de várias incursões suecas, dinamarquesas e russas. O domínio alemão iniciou-se em 1180, com a chegada de monges cristãos à região da Livónia (região sul da Estónia e da Letónia), com o propósito de espalharem a fé cristã de um modo pacífico. Mas, a partir de 1198, esta cristianização passou a ser feita por cruzadas, fazendo com que, em 1219, a Alemanha já dominasse todo o país, sendo de salientar que o Norte e as ilhas no mar Báltico eram dominadas conjuntamente com o reino da Dinamarca através de uma aliança entre as duas partes (em 1343-45, a Dinamarca vendeu as suas possessões à Alemanha).
Já no século XVI, mais precisamente em 1561, a Livónia passou a ser dominada pela Lituânia (que se tinha unido com a Polónia), enquanto que o czar russo Ivan IV, o Terrível, conquistara, em 1558, a região de Narva, no centro do país. Neste mesmo ano, o reino da Suécia conquista o norte da Estónia, estendendo o seu domínio a todo o país após expulsarem os Russos em 1581 e derrotarem os Lituanos em 1629. A Rússia, após séculos de tentativas frustradas, consegue finalmente conquistar a Estónia. Em 1709 apodera-se da Livónia, obrigando os Suecos a ceder os restantes territórios em 1721.
No final do século XIX, a Estónia vive um período de prosperidade graças à política de privatização das terras praticada pela Rússia e que favoreceu os agricultores estónios. Esta prosperidade, porém, permitiu que a esmagadora maioria da população investisse na sua formação cultural, o que veio abrir as portas ao nascimento de um espírito nacionalista. Esta conjuntura provocou um intensificar do domínio da Rússia através do estabelecimento definitivo do quadro político-administrativo russo na Estónia. No entanto, a instabilidade surge com a Revolução Russa de Janeiro de 1905, e em 27 de Novembro nasce o Partido Nacional Liberal (PNL), fundado por Jaan Tônisson. Mas só após a Revolução Russa de Março de 1917 é que a Estónia assegura a sua autonomia, sendo o seu primeiro governo nomeado pelo Conselho Nacional da Estónia (Maapäev) a 12 de Outubro, liderado por Konstantin Päts (um dos inspiradores do PNL), governo este que seria substituído, um mês depois, pelos comunistas na sequência de um golpe de Estado apoiado pela Rússia. O mês de Fevereiro de 1918 é marcado pela invasão germânica, que provocou a fuga dos comunistas, facto aproveitado pelo Maapäev para declarar a independência, o que aconteceu no dia 24, declaração renovada no dia da capitulação alemã (11 de Novembro de 1918). Contudo, a Estónia teve de suportar uma nova invasão russa, repelida por completo em finais de Fevereiro de 1919 graças à ajuda dos Aliados.
Durante 20 anos, a Estónia sobreviveu às conspirações comunistas pró-soviéticas, mas a assinatura, em Agosto de 1939, do Pacto de Não-Agressão entre a URSS e a Alemanha veio a revelar-se fatídica para a independência da Estónia. A 28 de Setembro, a URSS impôs a assinatura de um tratado de assistência mútua cujo cumprimento serviu de pretexto à invasão soviética a 17 de Junho de 1940, sendo oficializada a entrada da Estónia na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas a 21 de Julho desse ano. Este estatuto só se tornou efectivo, no entanto, a 22 de Setembro de 1944, após três anos de presença militar alemã.
O domínio soviético sobre a Estónia, efectuado através do Partido Comunista, pautou-se por medidas repressivas que em grande parte descaracterizaram o país, como se constata pela presença de estónios na população existente em 1940 (90%) em comparação com a que é contabilizada hoje em dia (60%). A situação alterou-se com o advento da Glasnost e da Perestroika, políticas implementadas por Mikhail Gorbachev nos finais da década de 80, que permitiram o fortalecimento das pretensões independentistas lideradas pela entretanto formada Frente Popular. Nas eleições realizadas em Março de 1990, os independentistas obtiveram uma estrondosa vitória, proclamando, no dia 30 desse mês, uma fase transitória para a independência, que seria formalmente declarada em Agosto de 1991.
A 26 de Julho de 1994, em Moscovo, a Estónia e a Rússia firmaram um acordo de estabelecimento de fronteiras sob a supervisão do presidente norte-americano, Bill Clinton, embora as disputas fronteiriças não tivessem cessado, e a 31 de Agosto as tropas russas retiram-se do país. Apesar da instabilidade política interna existente (o então presidente Lennart Meri recusa a composição ministerial feita pelo primeiro-ministro Mart Laar, provocando a sua substituição pelo ministro do Ambiente, Andres Tarand), a Estónia inicia a sua integração no mundo ocidental, evidenciada pela participação activa no Conselho de Cooperação do Atlântico Norte e na Parceria para a Paz (que substituiu o Pacto de Varsóvia no relacionamento com a NATO).
Em Outubro de 2001 o presidente Lennart Meri, o primeiro após o afastamento do poder soviéticos, foi substituído no cargo por Arnold Ruutel. Os seus principais objectivos são a integração da Estónia na União Europeia e na NATO.

