domingo, maio 08, 2005

Million Dollar Baby – Sonhos Desfeitos

FUI VER ESTE FILME NO PASSADO SÁBADO, 7 maio, às 21:40 na sala 4 da Castello Lopes no Parque Atlântico em Ponta Delgada com a minha namorada Marina


Frankie Dunn (Clint Eastwood) é um treinador de boxe que treinou e geriu as carreiras de vários boxeurs. No ringue, ele costuma ensinar os seus atletas que o mais importante é protegerem-se a si mesmos. Mas depois do doloroso afastamento da filha, Frankie começou a aplicar esta máxima a si mesmo e a revelar alguma dificuldade na aproximação dos outros, restando-lhe apenas o amigo Scrap (Morgan Freeman), um ex-boxeur que cuida do ginásio.É então que aparece Maggie Fitzgerald (Hilary Swank), uma empregada de café com uma enorme determinação e vontade de vencer que quer tornar-se uma grande atleta. Mas para que tal possa acontecer, ela precisa de alguém que acredite nela e a treine.Inicialmente, Frankie tenta a todo o custo demovê-la, invocando várias razões: por ser mulher, por ser demasiado velha para começar a treinar, e fundamentalmente porque depois de uma série de desaires profissionais, ele não se quer comprometer. Mas mesmo assim, ela entrega-se ao treino no ginásio, diariamente, e acaba por cativar Scrap, que à socapa lhe vai dando o seu apoio.Passado algum tempo e perante a obstinação da rapariga, Frankie aceita treiná-la até que ela consifa encontrar um manager à sua altura, nascendo assim uma relação de inspiração mútua e partilha.Os dois vão ajudar-se mutuamente e, aos poucos, vão descobrindo um sentido de família que há muito desaparecera das suas vidas.''Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos'' é a nova longa-metragem de Clint Eastwood e é mais um filme de grande humanismo, com excelentes interpretações, onde o underacting é a opção escolhida.O filme revelou-se o grande vencedor da última edição dos Óscares, (em abono da verdade, com muito mérito) conseguindo arrecadar cinco Óscares nas principais categorias.Aos 30 anos, Hillary Swank foi premiada com o segundo Oscar de interpretação da sua carreira, tornando-se a primeira actriz a receber um Oscar por cada nomeação que conseguiu. Morgan Freeman levou para casa o Oscar de Melhor Secundário (que há muito reclamava), Eastwood foi considerado o Melhor Realizador.

in http://www.estreia.online.pt

domingo, maio 01, 2005

Festas do Senhor Santo Cristo dos Açores

Numa ilha de vulcões em actividade constante e de sismos frequentes, a devoção era o único refúgio do povo, através do culto do Divino Espírito Santo e ao Senhor Santo Cristo dos Milagres. A devoção que Teresa da Anunciada, venerável religiosa do convento de Nossa Senhora da Esperança, tão intensamente sentiu por Cristo, marcou profundamente a alma do povo, de tal modo que o culto ao Senhor, através da procissão com a imagem, se expandiu e fortaleceu ao longo dos séculos.
É, hoje em dia, a maior procissão, a mais grandiosa e a de maior devoção que se realiza em terras portuguesas.
No coração de cada açoriano, disperso pelo mundo, há um altar de culto eterno ao Senhor Santo Cristo, onde as suas preces mantêm permanentemente acesas místicas velas de imperecível devoção e saudade.
Daí a presença de milhares de açorianos que vêm participar, todos os anos, de Portugal, dos Estados Unidos da América, do Canadá e, naturalmente, das outras ilhas, nas grandes festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, numa autêntica e profunda manifestação de fé e devoção.
Semanas antes da procissão, o mosteiro da Esperança e a praça 5 de Outubro são preparados e enfeitados festivamente com milhares de lâmpadas multicores, mastros e bandeiras, flores de todas as espécies e cores que conferem ao recinto um deslumbrante ar de festa.
As festas duram vários dias. Sucedem-se os serviços religiosos e os concertos. Na tarde de sábado, há pessoas que andam à volta da praça de joelhos sobre as pedras do pavimento ou, então, carregadas de círios de cera, num agradecimento pela graça recebida do Senhor numa hora de aflição e sofrimento.
Depois, no domingo, milhares de pessoas incorporam-se na procissão. A abrir, o guião, com a coroa de espinhos dourada, depois duas longas filas de homens com opas, muitos com grossos círios votivos, outros descalços, no cumprimento de promessas, interrompidos por grupos de filarmónicas. Seguem-se associações juvenis transportando guiões de cores garridas, crianças vestidas de anjos, alunos do seminário, o clero micaelense e alguns sacerdotes convidados, todos eles a precederem a venerando imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres, transportada sob um docel de veludo e ouro, num trono de lindíssimas flores de seda e pano, tecidas no século XVIII.
Após a venerando imagem, seguem-se os dignatários da Igreja Católica, representantes das congregações religiosas sediadas em S. Miguel e muitos milhares de senhoras, no cumprimento de promessas.
A fechar o extenso cortejo, seguem-se as mais altas autoridades militares e civis, representações e associações sociais e desportivas.
A grande procissão recolhe, já quase noite, após cinco horas de circulação pelas principais ruas de Ponta Delgada.
O corpo principal do tesouro do Senhor Santo Cristo dos Milagres é constituído pelas seguintes jóias: o Resplendor, a Coroa, o Relicário, o Ceptro e as Cordas.

