Realiza-se amanhã, domingo, uma jornada do “Movimento dos Focolares”, de inspiração cristã, intitulado “Rumo à Fraternidade Universal”. A sessão terá lugar na Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada, pelas 15h00.Todos os anos, durante dois dias, os “Focolares” reúnem em vários pontos do país, incluindo os Açores, mas este ano vão fazer só uma jornada local para um convívio social., porque querem concentrar, em Agosto, todos os simpatizantes nacionais e regionais num só espaço. Este encontro entre portugueses, que dá pelo nome de “Mariápolis”, vai decorrer no Centro Paulo VI, em Fátima.Em Ponta Delgada, a iniciativa de domingo conta com vários momentos musicais, troca de experiências, havendo ainda lugar para a visualização de um vídeo sobre o tema da jornada.Miguel Maurício, do “Movimento dos Jovens para o Mundo Unido”, referiu ao Diário dos Açores que o objectivo dessa jornada, para além do convívio, serve para alertar as pessoas para a unidade dos cristãos, para a necessidade de haver momentos de partilha e de fraternidade entre os homens, e ainda para sensibilizar a comunidade local para uma eventual adesão ao movimento. Os “Focolares” são um movimento internacional que está presente em 182 países e tem cerca de 120 mil membros activos, divididos em 18 ramificações. Mas calcula-se que no mundo existam cerca de 3 milhões e 200 mil simpatizantes. Em S. Miguel, o movimento ecuménico conta com cerca de 300 membros e simpatizantes, jovens e adultos, divididos por vários ramos, dos quais se destaca “O Movimento Juventude Nova” e o “Movimento para a Unidade dos Cristãos”.Todos os meses, a fundadora e presidente do Movimento, Chiara Lubich, retira do Evangelho dominical uma frase e desenvolve-a sob o lema de “Palavra de Vida”. O texto depois é impresso em forma de folheto e enviado, em várias línguas, a todos os membros dos “Focolares”. Os membros de S. Miguel mensalmente reflectem em conjunto sobre a “Palavra de Vida”.Os Focolares são um movimento que começou por ser da Igreja Católica, mas depois tornou-se um movimento ecuménico, com diálogo inter-religioso.Esse movimento começou em Trento, Itália, em 1943, com a percepção de Chiara Lubich de que o drama da II Guerra Mundial trazia consigo uma lição decisiva: “Tudo passa, tudo é vaidade das vaidades. Só Deus permanece”. Na página dos “Focolares” www.focalere.org. podemos ler que “a descoberta de que Deus é Amor transforma completamente a vida da fundadora e a de suas primeiras companheiras. Elas comunicam esta descoberta e logo muitas outras pessoas desejam compartilhar. Esta será a primeira centelha inspiradora da espiritualidade que nasceu. Em resposta a este Amor, o Evangelho é redescoberto como uma revolução pessoal e colectiva que sana divisões, conflitos e disparidades sociais”. Nasce assim um Movimento de renovação espiritual e social. Desde os seus primórdios, as pessoas chamam o Movimento de "Focolari" (palavra italiana que significa lareira), pelo fogo do amor evangélico experimentado.Na direcção do Movimento está a presidente, que pelo Estatuto será sempre uma mulher leiga, assistida por um Conselho. Apesar de ser uma única realidade, pela variedade das pessoas que o compõem - famílias, adultos, jovens, adolescentes, crianças - todos das mais variadas condições sociais e vocações - leigos, sacerdotes, religiosos, bispos - , o Movimento desdobra-se em 18 ramificações, das quais cinco são movimentos de largo alcance, que actuam em vários ambientes: "Famílias Novas", para a unidade da família; "Humanidade Nova", para a renovação social; "Movimento Paroquial" no âmbito eclesiástico; "Jovens por um Mundo Unido", no mundo juvenil e "Movimento Juvenil pela Unidade", para adolescentes. No centro do Movimento estão os "Focolares" - masculinos e femininos - que mais não são do que pequenas comunidades, de um novo estilo, compostas por leigos. Os “Focolares” são o centro de irradiação e de convergência da família do Movimento, coração do Movimento nas cidades onde se encontram. Miguel Maurício esclarece que a espiritualidade é vivida em diferentes modos, além dos católicos, também por cristãos de várias Igrejas e comunidades, entre os quais ortodoxos, anglicanos, luteranos, evangélicos, reformados; por fiéis de outras religiões, entre os quais hebreus, muçulmanos, budistas, hinduístas, e por pessoas de convicções não religiosas. No ecumenismo, a “Espiritualidade da Unidade” contribui para que se derrubem preconceitos entre os cristãos, alimentando um "ecumenismo da vida", um "ecumenismo do povo". É compartilhada por membros de cerca de 300 Igrejas e comunidades cristãs, cujos líderes incentivaram a difusão desta espiritualidade. Entre eles os Patriarcas ortodoxos ecuménicos, nomeadamente Atenágoras I, Demétrio I e Bartolomeu I, os Arcebispos anglicanos de Canterbury Ramsey, Coggan, Runcie e Carey, os Bispos Luteranos Dietzfelbinger, Hanselman e Kruse, e o Irmão Roger Schutz, fundador da comunidade de Taizé. O diálogo Inter-religioso desenvolve-se em vários países com judeus, muçulmanos, budistas, hinduístas, taoístas e animistas que partilham aspectos da “Espiritualidade da Unidade” e colaboram com o movimento em actividades no campo social, a favor da paz e da justiça social. O Movimento dos Focolares é membro da Conferência Mundial das Religiões pela Paz (WCRP – World Conference of Religions for Peace), da qual Chiara Lubich, desde 1994, é presidente de honra.
Por Nélia Câmara
In http://www.da.online.pt/news.php?id=83012&w=focolares
segunda-feira, março 07, 2005
domingo, março 06, 2005
O Sorriso da Lua nas Criptomérias
FUI VER ESTA MARAVILHOSA PEÇA DE TEATRO DO GRANDE ZECA MEDEIROS NO PASSADO DIA 2005.03.05 PELAS 21:30 NO TEATRO MICAELENSE, COM A MINHA QUERIDA MARINA, COM OS MEUS AVÓS MARIA LAURA E ANÍBAL, A MINHA TIA-BISAVÓ CLOTILDE REIS, OS MEUS IRMÃOS FILIPE E ANDREIA COM OS RESPECTIVOS NAMORADOS MANUELA E EMANUEL, RESPECTIVAMENTE
Um grupo de actores, cantores e bailarinos encena em jeito de comédia musical fados e errâncias do tipógrafo António Malaquias - soldado à força, involuntário aventureiro enredado nas malhas do império.
