segunda-feira, fevereiro 28, 2005

O Fantasma da Ópera

FUI VER ESTE MAGNÍFICO FILME/ÓPERA NA SALA 4 DO PARQUE ATLÂNTICO NO PASSADO DIA 2005.02.27 ÀS 21:40 NO DIA QUE COMPLETEI 87 MESES DE NAMORO COM A MINHA AMADA

Ao contrário do que se possa pensar, ''O Fantasma da Ópera'', que Gaston Leroux escreveu em 1910, foi apropriado pelo cinema ainda antes de se transformar num musical, nos palcos do West End e da Broadway.Os alemães foram os primeiros a filmar o livro de Leroux, em 1916, embora a versão mais célebre, ainda no tempo do cinema mudo, seja a interpretada pelo lendário Lon Chaney (1925). Em 1962, Terence Fisher assinou nova adaptação com Herbert Lom. E até Robert Englund (popularizado como Freddy Krueger) já personificou o Fantasma, numa fita de 1989, que misturava alguns elementos sobrenaturais. Ainda assim, o mais invulgar de todos os filmes que contaram esta história foi a versão gore que Dario Argento realizou em 1998.O longo currículo cinematográfico deste conto não foi motivo suficiente para desmobilizar Joel Schumacher, que realiza a sua versão da popular ficção.Corria o ano de 1988 quando o realizador de ''Cabine Telefónica'' decidiu assistir ao mais recente êxito da Broadway, depois de Andrew Lloyd Webber lhe ter telefonado para lhe dizer que tencionava passar a história para o grande ecrã. Depois de ter assistido àquele que classifica como ''o maior espectáculo do mundo'', Schumacher ficou petrificado e decidiu que ia contar esta história. Na escuridão do Teatro Majestic, na Broadway, quando a peça atinge o clímax, o realizador percebeu logo como iria fazer o filme. Apesar disso, só dezasseis anos depois é que o público vai conseguir ver as imagens que ele aí visualizou.Joel Schumacher é mais um realizador que tenta aproveitar a popularidade do género musical, um fenómeno que surgiu após o lançamento de ''Moulin Rouge'', de Baz Luhrmann e que se prolongou com o sucesso de ''Chicago'', de Rob Marshall, que conseguiu arrecadar sete Óscares.Este foi certamente um factor que Schumacher teve em consideração quando deciu realizar esta ópera-rock, com 147 minutos de duração.De resto, Andrew Lloyd Webber, que financiou todo o projecto, já afirmou que, se a recepção do público for positiva, vai começar a filmar o seu extenso catálogo (a começar por ''Sunset Boulevard'').Após um longo casting, esta equipa optou por não colocar grandes nomes nos papéis principais. Emmy Rossum (''Day After Tomorrow'') é a Christine Daae; a interpretação de Raoul, o Visconde de Chagny, foi entregue a Patrick Wilson; e Gerard Butler (''Tomb Raider'') é 'O Fantasma'. Apesar de a produtora ter apostado em salários baixos, o orçamento do mais recente filme de Joel Schumacher está ao nível do de uma superprodução (custou cerca de 80 milhões de dólares). Um grupo de mais de cem cantores e bailarinos a actuar sobre os gigantescos cenários, concebidos pelo realizador, justifica este montante. Só o adereço mais caro do filme - um candelabro com 5,2 metros de altura, que o Fantasma lança sobre o público do teatro - está avaliado em 2 milhões de euros.O realizador não esconde que gosta da escala épica: ''Toda esta história é sobre luz e sombra: é uma história de amor sombrio e obcecado, na Paris de 1870. Tem que ser opulento, voluptuoso e belo. É essa parte que é cinematográfica num musical'', explicou à revista ''Time''.Visualmente poderoso, ''O Fantasma da Ópera'' recria a história de um desfigurado génio musical, Erik, que vive nas catacumbas por debaixo da Ópera de Paris, e que lança o terror sobre os seus ocupantes. Quando se apaixona por Christine, uma ingénua menina de coro, o Fantasma decide fazer dela a nova estrela da Ópera. Com a saída da temperamental diva, La Carlotta, que abandona a última produção da companhia a meio dos ensaios, os novos gerentes não têm outra opção senão confiar em Christine como protagonista. Tudo parece correr às mil maravilhas até ao momento em que Christine se apaixona pelo visconde de Chagny, o que deixa o fantasma furioso.Nasce assim a atmosfera propícia para o dramático crescendo de grandes paixões, ciúmes violentos e amores obsessivos, que ameaçam conduzir os infelizes amantes para um beco sem saída...O facto de os nomes mais fortes do elenco (Miranda Richardson, Minnie Driver) terem sido relegados para papéis secundários, fez com que algumas personagens secundárias acabem por brilhar mais do que os protagonistas. Mas ''O Fantasma da Ópera'' é, sem dúvida, uma máquina bem oleada, onde todas as peças estão no lugar certo, do texto ao elenco, da música aos cenários. Por isso o mais certo é que esta tragédia romântica, povoada por canções delico-doces, consiga cativar muitos espectadores.