in http://www.acores.net/santocristo

segunda-feira, abril 11, 2005

Golpe no Paraíso

FUI VER ESTE FILME NA SALA 1 DA CASTELLO LOPES NO PARQUE ATLÂNTICO EM PONTA DELGADA ÀS 21:30 COM O MEU DIAMANTE, MARINA, E O MEU GRANDE AMIGO PAULINHO



Brett Ratner regressa ao activo com uma comédia de acção e romance protagonizada por um trio de luxo: Pierce Brosnan, Salma Hayek e Woody Harrelson. Aos 35 anos, e apesar do ar de eterno adolescente, Ratner é um dos homens mais respeitados de Hollywood, graças a filmes como 'Hora de Ponta' (1 e 2), 'Dois destinos' ou 'Dragão vermelho'. Desta vez optou por filmar nas Bahamas aquele que considera ser o filme mais difícil da sua carreira, já que mistura quatro géneros diferentes. A saber: acção, comédia, romance, ladrões e detectives.Em entrevista ao Jornal de Notícias, Ratner falou de 'After the Sunset': 'Queria fazer um filme de golpe que tivesse mais humor. A maior parte deles levam-se muito a sério. Queria que os espectadores se divertissem. Também queria algum romance.'Em tom de brincadeira afirmou que o que mais gostou na história foi da perspectiva de ver Salma Hayek em biquini, para depois explicar que o que gostou mais na intriga foi do esquema do gato e do rato.Neste filme, o ex-James Bond, Pierce Brosnan, regressa ao mesmo tipo de personagem de 'O Caso Thomas Crown', ainda que a acção apresente algumas diferenças. Desta vez, Brosnan tem por companhia Salma Hayek, Don Cheadle e Woody Harrelson. Em vez dos quadros, há diamantes, e a acção desloca-se da cosmopolita Manhattan para o cenário exótico das Caraíbas. Ele é Max Burdett, conhecido por 'O Rei dos Álibis', um ladrão que após o último grande golpe - o roubo do segundo dos três famosos diamantes Napoleão – decide ir relaxar para as Bahamas na companhia da sua namorada, Lola (Salma Hayek). Com o futuro garantido, o casal está pronto para gozar a sua riqueza da melhor maneira possível. Os problemas começam quando Stan (Woody Harrelson), o agente do FBI que passou sete anos a perseguir Max, e que se recusa a acreditar que ele se retirou, se resolve juntar a este par. Ele acredita que Max e Lola estão a planear roubar o terceiro diamante Napoleão que, por coincidência, acaba de chegar às Bahamas num cruzeiro de apresentação. Como não tem jurisdição nas Caraíbas, o agente junta-se a uma policial local (Naomi Harris) para tentar surpreender o astuto Max no local do roubo. O que ele ainda não sabe é que há um ladrão local (Don Cheadle) que também tem os seus próprios planos para o valioso diamante...Os dados estão lançados e o jogo do rato e do gato está prestes a começar.

