segunda-feira, agosto 08, 2005

A queda – Hitler e o fim do III Reich

FUI VER ESTE GRANDE FILME NA SALA 1 DO CINE SOL*MAR NO PASSADO DIA 2005.08.07 PELAS 21:30 NA COMPANHIA DA MINHA SEMPRE AMADA, MARINA

A obra do realizador Oliver Hirschbiegel é parcialmente baseada em "Until the Final Hour", livro de memórias de Tradl Junge, a última secretária de Hitler, que esteve presente no "bunker" situado por baixo da chancelaria do Reich até ao momento do suícidio colectivo das principais figuras do regime nazi. Este é um relato dos últimos 12 dias de vida de Hitler que nos traz um ditador diferente daquele que estamos habituados a ver no grande ecrã.
Polémico desde o início das filmagens, "A queda" retira a imagem demoníaca do mito e transforma-a na de um homem muito perturbado, “demasiado humano”, na opinião de alguns críticos, para alguém cuja maldade mergulhou o mundo numa das mais profundas escuridões da história da humanidade. "Se aceitarmos que ele era um ser humano, temos também que reconhecer que alguma dessa maldade existe dentro de todos nós", reconheceu o cineasta, em várias entrevistas publicadas na sequência da estreia do filme.
O filme é já considerado um documento histórico por diversos especialistas e tem sido elogiado pelo rigor com que desmonta os mitos e retrata o que realmente se passou naqueles 12 últimos dias de Abril de 1945 em Berlim até ao suícídio de Hitler (interpretado por Bruno Ganz) e ao fim da II Guerra Mundial.
Sofrimento e irracionalidade do Homem
Acima de tudo, o filme consegue abster-se de usar a clássica distinção "hollywoodesca" entre heróis e vilões, retratando o sofrimento e a irracionalidade como condições inerentes a qualquer ser da raça humana. Assim, "A queda" consegue distinguir-se do excessivo romantismo que inunda a maioria dos filmes que tentam retratar esta época da história moderna, contrapondo a loucura da guerra com aquela que assola os ocupantes do "bunker". Contudo, não obstante ser uma obra cinematográfica, alguns figurantes e soldados da Wehrmacht e da SS são interpretados por pessoas de ideologia neonazi.Apesar de toda a polémica que envolve o filme, "A queda" bateu recordes de bilheteira na Alemanha tendo sido visto por cerca de 480 mil espectadores só na primeira semana de exibição, segundo a distribuidora Constantin Films.


IN http://jpn.icicom.up.pt

terça-feira, julho 12, 2005

A Guerra dos Mundos

FUI VER ESTE EMOCIONANTE FILME NA SALA 1 DOS CINEMAS CASTELLO LOPES EM PONTA DELGADA DIA 2005.07.11 PELAS 21:10 COM A MINHA MARINA E O MEU AMIGO PAULINHO. *****

A família é desde há algum tempo o elemento fulcral da filmografia de Steven Spielberg. Esta película não é excepção e, apesar de contar com uma imensidão de extra-terrestres e de efeitos especiais, prefere centrar-se na forma como uma família tipicamente americana vive a ameça alienígena. Tom Cruise é o pai divorciado que passa o fim-de-semana com os filhos, e que durante os dias da temível guerra tenta ser o que nunca foi: um bom pai. Mas várias questões se levantam acerca deste filme: - Será que é desta que Cruise consegue voltar à ribalta?- Será que Spielberg consegue fazer um filme de extra-terrestres? A última pergunta até pode parecer disparatada já que ele é o 'pai' de 'ET, o extra-terrestre' mas este também era um filme familiar com uma forte carga emotiva, mais do que um filme sobre seres de outros planetas. Ainda assim é certo que 'A Guerra dos Mundos' é uma mega-produção com um orçamento milionário (cerca de 200 milhões de dólares) e que será um dos sucessos comerciais do ano. Tudo porque Spielberg se arriscou a trazer para os dias de hoje a histórica aventura de H.G. Wells, uma batalha entre humanos e extraterrestres pela sobrevivência da espécie humana, segundo o olhar de uma família americana.'The War of the Worlds' é desde a sua génese um dos mais apetecíveis trabalhos sobre uma invasão alienígena e o sentimento de paranóia colectiva. Primeiro foi o romance, seguiu-se o programa de rádio de Orson Welles e um filme realizado por Byron Haskin e agora chega este remake de Spielberg. A história é bastante simples. Os aliens andam aí e espiam-nos, desde há muito tempo, ambicionando conquistar e dominar o planeta Terra. Para isso eles têm que chegar, derrotar-nos e vencer.A sua chegada coincide com os dias em que Ray Ferrier (Tom Cruise) tem de tomar conta dos filhos: Robbie (Justin Chatwin) e Rachel (Dakota Fanning). Quanto a destruição e dizimação das populações começa, Ray só tem uma coisa a fazer: fugir e proteger a sua prole. A família parte então em direcção à casa da mãe das crianças e começa uma aventura que tem tanto de dramático como de reunificação familiar. De um lado temos um ataque devastador por parte dos aliens, do outro um drama familiar que acaba por ser também uma viagem de reconciliação.