domingo, julho 11, 2004

Letónia

Localização geográfica: Europa de Leste
Área: 64 500 km2
População: 2 385 231 habitantes (2001)
Capital: Riga
Outras cidades importantes: Daugavpils, Jelgava, Jurmala e Liepaja
Data de independência: 1991
Regime político: República multipartidária
Unidade monetária: Lats
Língua oficial: Letão
Religiões maioritárias: Protestantismo e Cristianismo

Geografia

País da Europa de Leste que faz fronteira com a Estónia, a norte; com a Rússia, a leste; e com a Lituânia, a sul. Tem uma área de 64 500 km2. As cidades mais importantes são Riga, a capital, Daugavpils,Liepaja, Jelgava e Jurmala.

Clima

O clima é do tipo continental de transição, pois sofre alguma influência dos ventos de Oeste, no Inverno, e regista também precipitação no Verão. A proximidade do mar modera, por vezes, as temperaturas. De facto, estas variam entre 17 oC e 34 oC, no Verão, e entre -2 oC e -40 oC, no Inverno.

Economia

A economia da Letónia tem sido afectada, durante a década de noventa, pela incerteza política do país, nomeadamente pelo contencioso por resolver com a Rússia e por um certo conflito com a Lituânia. A taxa de inflação continua elevada (23,7% em 1995; 28% em 1994). Um relatório do Banco Mundial deixa transparecer alguma preocupação relativamente à economia do país. A indústria continuava, em 1994, a ter uma certa importância na composição do PIB, costituindo 34% contra 6% da agricultura e 57% dos serviços.
A Letónia é um país em cuja indústria tem especial relevância o sector metalúrgico. Também são produzidos receptores de rádio, instrumentos científicos, frigoríficos, máquinas de lavar, motores de motorizadas, navios, veículos automóveis, geradores, instrumentos agrícolas, têxteis e calçado. A agricultura (que, em 1995, ocupava 9% dos activos) abrange a produção de batata, de cevada, de trigo, de beterraba, de legumes e de frutos. A pecuária, que decresceu depois de 1990, apresentou-se estável em 1994 e 1995.

População

A população da Letónia está estimada em 2 385 351 habitantes, o que corresponde a uma densidade de aproximadamente 36 hab./km2. A população total diminuiu, entre 1990 e 1995, cerca de -0,9%. Este decréscimo deverá continuar a verificar-se, prevendo-se que, em 2025, a população seja de 2,3 milhões de pessoas. Este facto está associado a uma ligeira quebra da natalidade mas, apesar disso, a população com menos de 15 anos representa ainda 20,6% do total. Depois de 1990 verificou-se um aumento das taxas de mortalidade (11,4o/oo em 1970-75 contra 13,2o/oo em 1990-95) que não é inteiramente explicado pelo envelhecimento populacional e chama a atenção para um certo agravamento da qualidade de vida da população. Na realidade, as estatísticas de organismos internacionais como o Banco Mundial e a ONU referem a diminuição da esperança de vida à nascença. Esta passou de 70,1 anos, em 1970-75, para 69,1 anos, em 1990-95. Verifica-se o mesmo fenómeno em muitos dos países que resultaram de desagregação da ex-URSS. As etnias principais são a letã, com 54%; a russa, com 33%; a bielorrussa, com 4%; e a ucraniana, com 3%. A língua oficial é o letão.