In www.estreia.online.pt

domingo, abril 03, 2005

Morreu um SANTO

«Às 21h37 (horário de Roma), o nosso Santo Padre João Paulo II regressou à Casa do Pai». Com estas palavras, quebradas pelo pranto, o arcebispo Leonardo Sandri, substituto da Secretaria de Estado, anunciou o falecimento do Papa. Eram dez horas da noite no horário local. Escutavam-no mais de 60.000 pessoas na Praça de São Pedro, no Vaticano, que acabavam de rezar o Rosário por João Paulo II. Imediatamente, a multidão comovida entoou o Salvé Rainha e depois seguiu um longo aplauso. Em seguida, o cardeal Angelo Sodano iniciou a oração do «De profundis», em latim e italiano. A maioria dos fiéis colocou-se de joelhos, muitos deles com lágrimas nos olhos. Soaram os sinos da Basílica de São Pedro.

João Paulo II, sucessor do apóstolo Pedro na sede episcopal de Roma, faleceu no dia 2 de abril, às 21:37 horas (horário de Roma). O seu pontificado, de quase 27 anos, foi o terceiro mais longo da história da Igreja. Karol Józef Wojtyla, conhecido como João Paulo II desde sua eleição ao papado em 16 de outubro de 1978, nasceu em Wadowice, uma pequena cidade a 50 km da Cracóvia, a 18 de maio de 1920. Era o segundo dos filhos de Karol Wojtyla e Emilia Kaczorowska. A sua mãe faleceu em 1929. O seu irmão mais velho, Edmund (médico), morreu em 1932 e seu pai (sub-oficial do exército), em 1941. Aos 9 anos fez a Primeira Comunhão, e aos 18 recebeu a Confirmação. Terminados os estudos de ensino médio na escola Marcin Wadowita de Wadowice, matriculou-se em 1938 na Universidade Jagelónica da Cracóvia e numa escola de teatro. Quando as forças de ocupação nazista fecharam a Universidade, em 1939, o jovem Karol teve de trabalhar numa pedreira e depois numa fábrica química (Solvay), para ganhar a vida e evitar a deportação para a Alemanha. A partir de 1942, ao sentir a vocação ao sacerdócio, seguiu as aulas de formação do seminário clandestino da Cracóvia, dirigido pelo Arcebispo da Cracóvia, Cardeal Adam Stefan Sapieha. Ao mesmo tempo, foi um dos promotores do «Teatro Rapsódico», também clandestino. Após a Segunda Guerra Mundial, continuou os seus estudos no seminário maior da Cracóvia, novamente aberto, e na Faculdade de Teologia da Universidade Jagelónica, até sua ordenação sacerdotal na Cracóvia a 1 de novembro de 1946. Seguidamente, foi enviado pelo Cardeal Sapieha a Roma, onde, sob a direção do dominicano francês Garrigou-Lagrange, doutorou-se em 1948 em teologia, com uma tese sobre o tema da fé nas obras de São João da Cruz. Naquele período, aproveitou suas férias para exercer o ministério pastoral entre os imigrantes polacos da França, Bélgica e Holanda. Em 1948 voltou à Polónia e foi vigário em diversas paróquias da Cracóvia e capelão dos universitários até 1951, quando reiniciou os seus estudos filosóficos e teológicos. Em 1953, apresentou na Universidade Católica de Lublin uma tese titulada «Avaliação da possibilidade de fundar uma ética católica sobre a base do sistema ético de Max Scheler». Depois passou a ser professor de Teologia Moral e Ética Social no seminário maior da Cracóvia e na faculdade de Teologia de Lublin. Em 4 de julho de 1958, foi nomeado por Pio XII Bispo Auxiliar da Cracóvia. Recebeu a ordenação episcopal em 28 de setembro de 1958 na catedral de Wawel (Cracóvia), das mãos do Arcebispo Eugeniusz Baziak. Em 13 de janeiro de 1964, foi nomeado Arcebispo da Cracóvia por Paulo VI, que o fez cardeal em 26 de junho de 1967. Além de participar do Concílio Vaticano II (1962-65), com uma contribuição importante na elaboração da constituição «Gaudium et spes», o Cardeal Wojtyla tomou parte em todas as assembleias do Sínodo dos Bispos. Desde o começo de seu pontificado, em 16 de outubro de 1978, o Papa João Paulo II realizou 104 viagens pastorais fora da Itália, e 146 pelo interior desse país. Também, como Bispo de Roma visitou 317 das 333 paróquias romanas. Entre os seus documentos principais se incluem: 14 Encíclicas, 15 Exortações apostólicas, 11 Constituições apostólicas e 45 Cartas apostólicas. O Papa também publicou cinco livros: «Cruzando o limiar da esperança» (outubro de 1994); «Dom e mistério: no quinquagésimo aniversário de minha ordenação sacerdotal» (novembro de 1996); «Tríptico romano – Meditações», livro de poesias (Março de 2003); «Levantai-vos! Vamos!» (maio de 2004) e «Memória e identidade» (fevereiro de 2005). João Paulo II presidiu 147 cerimónias de beatificação --nas quais proclamou 1338 beatos e 51 canonizações, com um total de 482 santos. Celebrou 9 consistórios, durante os quais criou 231 (além de 1 «in pectore») Cardeais. Também presidiu 6 assembleias plenárias do Colégio Cardinalício. Presidiu 15 Assembleias do Sínodo dos Bispos: 6 ordinárias (1980, 1983, 1987, 1990, 1994, 2001), 1 geral extraordinária (1985), e 8 especiais (1980, 1991, 1994, 1995, 1997, 1998 [2] e 1999). Nenhum outro Papa encontrou-se com tantas pessoas como João Paulo II: em números, mais de 17.600.100 peregrinos participaram das mais de 1160 Audiências Gerais que se celebram nas quartas-feiras. Esse número não inclui as outras audiências especiais e as cerimônias religiosas [mais de 8 milhões de peregrinos durante o Grande Jubileu do ano 2000] e os milhões de fiéis que o Papa encontrou durante as visitas pastorais efetuadas na Itália e no restante do mundo. Devem-se recordar também as numerosas personalidades de governo com as quais manteve encontros durante 38 visitas oficiais e as 738 audiências ou encontros com chefes de Estado e 246 audiências e encontros com primeiros-ministros.