in http://www.estreia.online.pt

domingo, julho 10, 2005

Sophie Scholl: The Final Days

FUI VER, PELA PRIMEIRA VEZ, UM FILME ALEMÃO. FOI NA SALA 1 DO CINE SOL*MAR NO DIA 2005.07.09 ÀS 21:40 NA SEMPRE AGRADÁVEL DA MINHA NAMORADA. VALE A PENA.

Sophie Scholl é uma estudante, activista e membro do grupo da resistência conhecido como Weisse Rose (Rosa Branca), criado durante a Segunda Guerra Mundial. Os membros da Rosa Branca, principalmente Sophie Scholl, são ainda hoje respeitados na Alemanha e todas as terras têm ruas com os seus nomes, em memória dos estudantes que tentaram de forma heróica por fim a crueldade e à enorme indiferença existente na Alemanha daqueles tempos. Em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler está a devastar a Europa. Em Munique, um grupo de jovens universitários recorrem a resistência passiva como arma para combater os nazistas e a sua desumana máquina de guerra. É então que se forma o movimento de resistência Rosa Branca. Sophie Scholl (Julia Jentsch) é a única mulher do grupo. Em 18 de Fevereiro, Sophie e Hans Scholl (Fabian Hinrichs) são surpreendidos a distribuir panfletos contra o regime e os dois são detidos pela Gestapo. Pouco tempo depois, foram presos os restantes membros do grupo. Nos dias que se seguiram, no interrogatório de Sophie com o oficial da Gestapo Mohr (Gerald Alexander Held), desenvolve-se um intenso duelo psicológico. Ela mente e nega, desesperada por proteger o seu irmão e os restantes companheiros. Mohr oferece uma saída a Sophie para escapar à morte, mas ela recusa-se a trair os seus ideais. Mas a partir do momento em que fica a saber que o irmão confessou tudo, Sophie deixa de mentir. “Eu fiz tudo…e orgulho-me disso”. Vencedor de dois Ursos de Prata no Festival de Berlim – Melhor Realizador para Marc Rothemund e Melhor Actriz para Julia Jentsch.

in http://www.cinema2000.pt

terça-feira, julho 05, 2005

Mr e Mrs Smith

FUI VER ESTE FILME NO DIA 2005.07.04 PELAS 21:20 NA SALA 1 DA CASTELLO LOPES CINEMAS NO PARQUE ATLÂNTICO EM PONTA DELGADA, NA COMPANHIA DA MINHA MENINA.

