domingo, fevereiro 20, 2005

Esquerda e Direita

ESTE FOI O MEU ÚLTIMO ARTIGO DE OPINIÃO NO DIÁRIO DOS AÇORES A 2005.02.17


“(...) A esquerda e a direita têm as bandeiras tradicionais, quase obsessões. A direita defende intransigentemente a ordem, a segurança, a hierarquia. Elogia sem cessar o mercado e a competitividade. Fala do indivíduo e critica a colectivização. A esquerda, pelo seu lado, elege como baluartes a igualdade de oportunidades, a solidariedade e a justiça social, a crença na participação e na construção partilhada. O problema é que as expectativas dos povos são muitas vezes iludidas (...)”, (Daniel Sampaio, Árvore sem Voz, Editorial Caminho, Lisboa, 2004, pp. 84-85).Ao ler este excerto do reconhecido psiquiatra Daniel Sampaio, ilustre irmão do nosso Presidente Jorge Sampaio, dei comigo a perguntar SERÁ QUE EM PORTUGAL SE CUMPREM ESTES BALUARTES? À primeira vista parece que sim. Há algum tempo, no programa Prós e Contras da RTP1, este mesmo tema foi abordado. Como simples estudioso destes temas de política (na vertente de Estudos Europeus e Política Internacional) não posso deixar de comentar estas eleições à Assembleia da República a realizar no próximo dia 20.Com dois anos de governo, Durão Barroso (agora Mr. José Manuel Barroso) governava um Portugal sedento de algumas reformas. Aquando da Azores Summit, a 16 de Março de 2003, nas Lages, Durão Barroso ganhava alguma notoriedade no plano internacional. Daí até ao convite para chefiar a Comissão Europeia decorreram todos os processos de nomeação próprios para tão prestigioso posto. Depois de algumas recusas de outros primeiros-ministros de países igualmente neutros, Luxemburgo por exemplo, o então primeiro-ministro português decide aceitar o convite. Prudente ou não? O tempo o dirá.No plano interno, o Presidente Sampaio decidiu nomear, o então presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes. Na minha opinião, Sampaio quis, com isso, reestruturar um PS desfragmentado e tal levou a que o Dr. Ferro Rodrigues se precipitasse da cadeira do poder. Todavia, o tempo que medeia entre a nomeação e a destituição é parco. Mas o Sr. Santana Lopes e Paulo Portas ainda conseguiram continuar a danificar a imagem de um Portugal fraco a todos os níveis. Sócrates é eleito secretário-geral do PS e aí Sampaio quebra a loiça e demite a coligação. Onde está aqui a clivagem direita esquerda? Não será a posse pelo poder a verdadeira meta de todos os políticos?
Estamos, agora, quase a chegar ao fim duma campanha eleitoral que descrevo numa palavra: MEDÍOCRE. Não vi debatidos programa nem ideias. Só vi escândalos, evasão de privacidade, debates cancelados, em suma: NADA. Há uma questão que formulo: quem vou eleger? O candidato do meu círculo ou o Primeiro-ministro? Na realidade o que vou eleger é o meu representante à Assembleia da República do meu círculo eleitoral, neste caso Açores. O que vou escolher é entre o prestigiado Dr. João Bosco Mota Amaral ou o Dr. Ricardo Rodrigues. Sócrates? Santana? Somente indirectamente. A este propósito, o artigo 149º nº 1 da Constituição da República Portuguesa é bem claro: “Os Deputados são eleitos por círculos eleitorais geograficamente definidos na lei, a qual pode determinar a existência de círculos plurinominais e uninominais, bem como a respectiva natureza e complementaridade, por forma a assegurar o sistema de representação proporcional e o método da média mais alta de Hondt na conversão dos votos em número de mandatos”.Se alguma dúvida restasse penso que, com a leitura atenta deste artigo, ficou dissipada. A questão é entre o Dr. Mota Amaral e o Dr. Ricardo Rodrigues. A direita e a esquerda portuguesas são, no meu modesto entendimento, dois conceitos somente doutrinais. A luta do PODER é que norteia as políticas. O bem comum é substituído pela satisfação pessoal dos políticos. A política foi substituída pela politiquice. Como futuro politólogo não posso estar mais em desacordo com o actual panorama actual na política portuguesa. A politiquice e os interesses de alguns senhores feudais conseguem levar-nos à exaustão. E nós? O que fazemos para mudar? Portanto faço um apelo: VÁ VOTAR. MOSTRE QUE QUER DECIDIR. SE NÃO O FIZER NÃO SE PODE QUEIXAR. POR ISTO, VOTE!