A acção principal decorre na “Cidade Marginal” (Ponta Delgada) entre finais dos anos 60 e 1974.
Num tempo de prantos e inquietações, António Malaquias, mobilizado
para a Guerra Colonial, despede-se da família, dos amigos e de Luciana (uma triste canção de amor percorre os olhares, no cais da ilha).
Na Cidade Marginal, a vida continua - um quotidiano cinzento contrariado pelo humor da tia Lídia, professora de dança, que entre tangos e valsas vai povoando o imaginário dos sobrinhos com “casos” de encantar ou com as peripécias da sua “lendária” viagem a Lisboa nos anos 50. (Naqueles anos, Lisboa ficava muito longe...).
As suas “estórias” serão burlescas mas as suas palavras poderão também ser mágicas - na noite de S. João, a sua voz faz as crianças viajar a um mundo de prodígios e assombrações, quando as criptomérias recebem o sorriso da Lua...
Numa ronda de noctívagos, Manuel Bettencourt, o anarquista, recorda com nostalgia o sortilégio das noites boémias no “Éden Cabaret”. O professor Jacinto, seu irmão (um profundo conflito ideológico divide os dois homens), tenta desesperadamente levar à cena “Frei Luís de Sousa” com um desajeitado grupo de amadores. (“Romeiro, Romeiro. Quem és tu?”...)
Abril de 74:
Desaparecido em combate no Ultramar, António Malaquias regressa misteriosa e inesperadamente à ilha. O espanto da cidade e de Luciana, a mulher que o julgou morto, que não esperou por ele(“Romeiro, Romeiro. Quem és tu?”...).
As luzes da cidade vão coreografando a sua dança de sombras.
Neste palco onde a vida e o teatro se confundem, o mar há-de ser de pano e as criptomérias de cartão; lágrimas e sorrisos serão apenas sinceros fingimentos e a luz deste projector há-de ser o sorriso da lua...
in http://www.teatromicaelense.pt/htm/index.php?topgroupid=1&groupid=12&subgroupid=&contentid=90
Um grupo de actores, cantores e bailarinos encena em jeito de comédia musical fados e errâncias do tipógrafo António Malaquias - soldado à força, involuntário aventureiro enredado nas malhas do império.
A acção principal decorre na “Cidade Marginal” (Ponta Delgada) entre finais dos anos 60 e 1974.
Num tempo de prantos e inquietações, António Malaquias, mobilizado
para a Guerra Colonial, despede-se da família, dos amigos e de Luciana (uma triste canção de amor percorre os olhares, no cais da ilha).
Na Cidade Marginal, a vida continua - um quotidiano cinzento contrariado pelo humor da tia Lídia, professora de dança, que entre tangos e valsas vai povoando o imaginário dos sobrinhos com “casos” de encantar ou com as peripécias da sua “lendária” viagem a Lisboa nos anos 50. (Naqueles anos, Lisboa ficava muito longe...).
As suas “estórias” serão burlescas mas as suas palavras poderão também ser mágicas - na noite de S. João, a sua voz faz as crianças viajar a um mundo de prodígios e assombrações, quando as criptomérias recebem o sorriso da Lua...
Numa ronda de noctívagos, Manuel Bettencourt, o anarquista, recorda com nostalgia o sortilégio das noites boémias no “Éden Cabaret”. O professor Jacinto, seu irmão (um profundo conflito ideológico divide os dois homens), tenta desesperadamente levar à cena “Frei Luís de Sousa” com um desajeitado grupo de amadores. (“Romeiro, Romeiro. Quem és tu?”...)
Abril de 74:
Desaparecido em combate no Ultramar, António Malaquias regressa misteriosa e inesperadamente à ilha. O espanto da cidade e de Luciana, a mulher que o julgou morto, que não esperou por ele(“Romeiro, Romeiro. Quem és tu?”...).
As luzes da cidade vão coreografando a sua dança de sombras.
Neste palco onde a vida e o teatro se confundem, o mar há-de ser de pano e as criptomérias de cartão; lágrimas e sorrisos serão apenas sinceros fingimentos e a luz deste projector há-de ser o sorriso da lua...
in http://www.teatromicaelense.pt/htm/index.php?topgroupid=1&groupid=12&subgroupid=&contentid=90
sexta-feira, março 04, 2005
CONSTANTINE
FUI VER ESTE FILME COM A MINHA "AMORA" E OS MEUS AMIGOS PAULINHO E CARLA NA SALA 2 ÀS 21:20 NO PARQUE ATLÂNTICO
Keanu Reeves protagoniza esta adaptação cinematográfica de uma banda-desenhada, desta vez de ''Hellblazer'', da DC/Vertigo. Praticamente afastado do cinema desde o final da série ''Matrix'', o popular actor encarna o papel de Jack Constantine, um detective atormentado que, desde pequeno, tem o dom/fardo de conseguir ver os demónios e anjos que vagueiam disfarçados entre nós...Condenado a morrer jovem, Constantine procura assegurar o seu lugar no céu e passa os dias a livrar-se dos demónios que se apropriam dos humanos, numa cruzada entre o bem e o mal.Os problemas começam quando ele constata que há alguém que está prestes a regressar, pondo em risco um pacto feito entre Deus e o Diabo, que conferia algum equilíbrio na terra.No meio desta batalha surge Angela Dodson (Rachel Weisz), uma polícia bastante céptica que lhe pede ajuda para desvendar o mistério que envolve a morte da sua irmã gémea.Juntos, eles embarcam numa viagem pelo mundo dos anjos e dos demónios e deparam-se com um conjunto de eventos inexplicáveis que reforçam a sua união mas que os impedem de alcançar a paz de espírito que desejam.Realizado pelo estreante Francis Lawrance, mais conhecido por ter trabalhado em videoclips de Brittney Spears ou Janet Jackson, ''Constantine'' tem algo de virtuoso mas tem também alguns pecados. Apesar de ter uma história bastante elaborada (por vezes demasiado) e personagens mais complexas do que o habitual num filme deste género, as sequências de acção e alguns efeitos especiais deixam bastante a desejar. O ridículo de certas situações acaba por emprestar algum humor a este filme, o que acaba por salvá-lo da mediocridade, embora não se consiga perceber se se trata de uma opção ou de simples inaptidão desta equipa. Depois de se ter conseguido posicionar no top dos filmes mais vistos nos EUA, a Warner Brothers já anunciou que pretende avançar com a sequela.