in http://www.zenit.org

domingo, março 13, 2005

Hitch - A Cura para o Homem Comum

FUI VER ESTA COMÉDIA HILARIANTE COM A MINHA MARINA E O MEU GRANDE AMIGO PAULINHO NA SALA 1 DO PARQUE ATLÂNTICO NO DIA 2005.03.12 PELAS 21:30

Nesta sofisticada comédia romântica, Alex 'Hitch' Hitchens é um lendário - e deliberadamente anónimo - "doutor de encontros amorosos" que, por uma quantia em dinheiro, ajuda inúmeros homens a conquistarem a mulher dos seus sonhos. Enquanto ajuda Albert, um tímido contabilista que está caído por uma impressionante celebridade chamada Allegra Cole, Hitch encontra finalmente o seu par, na pessoa da bonita e esperta Sara Melas, uma colunista de mexericos que segue todos os passos de Allegra. Sendo um solteirão convicto, Hitch, de repente, vê-se delirantemente apaixonado por Sara, a jornalista cuja maior proeza seria desmascarar o "doutor de encontros amorosos" mais famoso de Manhattan.

Ficha Técnica
Título Original: Hitch
Género: Comédia/ Romance (M/12)
Realizador: Andy Tennant
Com: Will Smith, Eva Mendes, Michael Rapaport
Duração: 1h55m
Ano: 2005

in http://www.braga.com.pt

sexta-feira, março 11, 2005

Blade Trinity

FUI VER, NO PASSADO DIA 10/03 às 21:10, ESTE FILME COM A MINHA MENINA, O MEU AMIGO PAULINHO, SUA IRMÃ GRAÇA, A CARLA E DOIS AMIGOS SEUS, NA SALA 4 NO PARQUE ATLÂNTICO EM PONTA DELGADA

Numa base localizada no deserto, os vampiros jogam a cartada decisiva para conquistar o mundo: ressuscitam Drácula (Dominic Purcell), que deu origem à raça e possui poderes que lhe permite sobreviver à luz do dia. Em paralelo, os vampiros iniciam uma campanha difamatória contra Blade (Wesley Snipes), colocando o FBI no seu encalço. Após alguns confrontos com agentes, Blade e Whistler (Kris Kristofferson) percebem que precisam de ajuda. Depois de ser atacado e capturado, Blade é salvo pelos Noctívagos, um grupo de humanos que se dedica a caçar vampiros e que é liderado por Abigail (Jessica Biel), que é também a filha de Whistler. Juntamente com Hannibal King (Ryan Reynolds) e a cientista Sommerfield (Natasha Lyonne), Blade e os Noctívagos iniciam uma série de batalhas contra Dranica Talos (Parker Posey), a actual líder dos vampiros, sem saber que terão que enfrentar o próprio Drácula.