In http://www.da.online.pt/news.php?id=82518

terça-feira, fevereiro 01, 2005

Viagem a Bruxelas NEPI

Caríssimo(a),

Cheguei de Bruxelas com vontade de regressar. Passei, com os meus colegas de curso 5 maravilhosos dias na Bélgica. A convite do eurodeputado Duarte Freitas e organizado pelo Núcleo de Estudantes de Estudos Europeus e Política Internacional (NEPI), do qual sou dirigente.

No primeiro dia, 28/01, fomos visitar o Parlamento Europeu (http://www.europarl.eu.int/home/default_pt.htm), propriamente dito. No sábado fiquei por Bruxelas a passear e fazer compras. No domingo fui a Gent (http://www.gent.be/gent/english) e a Brugges (http://www.hotels-brugge.org/bruges-hotel/brugges/brugges.htm).

Foi um espectáculo

Ver foto: http://www.duarte-freitas.org/fotos/20052113337.JPG

terça-feira, janeiro 18, 2005

Alexandre, o Grande

De Oliver Stone, o grande realizador de ''Any Given Sunday'' ou ''Natural Born Killers'', chega-nos uma super-produção milionária que revisita a história do conquistador do Império Persa que foi um dos maiores líderes militares de sempre.Trezentos anos antes de Cristo (356-323 ac), Alexandre foi rei da Macedónia, conquistador do império Persa e um excelente líder militar.Filho do rei Filipe II, nasceu em Pella, na antiga capital da Macedónia. Aristóteles foi o seu tutor e ensinou-lhe literatura, a arte da retórica e estimulou o seu interesse pela ciência, medicina e filosofia. Quando tinha 20 anos, o seu pai Filipe II foi assassinado e Alexandre subiu ao trono mandando executar todos os inimigos e conspiradores que o rodeavam.Até aos 25 anos, com a ajuda dos exércitos grego e macedónio, Alexandre conquistou a Ásia Menor, a Pérsia e grande parte da Índia, construindo, em poucos anos, o maior império de sempre.Em 332 antes de Cristo, fundou na foz do Nilo a cidade de Alexandria, centro literário, científico e comercial do império grego.Ele foi um jovem rei guerreiro audaz, corajoso e arrogante, líder de incontáveis exércitos contra os Persas. Foi um conquistador imparável, que nunca perdeu uma batalha e levou os seus soldados até ao limite do mundo conhecido. Um visionário, cujos sonhos e feitos contribuíram para formar o mundo que conhecemos hoje. Oliver Stone mostra-nos neste épico grandioso - com um orçamento de mais de 150 milhões de dólares - os feitos de Alexandre (Colin Farrell), o seu relacionamento com a sua mãe, Olympias (Angelina Jolie), o seu amigo e comandante de batalha Hephaistion, a sua mulher e o seu general de confiança Petolomeu (Anthony Hopkins).Mas apesar da expectativa com que era aguardado, ''Alexander'' não caiu no goto da crítica americana e, por enquanto, o público também ainda não correu até às salas para o ver. Apesar das emocionantes cenas de batalhas e de ter cenários e um guarda-roupa arrojados, o filme foi considerado ''demasiado longo'' (tem três horas de duração), aborrecido, confuso e ''excessivo'' nas suas interpretações. Oliver Stone já disse que espera que o seu filme tenha uma melhor recepção na Europa. Uma coisa é certa: se tal não acontecer este arrisca-se a ficar para a história como um majestoso flop.