História

Entre os séculos XIII e XVI, os alemães dominaram a Letónia. A partir do século XVI, o país foi dividido entre a Polónia e a Suécia. Mas, no final do século XVIII, todo o território foi anexado pela Rússia. Depois de Revolução Russa, em 1917, a Letónia declarou a independência. Após um período conflituoso, a nova nação foi reconhecida pela União Soviética e pela Alemanha, em 1920. Até 1934, quando a ditadura foi estabelecida, a Letónia independente foi governada por várias coligações democráticas. Em 1939, o país foi obrigado a aceitar a instalação de bases militares soviéticas no seu território e, no ano seguinte, o Exército Vermelho Soviético ocupou o país, que passou a integrar a União Soviética. O exército Nazi ocupou a Letónia, entre 1941 e 1944, ano em que o Exército Vermelho tomou novamente a Lituânia. Nos anos seguintes, a economia nacional foi colectivizada e seguiu, assim, os padrões soviéticos.
Quando Mikhail Gorbachev começou a liberalizar o regime soviético, em meados da década de 1980, o sentimento nacionalista letão ressurgiu. E, como resultado, em 1991, o país tornou-se independente da União Soviética.

domingo, julho 04, 2004

LITUÂNIA

Localização geográfica: Europa de Leste
Área: 65 200 km2
População: 3 600 158 habitantes (1998)
Capital: Vilnius
Outras cidades importantes: Kaunas e Klaipeda
Data de independência: 1991
Regime político: República multipartidária
Unidade monetária: Lita
Língua oficial: Lituano
Religião maioritária: Catolicismo

País do nordeste da Europa, designado habitualmente como uma das Repúblicas do Báltico, encontra-se ladeado pela Letónia, a norte; pela Bielorrússia, a leste e a sul; pela Polónia e pela província russa de Kaliningrad, a sudoeste; e pelo Mar Báltico, a oeste. Tem uma área de 65 200 km2. As cidades mais importantes são Vilnius, a capital, Kaunas e Klaipeda. O clima é de transição entre o clima temperado marítimo e o clima temperado continental e as temperaturas variam entre-5 oC, em Janeiro, e 17 oC, em Julho, com precipitação que ocorre durante todo o ano mas cujos valores máximos se registam no Verão.

Embora, a partir da década de 1940, a Lituânia se tenha industrializado rapidamente, a economia continua a ser tradicionalmente agrícola. As culturas dominantes são a batata, o trigo, a cevada, a beterraba, o centeio e a couve e destinam-se, sobretudo, ao mercado russo. O país depende das importações de matérias-primas e de combustíveis. Grande parte das exportações são constituídas por maquinaria e por produtos alimentares.

A população era, em 1998, de 3 600 158 habitantes, equivalente a uma densidade de 55 hab./km2. Estima-se que, em 2025, a população seja apenas de 3,8 milhões de pessoas, alterando-se um pouco a tendência de crescimento negativo registado em 1990-96. As principais etnias são a lituana, com 81%; a russa, com 9%; e a polaca, com 7%. As religiões com maior expressão são a católica e a ortodoxa russa. A língua oficial é o lituano.

Em 1386, o grão-duque lituano tornou-se rei da Polónia e, por isso, os dois países formaram o Império Polaco-Lituano Católico Romano, durante cerca de quatrocentos anos. Com as invasões alemãs, suecas e russas, o império entrou em declínio e, em 1795, com a Terceira Partição da Polónia, a Lituânia passou para o domínio russo. No século XIX, a resistência levou a revoltas camponesas, a uma emigração maciça para a América do Norte e ao despontar de um movimento nacionalista que se manteve activo até à década de 1950. Em 1918, enquanto o território se encontrava ocupado pelos alemães, a população proclamou a independência. Depois de várias lutas entre os russos bolcheviques, os polacos e os lituanos, em 1920, a União Soviética assinou um tratado de paz com a Lituânia e tornou-a independente. Nesse ano, subiu ao poder um Governo democrático de coligação mas, em 1926, um golpe militar pôs fim à democracia parlamentar. Em 1939, o país foi obrigado a aceitar a instalação de bases militares soviéticas no seu território e, no ano seguinte, o Exército Vermelho Soviético ocupou a Lituânia, que passou a integrar a União Soviética. A Alemanha nazi ocupou o território entre 1941 até o Exército Vermelho libertar o território, em 1944. Nos anos seguintes, a economia nacional foi colectivizada e seguiu, assim, os padrões soviéticos.