Ficha Técnica

Título Original: Blade: Trinity
Género: Acção/ Aventura/ Thriller (M/12)
Realizador: David S. Goyer
Com: Wesley Snipes; Kris Kristofferson; Dominic Purcell; Jessica Biel
Duração: 1h55m
Ano: 2004

in http://www.bragacom.pt

segunda-feira, março 07, 2005

Sensibilizar a comunidade local para a importância da fraternidade

Realiza-se amanhã, domingo, uma jornada do “Movimento dos Focolares”, de inspiração cristã, intitulado “Rumo à Fraternidade Universal”. A sessão terá lugar na Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada, pelas 15h00.Todos os anos, durante dois dias, os “Focolares” reúnem em vários pontos do país, incluindo os Açores, mas este ano vão fazer só uma jornada local para um convívio social., porque querem concentrar, em Agosto, todos os simpatizantes nacionais e regionais num só espaço. Este encontro entre portugueses, que dá pelo nome de “Mariápolis”, vai decorrer no Centro Paulo VI, em Fátima.Em Ponta Delgada, a iniciativa de domingo conta com vários momentos musicais, troca de experiências, havendo ainda lugar para a visualização de um vídeo sobre o tema da jornada.Miguel Maurício, do “Movimento dos Jovens para o Mundo Unido”, referiu ao Diário dos Açores que o objectivo dessa jornada, para além do convívio, serve para alertar as pessoas para a unidade dos cristãos, para a necessidade de haver momentos de partilha e de fraternidade entre os homens, e ainda para sensibilizar a comunidade local para uma eventual adesão ao movimento. Os “Focolares” são um movimento internacional que está presente em 182 países e tem cerca de 120 mil membros activos, divididos em 18 ramificações. Mas calcula-se que no mundo existam cerca de 3 milhões e 200 mil simpatizantes. Em S. Miguel, o movimento ecuménico conta com cerca de 300 membros e simpatizantes, jovens e adultos, divididos por vários ramos, dos quais se destaca “O Movimento Juventude Nova” e o “Movimento para a Unidade dos Cristãos”.Todos os meses, a fundadora e presidente do Movimento, Chiara Lubich, retira do Evangelho dominical uma frase e desenvolve-a sob o lema de “Palavra de Vida”. O texto depois é impresso em forma de folheto e enviado, em várias línguas, a todos os membros dos “Focolares”. Os membros de S. Miguel mensalmente reflectem em conjunto sobre a “Palavra de Vida”.Os Focolares são um movimento que começou por ser da Igreja Católica, mas depois tornou-se um movimento ecuménico, com diálogo inter-religioso.Esse movimento começou em Trento, Itália, em 1943, com a percepção de Chiara Lubich de que o drama da II Guerra Mundial trazia consigo uma lição decisiva: “Tudo passa, tudo é vaidade das vaidades. Só Deus permanece”. Na página dos “Focolares” www.focalere.org. podemos ler que “a descoberta de que Deus é Amor transforma completamente a vida da fundadora e a de suas primeiras companheiras. Elas comunicam esta descoberta e logo muitas outras pessoas desejam compartilhar. Esta será a primeira centelha inspiradora da espiritualidade que nasceu. Em resposta a este Amor, o Evangelho é redescoberto como uma revolução pessoal e colectiva que sana divisões, conflitos e disparidades sociais”. Nasce assim um Movimento de renovação espiritual e social. Desde os seus primórdios, as pessoas chamam o Movimento de "Focolari" (palavra italiana que significa lareira), pelo fogo do amor evangélico experimentado.Na direcção do Movimento está a presidente, que pelo Estatuto será sempre uma mulher leiga, assistida por um Conselho. Apesar de ser uma única realidade, pela variedade das pessoas que o compõem - famílias, adultos, jovens, adolescentes, crianças - todos das mais variadas condições sociais e vocações - leigos, sacerdotes, religiosos, bispos - , o Movimento desdobra-se em 18 ramificações, das quais cinco são movimentos de largo alcance, que actuam em vários ambientes: "Famílias Novas", para a unidade da família; "Humanidade Nova", para a renovação social; "Movimento Paroquial" no âmbito eclesiástico; "Jovens por um Mundo Unido", no mundo juvenil e "Movimento Juvenil pela Unidade", para adolescentes. No centro do Movimento estão os "Focolares" - masculinos e femininos - que mais não são do que pequenas comunidades, de um novo estilo, compostas por leigos. Os “Focolares” são o centro de irradiação e de convergência da família do Movimento, coração do Movimento nas cidades onde se encontram. Miguel Maurício esclarece que a espiritualidade é vivida em diferentes modos, além dos católicos, também por cristãos de várias Igrejas e comunidades, entre os quais ortodoxos, anglicanos, luteranos, evangélicos, reformados; por fiéis de outras religiões, entre os quais hebreus, muçulmanos, budistas, hinduístas, e por pessoas de convicções não religiosas. No ecumenismo, a “Espiritualidade da Unidade” contribui para que se derrubem preconceitos entre os cristãos, alimentando um "ecumenismo da vida", um "ecumenismo do povo". É compartilhada por membros de cerca de 300 Igrejas e comunidades cristãs, cujos líderes incentivaram a difusão desta espiritualidade. Entre eles os Patriarcas ortodoxos ecuménicos, nomeadamente Atenágoras I, Demétrio I e Bartolomeu I, os Arcebispos anglicanos de Canterbury Ramsey, Coggan, Runcie e Carey, os Bispos Luteranos Dietzfelbinger, Hanselman e Kruse, e o Irmão Roger Schutz, fundador da comunidade de Taizé. O diálogo Inter-religioso desenvolve-se em vários países com judeus, muçulmanos, budistas, hinduístas, taoístas e animistas que partilham aspectos da “Espiritualidade da Unidade” e colaboram com o movimento em actividades no campo social, a favor da paz e da justiça social. O Movimento dos Focolares é membro da Conferência Mundial das Religiões pela Paz (WCRP – World Conference of Religions for Peace), da qual Chiara Lubich, desde 1994, é presidente de honra.