in: http://www.estreia.online.pt
Keanu Reeves protagoniza esta adaptação cinematográfica de uma banda-desenhada, desta vez de ''Hellblazer'', da DC/Vertigo. Praticamente afastado do cinema desde o final da série ''Matrix'', o popular actor encarna o papel de Jack Constantine, um detective atormentado que, desde pequeno, tem o dom/fardo de conseguir ver os demónios e anjos que vagueiam disfarçados entre nós...Condenado a morrer jovem, Constantine procura assegurar o seu lugar no céu e passa os dias a livrar-se dos demónios que se apropriam dos humanos, numa cruzada entre o bem e o mal.Os problemas começam quando ele constata que há alguém que está prestes a regressar, pondo em risco um pacto feito entre Deus e o Diabo, que conferia algum equilíbrio na terra.No meio desta batalha surge Angela Dodson (Rachel Weisz), uma polícia bastante céptica que lhe pede ajuda para desvendar o mistério que envolve a morte da sua irmã gémea.Juntos, eles embarcam numa viagem pelo mundo dos anjos e dos demónios e deparam-se com um conjunto de eventos inexplicáveis que reforçam a sua união mas que os impedem de alcançar a paz de espírito que desejam.Realizado pelo estreante Francis Lawrance, mais conhecido por ter trabalhado em videoclips de Brittney Spears ou Janet Jackson, ''Constantine'' tem algo de virtuoso mas tem também alguns pecados. Apesar de ter uma história bastante elaborada (por vezes demasiado) e personagens mais complexas do que o habitual num filme deste género, as sequências de acção e alguns efeitos especiais deixam bastante a desejar. O ridículo de certas situações acaba por emprestar algum humor a este filme, o que acaba por salvá-lo da mediocridade, embora não se consiga perceber se se trata de uma opção ou de simples inaptidão desta equipa. Depois de se ter conseguido posicionar no top dos filmes mais vistos nos EUA, a Warner Brothers já anunciou que pretende avançar com a sequela.
in: http://www.estreia.online.pt
segunda-feira, fevereiro 28, 2005
O Fantasma da Ópera
FUI VER ESTE MAGNÍFICO FILME/ÓPERA NA SALA 4 DO PARQUE ATLÂNTICO NO PASSADO DIA 2005.02.27 ÀS 21:40 NO DIA QUE COMPLETEI 87 MESES DE NAMORO COM A MINHA AMADA
Ao contrário do que se possa pensar, ''O Fantasma da Ópera'', que Gaston Leroux escreveu em 1910, foi apropriado pelo cinema ainda antes de se transformar num musical, nos palcos do West End e da Broadway.Os alemães foram os primeiros a filmar o livro de Leroux, em 1916, embora a versão mais célebre, ainda no tempo do cinema mudo, seja a interpretada pelo lendário Lon Chaney (1925). Em 1962, Terence Fisher assinou nova adaptação com Herbert Lom. E até Robert Englund (popularizado como Freddy Krueger) já personificou o Fantasma, numa fita de 1989, que misturava alguns elementos sobrenaturais. Ainda assim, o mais invulgar de todos os filmes que contaram esta história foi a versão gore que Dario Argento realizou em 1998.O longo currículo cinematográfico deste conto não foi motivo suficiente para desmobilizar Joel Schumacher, que realiza a sua versão da popular ficção.Corria o ano de 1988 quando o realizador de ''Cabine Telefónica'' decidiu assistir ao mais recente êxito da Broadway, depois de Andrew Lloyd Webber lhe ter telefonado para lhe dizer que tencionava passar a história para o grande ecrã. Depois de ter assistido àquele que classifica como ''o maior espectáculo do mundo'', Schumacher ficou petrificado e decidiu que ia contar esta história. Na escuridão do Teatro Majestic, na Broadway, quando a peça atinge o clímax, o realizador percebeu logo como iria fazer o filme. Apesar disso, só dezasseis anos depois é que o público vai conseguir ver as imagens que ele aí visualizou.Joel Schumacher é mais um realizador que tenta aproveitar a popularidade do género musical, um fenómeno que surgiu após o lançamento de ''Moulin Rouge'', de Baz Luhrmann e que se prolongou com o sucesso de ''Chicago'', de Rob Marshall, que conseguiu arrecadar sete Óscares.Este foi certamente um factor que Schumacher teve em consideração quando deciu realizar esta ópera-rock, com 147 minutos de duração.De resto, Andrew Lloyd Webber, que financiou todo o projecto, já afirmou que, se a recepção do público for positiva, vai começar a filmar o seu extenso catálogo (a começar por ''Sunset Boulevard'').Após um longo casting, esta equipa optou por não colocar grandes nomes nos papéis principais. Emmy Rossum (''Day After Tomorrow'') é a Christine Daae; a interpretação de Raoul, o Visconde de Chagny, foi entregue a Patrick Wilson; e Gerard Butler (''Tomb Raider'') é 'O Fantasma'. Apesar de a produtora ter apostado em salários baixos, o orçamento do mais recente filme de Joel Schumacher está ao nível do de uma superprodução (custou cerca de 80 milhões de dólares). Um grupo de mais de cem cantores e bailarinos a actuar sobre os gigantescos cenários, concebidos pelo realizador, justifica este montante. Só o adereço mais caro do filme - um candelabro com 5,2 metros de altura, que o Fantasma lança sobre o público do teatro - está avaliado em 2 milhões de euros.O realizador não esconde que gosta da escala épica: ''Toda esta história é sobre luz e sombra: é uma história de amor sombrio e obcecado, na Paris de 1870. Tem que ser opulento, voluptuoso e belo. É essa parte que é cinematográfica num musical'', explicou à revista ''Time''.Visualmente poderoso, ''O Fantasma da Ópera'' recria a história de um desfigurado génio musical, Erik, que vive nas catacumbas por debaixo da Ópera de Paris, e que lança o terror sobre os seus ocupantes. Quando se apaixona por Christine, uma ingénua menina de coro, o Fantasma decide fazer dela a nova estrela da Ópera. Com a saída da temperamental diva, La Carlotta, que abandona a última produção da companhia a meio dos ensaios, os novos gerentes não têm outra opção senão confiar em Christine como protagonista. Tudo parece correr às mil maravilhas até ao momento em que Christine se apaixona pelo visconde de Chagny, o que deixa o fantasma furioso.Nasce assim a atmosfera propícia para o dramático crescendo de grandes paixões, ciúmes violentos e amores obsessivos, que ameaçam conduzir os infelizes amantes para um beco sem saída...O facto de os nomes mais fortes do elenco (Miranda Richardson, Minnie Driver) terem sido relegados para papéis secundários, fez com que algumas personagens secundárias acabem por brilhar mais do que os protagonistas. Mas ''O Fantasma da Ópera'' é, sem dúvida, uma máquina bem oleada, onde todas as peças estão no lugar certo, do texto ao elenco, da música aos cenários. Por isso o mais certo é que esta tragédia romântica, povoada por canções delico-doces, consiga cativar muitos espectadores.