Quando Mikhail Gorbachev começou a liberalizar o regime soviético, em meados da década de 1980, o nacionalismo lituano ressurgiu. Em 1990, o país declarou a independência e, um ano mais tarde, alcançou a independência total. Actualmente, as escolhas económicas da Lituânia revelam uma certa contradição, pois as privatizações excluem sectores estratégicos, como os transportes, a energia, as comunicações e os portos.

domingo, junho 27, 2004

Polónia

Localização geográfica: Europa Central

Área: 323 250 km2

População: 38 606 922 habitantes (1998)

Capital: Varsóvia

Outras cidades importantes: Lódz, Cracóvia, Wroclaw e Poznan

Data de independência: 1991

Regime político: República multipartidária

Unidade monetária: Zloti

Língua oficial: Polaco

Religiões maioritárias: Catolicismo e religião Ortodoxa


A República da Polónia é um dos maiores países da Europa; tem uma área total de 323 250 km2. É banhada, a norte, pelo Mar Báltico, fazendo fronteira a nordeste com a Rússia e a Lituânia, a este com a Bielorrússia e a Ucrânia, a sul com a Eslováquia, a sudoeste com a República Checa e a oeste com a Alemanha.

A Polónia tem uma população de 38 606 922 habitantes, o que corresponde a uma densidade popoulacional de 123 hab./km2. É um país com uma taxa de natalidade relativamente moderada no contexto dos países europeus (13, 2% em 1995), facto que se traduz numa percentagem ainda razoável de população com menos de 15 anos de idade (22,9% em 1995). O crescimento demográfico não é muito elevado, estimando-se que, em 2025, a população da Polónia atinja os 41,5 milhões de habitantes. Etnica e linguisticamente é um povo homogéneo, constituído por polacos e ucranianos. A língua oficial é o polaco. A maioria da população pratica o Cristianismo.

As cidades mais importantes da Polónia são: Varsóvia, a capital, Lódz, Cracóvia, Wroclaw e Poznan. À excepção da área sul, que é montanhosa, o território polaco é plano, fazendo parte da grande planície europeia que, no período das glaciações, esteve coberta de gelos que, ao recuarem, deixaram como testemunho inúmeros lagos e solos muito pobres, muito pedregosos. Mais de 75% da superfície não se eleva acima de 200 metros. Os principais rios são o Vístula e o Óder.

Na sua globalidade, o clima da Polónia é temperado continental, com invernos rigorosos, verões curtos e chuvosos e elevadas amplitudes térmicas anuais. Em Varsóvia, por exemplo, Janeiro e Fevereiro registam médias de -3 oC e em Junho, Julho e Agosto o valor médio aproxima-se dos 20 oC, sem contudo atingir esta temperatura. Este pormenor térmico condiciona a cobertura vegetal, proporcionando condições para o desenvolvimento da floresta de coníferas (de folha persistente) que cobre cerca e 28% do território. O regime dos rios é condicionado pelo clima, aumentando muito o caudal no período do degelo ou quando as chuvas de Verão provocam cheias. No litoral os Invernos tornam-se mais amenos e, no interior, mais rigorosos.

Povoada por povos germânicos nos séculos V e VI, a Polónia foi ocupada no século X por tribos eslavas que se instalaram nas bacias do Óder e do Vístula. Mieszko I, chefe dos polanas governou o território desde 960, mas, após ter recebido o baptismo em 966, abriu as portas ao Cristianismo na Polónia. Os mongóis devastaram o país em 1241. Seguiram-se germânicos e judeus que aí se refugiaram e encorajaram o povo eslavo a colonizar o país. O primeiro parlamento conhecido na Polónia data de 1331. Com a dinastia de Jagelião (1386-1572), a Polónia uniu-se à Lituânia e aumentou o seu poder. Com o fim desta dinastia esse poder declinou consideravelmente.

Em meados do século XVII, a Polónia envolveu-se em guerra com a Rússia, a Suécia e o Brandeburgo, saindo derrotada. As guerras com o Império Otomano provocaram discórdias com a nobreza, querelas com os reis, a continuação da existência de uma classe servil e a perseguição aos protestantes e ortodoxos católicos gregos. Toda esta situação empenhou o país e tornou-o permeável à interferência de outros Estados, como sejam a Áustria, a Rússia e a Prússia. Em 1793 a Rússia e a Prússia apoderaram-se de muitas áreas da Polónia. Dois anos depois, os três países acabaram por ocupar a totalidade do território. A Polónia desapareceu do mapa da Europa entre 1795 e 1918. Com o Congresso de Viena, em 1815, foi feita uma nova divisão territorial, e a parte russa foi reconstituída e administrada por czares. Em 1830 e 1863 surgiram rebeliões que só levaram à intensificação da repressão.