In: http://www.estreia.online.pt/

domingo, fevereiro 27, 2005

SHALL WE DANCE?

Fui ver este magnífico filme com a minha mais-que-tudo dia 2005.02.26 às 18:50 na sala 2 do Parque Atlântico em Ponta Delgada



John Clark (Richard Gere) é um advogado bem sucedido, casado, e muito stressado que decide frequentar umas aulas de dança, para relaxar. Na escola, ele conhece Paulina (Jennifer Lopez), uma professora particular, com quem acaba por partilhar mais do que do simples passos de dança.Clark sabe que a sua vida é quase perfeita. Afinal ele casou com a mulher que ama, Beverly (Susan Sarandon); construiu uma carreira sólida e ainda educou dois filhos. Mas a rotina do seu quotidiano desagrada-lhe e por vezes ele pergunta-se se isto é tudo o que a vida tem para dar. Uma noite, quando regressa a casa, entediado, John sai do comboio e faz o impensável. Sem contar a ninguém, inscreve-se numas aulas de dança orientadas por uma jovem e sensual professora. Apesar de ter entrado na escola para tentar conhecer Paulina, ele acaba a ter aulas com Miss Mitzi (Anna Gillete) e mais dois professores, Vern (Omar Benson Miller) e Chick (Bobby Cannavale). Como um mal nunca vem só, ainda aparece Bobbie (Lisa Ann Walter), uma mulher desbocada que sonha participar em concursos de dança; e Link (Stanley Tucci), um sério advogado, colega de John, que há muitos anos dança, disfarçado de latino.Enquanto vai sendo ignorado por Paulina, que ainda está a tratar das suas ''nódoas negras sentimentais'', John começa a descobrir uma real e sincera paixão pela dança. A sua mulher é que não está pelos ajustes e mal começa a desconfiar que John a anda a trair, põe uma dupla de detectives (Richard Jenkins e Nick Cannon) atrás dele para descobrir o seu segredo.Peter Chelsom (''Feliz Acaso'', ''Mistérios do Sexo Oposto'') realiza este remake de um filme japonês de Masayuki Suo - com o enigmático título de ''Dansu Wo Shimasho Ka'' - que conquistou o público, no Japão e, mais tarde, na Europa e nos Estados Unidos. Richard Gere, Susan Sarandon e Jennifez Lopez compõem o elenco de luxo desta comédia romântica sobre aquilo que estamos dispostos a fazer para descobrir novas paixões.

In http://www.estreia.online.pt

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Legislativas 2005: resultados finais no continente e ilhas

Resultados das eleições para a Assembleia da República de 2005.02.20

PS: 45,05% (120 deputados) 2.573.302 votos

PSD: 28,69% (72) 1.638.931

CDU: 7,57% (14) 432.139

CDS-PP: 7,26% (12) 414.855

BE: 6,38% (8) 364.296

PCTP/MRPP: 0,84% (0) 47.745

PND: 0,70% (0) 39.986

PH: 0,30% (0) 16.866

PNR: 0,16% (0) 9365

POUS: 0,10% (0) 5572

PDA: 0,03% 1604

Votantes: 5.711.981 (65,02%)
Abstenção: 3.072.721 (34,98%)
Brancos: 103.555 (1,81%)
Nulos: 63.765 (1,12%)