De Doug Liman ('Identidade Misteriosa') chega finalmente às salas um filme muito aguardado, não tanto pela sua qualidade, mas pela prosaica razão de juntar dois dos actores mais sensuais do cinema americano. Falamos obviamente de Brad Pitt e de Angelina Jolie que, segundo rumores que correm pela imprensa cor-de-rosa internacional, se apaixonaram durante as rodagens deste filme. Nesta ficção, eles são marido e mulher (os tais Mr e Mrs Smith) e vivem um casamento sem chama parecendo aguardar por uma bomba que faça despertar o fulgor da sua relação. Mas em boa verdade, ambos escondem um terrível segredo: eles são assassinos contratados para diversas missões.Finalmente, os destinos dos dois vão encontrar-se na linha de fogo quando descobrem que o próximo alvo é a sua cara-metade. Que mais se pode pedir para apimentar um casamento inssoso e moribundo?Para os mais desatentos, convém referir que apesar de ter um título semelhante, este 'Mr e Mrs Smith' nada tem em comum com o filme que Alfred Hitchcock realizou em 1941, com Carole Lombart e Robert Montgomery nos principais papéis. Na sua fase mais embrionária, este projecto sofreu diversos percalços como todos os filmes que reúnem estrelas de topo, tendo sido abalado pelas hesitações dos seus protagonistas. Brad Pitt esteve, desde o início, interessado no projecto mas o mesmo não se passou com Angelina Jolie. Inicialmente, Nicole Kidman esteve para protagonizar este thriller. Com a desistência da actriz, Pitt deu um passo atrás. Depois disso várias alternativas foram pensadas para interpretar este par. Catherine Zeta-Jones esteve para ser Mrs Smith e Johnny Depp e Will Smith foram duas das hipóteses para o protagonista masculino. Quando Angelina Jolie aceitou integrar esta aventura, Pitt reconsiderou e acabou por formalizar a sua participação.

in http://www.estreia.online.pt

domingo, junho 26, 2005

Batman, o Início

FUI VER ESTE MAGNÍFICO FILME À SALA 1 DA CASTELLO LOPES NO PARQUE ATLÂNTICO EM PONTA DELGADA PELAS 21:45 NA SEMPRE AGRADÁVEL COMPANHIA DA MINHA NAMORADA MARINA.

Apetece dizer que no Verão, blockbusters mil. Brad Pitt e Angelina Jolie abriram as hostilidades com 'Mr and Mrs Smith' e, a partir de agora, os filmes de grande orçamento começam a estrear nas salas lusitanas. 'Batman Begins, que marca o regresso do Homem-Morcego ao cinema, é o primeiro a tentar a sua sorte nas bilheteiras. O projecto protagonizado por Christian Bale e com realização de Christopher Nolan tenta recuperar a simpatia dos fãs da saga, depois do fracasso das duas últimas versões.Fazendo tábua rasa de das histórias dos filmes até hoje realizados, este novo 'Batman' decide voltar atrás e contar tudo do início.Os espectadores têm assim oportunidade de conhecer um rapazinho chamado Bruce Wayne que viu os pais serem mortos à sua frente e que nunca recuperou do choque. Este miúdo, a quem nem sequer a vingança foi concedida, adoptará mais tarde o alter-ego de Batman. Antes disso, ele viaja até Leste onde procura os conselhos do perigoso ninja Ra's Al-Ghul, regressando depois a uma Gotham City decadente, assolada pelo crime organizado.Nesta urbe são poucos poucos os que resistem à corrupção e ao caos vigentes. O tenente da polícia Jim Gordon e a assistente do procurador, Rachel Dawes fazem parte desta minoria.Com o apoio do seu dedicado mordomo Alfred e de Lucius Fox, o único aliado que lhe resta, Bruce cria o seu alter-ego, como uma forma de canalizar a dor, o medo e a raiva que sente. 'Batman - O Início' acompanha assim o seu percurso desde o processo de aprendizagem, passando pelo seu desencanto com Gotham, pela criação do seu alter-ego e revela-nos o seu primeiro amor.Para relatar todas estas aventuras, a Warner não mediu esforços e contratou um elenco espectacular. Michael Caine, Morgan Freeman, Liam Neeson, Ken Watanabe, Katie Holmes, Gary Oldman, Cilian Murphy ou Tom Wilkinson são alguns dos actores de renome que participam nesta super-produção. Será que é desta que o Homem-Morcego não se vai 'estatelar'?

in http://www.estreia.online.pt

terça-feira, junho 14, 2005

xXx2 - Estado Radical

FUI VER ESTE TRRILLER COM A MINHA "MAIS QUE TUDO" NA SALA 2 DA CASTELLO LOPES CINEMAS NO PARQUE ATLÂNTICO EM PONTA DELGADA ÀS 21:20 DO DIA 2005.06.13