Por Nélia Câmara

In http://www.da.online.pt/news.php?id=83012&w=focolares

domingo, março 06, 2005

O Sorriso da Lua nas Criptomérias

FUI VER ESTA MARAVILHOSA PEÇA DE TEATRO DO GRANDE ZECA MEDEIROS NO PASSADO DIA 2005.03.05 PELAS 21:30 NO TEATRO MICAELENSE, COM A MINHA QUERIDA MARINA, COM OS MEUS AVÓS MARIA LAURA E ANÍBAL, A MINHA TIA-BISAVÓ CLOTILDE REIS, OS MEUS IRMÃOS FILIPE E ANDREIA COM OS RESPECTIVOS NAMORADOS MANUELA E EMANUEL, RESPECTIVAMENTE


Um grupo de actores, cantores e bailarinos encena em jeito de comédia musical fados e errâncias do tipógrafo António Malaquias - soldado à força, involuntário aventureiro enredado nas malhas do império.
A acção principal decorre na “Cidade Marginal” (Ponta Delgada) entre finais dos anos 60 e 1974.
Num tempo de prantos e inquietações, António Malaquias, mobilizado
para a Guerra Colonial, despede-se da família, dos amigos e de Luciana (uma triste canção de amor percorre os olhares, no cais da ilha).
Na Cidade Marginal, a vida continua - um quotidiano cinzento contrariado pelo humor da tia Lídia, professora de dança, que entre tangos e valsas vai povoando o imaginário dos sobrinhos com “casos” de encantar ou com as peripécias da sua “lendária” viagem a Lisboa nos anos 50. (Naqueles anos, Lisboa ficava muito longe...).
As suas “estórias” serão burlescas mas as suas palavras poderão também ser mágicas - na noite de S. João, a sua voz faz as crianças viajar a um mundo de prodígios e assombrações, quando as criptomérias recebem o sorriso da Lua...
Numa ronda de noctívagos, Manuel Bettencourt, o anarquista, recorda com nostalgia o sortilégio das noites boémias no “Éden Cabaret”. O professor Jacinto, seu irmão (um profundo conflito ideológico divide os dois homens), tenta desesperadamente levar à cena “Frei Luís de Sousa” com um desajeitado grupo de amadores. (“Romeiro, Romeiro. Quem és tu?”...)