Fonte: Dados actualizados pelo Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral (Stape)

domingo, fevereiro 20, 2005

Esquerda e Direita

ESTE FOI O MEU ÚLTIMO ARTIGO DE OPINIÃO NO DIÁRIO DOS AÇORES A 2005.02.17


“(...) A esquerda e a direita têm as bandeiras tradicionais, quase obsessões. A direita defende intransigentemente a ordem, a segurança, a hierarquia. Elogia sem cessar o mercado e a competitividade. Fala do indivíduo e critica a colectivização. A esquerda, pelo seu lado, elege como baluartes a igualdade de oportunidades, a solidariedade e a justiça social, a crença na participação e na construção partilhada. O problema é que as expectativas dos povos são muitas vezes iludidas (...)”, (Daniel Sampaio, Árvore sem Voz, Editorial Caminho, Lisboa, 2004, pp. 84-85).Ao ler este excerto do reconhecido psiquiatra Daniel Sampaio, ilustre irmão do nosso Presidente Jorge Sampaio, dei comigo a perguntar SERÁ QUE EM PORTUGAL SE CUMPREM ESTES BALUARTES? À primeira vista parece que sim. Há algum tempo, no programa Prós e Contras da RTP1, este mesmo tema foi abordado. Como simples estudioso destes temas de política (na vertente de Estudos Europeus e Política Internacional) não posso deixar de comentar estas eleições à Assembleia da República a realizar no próximo dia 20.Com dois anos de governo, Durão Barroso (agora Mr. José Manuel Barroso) governava um Portugal sedento de algumas reformas. Aquando da Azores Summit, a 16 de Março de 2003, nas Lages, Durão Barroso ganhava alguma notoriedade no plano internacional. Daí até ao convite para chefiar a Comissão Europeia decorreram todos os processos de nomeação próprios para tão prestigioso posto. Depois de algumas recusas de outros primeiros-ministros de países igualmente neutros, Luxemburgo por exemplo, o então primeiro-ministro português decide aceitar o convite. Prudente ou não? O tempo o dirá.No plano interno, o Presidente Sampaio decidiu nomear, o então presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes. Na minha opinião, Sampaio quis, com isso, reestruturar um PS desfragmentado e tal levou a que o Dr. Ferro Rodrigues se precipitasse da cadeira do poder. Todavia, o tempo que medeia entre a nomeação e a destituição é parco. Mas o Sr. Santana Lopes e Paulo Portas ainda conseguiram continuar a danificar a imagem de um Portugal fraco a todos os níveis. Sócrates é eleito secretário-geral do PS e aí Sampaio quebra a loiça e demite a coligação. Onde está aqui a clivagem direita esquerda? Não será a posse pelo poder a verdadeira meta de todos os políticos?
Estamos, agora, quase a chegar ao fim duma campanha eleitoral que descrevo numa palavra: MEDÍOCRE. Não vi debatidos programa nem ideias. Só vi escândalos, evasão de privacidade, debates cancelados, em suma: NADA. Há uma questão que formulo: quem vou eleger? O candidato do meu círculo ou o Primeiro-ministro? Na realidade o que vou eleger é o meu representante à Assembleia da República do meu círculo eleitoral, neste caso Açores. O que vou escolher é entre o prestigiado Dr. João Bosco Mota Amaral ou o Dr. Ricardo Rodrigues. Sócrates? Santana? Somente indirectamente. A este propósito, o artigo 149º nº 1 da Constituição da República Portuguesa é bem claro: “Os Deputados são eleitos por círculos eleitorais geograficamente definidos na lei, a qual pode determinar a existência de círculos plurinominais e uninominais, bem como a respectiva natureza e complementaridade, por forma a assegurar o sistema de representação proporcional e o método da média mais alta de Hondt na conversão dos votos em número de mandatos”.Se alguma dúvida restasse penso que, com a leitura atenta deste artigo, ficou dissipada. A questão é entre o Dr. Mota Amaral e o Dr. Ricardo Rodrigues. A direita e a esquerda portuguesas são, no meu modesto entendimento, dois conceitos somente doutrinais. A luta do PODER é que norteia as políticas. O bem comum é substituído pela satisfação pessoal dos políticos. A política foi substituída pela politiquice. Como futuro politólogo não posso estar mais em desacordo com o actual panorama actual na política portuguesa. A politiquice e os interesses de alguns senhores feudais conseguem levar-nos à exaustão. E nós? O que fazemos para mudar? Portanto faço um apelo: VÁ VOTAR. MOSTRE QUE QUER DECIDIR. SE NÃO O FIZER NÃO SE PODE QUEIXAR. POR ISTO, VOTE!