Neste imparável thriller de acção, os rumores de uma mudança política ecoam no Capitólio, e o Presidente é considerado um alvo a abater por uma facção radical de dissidentes mesmo no seio do Governo dos Estados Unidos.
Apenas duas pessoas estão entre a liberdade e a anarquia: Augustus Gibbons (Samuel L. Jackson), que acaba de sobreviver a um ataque à sede da NSA – National Security Agency, e está em fuga. O outro, um soldado condecorado das Operações Especiais, Darius Stone (Ice Cube), e que se encontra encarcerado numa prisão militar.
Mais uma vez, Gibbons terá de recrutar um desconhecido e Stone é o homem.
O novo Agente XXX irá enfrentar os revoltosos do Governo. Nele reside a única esperança de evitar o primeiro golpe de estado da história dos EUA.

Realização: Lee Tamahori
Com: Ice Cube, Willem Dafoe, Samuel L. Jackson, Scott Speedman, Peter Strauss
Género: Acção/Aventura/Thriller
Distribuição: Lusomundo
EUA, 2005
101 min

in http://campus.sapo.pt

terça-feira, junho 07, 2005

O Mercador de Veneza

FUI VER ESTE FILME NA SALA 1 DO CINE SOL*MAR NO CENTRO COMERCIAL SOL*MAR EM PONTA DELGADA NO PASSADO DIA 2005.06.06 PELAS 21:40 NA COMPANHIA DA MINHA DONZELA E DO MEU FIEL AMIGO PAULINHO

Os textos de William Shakespeare constituem um património fundamental desde os tempos do cinema mudo. Títulos como ''Romeu e Julieta'', ''Sonho de Uma Noite de Verão'', ''A Tempestade'' ou ''Otelo'' foram glosados à exaustão, em inúmeras variações (de género, de contexto ou de época).Basta pensarmos em ''Romeu e Julieta'', para encontrarmos duas obras radicalmente diferentes, inspiradas livremente neste texto. Se em ''Romanoff e Julieta'', Peter Ustinov, transforma a tragédia numa comédia de situação, em tempos de Guerra Fria; Baz Luhrmann prefere transferir a acção para a actualidade e misturar-lhe conflitos entre gangs rivais e drogas psicadélicas. Este é um exemplo de uma lista infindável de adaptações, muito livres, que muitos cineastas fizeram a partir dos textos clássicos do dramaturgo inglês.Embora seja um dos textos shakespearianos menos visitados pelo cinema depois da era do mudo, ''O Mercador de Veneza'' não é excepção. Já teve direito a uma série de versões televisivas e a algumas migrações transculturais, onde foi possivel ver um ''Mercador'' Indiano (''Zalim Saudagar'', 1941) ou Maori (em ''Maori Merchant of Venice'', Nova Zelândia, 2002).Michael Radford, o realizador de ''O Carteiro de Pablo Neruda''), ensaia mais uma adaptação que tem os méritos inerentes a uma grande produção como o de aproveitar a fotogenia de Veneza, onde a acção se passa, em pleno século XVI.Shylock (Al Pacino) vive saudavelmente no meio de empréstimos de dinheiro com juros – a única profissão possível para os judeus daquele tempo, já que os cristãos estavam proibidos de ter esta ocupação, pela sua religião. Apesar disso, sempre que se aventura para além do seu bairro judeu, Shylock enfrenta a indignidade e o perigo.Na mesma cidade mas num mundo à parte vive António (Jeremy Irons), um mercador cristão que tem como amigo um jovem nobre de nome Bassanio.Bassanio (Joseph Fiennes) apaixona-se pela bela Portia (Lynn Collins) e para obter a sua mão, pede emprestado a Antonio 3.000 ducados. Querendo ajudar o amigo mas tendo todo o seu dinheiro empatado em negócios, Antonio recorre ao judeu Shylock que assim estabelece com ele um contrato em que o risco é a sua própria vida. Os dois estabelecem então um acordo: se o débito não for pago em três meses, o cobrador receberá como pagamento um pedaço da carne do comerciante.Com um trabalho fotográfico de excelência, que contrasta com a visão negra e angustiada sobre a natureza humana; com Al Pacino que domina como ninguém a arte de bem-representar, este filme vale certamente uma visita.