In: http://www.estreia.online.pt/
Ao contrário do que se possa pensar, ''O Fantasma da Ópera'', que Gaston Leroux escreveu em 1910, foi apropriado pelo cinema ainda antes de se transformar num musical, nos palcos do West End e da Broadway.Os alemães foram os primeiros a filmar o livro de Leroux, em 1916, embora a versão mais célebre, ainda no tempo do cinema mudo, seja a interpretada pelo lendário Lon Chaney (1925). Em 1962, Terence Fisher assinou nova adaptação com Herbert Lom. E até Robert Englund (popularizado como Freddy Krueger) já personificou o Fantasma, numa fita de 1989, que misturava alguns elementos sobrenaturais. Ainda assim, o mais invulgar de todos os filmes que contaram esta história foi a versão gore que Dario Argento realizou em 1998.O longo currículo cinematográfico deste conto não foi motivo suficiente para desmobilizar Joel Schumacher, que realiza a sua versão da popular ficção.Corria o ano de 1988 quando o realizador de ''Cabine Telefónica'' decidiu assistir ao mais recente êxito da Broadway, depois de Andrew Lloyd Webber lhe ter telefonado para lhe dizer que tencionava passar a história para o grande ecrã. Depois de ter assistido àquele que classifica como ''o maior espectáculo do mundo'', Schumacher ficou petrificado e decidiu que ia contar esta história. Na escuridão do Teatro Majestic, na Broadway, quando a peça atinge o clímax, o realizador percebeu logo como iria fazer o filme. Apesar disso, só dezasseis anos depois é que o público vai conseguir ver as imagens que ele aí visualizou.Joel Schumacher é mais um realizador que tenta aproveitar a popularidade do género musical, um fenómeno que surgiu após o lançamento de ''Moulin Rouge'', de Baz Luhrmann e que se prolongou com o sucesso de ''Chicago'', de Rob Marshall, que conseguiu arrecadar sete Óscares.Este foi certamente um factor que Schumacher teve em consideração quando deciu realizar esta ópera-rock, com 147 minutos de duração.De resto, Andrew Lloyd Webber, que financiou todo o projecto, já afirmou que, se a recepção do público for positiva, vai começar a filmar o seu extenso catálogo (a começar por ''Sunset Boulevard'').Após um longo casting, esta equipa optou por não colocar grandes nomes nos papéis principais. Emmy Rossum (''Day After Tomorrow'') é a Christine Daae; a interpretação de Raoul, o Visconde de Chagny, foi entregue a Patrick Wilson; e Gerard Butler (''Tomb Raider'') é 'O Fantasma'. Apesar de a produtora ter apostado em salários baixos, o orçamento do mais recente filme de Joel Schumacher está ao nível do de uma superprodução (custou cerca de 80 milhões de dólares). Um grupo de mais de cem cantores e bailarinos a actuar sobre os gigantescos cenários, concebidos pelo realizador, justifica este montante. Só o adereço mais caro do filme - um candelabro com 5,2 metros de altura, que o Fantasma lança sobre o público do teatro - está avaliado em 2 milhões de euros.O realizador não esconde que gosta da escala épica: ''Toda esta história é sobre luz e sombra: é uma história de amor sombrio e obcecado, na Paris de 1870. Tem que ser opulento, voluptuoso e belo. É essa parte que é cinematográfica num musical'', explicou à revista ''Time''.Visualmente poderoso, ''O Fantasma da Ópera'' recria a história de um desfigurado génio musical, Erik, que vive nas catacumbas por debaixo da Ópera de Paris, e que lança o terror sobre os seus ocupantes. Quando se apaixona por Christine, uma ingénua menina de coro, o Fantasma decide fazer dela a nova estrela da Ópera. Com a saída da temperamental diva, La Carlotta, que abandona a última produção da companhia a meio dos ensaios, os novos gerentes não têm outra opção senão confiar em Christine como protagonista. Tudo parece correr às mil maravilhas até ao momento em que Christine se apaixona pelo visconde de Chagny, o que deixa o fantasma furioso.Nasce assim a atmosfera propícia para o dramático crescendo de grandes paixões, ciúmes violentos e amores obsessivos, que ameaçam conduzir os infelizes amantes para um beco sem saída...O facto de os nomes mais fortes do elenco (Miranda Richardson, Minnie Driver) terem sido relegados para papéis secundários, fez com que algumas personagens secundárias acabem por brilhar mais do que os protagonistas. Mas ''O Fantasma da Ópera'' é, sem dúvida, uma máquina bem oleada, onde todas as peças estão no lugar certo, do texto ao elenco, da música aos cenários. Por isso o mais certo é que esta tragédia romântica, povoada por canções delico-doces, consiga cativar muitos espectadores.
In: http://www.estreia.online.pt/
domingo, fevereiro 27, 2005
SHALL WE DANCE?