In http://www.da.online.pt/news.php?id=82518

terça-feira, fevereiro 01, 2005

Viagem a Bruxelas NEPI

Caríssimo(a),

Cheguei de Bruxelas com vontade de regressar. Passei, com os meus colegas de curso 5 maravilhosos dias na Bélgica. A convite do eurodeputado Duarte Freitas e organizado pelo Núcleo de Estudantes de Estudos Europeus e Política Internacional (NEPI), do qual sou dirigente.

No primeiro dia, 28/01, fomos visitar o Parlamento Europeu (http://www.europarl.eu.int/home/default_pt.htm), propriamente dito. No sábado fiquei por Bruxelas a passear e fazer compras. No domingo fui a Gent (http://www.gent.be/gent/english) e a Brugges (http://www.hotels-brugge.org/bruges-hotel/brugges/brugges.htm).

Foi um espectáculo

Ver foto: http://www.duarte-freitas.org/fotos/20052113337.JPG

terça-feira, janeiro 18, 2005

Alexandre, o Grande

De Oliver Stone, o grande realizador de ''Any Given Sunday'' ou ''Natural Born Killers'', chega-nos uma super-produção milionária que revisita a história do conquistador do Império Persa que foi um dos maiores líderes militares de sempre.Trezentos anos antes de Cristo (356-323 ac), Alexandre foi rei da Macedónia, conquistador do império Persa e um excelente líder militar.Filho do rei Filipe II, nasceu em Pella, na antiga capital da Macedónia. Aristóteles foi o seu tutor e ensinou-lhe literatura, a arte da retórica e estimulou o seu interesse pela ciência, medicina e filosofia. Quando tinha 20 anos, o seu pai Filipe II foi assassinado e Alexandre subiu ao trono mandando executar todos os inimigos e conspiradores que o rodeavam.Até aos 25 anos, com a ajuda dos exércitos grego e macedónio, Alexandre conquistou a Ásia Menor, a Pérsia e grande parte da Índia, construindo, em poucos anos, o maior império de sempre.Em 332 antes de Cristo, fundou na foz do Nilo a cidade de Alexandria, centro literário, científico e comercial do império grego.Ele foi um jovem rei guerreiro audaz, corajoso e arrogante, líder de incontáveis exércitos contra os Persas. Foi um conquistador imparável, que nunca perdeu uma batalha e levou os seus soldados até ao limite do mundo conhecido. Um visionário, cujos sonhos e feitos contribuíram para formar o mundo que conhecemos hoje. Oliver Stone mostra-nos neste épico grandioso - com um orçamento de mais de 150 milhões de dólares - os feitos de Alexandre (Colin Farrell), o seu relacionamento com a sua mãe, Olympias (Angelina Jolie), o seu amigo e comandante de batalha Hephaistion, a sua mulher e o seu general de confiança Petolomeu (Anthony Hopkins).Mas apesar da expectativa com que era aguardado, ''Alexander'' não caiu no goto da crítica americana e, por enquanto, o público também ainda não correu até às salas para o ver. Apesar das emocionantes cenas de batalhas e de ter cenários e um guarda-roupa arrojados, o filme foi considerado ''demasiado longo'' (tem três horas de duração), aborrecido, confuso e ''excessivo'' nas suas interpretações. Oliver Stone já disse que espera que o seu filme tenha uma melhor recepção na Europa. Uma coisa é certa: se tal não acontecer este arrisca-se a ficar para a história como um majestoso flop.