in http://www.estreia.online.pt

segunda-feira, junho 06, 2005

Sahara

FUI VER ESTE BEST-SELLER COM A MINHA MENINA NA SALA 4 DA CASTELLO LOPES CINEMAS NO PARQUE ATLÂNTICO EM PONTA DELGADA NO DIA 2005.06.05 PELAS 21:30

Baseado no best-seller de Clive Cussler, 'Sahara' conta a história de Dirk Pitt (Matthew McConaughey) um explorador e agente da NUMA (National Underwater Marine Agency), que parte à descoberta da causa de morte de milhares de norte-africanos. Durante a missão, ele descobre, com a ajuda da bióloga Eva Rojas (Penélope Cruz), que uma planta nuclear é a responsável por um vírus que ameaça o ecossistema mundial. Juntos, eles vão tentar deter o tirano responsável pela epidemia.Dirk Pitt, o protagonista desta história, é um misto de agente secreto, pesquisador de tesouros e aventureiro, e o herói do romance pulp, criado por Clive Cussler, que desenvolveu as suas aventuras ao longo de 17 livros que se revelaram um sucesso (mais de 100 milhões de exemplares vendidos).Hugh Jackman e George Clooney foram alguns dos actores que se mostraram interessados em encarnar este herói no grande ecrã. Mas Matthew McConaughey, que se apaixonou por estes romances durante a adolescência, levou a melhor e acabou por ser o protagonista deste filme, onde acumula ainda a função de produtor-executivo. O que ele não sabia é que o filme também o iria guiar até uma nova paixão: a actriz Penélope Cruz que se tornou sua namorada (e há quem diga que noiva), pondo fim à relação que mantinha com Tom Cruise.Realizado por Breck Eisner, filho de Michael Eisner, o ex homem forte da Disney, 'Sahara' traz-nos aventura e romance no deserto africano. Rodado em Marrocos, em Barcelona e nos estúdios Shepperton ingleses, o filme conta ainda com um cameo de Steven Spielberg. Quem não ficou muito agradado com o resultado foi Clive Cussler que, apesar de se manter como produtor-executivo, não gostou da adaptação que fizeram da sua história e já assegurou que não voltará a vender os direitos dos seus livros a esta equipa.

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sábado, maio 28, 2005

Birth – O Mistério

FUI VER ESTE TRILLER PSICOLÓGICO NO PASSADO DIA 2005.05.27 ÀS 22H NA SALA 1 DO CINE SOL*MAR COM A MINHA NAMORADA E A NOSSA AMIGA CARLA

Anna (Nicole Kidman) é uma jovem viúva que continua muito ligada às memórias do falecido marido, Sean, e que tem dificuldades em prosseguir com a sua vida. Dez anos passados, ela parece estar a recuperar a alegria de viver e o seu sorriso. Por isso decide aceitar o pedido de casamento de Joseph (Danny Huston), um homem simpático que a galanteou durante os últimos anos, e seguir em frente com a sua vida.Mas na véspera do casamento, conhece Sean (Cameron Bright), um rapazinho de 10 anos que afirmar ser a reencarnação do seu marido. Obviamente, ela começa por considerar a história totalmente absurda, mas o facto de esta criança conhecer pormenores acerca de situações que viveu com o seu falecido marido, fazem com que ela fique intrigada.Aos poucos, Anna começa a recordar factos do seu passado e a questionar se deve seguir com a sua vida ou agarrar-se a uma recordação do passado.Apesar de ter uma premissa interessante, 'Birth' não é um filme genial. O enredo tem menos reviravoltas do que as que normalmente existem neste tipo de filmes e revela-se bastante incoerente e aborrecido. Entre a introdução e o desenlace, a acção propriamente dita é tão pouca que caberia melhor numa curta-metragem. Contudo, Nicole Kidman tem uma interpretação de primeira linha e Jonathan Glazer consegue criar algumas imagens interessantes. Convém ainda destacar o desempenho do jovem Cameron Bright que promete ser o novo menino prodígio da sétima arte. No cômputo geral, podemos dizer que este parto poderia ter sido mais feliz.