Abril de 74:

Desaparecido em combate no Ultramar, António Malaquias regressa misteriosa e inesperadamente à ilha. O espanto da cidade e de Luciana, a mulher que o julgou morto, que não esperou por ele(“Romeiro, Romeiro. Quem és tu?”...).
As luzes da cidade vão coreografando a sua dança de sombras.
Neste palco onde a vida e o teatro se confundem, o mar há-de ser de pano e as criptomérias de cartão; lágrimas e sorrisos serão apenas sinceros fingimentos e a luz deste projector há-de ser o sorriso da lua...


in http://www.teatromicaelense.pt/htm/index.php?topgroupid=1&groupid=12&subgroupid=&contentid=90

sexta-feira, março 04, 2005

CONSTANTINE

FUI VER ESTE FILME COM A MINHA "AMORA" E OS MEUS AMIGOS PAULINHO E CARLA NA SALA 2 ÀS 21:20 NO PARQUE ATLÂNTICO

Keanu Reeves protagoniza esta adaptação cinematográfica de uma banda-desenhada, desta vez de ''Hellblazer'', da DC/Vertigo. Praticamente afastado do cinema desde o final da série ''Matrix'', o popular actor encarna o papel de Jack Constantine, um detective atormentado que, desde pequeno, tem o dom/fardo de conseguir ver os demónios e anjos que vagueiam disfarçados entre nós...Condenado a morrer jovem, Constantine procura assegurar o seu lugar no céu e passa os dias a livrar-se dos demónios que se apropriam dos humanos, numa cruzada entre o bem e o mal.Os problemas começam quando ele constata que há alguém que está prestes a regressar, pondo em risco um pacto feito entre Deus e o Diabo, que conferia algum equilíbrio na terra.No meio desta batalha surge Angela Dodson (Rachel Weisz), uma polícia bastante céptica que lhe pede ajuda para desvendar o mistério que envolve a morte da sua irmã gémea.Juntos, eles embarcam numa viagem pelo mundo dos anjos e dos demónios e deparam-se com um conjunto de eventos inexplicáveis que reforçam a sua união mas que os impedem de alcançar a paz de espírito que desejam.Realizado pelo estreante Francis Lawrance, mais conhecido por ter trabalhado em videoclips de Brittney Spears ou Janet Jackson, ''Constantine'' tem algo de virtuoso mas tem também alguns pecados. Apesar de ter uma história bastante elaborada (por vezes demasiado) e personagens mais complexas do que o habitual num filme deste género, as sequências de acção e alguns efeitos especiais deixam bastante a desejar. O ridículo de certas situações acaba por emprestar algum humor a este filme, o que acaba por salvá-lo da mediocridade, embora não se consiga perceber se se trata de uma opção ou de simples inaptidão desta equipa. Depois de se ter conseguido posicionar no top dos filmes mais vistos nos EUA, a Warner Brothers já anunciou que pretende avançar com a sequela.

in: http://www.estreia.online.pt

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

O Fantasma da Ópera

FUI VER ESTE MAGNÍFICO FILME/ÓPERA NA SALA 4 DO PARQUE ATLÂNTICO NO PASSADO DIA 2005.02.27 ÀS 21:40 NO DIA QUE COMPLETEI 87 MESES DE NAMORO COM A MINHA AMADA