Fui ver este magnífico filme com a minha mais-que-tudo dia 2005.02.26 às 18:50 na sala 2 do Parque Atlântico em Ponta Delgada
John Clark (Richard Gere) é um advogado bem sucedido, casado, e muito stressado que decide frequentar umas aulas de dança, para relaxar. Na escola, ele conhece Paulina (Jennifer Lopez), uma professora particular, com quem acaba por partilhar mais do que do simples passos de dança.Clark sabe que a sua vida é quase perfeita. Afinal ele casou com a mulher que ama, Beverly (Susan Sarandon); construiu uma carreira sólida e ainda educou dois filhos. Mas a rotina do seu quotidiano desagrada-lhe e por vezes ele pergunta-se se isto é tudo o que a vida tem para dar. Uma noite, quando regressa a casa, entediado, John sai do comboio e faz o impensável. Sem contar a ninguém, inscreve-se numas aulas de dança orientadas por uma jovem e sensual professora. Apesar de ter entrado na escola para tentar conhecer Paulina, ele acaba a ter aulas com Miss Mitzi (Anna Gillete) e mais dois professores, Vern (Omar Benson Miller) e Chick (Bobby Cannavale). Como um mal nunca vem só, ainda aparece Bobbie (Lisa Ann Walter), uma mulher desbocada que sonha participar em concursos de dança; e Link (Stanley Tucci), um sério advogado, colega de John, que há muitos anos dança, disfarçado de latino.Enquanto vai sendo ignorado por Paulina, que ainda está a tratar das suas ''nódoas negras sentimentais'', John começa a descobrir uma real e sincera paixão pela dança. A sua mulher é que não está pelos ajustes e mal começa a desconfiar que John a anda a trair, põe uma dupla de detectives (Richard Jenkins e Nick Cannon) atrás dele para descobrir o seu segredo.Peter Chelsom (''Feliz Acaso'', ''Mistérios do Sexo Oposto'') realiza este remake de um filme japonês de Masayuki Suo - com o enigmático título de ''Dansu Wo Shimasho Ka'' - que conquistou o público, no Japão e, mais tarde, na Europa e nos Estados Unidos. Richard Gere, Susan Sarandon e Jennifez Lopez compõem o elenco de luxo desta comédia romântica sobre aquilo que estamos dispostos a fazer para descobrir novas paixões.
In http://www.estreia.online.pt
John Clark (Richard Gere) é um advogado bem sucedido, casado, e muito stressado que decide frequentar umas aulas de dança, para relaxar. Na escola, ele conhece Paulina (Jennifer Lopez), uma professora particular, com quem acaba por partilhar mais do que do simples passos de dança.Clark sabe que a sua vida é quase perfeita. Afinal ele casou com a mulher que ama, Beverly (Susan Sarandon); construiu uma carreira sólida e ainda educou dois filhos. Mas a rotina do seu quotidiano desagrada-lhe e por vezes ele pergunta-se se isto é tudo o que a vida tem para dar. Uma noite, quando regressa a casa, entediado, John sai do comboio e faz o impensável. Sem contar a ninguém, inscreve-se numas aulas de dança orientadas por uma jovem e sensual professora. Apesar de ter entrado na escola para tentar conhecer Paulina, ele acaba a ter aulas com Miss Mitzi (Anna Gillete) e mais dois professores, Vern (Omar Benson Miller) e Chick (Bobby Cannavale). Como um mal nunca vem só, ainda aparece Bobbie (Lisa Ann Walter), uma mulher desbocada que sonha participar em concursos de dança; e Link (Stanley Tucci), um sério advogado, colega de John, que há muitos anos dança, disfarçado de latino.Enquanto vai sendo ignorado por Paulina, que ainda está a tratar das suas ''nódoas negras sentimentais'', John começa a descobrir uma real e sincera paixão pela dança. A sua mulher é que não está pelos ajustes e mal começa a desconfiar que John a anda a trair, põe uma dupla de detectives (Richard Jenkins e Nick Cannon) atrás dele para descobrir o seu segredo.Peter Chelsom (''Feliz Acaso'', ''Mistérios do Sexo Oposto'') realiza este remake de um filme japonês de Masayuki Suo - com o enigmático título de ''Dansu Wo Shimasho Ka'' - que conquistou o público, no Japão e, mais tarde, na Europa e nos Estados Unidos. Richard Gere, Susan Sarandon e Jennifez Lopez compõem o elenco de luxo desta comédia romântica sobre aquilo que estamos dispostos a fazer para descobrir novas paixões.
In http://www.estreia.online.pt
segunda-feira, fevereiro 21, 2005
Legislativas 2005: resultados finais no continente e ilhas
Resultados das eleições para a Assembleia da República de 2005.02.20
PS: 45,05% (120 deputados) 2.573.302 votos
PSD: 28,69% (72) 1.638.931
CDU: 7,57% (14) 432.139
CDS-PP: 7,26% (12) 414.855
BE: 6,38% (8) 364.296
PCTP/MRPP: 0,84% (0) 47.745
PND: 0,70% (0) 39.986
PH: 0,30% (0) 16.866
PNR: 0,16% (0) 9365
POUS: 0,10% (0) 5572
PDA: 0,03% 1604
Votantes: 5.711.981 (65,02%)
Abstenção: 3.072.721 (34,98%)
Brancos: 103.555 (1,81%)
Nulos: 63.765 (1,12%)
Fonte: Dados actualizados pelo Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral (Stape)
PS: 45,05% (120 deputados) 2.573.302 votos
PSD: 28,69% (72) 1.638.931
CDU: 7,57% (14) 432.139
CDS-PP: 7,26% (12) 414.855
BE: 6,38% (8) 364.296
PCTP/MRPP: 0,84% (0) 47.745
PND: 0,70% (0) 39.986
PH: 0,30% (0) 16.866
PNR: 0,16% (0) 9365
POUS: 0,10% (0) 5572
PDA: 0,03% 1604
Votantes: 5.711.981 (65,02%)
Abstenção: 3.072.721 (34,98%)
Brancos: 103.555 (1,81%)
Nulos: 63.765 (1,12%)
Fonte: Dados actualizados pelo Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral (Stape)
domingo, fevereiro 20, 2005
Esquerda e Direita
ESTE FOI O MEU ÚLTIMO ARTIGO DE OPINIÃO NO DIÁRIO DOS AÇORES A 2005.02.17
“(...) A esquerda e a direita têm as bandeiras tradicionais, quase obsessões. A direita defende intransigentemente a ordem, a segurança, a hierarquia. Elogia sem cessar o mercado e a competitividade. Fala do indivíduo e critica a colectivização. A esquerda, pelo seu lado, elege como baluartes a igualdade de oportunidades, a solidariedade e a justiça social, a crença na participação e na construção partilhada. O problema é que as expectativas dos povos são muitas vezes iludidas (...)”, (Daniel Sampaio, Árvore sem Voz, Editorial Caminho, Lisboa, 2004, pp. 84-85).Ao ler este excerto do reconhecido psiquiatra Daniel Sampaio, ilustre irmão do nosso Presidente Jorge Sampaio, dei comigo a perguntar SERÁ QUE EM PORTUGAL SE CUMPREM ESTES BALUARTES? À primeira vista parece que sim. Há algum tempo, no programa Prós e Contras da RTP1, este mesmo tema foi abordado. Como simples estudioso destes temas de política (na vertente de Estudos Europeus e Política Internacional) não posso deixar de comentar estas eleições à Assembleia da República a realizar no próximo dia 20.Com dois anos de governo, Durão Barroso (agora Mr. José Manuel Barroso) governava um Portugal sedento de algumas reformas. Aquando da Azores Summit, a 16 de Março de 2003, nas Lages, Durão Barroso ganhava alguma notoriedade no plano internacional. Daí até ao convite para chefiar a Comissão Europeia decorreram todos os processos de nomeação próprios para tão prestigioso posto. Depois de algumas recusas de outros primeiros-ministros de países igualmente neutros, Luxemburgo por exemplo, o então primeiro-ministro português decide aceitar o convite. Prudente ou não? O tempo o dirá.No plano interno, o Presidente Sampaio decidiu nomear, o então presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes. Na minha opinião, Sampaio quis, com isso, reestruturar um PS desfragmentado e tal levou a que o Dr. Ferro Rodrigues se precipitasse da cadeira do poder. Todavia, o tempo que medeia entre a nomeação e a destituição é parco. Mas o Sr. Santana Lopes e Paulo Portas ainda conseguiram continuar a danificar a imagem de um Portugal fraco a todos os níveis. Sócrates é eleito secretário-geral do PS e aí Sampaio quebra a loiça e demite a coligação. Onde está aqui a clivagem direita esquerda? Não será a posse pelo poder a verdadeira meta de todos os políticos?