segunda-feira, janeiro 17, 2005

Diários de Che Guevara

FOMOS, EU E A MINHA MARINA, VER ESTE FILME NA SALA 2 NO CENTRO COMERCIAL SOL-MAR DIA 16/01 NA SESSÃO DAS 22H

A acção deste filme passa-se em 1952, época em que dois jovens argentinos, Ernesto Guevara (Gael García Bernal) e Alberto Granado (Rodrigo de la Serna), partem numa viagem para descobrir a verdadeira América Latina. Ernesto tem 23 anos e é um estudante de medicina especialista em leprologia; Alberto, de 29 anos, é bio-químico. Sob o pretexto de comemorar o seu 30º aniversário na Venezuela, Alberto desafia Ernesto para uma viagem de descoberta pela América do Sul. Com um sentimento romântico de aventura, os dois amigos resolvem abandonar os seus confortáveis ambientes familiares em Buenos Aires e partir estrada fora na motocicleta de Alberto, uma temperamental Norton 500, de 1939, que recebe a alcunha de ''La Poderosa''. A mota acaba por não aguentar a jornada mas eles prosseguem a viagem, à boleia. À medida que se afastam de Buenos Aires, os dois amigos tornam-se cada vez mais próximos, unidos por um sentimento de irmandade e pela crença no progresso e no que a ciência e a medicina podem fazer pela região. Através das pessoas que encontram na estrada – desde complacentes ricos a pessoas de pobreza extrema - os dois amigos começam a conhecer uma América Latina completamente diferente e nasce neles uma afinidade para a humanidade e uma determinação para mudar o mundo, que até então desconheciam. A viagem, durante a qual percorrem 13 mil quilómetros, demora 8 meses. Partindo da Argentina, eles seguem através dos Andes para o Chile, passando pelo deserto de Atacama para o Peru, até chegar à Venezuela e às alturas de Machu Picchu.Quando chegam à colónia de lepra de San Pablo, nas profundezas da Amazónia peruana, os dois jovens já questionam o valor do progresso, definido por sistemas económicos que deixam tantas pessoas numa pobreza extrema e opressora. As suas experiências nesta colónia vão definir a jornada política e ética que vão seguir nas suas vidas.A imagem do implacável executante que acreditava na justiça sumária e no pelotão de execução, esbateu-se quando ''Che'' Guevara foi assassinado por um esquadrão boliviano em Outubro de 1967 e se transformou, num mártir histórico ao nível de Bolivar, Pancho Villa e outros heróis revolucionários da América Latina. Até à sua morte, Guevara era, ao lado de Fidel Castro, alguém que celebrava o ódio como a chave para a revolução e como tal um símbolo da guerrilha. Essa imagem de ''Che'' foi a que ficou conhecida nos últimos 40 anos, e foi amplamente utilizada pela cultura pop que adoptou a sua imagem como um ícone da revolução e da rebeldia. Não é este ''Che'' que vamos encontrar neste ''Diários de Che Guevara'' (The Motorcycle Diaries), mas sim um jovem de 23 anos, proveniente de uma família de origem irlandesa e espanhola de classe média alta, estudante de medicina, em puro estado de idealismo e paixão típicos da juventude. Tendo como base diários e cartas, o filme de Walter Salles é naturalmente episódico. Mas não é necessário comungar ou conhecer os ideais de Guevara para nos relacionarmos com este filme, sobre dois amigos que partem numa aventura que os vai mudar para sempre.Nos principais papéis encontramos Gael García Bernal (''E a Tua Mãe Também''; ''Amor Cão'', ''Má Educação''), numa excelente representação do jovem Che, e Rodrigo De la Serna, conhecido actor de teatro argentino que aqui faz a sua estreia internacional e que é primo em segundo grau de Guevara.