Ao contrário do que se possa pensar, ''O Fantasma da Ópera'', que Gaston Leroux escreveu em 1910, foi apropriado pelo cinema ainda antes de se transformar num musical, nos palcos do West End e da Broadway.Os alemães foram os primeiros a filmar o livro de Leroux, em 1916, embora a versão mais célebre, ainda no tempo do cinema mudo, seja a interpretada pelo lendário Lon Chaney (1925). Em 1962, Terence Fisher assinou nova adaptação com Herbert Lom. E até Robert Englund (popularizado como Freddy Krueger) já personificou o Fantasma, numa fita de 1989, que misturava alguns elementos sobrenaturais. Ainda assim, o mais invulgar de todos os filmes que contaram esta história foi a versão gore que Dario Argento realizou em 1998.O longo currículo cinematográfico deste conto não foi motivo suficiente para desmobilizar Joel Schumacher, que realiza a sua versão da popular ficção.Corria o ano de 1988 quando o realizador de ''Cabine Telefónica'' decidiu assistir ao mais recente êxito da Broadway, depois de Andrew Lloyd Webber lhe ter telefonado para lhe dizer que tencionava passar a história para o grande ecrã. Depois de ter assistido àquele que classifica como ''o maior espectáculo do mundo'', Schumacher ficou petrificado e decidiu que ia contar esta história. Na escuridão do Teatro Majestic, na Broadway, quando a peça atinge o clímax, o realizador percebeu logo como iria fazer o filme. Apesar disso, só dezasseis anos depois é que o público vai conseguir ver as imagens que ele aí visualizou.Joel Schumacher é mais um realizador que tenta aproveitar a popularidade do género musical, um fenómeno que surgiu após o lançamento de ''Moulin Rouge'', de Baz Luhrmann e que se prolongou com o sucesso de ''Chicago'', de Rob Marshall, que conseguiu arrecadar sete Óscares.Este foi certamente um factor que Schumacher teve em consideração quando deciu realizar esta ópera-rock, com 147 minutos de duração.De resto, Andrew Lloyd Webber, que financiou todo o projecto, já afirmou que, se a recepção do público for positiva, vai começar a filmar o seu extenso catálogo (a começar por ''Sunset Boulevard'').Após um longo casting, esta equipa optou por não colocar grandes nomes nos papéis principais. Emmy Rossum (''Day After Tomorrow'') é a Christine Daae; a interpretação de Raoul, o Visconde de Chagny, foi entregue a Patrick Wilson; e Gerard Butler (''Tomb Raider'') é 'O Fantasma'. Apesar de a produtora ter apostado em salários baixos, o orçamento do mais recente filme de Joel Schumacher está ao nível do de uma superprodução (custou cerca de 80 milhões de dólares). Um grupo de mais de cem cantores e bailarinos a actuar sobre os gigantescos cenários, concebidos pelo realizador, justifica este montante. Só o adereço mais caro do filme - um candelabro com 5,2 metros de altura, que o Fantasma lança sobre o público do teatro - está avaliado em 2 milhões de euros.O realizador não esconde que gosta da escala épica: ''Toda esta história é sobre luz e sombra: é uma história de amor sombrio e obcecado, na Paris de 1870. Tem que ser opulento, voluptuoso e belo. É essa parte que é cinematográfica num musical'', explicou à revista ''Time''.Visualmente poderoso, ''O Fantasma da Ópera'' recria a história de um desfigurado génio musical, Erik, que vive nas catacumbas por debaixo da Ópera de Paris, e que lança o terror sobre os seus ocupantes. Quando se apaixona por Christine, uma ingénua menina de coro, o Fantasma decide fazer dela a nova estrela da Ópera. Com a saída da temperamental diva, La Carlotta, que abandona a última produção da companhia a meio dos ensaios, os novos gerentes não têm outra opção senão confiar em Christine como protagonista. Tudo parece correr às mil maravilhas até ao momento em que Christine se apaixona pelo visconde de Chagny, o que deixa o fantasma furioso.Nasce assim a atmosfera propícia para o dramático crescendo de grandes paixões, ciúmes violentos e amores obsessivos, que ameaçam conduzir os infelizes amantes para um beco sem saída...O facto de os nomes mais fortes do elenco (Miranda Richardson, Minnie Driver) terem sido relegados para papéis secundários, fez com que algumas personagens secundárias acabem por brilhar mais do que os protagonistas. Mas ''O Fantasma da Ópera'' é, sem dúvida, uma máquina bem oleada, onde todas as peças estão no lugar certo, do texto ao elenco, da música aos cenários. Por isso o mais certo é que esta tragédia romântica, povoada por canções delico-doces, consiga cativar muitos espectadores.

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