segunda-feira, janeiro 17, 2005

Diários de Che Guevara

FOMOS, EU E A MINHA MARINA, VER ESTE FILME NA SALA 2 NO CENTRO COMERCIAL SOL-MAR DIA 16/01 NA SESSÃO DAS 22H

A acção deste filme passa-se em 1952, época em que dois jovens argentinos, Ernesto Guevara (Gael García Bernal) e Alberto Granado (Rodrigo de la Serna), partem numa viagem para descobrir a verdadeira América Latina. Ernesto tem 23 anos e é um estudante de medicina especialista em leprologia; Alberto, de 29 anos, é bio-químico. Sob o pretexto de comemorar o seu 30º aniversário na Venezuela, Alberto desafia Ernesto para uma viagem de descoberta pela América do Sul. Com um sentimento romântico de aventura, os dois amigos resolvem abandonar os seus confortáveis ambientes familiares em Buenos Aires e partir estrada fora na motocicleta de Alberto, uma temperamental Norton 500, de 1939, que recebe a alcunha de ''La Poderosa''. A mota acaba por não aguentar a jornada mas eles prosseguem a viagem, à boleia. À medida que se afastam de Buenos Aires, os dois amigos tornam-se cada vez mais próximos, unidos por um sentimento de irmandade e pela crença no progresso e no que a ciência e a medicina podem fazer pela região. Através das pessoas que encontram na estrada – desde complacentes ricos a pessoas de pobreza extrema - os dois amigos começam a conhecer uma América Latina completamente diferente e nasce neles uma afinidade para a humanidade e uma determinação para mudar o mundo, que até então desconheciam. A viagem, durante a qual percorrem 13 mil quilómetros, demora 8 meses. Partindo da Argentina, eles seguem através dos Andes para o Chile, passando pelo deserto de Atacama para o Peru, até chegar à Venezuela e às alturas de Machu Picchu.Quando chegam à colónia de lepra de San Pablo, nas profundezas da Amazónia peruana, os dois jovens já questionam o valor do progresso, definido por sistemas económicos que deixam tantas pessoas numa pobreza extrema e opressora. As suas experiências nesta colónia vão definir a jornada política e ética que vão seguir nas suas vidas.A imagem do implacável executante que acreditava na justiça sumária e no pelotão de execução, esbateu-se quando ''Che'' Guevara foi assassinado por um esquadrão boliviano em Outubro de 1967 e se transformou, num mártir histórico ao nível de Bolivar, Pancho Villa e outros heróis revolucionários da América Latina. Até à sua morte, Guevara era, ao lado de Fidel Castro, alguém que celebrava o ódio como a chave para a revolução e como tal um símbolo da guerrilha. Essa imagem de ''Che'' foi a que ficou conhecida nos últimos 40 anos, e foi amplamente utilizada pela cultura pop que adoptou a sua imagem como um ícone da revolução e da rebeldia. Não é este ''Che'' que vamos encontrar neste ''Diários de Che Guevara'' (The Motorcycle Diaries), mas sim um jovem de 23 anos, proveniente de uma família de origem irlandesa e espanhola de classe média alta, estudante de medicina, em puro estado de idealismo e paixão típicos da juventude. Tendo como base diários e cartas, o filme de Walter Salles é naturalmente episódico. Mas não é necessário comungar ou conhecer os ideais de Guevara para nos relacionarmos com este filme, sobre dois amigos que partem numa aventura que os vai mudar para sempre.Nos principais papéis encontramos Gael García Bernal (''E a Tua Mãe Também''; ''Amor Cão'', ''Má Educação''), numa excelente representação do jovem Che, e Rodrigo De la Serna, conhecido actor de teatro argentino que aqui faz a sua estreia internacional e que é primo em segundo grau de Guevara.