sábado, janeiro 01, 2005

Polar Express

Depois de ''Forrest Gump'' e de ''Cast Away- O Naúfrago'', Tom Hanks e Robert Zemeckis voltam a trabalhar juntos, desta vez num filme de animação tecnicamente inovador, baseado no aclamado conto natalício de Chris Van Allsburg.''Na Noite de Natal, há muitos anos, estava deitado muito quietinho na minha cama. Nem sequer fazia barulho com os lençóis. Respirava devagar e baixinho. Aguardava um som - o som que um amigo me disse que nunca ouviria - dos guizos do trenó do Pai Natal''.É assim que Chris Van Allsburg começa o conto que, desde 1985, fascinou vários milhões de leitores de todas as idades, não só pela sua história mas também pelas ilustrações que a acompanhavam. Entretanto, o rapaz de 8 anos, a que a história não dá nome, continua a pensar alto e a sentir-se dividido quanto à existência do Pai Natal. Ansioso com a chegada dos presentes, ele não consegue pregar olho e é nessa altura que a magia acontece. Vindo do nada, um comboio a vapor mete travões a fundo mesmo à porta da sua casa, provocando um estrondo capaz de acordar a cidade toda. Mas ninguém acorda, nem ninguém deu por nada. Só ele. Estaria a sonhar? Impossível, quando sai para a rua, de pijama e chinelos, ele vê o condutor do comboio que parece esperar por ele para seguir viagem até ao Pólo Norte. Acompanhado por outras crianças, ele inicia assim uma viagem à descoberta de si mesmo e das maravilhas da vida...Robert Zemeckis e Tom Hanks convidam o público a entrar neste comboio numa viagem animada em busca do espírito natalício. Anunciado como a mais perfeita combinação entre interpretação real e animação computadorizada, ''The Polar Express'' é um dos filmes mais caros do ano, com um orçamento milionário de 150 milhões de dólares, o dobro de ''Shrek 2'', e o mesmo do recentemente estreado ''Alexander, o Grande''. É por isso uma grande aposta da Warner Bros que tenta devolver a magia à quadra natalícia e encaixar chorudas receitas de bilheteira.Tom Hanks abraçou o projecto de corpo e alma. Para além de produtor executivo, ele interpreta cinco personagens do filme: o rapaz, o revisor, o operário fantasma que assombra o comboio, o pai do rapaz que não desconfia de nada e o próprio Pai Natal. A inovação está na forma como ele e o restante elenco o fazem. Graças a uma técnica baptizada como motion capture (captura de movimentos), todas as personagens do filme foram interpretadas por actores de carne e osso, vestidos com um fato equipado com inúmeros reflectores, colocados em pontos-chave do corpo, que são lidos por câmaras com sensores digitais. Essa informação segue depois para um computador que constrói a imagem tridimensional dos movimentos e replica até as expressões faciais dos actores.Inventada pela medicina para estudar o alcance do movimento humano, esta técnica tem sido usada nos videojogos de desporto para recriar os movimentos dos jogadores de basquetebol ou futebol. Apesar desta não ser a primeira vez que é aplicada na sétima arte, até aqui nunca ninguém a tinha usado acima do pescoço. Neste caso, os (152) reflectores que os actores usaram no rosto permitiram enviar informação suficiente para identificar todas as expressões que um actor pode ter, enquanto está a ser filmado. Mas nem só de virtudes técnicas se faz este filme. Ao contrário do que tem acontecido noutras propostas recentes do cinema de animação, este ''The Polar Express'' nunca se esquece do seu público-alvo. Com um argumento simples - que não reduz tudo e todos às noções do bem e do mal - emoções fortes e paisagens deslumbrantes, o filme é cuidadosamente pensado para encantar os mais novos.

sexta-feira, dezembro 24, 2004

O Tesouro

O veterano produtor Jerry Bruckheimer (“Piratas das Caraíbas: A Maldição do Pérola Negra”, “O Rochedo”, “Armageddon”) e o realizador Jon Turteltaub (“Fenómeno”, “Enquanto Dormias”) uniram esforços para trazer até nós “O Tesouro”.
O galardoado com Óscar Nicolas Cage interpreta o papel do brilhante Benjamin Franklin Gates, um inveterado caçador de tesouros. Toda a sua vida, Gates procurou um tesouro que ninguém acreditou existir: transportado ao longo dos tempos, de continente em continente, para se tornar o maior tesouro que o mundo já conheceu.
Porém, pistas do tesouro estiveram desde sempre ao alcance dos olhos de todos... escondidas, espalhadas um pouco por toda a realidade norte-americana. A longa jornada de Gates à procura do tesouro leva-o a descobrir o inesperado: um mapa no verso da Declaração da Independência.
Mas o que Gates pensava ser a pista final é apenas o início. Para proteger o maior tesouro do mundo, tem que fazer o impensável: roubar o documento mais bem guardado da história americana antes que caia nas mãos erradas.
Numa corrida contra o tempo, Gates terá que fugir ao FBI, manter-se um passo à frente do seu adversário Ian, decifrar as pistas que restam e desvendar um mistério com 2000 anos que protege o maior tesouro de sempre.
Acção e aventura são os ingredientes principais deste empolgante filme que conta com um elenco de luxo no qual se incluem ainda nomes como Harvey Keitel, Jon Voight, Diane Kruger, Sean Bean e Christopher Plummer.