Estamos, agora, quase a chegar ao fim duma campanha eleitoral que descrevo numa palavra: MEDÍOCRE. Não vi debatidos programa nem ideias. Só vi escândalos, evasão de privacidade, debates cancelados, em suma: NADA. Há uma questão que formulo: quem vou eleger? O candidato do meu círculo ou o Primeiro-ministro? Na realidade o que vou eleger é o meu representante à Assembleia da República do meu círculo eleitoral, neste caso Açores. O que vou escolher é entre o prestigiado Dr. João Bosco Mota Amaral ou o Dr. Ricardo Rodrigues. Sócrates? Santana? Somente indirectamente. A este propósito, o artigo 149º nº 1 da Constituição da República Portuguesa é bem claro: “Os Deputados são eleitos por círculos eleitorais geograficamente definidos na lei, a qual pode determinar a existência de círculos plurinominais e uninominais, bem como a respectiva natureza e complementaridade, por forma a assegurar o sistema de representação proporcional e o método da média mais alta de Hondt na conversão dos votos em número de mandatos”.Se alguma dúvida restasse penso que, com a leitura atenta deste artigo, ficou dissipada. A questão é entre o Dr. Mota Amaral e o Dr. Ricardo Rodrigues. A direita e a esquerda portuguesas são, no meu modesto entendimento, dois conceitos somente doutrinais. A luta do PODER é que norteia as políticas. O bem comum é substituído pela satisfação pessoal dos políticos. A política foi substituída pela politiquice. Como futuro politólogo não posso estar mais em desacordo com o actual panorama actual na política portuguesa. A politiquice e os interesses de alguns senhores feudais conseguem levar-nos à exaustão. E nós? O que fazemos para mudar? Portanto faço um apelo: VÁ VOTAR. MOSTRE QUE QUER DECIDIR. SE NÃO O FIZER NÃO SE PODE QUEIXAR. POR ISTO, VOTE!
In http://www.da.online.pt/news.php?id=82518
“(...) A esquerda e a direita têm as bandeiras tradicionais, quase obsessões. A direita defende intransigentemente a ordem, a segurança, a hierarquia. Elogia sem cessar o mercado e a competitividade. Fala do indivíduo e critica a colectivização. A esquerda, pelo seu lado, elege como baluartes a igualdade de oportunidades, a solidariedade e a justiça social, a crença na participação e na construção partilhada. O problema é que as expectativas dos povos são muitas vezes iludidas (...)”, (Daniel Sampaio, Árvore sem Voz, Editorial Caminho, Lisboa, 2004, pp. 84-85).Ao ler este excerto do reconhecido psiquiatra Daniel Sampaio, ilustre irmão do nosso Presidente Jorge Sampaio, dei comigo a perguntar SERÁ QUE EM PORTUGAL SE CUMPREM ESTES BALUARTES? À primeira vista parece que sim. Há algum tempo, no programa Prós e Contras da RTP1, este mesmo tema foi abordado. Como simples estudioso destes temas de política (na vertente de Estudos Europeus e Política Internacional) não posso deixar de comentar estas eleições à Assembleia da República a realizar no próximo dia 20.Com dois anos de governo, Durão Barroso (agora Mr. José Manuel Barroso) governava um Portugal sedento de algumas reformas. Aquando da Azores Summit, a 16 de Março de 2003, nas Lages, Durão Barroso ganhava alguma notoriedade no plano internacional. Daí até ao convite para chefiar a Comissão Europeia decorreram todos os processos de nomeação próprios para tão prestigioso posto. Depois de algumas recusas de outros primeiros-ministros de países igualmente neutros, Luxemburgo por exemplo, o então primeiro-ministro português decide aceitar o convite. Prudente ou não? O tempo o dirá.No plano interno, o Presidente Sampaio decidiu nomear, o então presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes. Na minha opinião, Sampaio quis, com isso, reestruturar um PS desfragmentado e tal levou a que o Dr. Ferro Rodrigues se precipitasse da cadeira do poder. Todavia, o tempo que medeia entre a nomeação e a destituição é parco. Mas o Sr. Santana Lopes e Paulo Portas ainda conseguiram continuar a danificar a imagem de um Portugal fraco a todos os níveis. Sócrates é eleito secretário-geral do PS e aí Sampaio quebra a loiça e demite a coligação. Onde está aqui a clivagem direita esquerda? Não será a posse pelo poder a verdadeira meta de todos os políticos?