A Polónia voltou a ser independente em 1918 com a liderança de Józef Pilsudski que, aproveitando a instabilidade interna da União Soviética, avançou sobre a Lituânia e a Ucrânia. Mais tarde o Exército Vermelho obrigou a Polónia a retirar destes territórios. Os anos que decorreram entre 1918 e 1926 foram de instabilidade, o país foi governado por 14 coligações multipartidárias.

Em Abril de 1939 o Reino Unido e a França assinaram um pacto de ajuda militar à Polónia em caso de ataque. A invasão do país pela Alemanha, a 1 de Setembro de 1939, levou à Segunda Guerra Mundial. A ocupação nazi conduziu à exterminação, em campos de concentração, de 6 milhões de pessoas, das quais metade eram judeus. Depois da guerra teve de ceder à Rússia 181 350 km2 mas ganhou 101 000 km2 à zona ocidental alemã. Em 1947 a República do povo foi estabelecida, a Polónia entrou para o Comecon em 1949 e passou a integrar o Pacto de Varsóvia em 1955. O país foi governado em regime de partido único com uma estrutura governamental e administrativa idêntica à do modelo soviético até 1989. A sociedade polaca nunca se adaptou muito bem à política de colectivização dos bens de produção. Houve insurreições em 1956 que causaram 53 mortos e, em 1970, motins a que se seguiu um aumento dos preços dos bens essenciais. Em 1976, a visita do papa João Paulo II ao seu país de origem, a Polónia, foi recebida com grande entusiasmo pela Igreja Católica e fez com que a oposição ao regime subisse de tom. Lech Walesa, um electricista, fundou em Setembro desse ano a Confederação Nacional dos Sindicatos da Polónia, conhecida pelo nome de Solidariedade. Registaram-se paralisações em Gdansk que rapidamente se estenderam por outras cidades. As pressões do movimento de Walesa aumentaram e o governo impôs a lei marcial, que durou 18 meses, em Dezembro de 1981. O estatuto legal do Solidariedade tinha terminado, e o seu líder estava preso.

A economia estagnou nos anos seguintes e o descontentamento laboral que ainda se verificava em 1988 levou o chefe do governo a mudar radicalmente de política e a voltar a sentar-se à mesma mesa com o Solidariedade, que entretanto tinha sobrevivido na clandestinidade. Em Abril de 1989, as negociações resultaram em reformas no sistema político que converteram a Polónia na primeira república a dispor de um sistema parlamentar multipartidário, no seio dos países europeus que pertenciam ao bloco soviético. Esta reestruturação admitia oposição ao Partido Comunista (PC) e o movimento Solidariedade foi autorizado a participar nas eleições, que resultaram em vitória, e subsequentemente a fazer uma coligação com o PC. Desde 1991 há eleições livres e multipartidárias.

O país é o terceiro produtor mundial de batata e o sexto de hulha. A lignite extraída na bacia de Turoszów proporciona 95% da energia consumida. Desde o início dos anos 90 que o sistema económico polaco está em transição de uma estrutura de planeamento central para uma economia de mercado, com a conversão de empresas públicas em privadas. Depois de uma seca em 1994, a agricultura voltou a dinamizar-se e a fornecer produtos para exportação. A batata e a beterraba açucareira são os produtos agrícolas mais importantes, juntamente com o gado porcino.