O Novo Diário de Bridget Jones

O Novo Diário de Bridget Jones
Apesar do final feliz do primeiro filme, quatro semanas passadas sobre o primeiro episódio, já Bridget Jones, a solteirona mais famosa do planeta, está desconfortável nos braços do seu insosso namorado, o advogado Mark Darcy (Colin Firth).Darcy, que conhecemos no primeiro filme como o homem quase-perfeito, tolerante e compreensivo terá agora que enfrentar uma namorada muito ciumenta que, para além do medo de o perder para todas as mulheres de Londres, receia a concorrência mais directa e feroz de Rebecca (Jacinta Barrett), a sua inteligente, vistosa e elegante estagiária. Quando parece que as coisas não podiam piorar, eis que entra em cena o antigo chefe de Bridget, o mulherengo Daniel Cleaver (Hugh Grant).Bridget, que continua tão imprevisível como até aqui, é mais uma vez protagonista de uma série de peripécias românticas, mal entendidos e embaraços e volta a provar porque é que se tornou no ícone de mulher trabalhadora e heroína das solteironas um pouco por todo o mundo. Qual James Bond no feminino, agora podemos vê-la a esquiar (ou pelo menos a tentar) na Áustria ou na Tailândia.Esta é a primeira sequela de um filme da produtora Working Title, responsável pelo renascer da comédia britânica, graças a títulos como ''Quatro Casamentos e Um Funeral'', ''Notting Hill'' ou ''O Amor Acontece''. O desafio que esta equipa enfrentava era grande já que a expectativa quanto a este segundo filme era enorme. O produtor Jonathan Cavendish admite que inicialmente estavam em pânico mas o receio de não conseguir fazer um filme que estivesse à altura do primeiro foi-se desvanecendo à medida que o trabalho se foi desenvolvendo e que a equipa se apercebeu que este ''Bridget Jones: The Edge of Reason'', mais do que uma sequela, é um novo filme onde se exploram novas facetas da personagem.Também Renée Zellweger hesitou na altura de aceitar o papel. O facto de ter engordar novamente cerca de dez quilos teve o seu peso mas a actriz não resistiu a vestir novamente a pele da desajeitada heroína. Este novo filme foi também reforçado com a entrada de uma nova realizadora, a veterana Beeban Kidron que substitui a estreante Sharon Maguire, e que se tornou especialista em desenvolver personagens com problemas de auto-estima e com dificuldades para se adaptarem socialmente.Encantada com a sua personagem, Beeban Kidron explicou assim à Premiére o que a fascina nesta heroína: «O que mais gosto nela é que todos temos um pouco de Bridget Jones. Diz o que muitos apenas pensam em segredo, assustam-na as mesmas coisas absurdas que a todos, e vai vivendo do mesmo modo que todos nós. Só que, com ela, tudo resulta de forma muito mais divertida e comovente».

domingo, dezembro 12, 2004

F.C. Porto: No topo do Mundo

O FC Porto voltou a conquistar a Taça Intercontinental, num jogo frente aos colombianos do CD Once Caldas. A final teve lugar no Estádio Nacional de Yokohama, no Japão e os 'dragões' conquistam este importante troféu, depois de o terem feito em 1987, tendo, na altura, derrotado o CA Peñarol.

Dois avançados


Depois de uma vitória muito importante a meio da semana, ante o Chelsea FC - no jogo que assegurou a passagem aos oitavos-de-final da UEFA Champions League -, o FC Porto partiu para este encontro com uma alteração na defesa, tendo Ricardo Costa regressado à posição de defesa-esquerdo (Areias ficou de fora). Na frente de ataque, Luis Fernández optou por utilizar dois avançados de início, fazendo alinhar Luís Fabiano e Benni McCarthy. Vítor Baía regressou à titularidade.