Estamos, agora, quase a chegar ao fim duma campanha eleitoral que descrevo numa palavra: MEDÍOCRE. Não vi debatidos programa nem ideias. Só vi escândalos, evasão de privacidade, debates cancelados, em suma: NADA. Há uma questão que formulo: quem vou eleger? O candidato do meu círculo ou o Primeiro-ministro? Na realidade o que vou eleger é o meu representante à Assembleia da República do meu círculo eleitoral, neste caso Açores. O que vou escolher é entre o prestigiado Dr. João Bosco Mota Amaral ou o Dr. Ricardo Rodrigues. Sócrates? Santana? Somente indirectamente. A este propósito, o artigo 149º nº 1 da Constituição da República Portuguesa é bem claro: “Os Deputados são eleitos por círculos eleitorais geograficamente definidos na lei, a qual pode determinar a existência de círculos plurinominais e uninominais, bem como a respectiva natureza e complementaridade, por forma a assegurar o sistema de representação proporcional e o método da média mais alta de Hondt na conversão dos votos em número de mandatos”.Se alguma dúvida restasse penso que, com a leitura atenta deste artigo, ficou dissipada. A questão é entre o Dr. Mota Amaral e o Dr. Ricardo Rodrigues. A direita e a esquerda portuguesas são, no meu modesto entendimento, dois conceitos somente doutrinais. A luta do PODER é que norteia as políticas. O bem comum é substituído pela satisfação pessoal dos políticos. A política foi substituída pela politiquice. Como futuro politólogo não posso estar mais em desacordo com o actual panorama actual na política portuguesa. A politiquice e os interesses de alguns senhores feudais conseguem levar-nos à exaustão. E nós? O que fazemos para mudar? Portanto faço um apelo: VÁ VOTAR. MOSTRE QUE QUER DECIDIR. SE NÃO O FIZER NÃO SE PODE QUEIXAR. POR ISTO, VOTE!
In http://www.da.online.pt/news.php?id=82518
terça-feira, fevereiro 01, 2005
Viagem a Bruxelas NEPI
Caríssimo(a),
Cheguei de Bruxelas com vontade de regressar. Passei, com os meus colegas de curso 5 maravilhosos dias na Bélgica. A convite do eurodeputado Duarte Freitas e organizado pelo Núcleo de Estudantes de Estudos Europeus e Política Internacional (NEPI), do qual sou dirigente.
No primeiro dia, 28/01, fomos visitar o Parlamento Europeu (http://www.europarl.eu.int/home/default_pt.htm), propriamente dito. No sábado fiquei por Bruxelas a passear e fazer compras. No domingo fui a Gent (http://www.gent.be/gent/english) e a Brugges (http://www.hotels-brugge.org/bruges-hotel/brugges/brugges.htm).
Foi um espectáculo
Ver foto: http://www.duarte-freitas.org/fotos/20052113337.JPG
Cheguei de Bruxelas com vontade de regressar. Passei, com os meus colegas de curso 5 maravilhosos dias na Bélgica. A convite do eurodeputado Duarte Freitas e organizado pelo Núcleo de Estudantes de Estudos Europeus e Política Internacional (NEPI), do qual sou dirigente.
No primeiro dia, 28/01, fomos visitar o Parlamento Europeu (http://www.europarl.eu.int/home/default_pt.htm), propriamente dito. No sábado fiquei por Bruxelas a passear e fazer compras. No domingo fui a Gent (http://www.gent.be/gent/english) e a Brugges (http://www.hotels-brugge.org/bruges-hotel/brugges/brugges.htm).
Foi um espectáculo
Ver foto: http://www.duarte-freitas.org/fotos/20052113337.JPG
terça-feira, janeiro 18, 2005
Alexandre, o Grande
De Oliver Stone, o grande realizador de ''Any Given Sunday'' ou ''Natural Born Killers'', chega-nos uma super-produção milionária que revisita a história do conquistador do Império Persa que foi um dos maiores líderes militares de sempre.Trezentos anos antes de Cristo (356-323 ac), Alexandre foi rei da Macedónia, conquistador do império Persa e um excelente líder militar.Filho do rei Filipe II, nasceu em Pella, na antiga capital da Macedónia. Aristóteles foi o seu tutor e ensinou-lhe literatura, a arte da retórica e estimulou o seu interesse pela ciência, medicina e filosofia. Quando tinha 20 anos, o seu pai Filipe II foi assassinado e Alexandre subiu ao trono mandando executar todos os inimigos e conspiradores que o rodeavam.Até aos 25 anos, com a ajuda dos exércitos grego e macedónio, Alexandre conquistou a Ásia Menor, a Pérsia e grande parte da Índia, construindo, em poucos anos, o maior império de sempre.Em 332 antes de Cristo, fundou na foz do Nilo a cidade de Alexandria, centro literário, científico e comercial do império grego.Ele foi um jovem rei guerreiro audaz, corajoso e arrogante, líder de incontáveis exércitos contra os Persas. Foi um conquistador imparável, que nunca perdeu uma batalha e levou os seus soldados até ao limite do mundo conhecido. Um visionário, cujos sonhos e feitos contribuíram para formar o mundo que conhecemos hoje. Oliver Stone mostra-nos neste épico grandioso - com um orçamento de mais de 150 milhões de dólares - os feitos de Alexandre (Colin Farrell), o seu relacionamento com a sua mãe, Olympias (Angelina Jolie), o seu amigo e comandante de batalha Hephaistion, a sua mulher e o seu general de confiança Petolomeu (Anthony Hopkins).Mas apesar da expectativa com que era aguardado, ''Alexander'' não caiu no goto da crítica americana e, por enquanto, o público também ainda não correu até às salas para o ver. Apesar das emocionantes cenas de batalhas e de ter cenários e um guarda-roupa arrojados, o filme foi considerado ''demasiado longo'' (tem três horas de duração), aborrecido, confuso e ''excessivo'' nas suas interpretações. Oliver Stone já disse que espera que o seu filme tenha uma melhor recepção na Europa. Uma coisa é certa: se tal não acontecer este arrisca-se a ficar para a história como um majestoso flop.