sábado, janeiro 01, 2005

Polar Express

Depois de ''Forrest Gump'' e de ''Cast Away- O Naúfrago'', Tom Hanks e Robert Zemeckis voltam a trabalhar juntos, desta vez num filme de animação tecnicamente inovador, baseado no aclamado conto natalício de Chris Van Allsburg.''Na Noite de Natal, há muitos anos, estava deitado muito quietinho na minha cama. Nem sequer fazia barulho com os lençóis. Respirava devagar e baixinho. Aguardava um som - o som que um amigo me disse que nunca ouviria - dos guizos do trenó do Pai Natal''.É assim que Chris Van Allsburg começa o conto que, desde 1985, fascinou vários milhões de leitores de todas as idades, não só pela sua história mas também pelas ilustrações que a acompanhavam. Entretanto, o rapaz de 8 anos, a que a história não dá nome, continua a pensar alto e a sentir-se dividido quanto à existência do Pai Natal. Ansioso com a chegada dos presentes, ele não consegue pregar olho e é nessa altura que a magia acontece. Vindo do nada, um comboio a vapor mete travões a fundo mesmo à porta da sua casa, provocando um estrondo capaz de acordar a cidade toda. Mas ninguém acorda, nem ninguém deu por nada. Só ele. Estaria a sonhar? Impossível, quando sai para a rua, de pijama e chinelos, ele vê o condutor do comboio que parece esperar por ele para seguir viagem até ao Pólo Norte. Acompanhado por outras crianças, ele inicia assim uma viagem à descoberta de si mesmo e das maravilhas da vida...Robert Zemeckis e Tom Hanks convidam o público a entrar neste comboio numa viagem animada em busca do espírito natalício. Anunciado como a mais perfeita combinação entre interpretação real e animação computadorizada, ''The Polar Express'' é um dos filmes mais caros do ano, com um orçamento milionário de 150 milhões de dólares, o dobro de ''Shrek 2'', e o mesmo do recentemente estreado ''Alexander, o Grande''. É por isso uma grande aposta da Warner Bros que tenta devolver a magia à quadra natalícia e encaixar chorudas receitas de bilheteira.Tom Hanks abraçou o projecto de corpo e alma. Para além de produtor executivo, ele interpreta cinco personagens do filme: o rapaz, o revisor, o operário fantasma que assombra o comboio, o pai do rapaz que não desconfia de nada e o próprio Pai Natal. A inovação está na forma como ele e o restante elenco o fazem. Graças a uma técnica baptizada como motion capture (captura de movimentos), todas as personagens do filme foram interpretadas por actores de carne e osso, vestidos com um fato equipado com inúmeros reflectores, colocados em pontos-chave do corpo, que são lidos por câmaras com sensores digitais. Essa informação segue depois para um computador que constrói a imagem tridimensional dos movimentos e replica até as expressões faciais dos actores.Inventada pela medicina para estudar o alcance do movimento humano, esta técnica tem sido usada nos videojogos de desporto para recriar os movimentos dos jogadores de basquetebol ou futebol. Apesar desta não ser a primeira vez que é aplicada na sétima arte, até aqui nunca ninguém a tinha usado acima do pescoço. Neste caso, os (152) reflectores que os actores usaram no rosto permitiram enviar informação suficiente para identificar todas as expressões que um actor pode ter, enquanto está a ser filmado. Mas nem só de virtudes técnicas se faz este filme. Ao contrário do que tem acontecido noutras propostas recentes do cinema de animação, este ''The Polar Express'' nunca se esquece do seu público-alvo. Com um argumento simples - que não reduz tudo e todos às noções do bem e do mal - emoções fortes e paisagens deslumbrantes, o filme é cuidadosamente pensado para encantar os mais novos.