Golo anulado

O FC Porto entrou bem no jogo e, logo aos sete minutos, os 'dragões' viram um golo anulado a Benni McCarthy, na sequência de um livre cobrado no lado esquerdo. O avançado sul-africano introduziu a bola na baliza dos colombianos mas a jogada foi anulada pelo árbitro da partida, por fora-de-jogo.

Fabiano quase marca

Os portistas voltaram a levar o perigo à baliza de Henao, aos 17 minutos, por intermédio de Luis Fabiano, depois de um lançamento de Seitaridis. O internacional brasileiro rematou em jeito e a bola só não entrou porque embatou na barra. No minuto seguinte, o mesmo jogador não chegou, de cabeça, a um cruzamento.

Portistas azarados


A equipa portuguesa continuou a dominar a partida e, aos 23 minutos, foi a vez de Derlei falhar nova oportunidade, depois de um excelente cruzamento de Luis Fabiano. Numa fase em que a turma portuguesa já merecia a vantagem, os portistas desperdiçaram mais uma oportunidade flagrante, depois de um livre de Diego. A bola embateu duas vezes nos postes da baliza de Henao (ambas por Derlei) e, na recarga, McCarthy atirou por cima.

Domínio quase total

A turma 'azul-e-branca' dominou toda a primeira parte, sendo que o Once Caldas se limitou a esporádicos contra-ataques, como a jogada protagonizada por Viafarra, aos 44 minutos. O jogador correu sobre o lado direito mas rematou ao lado das redes à guarda de Vítor Baía.
Novamente McCarthyO segundo tempo iniciou-se com a mesma toada da primeira parte, com o domínio da equipa portuguesa e, aos 61 minutos, McCarthy voltou a introduzir a bola nas redes da turma colombiana, depois de um remate de Diego. Contudo, a jogada foi novamente anulada, por fora-de-jogo do avançado sul-africano.

'Bomba' à trave

Aos 66 minutos, McCarthy rematou com violência fora da área e a bola embatou mais uma vez na trave da baliza de Henao. Dois minutos depois, foi a vez de Ricardo Costa testar os reflexos do guardião colombiano, depois de um cabeceamento que parecia destinado a dar em golo.

Perigo na área portista

Aos 69 minutos, o Once Caldas levou o perigo à área portista. De Nigris isolou-se, Baía chocou com o mexicano e a bola sobrou para Garcia, que caiu na área, em luta com Seitaridis, sendo que os jogadores sul-americanos reclamaram grande penalidade.

Henao em destaque

À excepção de um ou outro contra-ataque, a equipa colombiana limitou-se a defender e a tapar os caminhos para a sua baliza e apesar de ter coleccionado oportunidades claras de golo, o FC Porto não conseguiu marcar no tempo regulamentar, ainda que McCarthy tivesse desperdiçado nova chance perto do minuto 90, depois de um cruzamento de Quaresma. Henao voltou a efectuar uma grande defesa e o jogo seguiu para prolongamento.

Baía substituído

O início do prolongamento revelou um Once Caldas mais activo e De Nigris voltou a criar perigo, aos seis minutos, mas o atacante fahou o remate. De referir que Vítor Baía se sentiu mal e foi substituído por Nuno ainda na primeira parte. O FC Porto continuou a carregar nos segundos 15 minutos do prolongamento mas a equipa colombiana foi defendendo cada vez mais o empate.

Carlos Alberto quase marca

A melhor oportunidade do prolongamento foi criada aos 21 minutos. Carlos Alberto não chegou, por pouco, a um cruzamento de Quaresma, numa jogada de muito perigo para a baliza de Henao. Os colombianos revelavam-se satisfeitos com o empate e a partida decidiu-se através da marcação de grandes penalidades.