segunda-feira, janeiro 17, 2005
Diários de Che Guevara
FOMOS, EU E A MINHA MARINA, VER ESTE FILME NA SALA 2 NO CENTRO COMERCIAL SOL-MAR DIA 16/01 NA SESSÃO DAS 22H
A acção deste filme passa-se em 1952, época em que dois jovens argentinos, Ernesto Guevara (Gael García Bernal) e Alberto Granado (Rodrigo de la Serna), partem numa viagem para descobrir a verdadeira América Latina. Ernesto tem 23 anos e é um estudante de medicina especialista em leprologia; Alberto, de 29 anos, é bio-químico. Sob o pretexto de comemorar o seu 30º aniversário na Venezuela, Alberto desafia Ernesto para uma viagem de descoberta pela América do Sul. Com um sentimento romântico de aventura, os dois amigos resolvem abandonar os seus confortáveis ambientes familiares em Buenos Aires e partir estrada fora na motocicleta de Alberto, uma temperamental Norton 500, de 1939, que recebe a alcunha de ''La Poderosa''. A mota acaba por não aguentar a jornada mas eles prosseguem a viagem, à boleia. À medida que se afastam de Buenos Aires, os dois amigos tornam-se cada vez mais próximos, unidos por um sentimento de irmandade e pela crença no progresso e no que a ciência e a medicina podem fazer pela região. Através das pessoas que encontram na estrada – desde complacentes ricos a pessoas de pobreza extrema - os dois amigos começam a conhecer uma América Latina completamente diferente e nasce neles uma afinidade para a humanidade e uma determinação para mudar o mundo, que até então desconheciam. A viagem, durante a qual percorrem 13 mil quilómetros, demora 8 meses. Partindo da Argentina, eles seguem através dos Andes para o Chile, passando pelo deserto de Atacama para o Peru, até chegar à Venezuela e às alturas de Machu Picchu.Quando chegam à colónia de lepra de San Pablo, nas profundezas da Amazónia peruana, os dois jovens já questionam o valor do progresso, definido por sistemas económicos que deixam tantas pessoas numa pobreza extrema e opressora. As suas experiências nesta colónia vão definir a jornada política e ética que vão seguir nas suas vidas.A imagem do implacável executante que acreditava na justiça sumária e no pelotão de execução, esbateu-se quando ''Che'' Guevara foi assassinado por um esquadrão boliviano em Outubro de 1967 e se transformou, num mártir histórico ao nível de Bolivar, Pancho Villa e outros heróis revolucionários da América Latina. Até à sua morte, Guevara era, ao lado de Fidel Castro, alguém que celebrava o ódio como a chave para a revolução e como tal um símbolo da guerrilha. Essa imagem de ''Che'' foi a que ficou conhecida nos últimos 40 anos, e foi amplamente utilizada pela cultura pop que adoptou a sua imagem como um ícone da revolução e da rebeldia. Não é este ''Che'' que vamos encontrar neste ''Diários de Che Guevara'' (The Motorcycle Diaries), mas sim um jovem de 23 anos, proveniente de uma família de origem irlandesa e espanhola de classe média alta, estudante de medicina, em puro estado de idealismo e paixão típicos da juventude. Tendo como base diários e cartas, o filme de Walter Salles é naturalmente episódico. Mas não é necessário comungar ou conhecer os ideais de Guevara para nos relacionarmos com este filme, sobre dois amigos que partem numa aventura que os vai mudar para sempre.Nos principais papéis encontramos Gael García Bernal (''E a Tua Mãe Também''; ''Amor Cão'', ''Má Educação''), numa excelente representação do jovem Che, e Rodrigo De la Serna, conhecido actor de teatro argentino que aqui faz a sua estreia internacional e que é primo em segundo grau de Guevara.
A acção deste filme passa-se em 1952, época em que dois jovens argentinos, Ernesto Guevara (Gael García Bernal) e Alberto Granado (Rodrigo de la Serna), partem numa viagem para descobrir a verdadeira América Latina. Ernesto tem 23 anos e é um estudante de medicina especialista em leprologia; Alberto, de 29 anos, é bio-químico. Sob o pretexto de comemorar o seu 30º aniversário na Venezuela, Alberto desafia Ernesto para uma viagem de descoberta pela América do Sul. Com um sentimento romântico de aventura, os dois amigos resolvem abandonar os seus confortáveis ambientes familiares em Buenos Aires e partir estrada fora na motocicleta de Alberto, uma temperamental Norton 500, de 1939, que recebe a alcunha de ''La Poderosa''. A mota acaba por não aguentar a jornada mas eles prosseguem a viagem, à boleia. À medida que se afastam de Buenos Aires, os dois amigos tornam-se cada vez mais próximos, unidos por um sentimento de irmandade e pela crença no progresso e no que a ciência e a medicina podem fazer pela região. Através das pessoas que encontram na estrada – desde complacentes ricos a pessoas de pobreza extrema - os dois amigos começam a conhecer uma América Latina completamente diferente e nasce neles uma afinidade para a humanidade e uma determinação para mudar o mundo, que até então desconheciam. A viagem, durante a qual percorrem 13 mil quilómetros, demora 8 meses. Partindo da Argentina, eles seguem através dos Andes para o Chile, passando pelo deserto de Atacama para o Peru, até chegar à Venezuela e às alturas de Machu Picchu.Quando chegam à colónia de lepra de San Pablo, nas profundezas da Amazónia peruana, os dois jovens já questionam o valor do progresso, definido por sistemas económicos que deixam tantas pessoas numa pobreza extrema e opressora. As suas experiências nesta colónia vão definir a jornada política e ética que vão seguir nas suas vidas.A imagem do implacável executante que acreditava na justiça sumária e no pelotão de execução, esbateu-se quando ''Che'' Guevara foi assassinado por um esquadrão boliviano em Outubro de 1967 e se transformou, num mártir histórico ao nível de Bolivar, Pancho Villa e outros heróis revolucionários da América Latina. Até à sua morte, Guevara era, ao lado de Fidel Castro, alguém que celebrava o ódio como a chave para a revolução e como tal um símbolo da guerrilha. Essa imagem de ''Che'' foi a que ficou conhecida nos últimos 40 anos, e foi amplamente utilizada pela cultura pop que adoptou a sua imagem como um ícone da revolução e da rebeldia. Não é este ''Che'' que vamos encontrar neste ''Diários de Che Guevara'' (The Motorcycle Diaries), mas sim um jovem de 23 anos, proveniente de uma família de origem irlandesa e espanhola de classe média alta, estudante de medicina, em puro estado de idealismo e paixão típicos da juventude. Tendo como base diários e cartas, o filme de Walter Salles é naturalmente episódico. Mas não é necessário comungar ou conhecer os ideais de Guevara para nos relacionarmos com este filme, sobre dois amigos que partem numa aventura que os vai mudar para sempre.Nos principais papéis encontramos Gael García Bernal (''E a Tua Mãe Também''; ''Amor Cão'', ''Má Educação''), numa excelente representação do jovem Che, e Rodrigo De la Serna, conhecido actor de teatro argentino que aqui faz a sua estreia internacional e que é primo em segundo grau de Guevara.
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