in http://www.estreia.online.pt

Há filmes que nascem contra os desígnios do mundo. Não porque queiram ir contra tudo e contra todos. Apenas porque não se satisfazem com o que é voz corrente, com o que nos desvia da luminosidade da verdade, ou ainda porque, muito em particular, não aceitam que o amor seja apenas um tema “universal” e intermutável. «Birth», de Jonathan Glazer, é um desses filmes. Que é como quem diz: a história de um amor que segue em frente, sejam quais forem os desígnios do mundo. Para simplificar (oh... e quanto simplificamos quando nos exprimimos assim!), digamos que é uma história que tende para o fantástico: uma jovem mulher, Anna (Nicole Kidman), é confrontada por um rapaz de 10 anos, Sean (Cameron Bright), que se afirma como a reencarnação do falecido marido de Anna. Sugerir que se trata de uma revisitação do dispositivo dramático de «Ghost» (1990) seria mais do que precipitado — seria totalmente inadequado. O que Anna é levada a viver está para além de uma qualquer dicotomia entre o mundo real e o país dos fantasmas. Em boa verdade, é uma questão secundária saber se Sean é ou não uma “falsa” reencarnação (esperemos, aliás, que o jornalismo menos responsável tenha um louvável acesso de pudor e não revele a evolução dos factos do argumento). Aquilo que Jonathan Glazer filma é a radical cumplicidade do impulso amoroso com o silêncio envolvente da morte — é a sua vida também através da morte. Bem sei que é prudente evitar as considerações de mera exaltação comparativa. Em todo o caso, atrevo-me a sugerir que, provavelmente desde «Eyes Wide Shut» (1999), não víamos uma Nicole Kidman tão despojada e complexa, tão transparente e indecifrável (e bem sabemos que, entretanto, ela fez alguns prodigiosos trabalhos). Seja como for, «Birth» é um pequeno milagre cinematográfico, um filme conduzido por um olhar austero, maníaco do detalhe, capaz de valorizar a perturbação de cada imagem e o enigma de cada som. O cinema é isso… Ou não é?

sábado, maio 21, 2005

Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith

FUI VER ESTE FILME NA SALA 1 DO CASTELLO LOPES EM PONTA DELGADA ÀS 21:40 DO DIA 2005.05.20 COM A MINHA MENINA MARINA.

Chega finalmente ao grande ecrã o último tomo da saga 'A Guerra das Estrelas' que encerra uma história que nasceu há mais de três décadas, em 1973, quando o jovem George Lucas a começou a escrever. Neste episódio, que é aguardado com grande expectativa por todos os fãs da série, o realizador revela finalmente porque é que Anakin Skywalker cedeu ao lado obscuro da Força e se tornou Darth Vader. No terceiro episódio, Anakin, o jovem cavaleiro Jedi, cede à tentação e alia-se ao maléfico Darth Sidious, depois de promessas de um poder sem fim. Os Sith unem-se então com o objectivo de exterminar todos os Jedi. Os mestres Yoda e Obi Wan, os únicos que sobrevivem, vão fazer de tudo para travar os ímpetos dos Sith. No final, Anakin, agora Darth Vader, e Obi Wan, o seu mestre, vão confrontar-se num combate que decidirá o destino da Galáxia...Quem já viu o filme garante que os desempenhos de todo o elenco são excelente e que Hayden Christensen está excelente. Apesar da velocidade quase asfixiante em que se desenrola a história, não faltam aspectos positivos neste filme, entre os quais estão a mestria dos efeitos visuais e sonoros e o regresso do imaginário criativo de George Lucas que apaixona espectadores de todo o mundo. A ideia de que este episódio fecha com chave de ouro a nova trilogia também parece reunir consenso.'Star Wars: Episódio III - A vingança dos Sith' é também a vingança de George Lucas contra todos aqueles que não acreditavam nesta nova trilogia, que não começou da melhor forma. O mistério em redor do filme impõe-se, mas ainda assim Lucas deixou escapar algumas declarações acerca deste filme que não deixam de ser intrigantes: «Este [episódio] será mais emocional. Nós gostamos de descrevê-lo como um ‘Titanic' no espaço. É um filme sentimental. Claro que os fãs adorariam ver um filme sobre Darth Vader a matar pessoas mas eu não estou a contar essa história, isso não me interessa. É um drama majestoso', afirmou.

in http://www.estreia.online.pt