Felicidade nos penalties

Nos penalties, depois de uma primeira série em que Maniche e Fabbro falharam um penalty para cada lado, na segunda série, a formação portuguesa foi mais feliz, já que Garcia falhou uma grande penalidade (a quarta da segunda série). Pedro Emanuel, chamado a converter o quarto penalty, não falhou e o FC Porto pôde, finalmente, festejar. De referir que Diego foi expulso depois de converter a respectiva grande penalidade, já que se dirigiu ao guarda-redes Henao em modos menos próprios. Maniche foi considerado o melhor em campo.


domingo, dezembro 05, 2004

Collateral

FUI VER ESTE FILME NA SALA 1 DOS CINEMAS DO CENTRO COMERCIAL SOL-MAR COM A MARINA

Max é taxista há 12 anos e nunca viveu preocupações de maior no seu táxi - até esta noite... Vincent (Tom Cruise) é um assassino contratado por um cartel de narcotraficantes que, ao descobrir que vão ser acusados por um júri federal, montam uma operação para identificar e matar as testemunhas-chave. A última fase é esta noite e Vincent chega a Los Angeles, para eliminar cinco pessoas. Acaba por sequestrar o táxi de Max, que está disponível, no sítio e à hora errada. E enquanto a polícia de Los Angeles e o FBI os perseguem, as vidas de Max e Vincent vão depender uma da outra de uma forma que eles nunca poderiam ter imaginado.


Título original: Collateral
De: Michael Mann
Com: Jada Pinkett Smith, Jamie Foxx, Tom Cruise
Género: Drama, Thriller
Classificação: M/12
EUA, 2004
120 min.


quarta-feira, dezembro 01, 2004

Antes do Anoitecer

FUI VER ESTE FILME NA SALA 1 NO CENTRO COMERCIAL SOL-MAR EM PONTA DELGADA PELAS 22H, COM A MINHA CARA-METADE

Jesse (Ethan Hawke) e Celine (Julie Delpy), dois jovens com vinte e poucos anos, encontraram-se em 1994, tiveram 14 horas para se conhecer, entre viagens de Inter Rail, e prometeram rever-se seis meses depois. Era assim que acabava ''Before Sunrise''. Agora, nove anos depois eles têm Paris. Jesse vive em Nova Iorque e está de passagem pela cidade para promover o seu livro - sobre o encontro de uma rapariga francesa com um rapaz americano que mais não é do que a sua história com Celine. Ele cumpriu a promessa de regressar a Viena, ela não pôde. Na última apresentação do best seller, Jesse vê Celine ao fundo da livraria Shakespeare & Co, que foi até lá depois de saber da sua presença. Ela vive em Paris, ele tem um voo para Nova Iorque dentro de uma hora e meia. Nesse pequeno espaço de tempo, os dois passeiam os seus trinta anos por Paris, falam sobre a globalização, as relações entre as pessoas, as memórias e os arrependimentos e redescobrem a sua paixão pelo inesperado e um pelo outro. Eles precisam de saber se o que aconteceu no seu primeiro encontro foi real ou apenas idealizado? Querem saber o que se passou nas suas vidas ao longo dos últimos nove anos e têm pouco mais de uma hora para o descobrir. Para perceber o que podia ter sido e para ver o que acontece.Como é que acaba ''Before Sunset''? Depois de um espaço para as canções, em que Celine dedica uma valsa a Jesse (Julie Delpy canta, na realidade e essa valsa está incluída no seu primeiro disco a solo, editado no ano passado), surge o final que pode (novamente) ser lido de várias maneiras. Tudo depende da reserva de romantismo ou dos danos provocados pelo cinismo em cada um.''Antes do Anoitecer'' (''Before Sunset'') é a continuação de ''Antes do Amanhecer'' (''Before Sunrise''), um filme que se tornou de culto, realizado por Richard Linklater. O final em aberto do primeiro filme deixou esta equipa com vontade de voltar à história e de descobrir o que tinha sido feito de Jesse e Celine. A prova de que durante estes anos falaram disso, trocando emails sobre o assunto, está num filme anterior de Linklater, ''Waking Life'', que misturava animação e imagem real e em que o par aparecia, mostrando que tinha vontade de regressar.A maior novidade deste ''Before Sunset'' - cujo argumento foi escrito a três mãos por Ethan Hawke, Julie Delpy e Linklater - está no facto de este simular que tudo se passa em tempo real, já que o filme dura o tempo exacto deste encontro. Tal como no primeiro, parece que ''nada se passa'' de especial e é talvez nessa característica, de explorar um certo nível de naturalismo, que reside a chave para perceber porque razão tantos espectadores se apaixonaram por esta dupla e pela sua história.