A Polónia tem produzido imensos artistas e intelectuais. Frédéric Chopin é o mais famoso compositor de música polaco. Czeslaw Milosz e Wislawa Szymborska receberam o Prémio Nobel da Literatura e é de destacar ainda, no nosso século, o realizador Andrzej Wajda.

domingo, junho 20, 2004

República Checa

Localização geográfica: Europa Central

Área: 78 864 km2

População: 10 286 470 habitantes (1998)

Capital: Praga

Outras cidades importantes: Brno, Ostrava, Plzen, Olomouc e Hradec Kralove

Data de independência: 1993

Regime político: República multipartidária

Unidade monetária: Coroa checa

Língua oficial: Checo

Religiões maioritárias: Catolicismo, Protestantismo e religião Ortodoxa


País do interior da Europa Central, faz fronteira a norte e nordeste com a Polónia, a noroeste e a oeste com a Alemanha, a sul com a Áustria e a este com a República da Eslováquia. Tem uma área de 78 864 km2. A população era, em 1998, de 10 286 470 habitantes, dos quais cerca de 12% vivem na capital. No contexto dos países europeus, é ainda um país muito rural, com 63% da população a habitar em centros urbanos. O crescimento demográfico é praticamente nulo, calculando-se que, em 2025, a população seja de 10,6 milhões de pessoas, um valor ligeiramente superior ao actual.

A República Checa compreende as históricas terras da Boémia e da Morávia, comummente designadas por terras checas. O relevo é dominado pelo maciço boémio. O rio mais importante do país é o Morava. O clima é continental, com invernos frios e verões relativamente quentes e chuvosos. O relevo e o clima proporcionam uma cobertura florestal constituída por pinheiros e abetos que cobrem cerca de 33% do território. Grandes áreas de floresta têm sido abertas para cultivo.

A região ocidental do país tem sido habitada tradicionalmente por povos eslavos da Europa Central. Os checos são maioritários, mas os morávios consideram-se um grupo à parte nesta maioria. A língua oficial, o checo, faz parte do grupo das línguas eslavas. Os católicos romanos estimam-se em cerca de 40% da população. Existem também vários sectores protestantes e ortodoxos. As migrações para as cidades aumentaram a ponto de a quase totalidade da população ser urbana.

Os primeiros povos a habitar a região eram Celtas. Entre os séculos V e VII os eslavos tomaram conta da região e os checos no século IX tornaram-se os senhores da Boémia Central. A Morávia foi colonizada por sucessivas vagas de Celtas e tribos germânicas. Os eslavos que viviam na zona do Rio Morava foram chamados morávios. Depois de longas disputas, a Morávia foi incorporada na Boémia e governada pelos seus reis. A Boémia foi reduzida a um estatuto de província em 1867 quando passou a fazer parte do Império Austro-Húngaro. O nacionalismo cresceu na Boémia e os partidos políticos começaram a desenvolver-se. Com o fim do Império Austro-Húngaro e o fim da Primeira Guerra Mundial, nasceu a independente República da Checoslováquia, em 1918. Boémia, Morávia e Eslováquia estiveram unidas na nação da Checoslováquia de 1919 a 1992.

O país está dividido em oito regiões que por sua vez se subdividem em municípios. Nos anos noventa começou a tornar-se evidente o separatismo entre checos e eslovacos dentro da Checoslováquia. Nas eleições de 1992, os eslovacos do Movimento para a Democracia da Eslováquia, liderados por Vladimir Meciar, ganharam a maioria dos lugares no parlamento. O presidente Vaclav Havel demitiu-se, depois de ter apresentado uma proposta para a criação de um governo federal que foi rejeitada. Ficou então acordado que se separariam em dois Estados, a República Checa e a da Eslováquia. A união com a Eslováquia foi pacificamente dissolvida e tornou-se República Checa a 1 de Janeiro de 1993 com Václav Klaus do Partido Democrata Cívico no lugar de primeiro-ministro. Havel tornou-se Presidente da República. Em Junho de 1993 o país foi admitido nas Nações Unidas e fez o pedido de adesão para ser Estado membro da União Europeia. Uma nova moeda foi introduzida. Em Janeiro de 1994 a República Checa passou a fazer parte da "parceria para a paz" um programa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), que é um prelúdio à entrada formal para esta aliança.

A economia checa está em transição desde o início dos anos noventa. Entre 1948 e 1989 o sistema comunista dominou os meios de produção. O Produto Interno Bruto (PIB) provém das minas, das manufacturas, do comércio e da construção. Depois do colapso do comunismo na Europa de Leste, o governo inaugurou um programa de privatizações. A partir de 1993, com a ajuda de uma moeda própria, transformou-se numa economia de mercado. A República Checa tem uma importante indústria vidreira. O turismo e as esculturas de madeira constituem atractivos da República Checa. As actividades turísticas incluem desportos de Verão e de Inverno, pesca, caça e viagens turísticas às montanhas.