sexta-feira, dezembro 24, 2004

O Tesouro

O veterano produtor Jerry Bruckheimer (“Piratas das Caraíbas: A Maldição do Pérola Negra”, “O Rochedo”, “Armageddon”) e o realizador Jon Turteltaub (“Fenómeno”, “Enquanto Dormias”) uniram esforços para trazer até nós “O Tesouro”.
O galardoado com Óscar Nicolas Cage interpreta o papel do brilhante Benjamin Franklin Gates, um inveterado caçador de tesouros. Toda a sua vida, Gates procurou um tesouro que ninguém acreditou existir: transportado ao longo dos tempos, de continente em continente, para se tornar o maior tesouro que o mundo já conheceu.
Porém, pistas do tesouro estiveram desde sempre ao alcance dos olhos de todos... escondidas, espalhadas um pouco por toda a realidade norte-americana. A longa jornada de Gates à procura do tesouro leva-o a descobrir o inesperado: um mapa no verso da Declaração da Independência.
Mas o que Gates pensava ser a pista final é apenas o início. Para proteger o maior tesouro do mundo, tem que fazer o impensável: roubar o documento mais bem guardado da história americana antes que caia nas mãos erradas.
Numa corrida contra o tempo, Gates terá que fugir ao FBI, manter-se um passo à frente do seu adversário Ian, decifrar as pistas que restam e desvendar um mistério com 2000 anos que protege o maior tesouro de sempre.
Acção e aventura são os ingredientes principais deste empolgante filme que conta com um elenco de luxo no qual se incluem ainda nomes como Harvey Keitel, Jon Voight, Diane Kruger, Sean Bean e Christopher Plummer.

O Novo Diário de Bridget Jones

O Novo Diário de Bridget Jones
Apesar do final feliz do primeiro filme, quatro semanas passadas sobre o primeiro episódio, já Bridget Jones, a solteirona mais famosa do planeta, está desconfortável nos braços do seu insosso namorado, o advogado Mark Darcy (Colin Firth).Darcy, que conhecemos no primeiro filme como o homem quase-perfeito, tolerante e compreensivo terá agora que enfrentar uma namorada muito ciumenta que, para além do medo de o perder para todas as mulheres de Londres, receia a concorrência mais directa e feroz de Rebecca (Jacinta Barrett), a sua inteligente, vistosa e elegante estagiária. Quando parece que as coisas não podiam piorar, eis que entra em cena o antigo chefe de Bridget, o mulherengo Daniel Cleaver (Hugh Grant).Bridget, que continua tão imprevisível como até aqui, é mais uma vez protagonista de uma série de peripécias românticas, mal entendidos e embaraços e volta a provar porque é que se tornou no ícone de mulher trabalhadora e heroína das solteironas um pouco por todo o mundo. Qual James Bond no feminino, agora podemos vê-la a esquiar (ou pelo menos a tentar) na Áustria ou na Tailândia.Esta é a primeira sequela de um filme da produtora Working Title, responsável pelo renascer da comédia britânica, graças a títulos como ''Quatro Casamentos e Um Funeral'', ''Notting Hill'' ou ''O Amor Acontece''. O desafio que esta equipa enfrentava era grande já que a expectativa quanto a este segundo filme era enorme. O produtor Jonathan Cavendish admite que inicialmente estavam em pânico mas o receio de não conseguir fazer um filme que estivesse à altura do primeiro foi-se desvanecendo à medida que o trabalho se foi desenvolvendo e que a equipa se apercebeu que este ''Bridget Jones: The Edge of Reason'', mais do que uma sequela, é um novo filme onde se exploram novas facetas da personagem.Também Renée Zellweger hesitou na altura de aceitar o papel. O facto de ter engordar novamente cerca de dez quilos teve o seu peso mas a actriz não resistiu a vestir novamente a pele da desajeitada heroína. Este novo filme foi também reforçado com a entrada de uma nova realizadora, a veterana Beeban Kidron que substitui a estreante Sharon Maguire, e que se tornou especialista em desenvolver personagens com problemas de auto-estima e com dificuldades para se adaptarem socialmente.Encantada com a sua personagem, Beeban Kidron explicou assim à Premiére o que a fascina nesta heroína: «O que mais gosto nela é que todos temos um pouco de Bridget Jones. Diz o que muitos apenas pensam em segredo, assustam-na as mesmas coisas absurdas que a todos, e vai vivendo do mesmo modo que todos nós. Só que, com ela, tudo resulta de forma muito mais divertida e comovente».